Tudo Deus Fez Muito Bom
Daniel Camargo Moreira
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Genesis 1:1-31
Introdução
Introdução
Gênesis 1 é o texto fundacional de toda a cosmovisão bíblica, oferecendo uma resposta definitiva às questões fundamentais da existência: “Quem somos?”, “De onde viemos?” e “Por que existimos?”. Este capítulo não é apenas sobre os eventos da criação, mas revela o caráter de Deus, o propósito da existência humana e a bondade intrínseca de toda a criação. Em um mundo que frequentemente vê a vida como produto do acaso ou como fundamentalmente problemática, Gênesis 1 declara uma verdade transformadora: tudo que Deus fez é “muito bom”.
Contexto
Contexto
Gênesis foi escrito por Moisés, provavelmente durante o período em que Israel peregrinava pelo deserto (c. 1440–1400 a.C.). O texto se dirige a um povo que havia passado 430 anos como escravo no Egito e que agora estava cercado por cosmogonias pagãs. Nessas narrativas, a origem do mundo era atribuída a conflitos entre deuses, e os seres humanos eram vistos como servos de divindades volúveis e exigentes.
Em contraste direto com esse cenário, Gênesis 1 apresenta uma visão profundamente distinta: um único Deus soberano, criando de maneira ordenada, intencional e benevolente — culminando com a humanidade como a coroa de Sua criação.
1. A Declaração Fundamental da Criação (v. 1)
1. A Declaração Fundamental da Criação (v. 1)
1 No princípio, criou Deus os céus e a terra.
• “No princípio” (heb. bereshit): Esta palavra indica não apenas o início temporal, mas o ponto de origem absoluto de tudo que existe. Não havia matéria preexistente ou co-eternos com Deus. É uma declaração de que há um momento definido quando a realidade física começou a existir.
• “criou” (heb. bara): Este verbo hebraico é usado exclusivamente para a atividade criativa de Deus no Antigo Testamento (aparece 54 vezes). Diferente de yatsar (formar) ou asah (fazer), bara implica criação ex nihilo - do nada, uma atividade que somente Deus pode realizar.
• “Deus” (heb. Elohim): Forma plural da palavra El (Deus), mas usada com verbos singulares, sugerindo majestade e plenitude divina. Este nome enfatiza o poder e a soberania de Deus como criador.
• “os céus e a terra” (heb. hashamayim ve’et ha’aretz): Expressão idiomática hebraica (merismo) que significa “tudo que existe” - o universo inteiro em sua totalidade. Não se refere apenas ao planeta Terra e ao espaço, mas a toda realidade criada.
• Implicações teológicas: Este versículo estabelece o monoteísmo, a transcendência de Deus, e nega tanto o panteísmo (Deus é tudo) quanto o dualismo (duas forças eternas opostas).
Por que é crucial começar com “No princípio criou Deus”? Como esta declaração confronta as cosmovisões modernas sobre origens?
2. O Estado Inicial e o Espírito de Deus (v. 2)
2. O Estado Inicial e o Espírito de Deus (v. 2)
2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
• “a terra era sem forma e vazia” (heb. tohu wabohu): Frase hebraica única que descreve um estado de caos não-desenvolvido. Tohu significa “vazio, desolação” e bohu significa “vazio, nada”. Não indica algo maligno, mas simpem um estado inicial que aguarda a ação ordenadora de Deus.
• “trevas sobre a face do abismo” (heb. choshek al-pnei tehom): As trevas (choshek) não são apresentadas como más, mas como ausência de luz que será criada no dia seguinte. O “abismo” (tehom) se refere às águas profundas primordiais, possivelmente conectado com antigas cosmogonias do Oriente Próximo, mas aqui submetido ao controle de Deus.
• “o Espírito de Deus se movia” (heb. ruach Elohim merachephet): A palavra ruach pode significar “vento”, “respiração” ou “espírito”. O verbo merachephet aparece apenas aqui e em Deuteronômio 32:11, onde descreve uma águia pairando sobre seus filhotes. Sugere cuidado protetor e atividade criativa iminente.
• Interpretações do “mover-se”: Alguns veem como “vibrar” ou “pulsar”, outros como “incubar” (similar a um pássaro chocando ovos). Todas as interpretações enfatizam a atividade divina preparatória para a criação ordenada.
O que o estado inicial “sem forma e vazia” nos ensina sobre o processo criativo de Deus? Como o Espírito “movendo-se” prefigura a obra criativa que seguirá?
3. O Primeiro Dia: Luz e Trevas (vv. 3-5)
3. O Primeiro Dia: Luz e Trevas (vv. 3-5)
3 E disse Deus: Haja luz. E houve luz. 4 E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas. 5 E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. E foi a tarde e a manhã: o dia primeiro.
• “E disse Deus” (heb. vayomer Elohim): Primeira vez que Deus fala no texto. A palavra divina (dabar) é poderosa e eficaz - não há diferença entre Deus falar e Deus agir. Esta é a base da doutrina da criação pela palavra.
• “Haja luz” (heb. yehi or): Apenas duas palavras em hebraico. A simplicidade da frase contrasta com a magnitude do ato. Esta não é luz solar (o sol é criado no dia 4), mas luz primordial, possivelmente energia radiante ou a própria glória de Deus.
• “E houve luz” (heb. vayehi or): Resposta imediata ao comando divino. Não há resistência, demora ou esforço - a criação responde instantaneamente à palavra de Deus.
• “viu Deus que era boa” (heb. vayar Elohim ki tov): Primeira de sete declarações de bondade na narrativa. Tov significa não apenas funcionalmente adequado, mas intrinsecamente bom, belo e apropriado. Deus não aprende algo novo ao “ver”, mas expressa aprovação e satisfação.
• “fez separação” (heb. vayavdel): O verbo badal (separar) é fundamental no relato da criação. Criar envolve tanto fazer quanto organizar, estabelecer distinções e fronteiras que trazem ordem do caos.
• “Dia… Noite”: Deus nomeia Suas criações, exercendo autoridade soberana. No pensamento antigo, nomear algo significava ter autoridade sobre isso.
• “foi a tarde e a manhã”: Fórmula que aparece em cada dia da criação. Para os hebreus, o dia começava ao pôr do sol, refletindo a ordem divina estabelecida aqui.
Por que Deus cria através da palavra falada? O que significa a luz ser “boa” antes mesmo da criação do sol?
4. O Segundo Dia: A Expansão (vv. 6-8)
4. O Segundo Dia: A Expansão (vv. 6-8)
6 E disse Deus: Haja uma expansão no meio das águas, e haja separação entre águas e águas. 7 E fez Deus a expansão e fez separação entre as águas que estavam debaixo da expansão e as águas que estavam sobre a expansão. E assim foi. 8 E chamou Deus à expansão Céus; e foi a tarde e a manhã: o dia segundo.
• “expansão” (heb. raqia): Literalmente “algo batido” ou “esticado”, como metal martelado em uma folha fina. Refere-se ao espaço atmosférico entre as águas terrestres e as nuvens. Não é uma cúpula sólida, mas o espaço aéreo onde voam as aves (v. 20).
• “separação entre águas e águas”: Deus divide as águas primordiais, colocando algumas acima (nuvens, vapor atmosférico) e outras abaixo (oceanos, rios, lagos). Esta separação torna possível a vida terrestre.
• “E chamou Deus… Céus”: O mesmo espaço chamado “expansão” é nomeado “céus” (shamayim), estabelecendo o reino atmosférico onde ocorrerão fenômenos meteorológicos.
• Ausência de “era bom”: Notavelmente, este é o único dia onde a frase “era bom” não aparece. Alguns sugerem que a obra do segundo dia não estava completa até o terceiro dia, quando a terra seca apareceu.
Por que a separação das águas era necessária para o restante da criação? O que isso nos ensina sobre como Deus trabalha progressivamente?
5. O Terceiro Dia: Terra Seca e Vegetação (vv. 9-13)
5. O Terceiro Dia: Terra Seca e Vegetação (vv. 9-13)
9 E disse Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num lugar; e apareça a porção seca. E assim foi. 10 E chamou Deus à porção seca Terra; e ao ajuntamento das águas chamou Mares. E viu Deus que era bom. 11 E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi. 12 E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie e árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom. 13 E foi a tarde e a manhã: o dia terceiro.
• Duas obras no terceiro dia:
Aparecimento da terra seca (vv. 9-10)
Criação da vegetação (vv. 11-13)
• “Ajuntem-se as águas”: Deus comanda as águas a se reunirem, permitindo que terra seca emerja. Isso estabelece os contornos geográficos básicos - continentes, oceanos, ilhas.
• “Terra… Mares”: Novamente, Deus nomeia Suas criações, estabelecendo as duas principais divisões da superfície planetária.
• “Produza a terra”: Pela primeira vez, Deus dá à criação capacidade de participar no processo criativo. A terra “produz” vegetação, mas sob comando divino.
• “segundo a sua espécie” (heb. lemino): Frase que aparece 10 vezes em Gênesis 1. Estabelece o princípio da reprodução dentro de categorias criadas, sugerindo tanto estabilidade quanto diversidade dentro de limites.
• “cuja semente está nela”: Princípio da autoreprodução. Deus não apenas cria vida, mas dá à vida capacidade de perpetuar-se, mostrando Sua providência contínua.
• Duas declarações de bondade: Este dia recebe dupla aprovação divina, possivelmente porque contém duas obras distintas ou porque prepara o palco para a vida animal e humana.
Por que Deus permite que a terra “produza” vegetação? O que o princípio “segundo a sua espécie” nos ensina sobre ordem e diversidade na criação?
6. O Quarto Dia: Luminares (vv. 14-19)
6. O Quarto Dia: Luminares (vv. 14-19)
14 E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. 15 E sejam para luminares na expansão dos céus, para alumiar a terra. E assim foi. 16 E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. 17 E Deus os pôs na expansão dos céus para alumiar a terra, 18 e para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas. E viu Deus que era bom. 19 E foi a tarde e a manhã: o dia quarto.
• “luminares” (heb. me’orot): Palavra que enfatiza a função de dar luz, não os corpos celestes em si. Evita termos que eram nomes de deidades pagãs (sol = shemesh, frequentemente adorado como deus).
• Quatro propósitos dos luminares:
Separação entre dia e noite
Sinais (otot) - marcos para navegação e agricultura
Tempos determinados (mo’adim) - festivais religiosos e estações
Cronologia - dias e anos.
• “o luminar maior… menor”: Descrição funcional evitando nomes que poderiam evocar divindades solares ou lunares. O sol governa (mashal) o dia, a lua governa a noite - linguagem de domínio ordenado, não deificação.
• “e fez as estrelas”: Menção quase casual das estrelas, que eram frequentemente consideradas deuses nas cosmologias pagãs. Para o Deus de Israel, são apenas parte da decoração cósmica.
• Relação com o primeiro dia: A luz criada no dia 1 agora recebe seus portadores específicos. Deus primeiro cria o fenômeno, depois estabelece seus mecanismos.
Por que o texto evita usar os nomes “sol” e “lua”? Como este dia demonstra que os corpos celestes são criação de Deus, não divindades?
7. O Quinto Dia: Vida Aquática e Aérea (vv. 20-23)
7. O Quinto Dia: Vida Aquática e Aérea (vv. 20-23)
20 E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus. 21 E Deus criou as grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom. 22 E Deus os abençoou, dizendo: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares; e as aves se multipliquem na terra. 23 E foi a tarde e a manhã: o dia quinto.
• “alma vivente” (heb. nephesh chayyah): Primeira vez que esta frase aparece. Refere-se à vida animal consciente, distinta da vida vegetal. Inclui capacidades como movimento, respiração, sensação.
• “as grandes baleias” (heb. tanninim): Palavra que pode referir-se a grandes criaturas marinhas, dragões míticos ou monstros do mar. No contexto pagão, estas criaturas eram frequentemente deificadas. Aqui são simplesmente criações de Deus.
• “E criou Deus” (heb. vayivra): Segunda vez que o verbo bara aparece, enfatizando que a vida consciente requer ato criativo especial de Deus, não apenas desenvolvimento natural.
• Primeira bênção: “Frutificai e multiplicai-vos” é a primeira bênção divina registrada. Deus não apenas cria vida, mas a capacita para prosperidade e reprodução.
• “enchei as águas… multipliquem na terra”: Comando para ocupar completamente os habitats criados. Deus deseja abundância, não escassez, em Sua criação.
Por que a criação da vida consciente requer menção especial do verbo “criar”? O que significa Deus “abençoar” as criaturas?
8. O Sexto Dia: Animais Terrestres e Humanidade (vv. 24-31)
8. O Sexto Dia: Animais Terrestres e Humanidade (vv. 24-31)
24 E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi. 25 E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
• Três categorias de animais terrestres:
1. Gado (behemah) - animais domésticos grandes
2. Répteis (remes) - criaturas que rastejam ou se movem rapidamente
3. Bestas-feras (chayyat ha’aretz) - animais selvagens
• “Produza a terra”: Como com a vegetação, Deus permite que a terra participe na criação animal, mas sob Seu comando direto.
26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se move sobre a terra. 27 E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. 28 E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
• “Façamos”: Plural de deliberação ou majestade. Alguns veem referência à Trindade, outros ao conselho celestial. O contexto enfatiza a importância especial da criação humana.
• “à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”: os termos Tselem (imagem) e demut (semelhança) são relacionados que indicam representação. Humanos são representantes de Deus na terra, refletindo Seu caráter moral, racional e espiritual.
• Terceiro uso de “criou” (bara): A criação humana recebe a mesma ênfase especial que a criação inicial (v. 1) e a vida animal (v. 21), sublinhando sua singularidade.
• “macho e fêmea”: Ambos os sexos igualmente portam a imagem de Deus. A diferenciação sexual é parte do design divino para reprodução e complementaridade.
• Domínio (radah) e Sujeição (kabash): Autoridade dada aos humanos sobre a criação. Radah implica governo responsável; kabash sugere administração ordenada. Não é exploração, mas mordomia.
29 E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda erva que dá semente e que está sobre a face de toda a terra e toda árvore em que há fruto de árvore que dá semente; ser-vos-ão para mantimento. 30 E a todo animal da terra, e a toda ave dos céus, e a todo réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde lhes será para mantimento. E assim foi. 31 E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã: o dia sexto.
• Dieta vegetariana original: Tanto humanos quanto animais recebem plantas como alimento. Não há predação ou derramamento de sangue no estado original da criação.
• “muito bom” (heb. tov me’od): Única vez que esta frase superlativa aparece. Com a humanidade criada, Deus declara que toda a criação não é apenas “boa”, mas “muito boa” - funcionalmente perfeita e moralmente excelente.
Por que apenas a criação humana é precedida por deliberação divina (“Façamos”)? O que significa ser criado “à imagem de Deus” e como isso se manifesta hoje?
Aplicações Práticas
Aplicações Práticas
Para nossa identidade pessoal:
Para nossa identidade pessoal:
Reconheça que você é criado à imagem de Deus, possuindo dignidade inerente
Entenda que sua vida tem propósito divino, não é produto do acaso
Viva como mordomo responsável da criação, não como explorador
Para nosso relacionamento com a criação:
Para nosso relacionamento com a criação:
Pratique cuidado ambiental como expressão de obediência a Deus
Reconheça a bondade intrínseca da criação, rejeitando tanto a idolatria da natureza quanto sua negligência
Use recursos naturais com gratidão e responsabilidade
Para nossa cosmovisão:
Para nossa cosmovisão:
• Baseie sua compreensão da realidade na revelação bíblica, não em filosofias seculares
• Reconheça que ciência e fé podem coexistir quando ambas são propriamente compreendidas.
• Viva com propósito, sabendo que existe um Criador com um plano.
Como o fato de que “tudo Deus fez muito bom” deve afetar nossa perspectiva sobre a vida, o trabalho e os relacionamentos?
Conclusão
Conclusão
Gênesis 1 estabelece verdades fundamentais que moldam toda a cosmovisão cristã: Deus é o Criador soberano, a humanidade é única como portadora da imagem divina, e toda a criação é intrinsecamente boa. Esta declaração de bondade universal não nega a realidade atual do mal e sofrimento, mas afirma que estes não são parte do design original de Deus.
Desafio:
Desafio:
Pratiquemos a gratidão pela criação observando diariamente algo específico na natureza e agradecendo a Deus por isso. Reflita sobre como você pode melhor exercer mordomia responsável sobre os recursos que Deus lhe confiou, lembrando-se de que você é Sua imagem na terra.
