É POSSÍVEL, SIM, TER CERTEZA DE QUE É DE DEUS

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão afirma que é plenamente possível ao crente ter certeza de que é de Deus, conforme ensina o apóstolo João em toda a Primeira Epístola, especialmente em 1 João 5.19, ao apresentar uma série de “sabemos” que decorrem da fé em Jesus Cristo. Essa certeza inclui saber que se tem a vida eterna, que Deus ouve as orações, que não se vive mais na prática deliberada do pecado e que se pertence a Deus, em contraste com o mundo, que jaz sob o domínio do Maligno. João deixa claro que não há meio-termo: ou se é de Deus ou se é do diabo; os que são de Deus não pertencem mais ao mundo, nem vivem segundo seus padrões, valores e paixões, pois foram libertos do império das trevas e transferidos para o reino de Cristo. Embora o crente possa tropeçar em pecado, ele não pode viver de forma depravada, pois o Maligno não tem mais domínio sobre ele. Assim, a verdadeira fé — espiritual, genuína e transformadora — evidencia-se por uma vida de obediência, justiça e separação do mundo, confirmando, na prática, a certeza de que somos de Deus.

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É POSSÍVEL, SIM, TER CERTEZA DE QUE É DE DEUS

Introdução:
Para as pessoas do mundo, não é possível ter certeza da salvação; porém, para o apóstolo João, isso é plenamente possível. Essa verdade é apresentada ao longo de toda a Primeira Epístola de João. O crente pode, sim, ter certeza da salvação.
No final de sua carta, João reafirma essa verdade, deixando claro que quem crê pode ter certeza: de que tem a vida eterna (1João 5.13), de que Deus responderá às suas petições (1João 5.14–17), de que não vive mais na prática deliberada do pecado (1João 5.18) e, como veremos hoje, de que é de Deus, isto é, pertence a Deus.
Lição: Quem Crê em Jesus Cristo Pode Ter Certeza de Que é de Deus.
Texto: 1João 5.19.
Na parte final de sua carta, João tranquiliza e fortalece o coração de seus leitores ao reafirmar a verdade da certeza da salvação. Essa certeza já foi apresentada ao longo de toda a epístola, mas aqui João lhe dá uma ênfase final. No versículo 13, isso fica evidente quando ele expõe o propósito pelo qual escreveu a carta: “para que saibais que tendes a vida eterna”. Com isso, ele dá início a uma série de certezas cristãs que decorrem da fé em Jesus Cristo, todas expressas pelo verbo “sabemos”.
Sabemos que temos a vida eterna (1João 5.13); sabemos que Deus nos ouve (1João 5.14–17); sabemos que não vivemos mais na prática deliberada do pecado (1João 5.18); sabemos que somos de Deus (1João 5.19); e sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento da verdade (1João 5.20).
Já vimos os três primeiros “sabemos”; agora veremos o quarto. O versículo 19 retoma e amplia o ensino do versículo 18. Ser “nascido de Deus” está diretamente ligado a “ser de Deus”; por outro lado, o mundo permanece sob o domínio do Maligno. A ideia central do versículo 18 é que os filhos de Deus não vivem mais na prática deliberada do pecado porque são guardados por Cristo, e o diabo não pode mais dominá-los nem escravizá-los ao pecado.
O versículo 19 esclarece ainda mais essa verdade: os filhos de Deus não vivem mais pecando deliberadamente porque estão separados do mundo; eles não fazem mais parte do mundo, o qual está sob o domínio de Satanás.
É necessário, portanto, relembrarmos o que João ensina sobre ser de Deus. Ser de Deus significa obedecer a Deus (1João 2.3–6; 3.24); significa ser discípulo de Cristo e viver na justiça (1João 2.6, 29); significa ter discernimento espiritual (1João 2.18; 4.2, 6); significa não viver na prática do pecado (1João 3.6); significa amar (1João 3.16; 4.7–8, 16; 5.2); significa ter segurança e certeza da salvação (1João 3.19–20; 5.13); significa possuir o Espírito Santo (1João 3.24; 4.13); significa vencer os falsos profetas e ser reconhecido e ouvido pelo povo de Deus (1João 4.4–6); e significa crer no Filho e dar crédito ao próprio Deus (1João 5.10). Além disso, significa ter o conhecimento verdadeiro de Deus pelo Filho (1João 5.20).
Tendo tudo isso em mente, destaco duas verdades, neste versículo, acerca do crente que verdadeiramente é de Deus:
Aquele que crê em Jesus Cristo não é mais do mundo.
Em 1João 5.19, temos a realidade da humanidade. Não existe meio-termo ou a possibilidade de ficar em cima do muro: ou se é de Deus, ou se é do diabo. De um lado, há os cidadãos do céu; do outro, as pessoas deste mundo. De um lado, há os que são de Deus; do outro, os que são de Satanás. Essa distinção fica bem clara em 1João 3.7–10, onde os filhos de Deus são marcados pela prática da justiça e pela não prática do pecado, enquanto os filhos do diabo são marcados pela não prática da justiça e pela prática do pecado.
O termo “mundo”, aqui, refere-se à humanidade caída, separada de Deus (cf. 1João 4.4–5). A ideia de mundo está relacionada às pessoas do mundo: pessoas que vivem nas trevas, na desobediência e rebeldia contra Deus, na prática deliberada do pecado, na mentira e no engano, sob o domínio de Satanás. Essa é a triste condição daqueles que estão sem Cristo e sem Deus neste mundo.
Por outro lado, aqueles que estão em Cristo não são mais do mundo. Todos nós, por natureza, nascemos e crescemos sendo do mundo. Contudo, a graça de Cristo nos alcançou. Ele nos escolheu dentre as pessoas do mundo (João 15.18–19) e nos libertou, resgatando-nos deste mundo perverso (Gálatas 1.4).
Este mundo não é mais o lar daquele que crê em Cristo. O crente não segue mais seus padrões, nem seus valores, nem suas paixões. Jesus deixa isso bem claro em João 17.14–16.
Reflexão:
Por que muitos crentes seguem o padrão deste mundo, abraçam seus valores e se apaixonam pelas coisas que nele há? Porque ainda são do mundo. Crentes têm vivido no mundo e apenas frequentado a casa de Deus. São crentes dentro da igreja e descrentes fora dela. Vivem uma vida dupla. Mas João não abre espaço para isso: ou se é de Deus, ou se é do Maligno.
Lição:
Ou se serve totalmente a Deus, por ser d’Ele, ou se continua servindo ao diabo, por ser dele, pois não há como servir a dois senhores (Mateus 6.24), nem existe meio-termo.
A verdade é uma só: há os que são do mundo e há os que não são. Os que não são do mundo são aqueles que creem em Jesus Cristo.
Aquele que crê em Jesus Cristo não está mais no Maligno.
Essa verdade está clara na afirmação de João, no versículo 18, de que “o Maligno não lhe toca”. Vimos que o sentido de “tocar”, aqui, é causar dano, afetar negativamente, lançar mão sobre alguém. A ideia é que o Maligno não tem mais domínio sobre os crentes. O diabo não pode mais controlá-los internamente para levá-los a pecar, nem pode mais escravizá-los ao pecado.
O versículo 19 traz a mesma ideia: “o mundo inteiro jaz no Maligno”. A expressão “o mundo inteiro” indica que todas as pessoas do mundo — excluindo aquelas que são de Deus — jazem no Maligno. O verbo “jazer”, que significa “deitar” (Lucas 2.12), tem aqui o sentido de encontrar-se, estar em determinado estado ou condição. Esse verbo descreve o estado ou a condição espiritual das pessoas sem Deus. Assim, as pessoas do mundo estão sob o domínio escravizador de Satanás.
Esse domínio sobre a humanidade fica evidente nas seguintes expressões bíblicas:
O príncipe deste mundo (João 12.31; 14.30; 16.11);
O deus deste século (2Coríntios 4.4);
O sedutor de todo o mundo (Apocalipse 12.9).
Os ímpios e os incrédulos estão dentro da esfera dominadora de Satanás. Sem perceberem, estão sujeitos a ele e acabam fazendo a sua vontade. As pessoas do mundo vivem no reino das trevas, em total obediência ao seu príncipe e em completo apego à sua condição. A verdade bíblica é que elas vivem segundo o curso deste mundo, segundo as inclinações da sua carne e segundo o príncipe deste mundo — o diabo (Efésios 2.1–3), em um estado de total pecaminosidade e depravação.
Nós vivíamos nessa mesma situação, como Paulo afirma em Efésios 2.2–3. Porém, Deus mudou a nossa história: libertou-nos do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor (Colossenses 1.13). Agora, somos de Deus e devemos andar como filhos de Deus.
O crente pode até cair em determinado pecado, mas não pode mais viver de forma depravada no pecado, porque é de Deus e não está mais no Maligno.
Aquele que crê em Jesus Cristo não é mais do mundo, nem está mais no Maligno.
Conclusão:
Há uma frase, cujo autor desconheço, que diz: “Não há razão para o mundo crer que somos de Deus se agimos como o diabo.” O mundo não reconhecerá que somos de Deus se agirmos como o diabo; na verdade, nem nós mesmos teremos certeza de que somos de Deus. E é importante lembrar o que significa agir como o diabo, conforme João demonstra em 1João 3.8. Agir como o diabo é agir segundo o seu modo de proceder, ou seja, viver pecando deliberadamente.
É possível termos certeza de que somos de Deus? Sim! Contudo, antes, precisamos avaliar que tipo de fé temos praticado: uma fé carnal, materialista, falsa, ilusória, enganosa, interesseira, que não transforma a vida, ou uma fé espiritual, verdadeira, firme e convicta, que transforma a vida do pecador. A verdadeira fé — espiritual, genuína e transformadora — evidencia-se por uma vida de obediência, justiça e separação do mundo, confirmando, na prática, a certeza de que somos de Deus.
19 Sabemos que somos de Deus, e o mundo inteiro está no Maligno.
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