Ap.11.1,2 - Dentro e Fora do Santuário
Apocalipse • Sermon • Submitted • Presented
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· 5 viewsOs que estão dentro são os que vivem na comunhão com o Senhor. Os que estão fora são os que se envolvem com as coisas de Deus, mas não vivem o próprio Deus; são apenas religiosos. É necessário envolvimento com Deus e com seu reino.
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Ap.11.1-2
Ap.11.1-2
Um sermão baseado em Apocalipse 11.1–2, explorando a distinção entre os que estão dentro do santuário e os que estão fora. Deve ser adaptado!
“Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara, e também me foi dito: Levanta-te, e mede o santuário de Deus, o altar, e os que nele adoram. Mas deixa de fora o átrio que está fora do santuário, e não o meças, porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.” (Apocalipse 11.1–2)
INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
Para acrescentar ao sermão (contribuição IA LOGOS):
A distinção entre o santuário e o pátio exterior em Apocalipse 11.1-2 estabelece uma divisão fundamental entre a comunidade de fé protegida e aquela exposta ao julgamento divino.
O santuário representa a igreja de Deus, onde Ele habita por meio de seu Espírito[1]. Os adoradores no santuário oferecem o incenso da oração, simbolizando todos os verdadeiros cristãos[1]. Essa imagem evoca uma realidade espiritual, não física: o santuário refere-se aos fiéis enquanto os que estão no pátio exterior não recebem proteção, sendo ambos referências a pessoas e não a edifício[1].
O significado homilético emerge dessa contraste. Todos os salvos são contados, selados e protegidos, sendo o medir uma figura da proteção da igreja[1]. Aqueles dentro do santuário gozam de segurança divina; aqueles no pátio exterior, entregues aos gentios, enfrentam vulnerabilidade e aflição. A passagem convida à reflexão pessoal: sua posição é de adoração protegida ou de exposição ao adversário?
Historicamente, Gregório o Grande interpretou essa divisão como separando os eleitos (dentro dos limites) dos réprobos (fora deles), citando precisamente Apocalipse 11 para sustentar essa distinção[2]. Essa leitura patrística reforça a dimensão soteriológica do texto: não se trata meramente de espaço físico, mas de condição espiritual determinada pela relação com Cristo.
Na figura do santuário, a igreja é o povo que adora a Deus; a igreja é o povo que fala a Deus e aos homens[3]. Assim, a mensagem homilética convida os ouvintes a examinar-se: estão dentro, participando da adoração protegida, ou fora, vulneráveis ao tormento? A medida do santuário é um chamado à segurança em Cristo.
[1] Hernandes Dias Lopes, Apocalipse: O Futuro Chegou, as Coisas que em Breve Devem Acontecer, Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2005), 242–243.
[2] François Turretini, Compêndio de Teologia Apologética, org. Vagner Barbosa, Wendell Lessa, e Paulo Arantes (São Paulo, SP; Cambuci, SP: Editora Cultura Cristã, 2010), 39.
[3] Hernandes Dias Lopes, Bíblia Pregação Expositiva: Sermões, Estudos e Reflexões, trad. João Ferreira de Almeida (São Paulo: Hagnos, 2020). [Veja aqui.]
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Apocalipse 11 nos coloca diante de uma cena simbólica e profundamente espiritual. João recebe uma ordem: medir o santuário, o altar e os que nele adoram. Mas, curiosamente, ele é instruído a não medir o átrio exterior, pois este foi entregue aos gentios.
Aqui surge uma distinção clara e espiritual:
há os que estão dentro do santuário — protegidos, conhecidos, pertencentes —
e há os que estão fora — expostos, indiferentes, distantes.
Este texto nos convida a examinar onde estamos espiritualmente.
I. A ORDEM DE MEDIR O SANTUÁRIO (v.1)
I. A ORDEM DE MEDIR O SANTUÁRIO (v.1)
🕊️ 1. Medir é um ato de propriedade e proteção
🕊️ 1. Medir é um ato de propriedade e proteção
Na Bíblia, medir significa:
marcar o que pertence a Deus
separar o santo do comum
proteger o que é precioso
Deus está dizendo:
“Eu sei quem é meu. Eu conheço os que me adoram.”
Assim como no capítulo 7 os servos são selados, aqui eles são “medidos”.
🕊️ 2. O santuário representa a presença de Deus
🕊️ 2. O santuário representa a presença de Deus
Estar “dentro” significa:
viver em comunhão
ter vida de altar
ser adorador verdadeiro
estar sob o cuidado divino
Não é sobre estar num templo físico, mas estar no lugar espiritual da adoração verdadeira.
🕊️ 3. Deus mede não apenas o lugar, mas as pessoas
🕊️ 3. Deus mede não apenas o lugar, mas as pessoas
O texto diz:
“mede… os que nele adoram”.
Ou seja, Deus avalia:
a sinceridade da adoração
a fidelidade do coração
a profundidade da entrega
a autenticidade da fé
Não basta estar perto do santuário — é preciso adorar no santuário.
II. OS QUE ESTÃO DENTRO DO SANTUÁRIO
II. OS QUE ESTÃO DENTRO DO SANTUÁRIO
🌿 1. São os que vivem na presença de Deus
🌿 1. São os que vivem na presença de Deus
Estes não apenas conhecem sobre Deus — eles O conhecem. Deus faz uma clara divisão entre os santos que o adoram em espírito e em verdade e as pessoas que o adoram com a boca, mas cujo coração está longe dele (Is 29.13; Mt 15.8–9). O primeiro grupo de pessoas adora em santidade e recebe sua bênção; o segundo deve ser lançado fora por causa da sua hipocrisia. O primeiro grupo está na presença de Deus e está vivo; o segundo está fora da esfera divina e está morto. É esse o contraste entre santos e profanos que João descreve ao longo de todo o Apocalipse. Os santos são aqueles que possuem o selo de Deus na testa (9.4); eles são medidos, isto é, protegidos. Os profanos são as pessoas que se recusam a se arrepender de suas obras más (9.20–21); eles não devem ser medidos, ou seja, são rejeitados. Jesus observa que o povo de Deus entra pelas portas da cidade santa (22.14), mas aqueles que são impuros ficam do lado de fora (22.15).
🌿 2. São os que têm vida de altar
🌿 2. São os que têm vida de altar
O altar é lugar de:
rendição
sacrifício
consagração
transformação
Quem está dentro vive uma fé que custa algo.
🌿 3. São os que Deus protege e separa
🌿 3. São os que Deus protege e separa
Eles são medidos, contados, conhecidos.
O mundo pode tremer, mas o santuário permanece.
🌿 4. São os que adoram apesar das circunstâncias
🌿 4. São os que adoram apesar das circunstâncias
Apocalipse foi escrito em tempos de perseguição.
Mesmo assim, havia adoradores dentro do santuário.
III. O ÁTRIO DE FORA (v.2)
III. O ÁTRIO DE FORA (v.2)
🔥 1. O átrio exterior não é medido
🔥 1. O átrio exterior não é medido
Por quê? Porque não pertence ao espaço da comunhão íntima.
É o lugar:
da religiosidade superficial
da aproximação sem entrega
da multidão que vê, mas não participa
dos que estão perto, mas não dentro
🔥 2. O átrio é entregue aos gentios
🔥 2. O átrio é entregue aos gentios
Ou seja:
ao mundo
ao profano
ao que não reconhece Deus
Quem permanece no átrio está vulnerável, exposto, sem proteção espiritual.
🔥 3. O átrio é pisado
🔥 3. O átrio é pisado
O texto diz que será pisado por 42 meses.
Isso simboliza:
opressão
confusão
instabilidade
domínio do mundo
Quem vive fora do santuário vive uma fé frágil, facilmente esmagada pelas pressões da vida.
IV. A GRANDE PERGUNTA: ONDE VOCÊ ESTÁ?
IV. A GRANDE PERGUNTA: ONDE VOCÊ ESTÁ?
❓ 1. Dentro ou fora?
❓ 1. Dentro ou fora?
Não é sobre:
frequentar igreja
ter cargo
conhecer doutrina
É sobre:
adorar
pertencer
viver no altar
estar na presença
❓ 2. Deus está medindo hoje
❓ 2. Deus está medindo hoje
Ele mede:
nossa fidelidade
nossa entrega
nossa adoração
nossa vida interior
❓ 3. O convite é para entrar
❓ 3. O convite é para entrar
O véu já foi rasgado.
O caminho está aberto.
O altar está acessível.
A presença está disponível.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Apocalipse 11.1–2 nos lembra que, no fim, haverá apenas dois grupos:
, vivendo na presença e proteção de Deusos que estão dentro do santuário
, entregues ao mundo e à instabilidade espiritualos que estão fora
A pergunta que ecoa é simples e profunda:
Onde você está?
Hoje é dia de atravessar o átrio, deixar a superficialidade e entrar no lugar santo da comunhão verdadeira.
Se quiser, posso também preparar:
um esboço mais curto para pregação
uma versão temática
uma versão para estudo bíblico
aplicações específicas para a igreja local
É só me dizer.
