O Maior Bem do Homem - Salmos 73

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O Maior Bem do Homem
Salmo 73:25–26
“Quem mais tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.”
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Ao chegarmos ao fim de mais um ano, somos naturalmente levados a fazer balanços. Olhamos para o que conquistamos, para o que perdemos, para o que deu certo e para o que ficou pelo caminho. O mundo mede o valor de um ano por resultados, números e realizações. Mas a Palavra de Deus nos ensina a olhar mais profundamente.
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O maior bem do homem não é aquilo que ele acumulou ao longo do ano, nem os objetivos que conseguiu alcançar, nem mesmo os livramentos que experimentou — por mais importantes que sejam. O maior bem do homem é a comunhão com o Senhor. É poder dizer, ao final de mais um ciclo, que Deus permaneceu conosco e que fomos sustentados por Sua graça.
A Escritura nos lembra que tudo o que é terreno é passageiro. Anos começam e terminam, circunstâncias mudam, forças se esgotam. Contudo, há uma realidade que não se altera com o tempo: a presença fiel de Deus com o Seu povo. Quando o salmista declara que Deus é a sua porção, ele está confessando que, mesmo que tudo mais falhe, aquele que tem o Senhor não perdeu o essencial.
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Por isso, ao encerrarmos este ano, nossa gratidão não deve estar firmada apenas no que tivemos ou realizamos, mas no fato de que andamos com Deus. Se houve crescimento, foi pela graça. Se houve livramento, foi pela misericórdia. Se houve perseverança, foi porque o Senhor nos sustentou.
E é com esse mesmo entendimento que olhamos para o novo ano que se inicia. Não sabemos o que nos espera, mas sabemos que não há bem maior do que permanecer em comunhão com Deus.
Não deseje somente saúde aos outros, mas acima da saúde, a comunhão com Deus. Ela é mais importante que a saúde.
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O Salmo 73:25 marca um ponto de virada no salmo onde Asafe descobre a graça galardoadora de Deus, compreendendo que embora o ímpio possua tudo materialmente, ele próprio é rico porque possui Deus tanto em sua jornada terrena quanto como herança eterna.
Os versículos 73:25-27 enfatizam os privilégios do piedoso mesmo em meio a dificuldades, descrevendo um Deus pessoal que está no céu e é a força do coração do salmista e sua possessão. Asafe descobre que o verdadeiro sentido da vida não é o dinheiro, mas Deus, e que a verdadeira riqueza consiste em tê-lo.
O Salmo 73.25 apresenta duas perguntas retóricas que expressam a exclusividade de Deus na vida do salmista: “Quem mais tenho eu no céu?” e “Não há outro em quem eu me compraza na terra.” Essas questões revelam a suficiência divina ao estabelecer um contraste fundamental: nada no universo — nem no céu nem na terra — pode substituir ou complementar Deus.
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O salmista Asafe reconhece que enquanto os ímpios possuem riquezas materiais mas carecem de Deus, ele próprio, embora desprovido de ouro, encontra verdadeira riqueza em Deus, compreendendo que o sentido da vida não reside no dinheiro, mas na relação com Deus. Essa confissão implica uma renúncia radical: nenhuma coisa terrena será idolatrada, pois a submissão a Deus torna tudo mais sem Ele desprovido de valor.
A suficiência de Deus manifesta-se também em Sua capacidade de suprir completamente as necessidades humanas. O salmista reconhecia que nada menos que Deus poderia satisfazer seus anseios e declarava que para ele era bom estar junto a Deus. Deus é descrito como pessoal — voltado para o indivíduo — e como a força e possessão eterna do crente.
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Verso 26
Enquanto circunstâncias externas se desintegram, a comunhão com Deus oferece estabilidade que transcende fragilidade humana. Um homem piedoso prefere Deus acima de todas as outras coisas da terra, pois o deleite de Deus é melhor que qualquer coisa deste mundo. Essa preferência não nasce de renúncia amargurosa, mas de descoberta: o crente não abriria mão do conhecimento e da intimidade que tem com Deus por qualquer coisa que o mundo possa lhe oferecer.
O salmista também revela que essa comunhão produz clareza espiritual. Quando entrou no santuário de Deus, o escritor do Salmo 73 atinou com o fim dos ímpios — foi na adoração que se convenceu de que a prosperidade do ímpio era temporária e que Deus iria levar o ímpio para seu terrível julgamento. A comunhão com Deus reorienta nossa perspectiva, dissipando confusões que o mundo produz.
A comunhão com Deus é a essência da verdadeira prosperidade, superando qualquer medida terrena de sucesso ou segurança.
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Verso 28
“Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os seus feitos.”
O verso 28 do Salmo 73 encerra a jornada espiritual de Asafe com uma declaração transformadora:
Aqui aprendemos com Asafe que a qualidade de sua vida não é determinada por circunstâncias externas, mas pela profundidade de sua aproximação de Deus.
“Quanto a mim, bom é estar junto a Deus.”
Ao afirmar que “bom é estar junto a Deus”, o salmista redefine o conceito de “bom”. Ele não está falando do que é fácil, confortável ou vantajoso aos olhos humanos, mas daquilo que é verdadeiramente bom diante de Deus. Essa afirmação nos conduz a uma pergunta inevitável e profundamente pastoral:
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O que é que é bom para você hoje?
O que é bom para você: estar perto de Deus ou apenas bem de vida?
Para muitos, “o que é bom” significa estabilidade financeira, saúde preservada, problemas resolvidos e planos funcionando. Tudo isso tem seu valor, mas o salmista ensina que nada disso é o bem supremo. É possível ter um ano tranquilo e ainda assim estar longe de Deus. E é possível atravessar um ano difícil e, ainda assim, desfrutar do maior bem: a comunhão com o Senhor.
Quando o salmista afirma: “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus” (Sl 73:28), ele está corrigindo uma confusão comum ao coração humano: confundir uma vida confortável com uma vida boa. Para muitos, o que é “bom” é ter problemas resolvidos, contas pagas, saúde preservada e planos funcionando. Nada disso é mau em si mesmo. O perigo está em tratar essas coisas como se fossem o bem supremo.
É possível atravessar um ano inteiro “dando tudo certo” e, ainda assim, estar espiritualmente distante de Deus. Da mesma forma, é possível viver um tempo de perdas, lutas e incertezas e, ainda assim, desfrutar do maior bem que um homem pode ter: a comunhão com o Senhor. A Escritura nunca promete que o crente estará sempre bem de vida, mas afirma com clareza que estar com Deus é o verdadeiro bem.
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Essa pergunta, então, precisa ser feita com honestidade: se Deus permanecesse com você, mas as circunstâncias não melhorassem, isso ainda seria bom aos seus olhos?
E, de modo inverso: se tudo estivesse em ordem exteriormente, mas você estivesse longe de Deus, isso lhe satisfaria?
O salmista aprendeu que uma vida boa não é definida pela ausência de problemas, mas pela presença de Deus. Ele não diz: “bom é ter respostas”, “bom é vencer os inimigos” ou “bom é ver os ímpios caírem”, mas simplesmente: “bom é estar junto a Deus”. Isso revela uma fé amadurecida, que não ama a Deus apenas pelo que Ele dá, mas por quem Ele é.
Por isso, ao encerrarmos este ano e pensarmos no próximo, a pergunta não é apenas se estaremos melhor de vida, mas se estaremos mais próximos de Deus. Pois tudo pode ir bem, e ainda assim estarmos perdidos; e tudo pode parecer incerto, mas se estivermos junto do Senhor, nada essencial nos faltará.
O verdadeiro bem não é viver sem lutas, mas viver na presença de Deus.
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