O Embate de Reinos

Cristiano Gaspar
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O Imperativo da Missão

Título: O Embate de Reinos
Texto: Atos 13.1-12
É um privilégio estar aqui convosco em Lisboa. Sei que muitos viajaram, o corpo reclama o cansaço do dia, a mente talvez ainda esteja a processar as conversas que j’a tiveram. Mas estamos aqui porque acreditamos que algo acontece quando o povo de Deus abre a Palavra de Deus.
Gostaria que abrissem as vossas Bíblias em Atos, capítulo 13. Vamos ler do versículo 1 ao 12.
Atos dos Apóstolos 13.1–12 NAA
1 Havia na igreja de Antioquia profetas e mestres: Barnabé; Simeão, chamado Níger; Lúcio, de Cirene; Manaém, que tinha sido criado com Herodes, o tetrarca; e Saulo. 2 Enquanto eles estavam adorando o Senhor e jejuando, o Espírito Santo disse: — Separem-me, agora, Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho chamado. 3 Então, jejuando e orando, e impondo as mãos sobre eles, os despediram. 4 Barnabé e Saulo, enviados pelo Espírito Santo, foram até Selêucia e dali navegaram para Chipre. 5 Quando chegaram a Salamina, começaram a anunciar a palavra de Deus nas sinagogas judaicas. Tinham também João como auxiliar. 6 Havendo atravessado toda a ilha até Pafos, encontraram certo judeu, de nome Barjesus, que praticava magia e era falso profeta. 7 Ele estava com o procônsul Sérgio Paulo, que era um homem inteligente. O procônsul, tendo chamado Barnabé e Saulo, desejava ouvir a palavra de Deus. 8 Porém o mago Elimas — e é assim que se traduz o nome dele — se opunha a eles, procurando afastar da fé o procônsul. 9 Mas Saulo, também chamado Paulo, cheio do Espírito Santo, olhando firmemente para Elimas, disse: 10 — Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a maldade, inimigo de toda a justiça, por que você não deixa de perverter os retos caminhos do Senhor? 11 Eis que, agora, a mão do Senhor está contra você, e você ficará cego, não vendo o sol por algum tempo. No mesmo instante, caiu sobre ele névoa e escuridão, e, andando em círculos, procurava quem o guiasse pela mão. 12 Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado com a doutrina do Senhor.
Nós chegamos a um momento decisivo na história do Cristianismo. Até o capítulo 12, Jerusalém era o centro de gravidade. Mas aqui, em Atos 13, o centro muda. A câmara desloca-se para Antioquia. E o que vemos aqui não é apenas uma mudança geográfica, é uma mudança teológica e existencial. Tony Merida, no seu comentário sobre este texto, chama-lhe "O Espírito Santo, uma Bíblia, um Passaporte e um Kit de Primeiros Socorros". Eu gosto disso. Porque descreve exatamente o que estamos prestes a ver.
Eu gostaria de explorar este texto convosco através de quatro movimentos, quatro estágios de uma narrativa que explicam não só o que aconteceu lá, mas o que deve acontecer aqui, em Portugal, nas nossas vidas.

1. A Trama Acaba: O Imperativo do Envio

Primeiro, precisamos de olhar para o padrão. O que é que Deus exige da Sua igreja aqui? O que é que Ele nos diz que devemos ser?
Olhem para a lista de líderes no versículo 1. É impressionante. Temos Barnabé, um levita de Chipre. Simeão, chamado Níger, provavelmente um africano negro. Lúcio de Cirene, do Norte de África. Manaen, que tinha sido criado com Herodes, o Tetrarca — imaginem isto, um homem que cresceu nos corredores do poder aristocrático e corrupto. E Saulo, um ex-fariseu e ex-perseguidor.
Vocês percebem o que é isto? Isto não é um clube social homogéneo. Isto é o Evangelho a demolir barreiras raciais e de classe. É uma comunidade de diversidade radical unida pela adoração a Jesus. E enquanto eles adoravam e jejuavam, o Espírito Santo disse: "Separem agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado".
Aqui está o imperativo ético, o peso da "lei" deste texto para nós: A saúde de uma igreja não é medida pela sua capacidade de retenção, mas pela sua capacidade de envio.
Nós adoramos "reter". Nós construímos os nossos ministérios, as nossas conferências, as nossas estruturas eclesiásticas como represas. Queremos acumular. Queremos que a água suba. Queremos os melhores músicos, os melhores teólogos, os melhores recursos para nós, para o nosso consumo, para o nosso conforto espiritual no domingo de manhã.
Mas o Espírito Santo chega a este "Dream Team" de Antioquia e diz: "Deem-me o vosso melhor". Ele não pediu os estagiários. Ele não pediu aqueles que estavam sobrando. Ele pediu Barnabé e Saulo. Os pilares. A "prata da casa".
A exigência da Escritura aqui é brutal para o nosso ego pastoral. Deus exige que sejamos uma força centrífuga, e não centrípeta. O imperativo é que a adoração verdadeira deve resultar em missão perigosa. Se a vossa adoração, se os vossos cânticos, se a vossa teologia reformada não vos impulsiona para fora das quatro paredes em direção a uma cultura que não conhece Deus, então, segundo Atos 13, vocês podem estar a ter uma experiência religiosa, mas não estão alinhados com o Espírito Santo.
Pensem nisto como a respiração. A igreja inspira na adoração e expira na missão. Se apenas inspirarem e nunca expirarem, vocês não são espirituais, vocês estão a sufocar. Vocês estão a morrer.
Então, aqui está o padrão de Deus para todos nós, pastores e líderes em Portugal: Vocês devem ir. Ou devem enviar os vossos melhores. O Evangelho não foi desenhado para ficar parado. O Espírito Santo é o agente principal da missão, e Ele está sempre a empurrar a igreja para novas fronteiras. Para Chipre. Para a Ásia. Para a Europa pós-cristã.
A pergunta que encerra este primeiro ponto é simples e desconfortável: Nós estamos dispostos a perder para que o Reino ganhe? Ou construímos pequenos impérios pessoais onde a missão é apenas um slogan no website, mas na prática, acumulamos tudo para nós? A Lei de Deus em Atos 13 diz: "Vão. Separem. Enviem."
Mas... assim que dizemos "Amém, vamos fazer isto!", assim que compramos as passagens e desenhamos a estratégia de plantação de igrejas, deparamo-nos com um problema. A trama complica-se. E complica-se muito mais do que esperávamos.

Parte 2: A Resistência Invisível

Texto: Atos 13.6-10 Foco: A Trama se Complica (Por Que Não Posso Fazer Isso?)
Então, a igreja envia. Paulo e Barnabé saem. Eles atravessam a ilha inteira até Pafos. E aqui a trama complica-se. Porque, quando decidimos obedecer ao imperativo de Deus e levar o Evangelho para o centro da cultura, nós não somos recebidos com tapete vermelho. Somos recebidos por uma guerra.
No versículo 6, eles encontram um judeu, falso profeta, chamado Barjesus. E no versículo 8, o texto diz que ele "resistia-lhes, procurando apartar da fé o procônsul".
Este é o nosso problema. A missão nunca acontece num vácuo. Esse texto nos lembra de uma verdade que muitas vezes esquecemos na nossa ingenuidade evangélica: Sempre que a Palavra avança, o Inimigo contra-ataca.
Observem o cenário. Temos o procônsul, Sérgio Paulo. O texto diz que ele era um "varão prudente", um homem inteligente. Ele representa a elite cultural, política e intelectual. Ele quer ouvir a Palavra de Deus. Mas, ao lado dele, está Elimas, o mágico.
O que é que Elimas representa? Ele não é um homem que tira coelhos da cartola em festas de aniversário. Naquela época, estes magos eram conselheiros espirituais, os "influencers" da corte. Eles vendiam acesso, poder e sabedoria secreta. Elimas representa as narrativas culturais que tentam bloquear o acesso a Jesus.
E aqui é que a trama se complica para nós, pregadores e líderes. Porque quando olhamos para a Europa hoje, para Portugal, nós vemos muitos "Elimas".
Quem são eles? São as ideologias seculares que dominam as universidades de Lisboa. É o materialismo cínico que diz que a única coisa que importa é o conforto e a reforma garantida. São as "espiritualidades" modernas que prometem paz sem arrependimento. Eles estão nos ouvidos das pessoas que queremos alcançar. Eles estão nos ecrãs dos telemóveis, nos podcasts, nas séries da Netflix, sussurrando constantemente: "A fé é para os fracos. A Bíblia é retrógrada. Tu não precisas de um Salvador, precisas de autodescoberta".
E qual é o nosso problema? Por que é que nós falhamos aqui? Porque, honestamente, nós sentimo-nos intimidados por Elimas.
Nós olhamos para a sofisticação da cultura europeia e sentimo-nos pequenos. Sentimo-nos inadequados. O nosso coração começa a tremer. A "trama complica-se" não só porque o diabo é forte lá fora, mas porque a nossa fé é fraca aqui dentro.
Nós olhamos para os "Elimas" — os intelectuais, os céticos, os formadores de opinião — e pensamos: "Eu não tenho argumentos para isso. Eles vão ridicularizar-me. Eu vou ser cancelado".
E aqui está a raiz do nosso pecado: Nós desejamos a aprovação de Sérgio Paulo mais do que confiamos no poder do Espírito Santo.
Muitas vezes, tentamos combater Elimas com as armas de Elimas. Tentamos ser "cool". Tentamos tornar o Evangelho menos ofensivo. Tentamos usar as nossas próprias "mágicas" — luzes, performance, eloquência humana — para tentar impressionar o mundo. Mas isso não funciona.
Elimas tentava "perverter os retos caminhos do Senhor". Ele torcia a realidade. E nós, na nossa insegurança, muitas vezes ajudamos a torcer, diluindo a mensagem para não sermos rejeitados.
Vejam a ironia disto: Paulo e Barnabé foram enviados pelo Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade, o Poder que criou o Universo. Mas quando chegam lá, encontram um mágico charlatão, e a tentação humana é ter medo do charlatão.
Nós paralisamos. Quantos de vocês já deixaram de partilhar o Evangelho com um amigo, um vizinho ou um colega de trabalho aqui em Portugal porque tiveram medo de parecerem "fanáticos"? Medo da "magia" do secularismo? Nós pensamos: "Eu não consigo fazer isto. A oposição é demasiado sofisticada. A cultura é demasiado dura".
E têm razão. Se depender da vossa esperteza, da vossa oratória ou do vosso carisma, vocês não conseguem vencer Elimas. Ele está lá há mais tempo. Ele conhece os atalhos do poder. Se a missão depender da nossa capacidade de persuasão, estamos mortos. O Evangelho morre em Pafos. A Europa continua cega.
Então, estamos num beco sem saída. Deus manda-nos ir (Trama 1), mas o inimigo é forte e nós somos medrosos e inadequados (Trama 2). Quem nos poderá salvar desta impotência missionária?

Parte 3: A Verdadeira Luz na Escuridão

Texto: Atos 13.9-11 Foco: A Trama é Solucionada (Como Ele Fez Isso?)
Então, como é que saímos deste impasse? Como é que pastores tímidos, cansados ou intimidados pela cultura intelectual de Lisboa se tornam leões como Paulo?
A resposta não está num curso de oratória ou num workshop de "autoestima pastoral". A resposta está no versículo 9. O texto diz: "Todavia Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo..."
Parem aqui um segundo. Paulo não enfrenta Elimas porque ele é mais esperto. Ele não vence o debate porque tem melhores argumentos lógicos. Ele vence porque está cheio de uma presença que não é a dele. Ele fita os olhos no mágico. Imaginem a tensão na sala. O silêncio. E Paulo diz: "Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça..."
Isto parece duro? Parece intolerante aos ouvidos modernos portugueses? Sim. Mas reparem na ironia que Lucas, o autor de Atos, nos apresenta. E aqui está a chave para desbloquearmos o Evangelho neste texto.
Qual era o nome do mágico? Barjesus. Em aramaico, "Bar" significa "Filho". O nome dele significava "Filho da Salvação"ou "Filho de Josué". Este homem andava pelos corredores do poder a vender uma promessa: "Eu sou o filho da salvação. Eu tenho a resposta. Eu tenho a luz". Mas Paulo, com visão de Raio-X espiritual, olha para ele e diz: "Não. Tu és um impostor. O teu nome é mentira. Tu não és filho da salvação, tu és filho do diabo".
Meus irmãos, a razão pela qual nos sentimos fracos é porque acreditamos, lá no fundo, que os "Barjesus" deste mundo — o dinheiro, o status, a aprovação académica — são os verdadeiros "filhos da salvação". Nós achamos que eles têm poder real.
Mas Paulo expõe a fraude. E faz algo dramático: "Eis aí agora sobre ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo." (v. 11). Imediatamente, caiu sobre ele "escuridão e névoa".
Aqui está a virada do Evangelho. Paulo impõe a cegueira física a Elimas para revelar a sua cegueira espiritual. É um ato de juízo, sim. Mas pensem nisto teologicamente. Onde é que já vimos esta escuridão antes?
Houve outro momento na história, noutra colina fora de Jerusalém, onde a escuridão desceu ao meio-dia. O verdadeiro "Baresus" — o Único, Verdadeiro Filho da Salvação, Jesus Cristo — estava pendurado numa cruz. E ao contrário de Elimas, Jesus não era "cheio de todo o engano". Ele era a Verdade encarnada. Ele não era "inimigo da justiça", Ele era a Justiça de Deus. Mas, naquela cruz, o verdadeiro Jesus entrou na escuridão absoluta.
Em Atos 13, o falso profeta fica cego como castigo pelo seu próprio pecado. No Calvário, o verdadeiro Profeta entrou na escuridão voluntária para pagar pelo nosso pecado.
Elimas perdeu o sol porque tentou bloquear a luz de Deus. Jesus perdeu a luz do Pai para que nós, que tantas vezes bloqueamos a Deus, pudéssemos ser trazidos para a luz.
Vocês conseguem ver a troca? A única razão pela qual Paulo tem autoridade para confrontar as trevas de Elimas é porque ele sabe que as trevas já foram vencidas na cruz. A "magia" deste mundo foi quebrada. Quando Jesus gritou "Está consumado", Ele desarmou todos os principados e potestades. Ele expôs a mentira de todos os falsos salvadores.
Por que é que isto resolve a nossa trama? Porque a vossa confiança na missão não vem da vossa competência. Vem da vitória dEle. Você não precisa de ter medo de ser "cancelado" pela cultura, porque o seu Salvador já foi "cancelado" por Deus na cruz em seu lugar, e depois ressuscitou em glória. A pior coisa que o mundo pode fazer — a morte e a rejeição — já foi resolvida.
Paulo não está a lutar pela vitória; ele está a lutar a partir da vitória. Ele não teme Elimas porque ele serve ao Senhor que tem as chaves da morte e do inferno. Quando vocês, pastores em Portugal, entenderem que o "Filho da Salvação" já absorveu a escuridão final, os "mágicos" intelectuais desta era deixam de meter medo. Eles tornam-se apenas pessoas cegas que precisam de um guia. A nossa postura muda de medo para compaixão corajosa.
O Evangelho diz-nos: O Inimigo é um cão acorrentado. Ele ladra, ele usa megafones culturais, ele tenta assustar o procônsul. Mas na cruz, Jesus tirou-lhe os dentes.

Parte 4 de 4: A Coragem da Graça

Texto: Atos 13.12 Foco: A Trama Começa (Como, Por Meio dEle, Posso Fazer Isso?)
E agora, onde é que isto nos deixa? Vejam como o texto termina. Versículo 12: "Então o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor."
Notem bem: ele ficou maravilhado com o quê? Com o milagre? Sim, o milagre chamou a atenção. Mas o texto diz especificamente que ele ficou maravilhado com a "doutrina do Senhor". A palavra grega aqui refere-se ao ensino. O milagre tirou a "névoa" dos olhos de Elimas, mas foi o Evangelho que tirou a névoa do coração de Sérgio Paulo.
Este texto lembra-nos de uma realidade libertadora: "Alguns crerão". Nem todos. Elimas não creu (pelo menos não naquele momento). Mas Sérgio Paulo creu.
Como é que a visão do Cristo que absorveu a escuridão na cruz muda a vossa maneira de pastorear e plantar igrejas em Portugal a partir de amanhã? De duas maneiras fundamentais.

1. A Libertação da Tirania do Sucesso

Primeiro, isto liberta-vos da ansiedade paralisante pelos números. Muitos de nós chegamos a esta conferência a sentirmo-nos uns fracassados. Olhamos para as estatísticas da Europa, olhamos para as cadeiras vazias na nossa congregação e pensamos: "Eu não sou o Paulo. Eu não tenho poder". Mas o texto mostra-nos que a conversão é obra do Espírito. Paulo foi fiel em confrontar a mentira e anunciar a verdade. O resultado pertenceu a Deus.
Se vocês perceberem que a igreja foi comprada pelo sangue de Cristo, e não pelo vosso suor, vocês podem relaxar. Não digo relaxar no esforço, mas relaxar na alma. Vocês podem trabalhar arduamente, pregar com paixão, plantar com estratégia, e depois ir para casa, jantar com a vossa família e dormir um sono tranquilo. O peso da salvação de Lisboa não está sobre os vossos ombros; está sobre os ombros dAquele que já carregou a cruz. Isso permite que vocês sirvam por alegria, e não por medo de falhar. Permite que vocês sejam fiéis numa pequena freguesia ou numa grande cidade, sabendo que o vosso valor não vem do tamanho do vosso ministério, mas do sacrifício do vosso Salvador.

2. A Coragem para Confrontar a Cultura com Amor

Segundo, e para encerrar: isto dá-vos uma nova coragem cultural. Nós passamos demasiado tempo a tentar tornar o Cristianismo "palatável" para os intelectuais. Temos medo de ofender. Mas reparem: Paulo não tentou ser "simpático" com a mentira. Ele amou Sérgio Paulo o suficiente para destruir a mentira que o aprisionava.
Quando vocês sabem que têm o "ensino do Senhor" — a mensagem mais bela, racional e transformadora da história — vocês perdem o complexo de inferioridade. Vocês podem entrar num café no Chiado, numa universidade em Coimbra ou num escritório no Porto e falar de Jesus sem vergonha. Não com arrogância, como quem diz "eu sou melhor que tu", mas com a humildade de quem diz: "Eu encontrei a Luz que venceu as minhas trevas, e pode vencer as tuas também".
O mundo está cheio de "Barjesus" — promessas falsas de salvação. As pessoas estão cansadas. Elas estão desiludidas com a política, exaustas pelo consumismo, ansiosas com o futuro. A "magia" do mundo não funciona. E vocês têm a única coisa que pode deixá-las, como diz o texto, "maravilhadas".
Então, meus irmãos, a trama começa agora. A história de Atos 13 não terminou em Pafos. Ela continua convosco. Deus não vos chamou para serem os gerentes do declínio do cristianismo na Europa. Ele chamou-vos para serem portadores da Luz.
Não tenham medo dos mágicos. Não tenham medo do escuro. O Leão de Judá já rugiu. O Cordeiro já venceu. Vamos levantar-nos, sair da nossa zona de conforto e levar este Evangelho aos confins da terra — ou ao vizinho do lado.
Vamos orar.
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