CRIADOS PARA A GLÓRIA DE DEUS
MISSÃO DE DEUS • Sermon • Submitted • Presented
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· 5 viewsA criação foi criada para um propósito, a glória de Deus, como igreja devemos restaurar as pessoas à esse propósito.
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1 No princípio, criou Deus os céus e a terra. 2 A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. 3 Disse Deus: Haja luz; e houve luz. 4 E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas. 5 Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia.
26 Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra. 27 Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo animal que rasteja pela terra. 29 E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento. 30 E a todos os animais da terra, e a todas as aves dos céus, e a todos os répteis da terra, em que há fôlego de vida, toda erva verde lhes será para mantimento. E assim se fez. 31 Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia.
Introdução:
Introdução:
Qual é a pergunta mais fundamental da existência humana?
Qual é o anseio que ecoa no coração de cada pessoa, em cada cultura, ao longo de toda a história?
É a pergunta: "Por que estamos aqui?"
Qual é o propósito da vida?
Diante dessa questão, o mundo nos oferece duas respostas radicalmente opostas.
De um lado, a narrativa moderna nos diz que somos um "acidente cósmico",
o resultado de um acaso sem sentido em um universo frio e indiferente.
Essa visão, por mais que tente se enfeitar, nos leva inevitavelmente ao vazio.
De outro lado, a Bíblia nos oferece uma verdade infinitamente mais bela e significativa: fomos criados com intenção, por um Deus soberano, para um propósito glorioso.
A resposta não é um mistério obscuro; é a história fundamental que Deus nos revelou desde as primeiras palavras das Escrituras.
Tese:
Tese:
Tese central: a narrativa da criação revela que o propósito de todas as coisas
das imensas galáxias distantes à menor partícula,
do anjo mais poderoso ao ser humano mais simples — é a glória de Deus.
até mesmo a nossa salvação não é o fim último em si mesma.
A salvação é o meio poderoso e gracioso pelo qual Deus nos resgata de nosso egocentrismo
e nos restaura ao nosso propósito original e glorioso:
viver para a glória do nosso Criador.
01 - O Templo de Deus
01 - O Templo de Deus
É vital que comecemos aqui, no princípio, para entendermos o propósito de tudo.
A Bíblia nos oferece uma visão de um universo intencional, que dá significado e propósito à nossa existência.
O relato de Gênesis 1 é absolutamente único quando comparado aos mitos de criação do mundo antigo.
Naquelas histórias, os deuses eram caprichosos, competiam entre si em batalhas cósmicas e criavam a humanidade como seus servos ou escravos. Mas o nosso Deus não compete com ninguém.
As coisas surgem por acidente, inclusive o homem
Deus não precisa de nada!
Com poder sereno e sem esforço, Ele simplesmente fala, e a realidade passa a existir: "Haja luz; e houve luz" (Gn 1:3).
Esta majestade tranquila demonstra que há um só Deus, soberano e absoluto, Criador de todas as coisas por Sua pura e boa vontade.
E a cada passo de Sua obra criadora, Deus declara que aquilo que Ele fez era "bom".
Em hebraico, a palavra é tov. Isso vai muito além de uma avaliação meramente estética ou funcional.
"Bom" aqui significa que a criação cumpriu perfeitamente o seu propósito. Assim como um martelo é bom quando cumpre sua função de pregar, o universo é bom porque ele proclama sem cessar a majestade de Deus,
manifestando a glória, a sabedoria e o poder do seu Criador, como diz o
1 Os céus proclamam a glória de Deus; o firmamento demonstra a habilidade de suas mãos.
Isso nos leva a uma metáfora poderosa: o mundo foi criado para ser o grande templo de Deus.
O plano original não era que Deus habitasse em um prédio, mas em Sua própria criação.
A conexão entre o Jardim do Éden, o Tabernáculo e o templo de Salomão é impressionante
Tanto o jardim quanto o templo estavam voltados para o leste, o lugar do nascer do sol, simbolizando um ponto de encontro com o Deus da luz. Um Ponto de Encontro Divino:
Ambos estavam repletos de simbolismo sagrado, com representações de árvores e querubins que guardavam o espaço santo. Um Santuário Decorado:
29 Enfeitou todas as paredes do santuário interno e do salão principal com entalhes de querubins, palmeiras e flores abertas.
O tabernáculo também:
31 “Para o interior do tabernáculo, confeccione uma cortina especial de linho finamente tecido. Enfeite-a com fios de tecido azul, roxo e vermelho e com querubins bordados com habilidade.
Havia dois querubins sobre a tampa da arca
Havia dois querubins no tempo separando o lugar santo do santíssimo
No Éden, Deus caminhava em comunhão com o homem; no templo, Sua glória visível—a —encheu o lugar, mostrando que o plano de Deus sempre foi habitar com Seu povo. A Presença Manifesta de Deus no templo e no tabernáculo: Shekinah
A criação inteira foi projetada para ser o santuário onde Deus habitaria com Seu povo e seria adorado.
Foram colocados querubins no Éden para guarda-lo quando o homem caiu
Se todo o universo é o grande templo de Deus, qual era, então, o nosso papel como a coroa da Sua criação neste santuário?
02 - Os Sacerdotes de Deus
02 - Os Sacerdotes de Deus
Dentro deste grande templo da criação, Deus designou à humanidade um papel único e privilegiado: o de sacerdotes.
Compreender este chamado original é a chave para redescobrirmos o verdadeiro significado de nossa vida, de nosso trabalho e de nossos relacionamentos hoje.
Muitos de nós fomos ensinados, talvez sutilmente, a ver o trabalho como uma maldição, um fardo que surgiu após a Queda.
Mas a Bíblia destrói essa ideia no texto:
15 O Senhor Deus colocou o homem no jardim do Éden para cultivar e guardar ele
As palavras hebraicas aqui são cruciais. "Cultivar" é abad e "guardar" é shamar. Estes são exatamente os mesmos termos usados em Números 3:7-8 para descrever o serviço sagrado dos sacerdotes levitas no tabernáculo.
7 Eles servirão a Arão e a todo o povo no desempenho das funções na tenda do encontro e no serviço do tabernáculo. 8 Cuidarão de todos os utensílios da tenda do encontro e servirão no tabernáculo como representantes dos israelitas.
Adão não era um mero jardineiro; sua missão era sacerdotal.
Seu trabalho de cuidar da criação não era um fardo, mas um ato de adoração, um serviço sagrado prestado diretamente a Deus.
Isto significa que, para Deus, não há separação entre o sagrado e o secular.
O trabalho no jardim era tão sagrado quanto o serviço no tabernáculo.
Além disso, o mandamento cultural de encher a terra
28 Então Deus os abençoou e disse: “Sejam férteis e multipliquem-se. Encham e governem a terra. Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que rastejam pelo chão”.
era muito mais do que uma ordem biológica. Era uma instrução missional.
Era um chamado para que a humanidade, como portadora da imagem de Deus, expandisse as fronteiras do "jardim-templo" por toda a Terra.
A missão era encher o mundo não apenas com pessoas, mas com a glória e a adoração do Criador, refletindo Sua imagem em cada canto do planeta.
Agora, vamos trazer isso para a nossa realidade. Pense na sua vida nesta semana que se inicia.
Como você vê seu trabalho na segunda-feira? É apenas um meio para pagar as contas, um fardo a ser suportado?
Ou você consegue enxergá-lo como um altar, um lugar onde você serve a Deus através da sua excelência, ética e criatividade?
Como sua família, suas amizades e seu envolvimento na comunidade podem ser esferas onde a imagem de Deus é refletida e Sua glória é expandida?
LITURGIA DO ORDINÁRIO - criar filhos, lavar louça, arrumar a cama - não é só na igreja
Recebemos este chamado sublime, mas sabemos que a história não parou por aí.
A humanidade falhou. O pecado entrou no mundo e manchou essa imagem gloriosa.
Como Deus respondeu a essa “falha do plano” e como Ele continua Sua missão hoje?
03 - Os Agentes de Deus
03 - Os Agentes de Deus
O plano de Deus não foi frustrado pelo pecado de Adão.
A rebelião humana não pegou o Criador de surpresa.
Em Sua graça infinita, Deus colocou em prática um plano de redenção que já estava previsto desde a eternidade
18 Pois vocês sabem que o resgate para salvá-los do estilo de vida vazio que herdaram de seus antepassados não foi pago com simples ouro ou prata, que perdem seu valor, 19 mas com o sangue precioso de Cristo, o Cordeiro de Deus, sem pecado nem mancha. 20 Ele foi escolhido antes da criação do mundo, mas agora, nestes últimos tempos, foi revelado por causa de vocês.
esse plano culminou em Cristo.
E através de Cristo, Ele chamou um novo povo, a Igreja, para ser o agente da Sua missão restauradora no mundo.
A Igreja é o "novo Adão" na terra, chamada para cumprir a missão que o primeiro Adão falhou em realizar.
A conexão entre o chamado de Adão e o da Igreja é explícita.
O apóstolo Pedro nos diz em 1 Pedro 2:9:
9 Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
Percebem o eco? O título "sacerdócio real" nos leva diretamente de volta ao papel sacerdotal de Adão no Éden.
A missão da Igreja de "anunciar as grandezas" de Deus é a continuação direta do propósito original da humanidade: encher a terra com a glória e o louvor do Criador.
Mas Jesus não apenas estabeleceu uma igreja
Ele estabeleceu sacramentos para nós, coisas para fazermos como um corpo
O batismo:
19 Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
o Batismo é um ato público de confissão da fé em Jesus
é a cerimônia de ingresso na família da fé
o Batismo permite participar da Ceia:
24 agradeceu a Deus, partiu-o e disse: “Este é meu corpo, que é entregue por vocês. Façam isto em memória de mim”. 25 Da mesma forma, depois da ceia, tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança, confirmada com meu sangue. Façam isto em memória de mim, sempre que o beberem”.
A ceia é o elo de ligação entre a primeira e segunda vinda de Cristo
Nos lembramos da primeira e de seu sacrifício
anunciamos a sua segunda vinda
Levar o reino de Deus para nossa vida e para onde formos
é chamar a todos para participar dessa ceia
21 “O servo voltou e informou a seu senhor o que tinham dito. Ele ficou furioso e ordenou: ‘Vá depressa pelas ruas e becos da cidade e convide os pobres, os aleijados, os cegos e os mancos’. 22 Depois de cumprir essa ordem, o servo informou: ‘Ainda há lugar para mais gente’. 23 Então o senhor disse: ‘Vá pelas estradas do campo e junto às cercas entre as videiras e insista com todos que encontrar para que venham, de modo que minha casa fique cheia.
chama-los a essa comunhão é chama-los para viver seu propósito: Adorar a Deus!
Conclusão:
Conclusão:
Vamos recapitular a jornada gloriosa que percorremos hoje. Vimos que:
A criação é o templo de Deus, projetado para manifestar Sua glória.
A humanidade foi criada para ser o sacerdócio original nesse templo, servindo e adorando a Deus através de seu trabalho e vida.
A Igreja é o sacerdócio restaurado por Cristo, com a missão de continuar o propósito de Adão, enchendo a terra com a glória de Deus.
Um evangelho focado apenas no "eu" — na minha salvação, na minha prosperidade, na solução dos meus problemas pessoais.
Esse evangelho rouba de Deus a glória que somente a Ele é devida e nos rouba do propósito sublime para o qual fomos criados.
A igreja não pode ser apenas um "amontoado de pessoas em busca de ajuda para os seus problemas".
Somos um povo chamado para fora das trevas com um propósito missional: anunciar as grandezas de Deus!
E aqui está a verdade libertadora: Deus não precisa da nossa adoração. Ele é autossuficiente, eternamente feliz e completo na comunhão da Trindade.
Deus não nos chama para adorá-Lo porque Ele é carente.
Ele nos chama para adorá-Lo por um ato de puro amor e graça.
A adoração não é um fardo que damos a um Deus necessitado; é um privilégio que Ele nos concede
Fomos feitos para encontrarmos nossa alegria e satisfação mais profundas Nele. Quando adoramos algo que não seja Deus,
rumamos à solidão, ao vazio e ao desespero.
É a adoração a Deus que nos completa e nos satisfaz.
Portanto, o chamado hoje é claro e prático. Eu lhe pergunto diretamente:
Como essa visão da missão de Deus mudará sua perspectiva sobre seu trabalho, sua família e sua comunidade nesta semana?
Em que área da sua vida você precisa parar de buscar a sua própria glória e começar, intencionalmente, a viver para a glória de Deus?
Igreja, fomos criados para algo infinitamente maior do que nossos próprios interesses. Fomos criados para participar da missão cósmica de Deus.
E vivemos com uma esperança certa, a promessa de que um dia nosso trabalho estará completo.
Um dia, a missão de Deus se cumprirá, e a glória do Senhor encherá a terra como as águas cobrem o mar.
Nossa vida de adoração hoje é uma pequena, mas real, participação e antecipação dessa realidade final. Que vivamos para essa glória. Amém.
