A grandeza incomparável de Jesus! | Hebreus 1.1-4

Quem é Jesus? - Culto de domingo!  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Introdução!

Pela manhã tivemos a primeira parte da mensagem e vimos que DEUS FALOU DEFINITIVAMENTE NO FILHO.
Mas quem é esse filho?
O autor de Hebreus se antecipa a essa possível pergunta e apresenta quem é esse Filho.
Os hebreus estavam sendo tentados a RELATIVIZAR A GRANDEZA DO FILHO DE DEUS.
Essa ação estava sendo conduzida da seguinte maneira: colocar Jesus no mesmo patamar de outras mediações respeitadas da história da fé.
Profetas, líderes do antigo testamento, anjos, sistemas religiosos antigos. Tudo isso eles estavam querendo colocar no mesmo PATAMAR QUE JESUS.
E é nesse ponto que o autor de Hebreus sobe o tom em apresentar JESUS CRISTO.
Ele vai apresentar JESUS não apenas como aquele que é melhor, mas também como O MAIOR.
Ele vai apresentar quem é Jesus em relação a tudo o que já foi considerado autoridade espiritual.
Em poucos versículo veremos que Jesus é apresentado como o CENTRO DA HISTÓRIA, da CRIAÇÃO, da REDENÇÃO E da EXALTAÇÃO.
Ler o texto: Hebreus 1.1-4.
O autor de Hebreus está nos mostrando a GRANDEZA INCOMPARÁVEL DE JESUS.
Apresentando todas essas evidências ele estava mostrando que JESUS CRISTO é SUPERIOR A TUDO e TODOS.
Igualar Cristo a anjos, líderes e profetas era diminuir o Filho de Deus.
Jesus é maior que tudo e todos e deve estar no centro da nossa vida.
Dentro da nossa série de mensagens: QUEM É JESUS? vamos olhar para esses versículos e perceber a GRANDEZA INCOMPARÁVEL DE JESUS.
Não deve existir nada e nem ninguém que deva estar ACIMA DE JESUS CRISTO em nossa vida.
A primeira verdade apresentada pelo autor de Hebreus é que JESUS É O HERDEIRO!

Jesus é o herdeiro!

Retomando de onde finalizamos de manhã, o v.2b diz que Deus: “constituiu herdeiro de todas as coisas”.
O Filho foi constituído herdeiro de todas as coisas.
O verbo “CONSTITUIU” indica um ATO SOBERANO DE DEUS.
Não é uma usurpação, conquista ou mérito, mas é uma designação formal dentro do PLANO ETERNO.
A herança não nasce no tempo, mas ela se manifesta no tempo.
O Filho não se torna herdeiro pela história, mas é revelado como herdeiro conforme o propósito eterno de Deus.
A ideia de herança no Antigo Testamento está ligada a AUTORIDADE, POSSE e DIREITO DE GOVERNO.
O Herdeiro não só recebe os bens, mas também assume responsabilidades e a missão da continuidade.
A expressão “de todas as coisas” é intencional. O autor não delimita áreas da existência, mas diz “de todas as coisas”.
Nada fica de fora do alcance dessa herança. História, criação, redenção e consumação pertencem ao Filho.
Ele não herda parte da obra de Deus, mas herda TUDO.
O autor está apresentando pra nós o destino da história, e o destino da história é CRISTOCÊNTRICO.
Para os Hebreus esse ponto era crucial de ser apresentado.
Diante da pressão de retomar a sistemas antigos, o autor deixa claro que abandonar Cristo é se afastar do HERDEIRO LEGÍTIMO DE TUDO.
Não existe segurança alguma fora de Cristo, porque tudo que está fora de Cristo não permanece.
É simples de entender. Ao dizer que JESUS foi constituído herdeiro entendemos que:
Jesus possui autoridade legítima concedida por Deus.
Tudo caminha para Ele e pertence a Ele.
A história é orientada para apresentar o Filho.
A herança do Filho define o destino de todas as coisas.
Quando cremos que Jesus Cristo é o herdeiro, automaticamente estamos colocando O no centro do plano redentor de Deus.
O Filho não entra tardiamente na história, Jesus é o destino da história.
Tudo aquilo que Deus fez, faz e fará CONVERGE para Jesus.
Em Cristo a criação encontra sentido e a redenção encontra propósito.
Ele é o centro de TODAS AS COISAS.
Quando reconhecemos que Jesus Cristo é o herdeiro estamos também reconhecendo que não existe nenhuma outra autoridade definitiva na história.
Tudo se transforma em temporário diante daquele que herdou todas as coisas.
É como em uma grande empresa familiar que atravessou gerações.
Muitos administradores passaram por ela. Alguns competentes e outros não.
Mas todos os administradores sabiam que havia um herdeiro legítimo. Aquele para quem tudo estava sendo preparado.
Enquanto o herdeiro ainda não assumia a empresa, alguns administradores agiam como se fossem donos, mas no dia em que o herdeiro toma seu lugar… todas as decisões e direções passam a se alinhar com a sua autoridade.
Da mesma forma o mundo pode agir como se não houvesse um herdeiro.
Sistemas, poderes, vozes de alguma forma até tentam ocupar o centro de todas as coisas.
Mas o autor de Hebreus nos lembra que O HERDEIRO JÁ FOI CONSTITUÍDO PELO PRÓPRIO PAI.
A questão não é se Ele governará, mas QUANDO TODOS RECONHECERÃO QUE ELE É QUEM GOVERNA.
É preciso avaliar onde nós temos depositado a nossa confiança.
Muitas vezes vivemos como se a história estivesse fora do controle.
O texto nos leva a uma verdade: JESUS É O HERDEIRO DE TODAS AS COISAS.
A nossa vida não está a deriva. A sua história está inserida em uma história maior que DEVE APONTAR PARA CRISTO.
Não faça de Cristo apenas um detalhe na sua vida. Entenda que Ele é o herdeiro de todas as cousas. Tudo passa por Ele e tudo termina nEle.
Coloque a sua vida em Jesus Cristo e se submeta ao seu senhorio.
O autor de hebreus vai aprofundando a sua argumentação e na primeira parte do v.3 ele vai apresentar JESUS como a EXPRESSÃO PERFEITA DO SER DE DEUS.

Jesus é a expressão perfeita do ser de Deus!

A primeira parte do v.3 diz que: “O filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser”.
O autor de hebreus não trabalha aqui com metáforas relativas, mas vai ser extremamente cuidadoso em apresentar esses conceitos.
A primeira expressão é: “o resplendor da glória”.
A expressão RESPLENDOR carrega a ideia de IRRADIAÇÃO CONTÍNUA.
Nos confirmando que Jesus não REFLETE A GLÓRIA DE DEUS, mas IRRADIA A GLÓRIA porque participa da mesma natureza.
Onde a glória de Deus se manifesta, ali o Filho está presente.
Tudo o que Deus é em glória se expressa no Filho.
A segunda expressão a se observar é quando o autor de Hebreus diz que Jesus é: “a expressão exata do seu ser”.
O termo grego “charakter” que foi traduzido como “EXPRESSÃO EXATA” era usado no mundo antigo para indicar a marca deixada por um selo.
A imagem comunica correspondência perfeita e não uma semelhança.
O Filho não é uma cópia imperfeita de Deus, mas é a representação exata da sua essência.
A expressão “SER” indica realidade essencial e não aparência externa.
Nos mostrando que JESUS NÃO É INFERIOR EM ESSÊNCIA, apenas distinto em pessoa.
A expressão RESPLENDOR DA GLÓRIA e EXPRESSÃO EXATA DO SER funcionam juntas. Elas enfatizam a identidade essencial do Filho.
O Filho revela a Deus porque é Deus. Não existe ruptura entre revelação e essência.
Interessante observar que os profetas apontavam para Deus, mas quando olhamos para o Filho, ele não aponta, mas Ele MOSTRA DEUS COMO ELE É.
A primeira parte do v.3 nos impede de separar DEUS DE JESUS CRISTO.
Não existe um Deus mais profundo e verdadeiro ou mais completo além de Jesus. Tudo o que pode ser conhecido sobre Deus se revela no Filho.
Conhecer a Jesus é conhecer a Deus.
O Filho é a marca perfeita do ser de Deus. Nós não precisamos procurar outra assinatura. Em Jesus, Deus deixou sua impressão definitiva na história.
Jesus é a expressão exata do ser de Deus. Então a maneira como eu respondo a Cristo revela a maneira como eu respondo ao próprio Deus.
Não podemos de maneira alguma relativizar o Filho porque JESUS É A EXPRESSÃO PERFEITA DO SER DE DEUS.
Dando continuidade a exposição, o autor de Hebreus agora une duas afirmações nos dizendo que JESUS SUSTENTA E PURIFICA.

Jesus sustenta e purifica!

A primeira afirmação encontramos ainda no v.3 quando diz que: “sustentando todas as coisas pela sua palavra poderosa”.
A ideia do SUTENTAR aqui é CONDUZIR ATIVAMENTE, CARREGAR EM MOVIMENTO.
Ou seja, o texto está dizendo que o Filho não apenas impede o colapso do universo, mas conduz o universo ao seu propósito.
Essa afirmação vai além da criação inicial. Não se trata apenas de dizer que o Filho criou todas as coisas, mas que a existência contínua do universo depende dele.
Se o Filho cessasse sua ação sustentadora, nada permaneceria.
A expressão “pela sua palavra poderosa”, revela o meio pelo qual essa sustentação acontece.
O autor faz a conexão de “PALAVRA” E “PODER” de forma intencional para mostrar que o governo do Filho não se dá por força bruta, mas pela autoridade soberana.
A mesma palavra que cria é também a mesma palavra que sustenta.
Essa afirmação teve impacto profundo diante dos ouvintes originais. Isso porque o mundo antigo atribuía a manutenção da ordem do mundo a forças impessoais ou hierarquias angelicais.
O autor de Hebreus com essa afirmação explica que TODA A REALIDADE ESTÁ SOB A PALAVRA ATIVA DO FILHO DE DEUS. Nenhum outro mediador possui esse papel.
Em seguida o autor faz uma transição falando sobre a PURIFICAÇÃO DE PECADOS.
Ele diz: “depois de ter feito a purificação dos pecados”.
Então podemos ver que o Filho que sustenta galáxias é o mesmo que lida com o pecado do homem.
Não tem como separar a grandeza de Cristo na criação da sua obra redentora.
O termo “PURIFICAÇÃO” lembra aos Hebreus do sistema sacrificial do Antigo Testamento, mas com uma grande diferença: O TEXTO FALA DE UMA AÇÃO CONCLUÍDA.
Não se trata de um processo contínuo, mas de um ato DEFINITIVO.
Podemos ver que o autor não menciona aqui o ritual, o altar ou o sacerdote humano. Isso porque o foco está na eficácia da obra do Filho.
Ele REALIZOU A PURIFICAÇÃO.
Sendo assim, TODA A CRIAÇÃO DEPENDE CONTINUAMENTE DO FILHO.
O Filho é quem GOVERNA O UNIVERSO e ao mesmo tempo entra na história para lidar com o pecado humano.
Jesus é quem SUSTENTA todo o universo e é o SALVADOR que purifica a humanidade dos seus pecados.
Pensa em um ENGENHEIRO responsável por uma grande ponte que conecta duas regiões importantes de uma cidade.
Ele conhece cada detalhe da estrutura, sustenta sua manutenção diária garantindo que tudo funcione com segurança.
Um dia, esse engenheiro percebe uma falha grave que ameaça vidas e ele decide descer até a base da ponte para corrigir pessoalmente o problema, mesmo que isso lhe custe muito.
Da mesma forma JESUS CRISTO.
Ele é quem SUSTENTA TODO UNIVERSO. E diante disso, não permanece distante do colapso humano causada pelo pecado.
Mas entrou na história para corrigir aquilo que jamais poderíamos resolver.
Você precisa entender 2 coisas:
Primeiro: a sua vida existe porque Cristo a sustenta. Nada em você é autônomo.
Cada dia, cada folego, cada passo dependem da palavra e do poder do Senhor.
Segunda coisa: O maior problema da sua vida não foi ignorado.
O pecado, que nenhum esforço humano consegue remover, foi tratado pelo Filho de Deus.
Você não precisa carregar culpas que Jesus já purificou e nem tentar se sustentar a vida por conta própria.
Descanse naquele que sustenta todas as coisas e confie plenamente que Ele purificou os seus pecados.
Depois de nos apresentar quem o Filho é e o que Ele fez, o texto declara onde o Filho está e qual é a sua posição definitiva.
A última parte do v.3 e todo o v.4 nos apresentam que JESUS É SUPERIOR!

Jesus é superior!

O final do v.3 vai dizer que Jesus “assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”.
O ato de se sentar indica OBRA CONCLUIDA e também aponta para a AUTORIDADE.
Diferente dos sacerdotes do Antigo Testamento que permaneciam em pé oferecendo sacrifícios continuamente, o Filho se assenta porque sua obra é SUFICIENTE e FINAL.
Ele não precisa ficar repetindo ou complementando.
Direita da Majestade” não deve ser lida de forma espacial, mas sim RELACIONAL.
Trata-se do lugar de honra, poder e governo, ou seja, o Filho COMPARTILHA do governo divino.
A expressão “nas alturas” contrasta com tudo o que é terreno e criado.
Os nossos olhos são elevados para lembrar que a realidade última não é visível, mas CELESTIAL.
A exaltação do Filho não é simbólica, mas é MUITO REAL.
No v.4 o autor diz que Jesus se TORNOU TÃO SUPERIOR AOS ANJOS.
Essa resposta vai direto a uma tentação dos ouvintes originais. No judaísmo daquele tempo, os anjos eram vistos como mediadores da Lei e agentes poderosos da revelação divina.
O autor de Hebreus não diminui os anjos, mas redefine a posição deles.
Os anjos são criaturas, o Filho é SENHOR e GOVERNADOR.
O fundamento dessa superioridade é que o Filho “herdou mais excelente nome do que eles”.
Nome do contexto bíblico representa IDENTIDADE E AUTORIDADE.
Esse NOME HERDADO aponta para o SENHORIO DO FILHO.
Aquilo que os anjos jamais receberam, Cristo herdou legitimamente.
Ele é o Senhor que os mensageiros SERVEM.
A expressão TORNOU-SE não indica mudança de natureza, mas mudança de posição histórica revelada.
O Filho sempre foi superior, mas agora essa superioridade foi manifestada publicamente por meio da exaltação após a obra redentora.
O Cristo que ainda é rejeitado por alguns aqui na terra é o Cristo entronizado nos céus.
Seguir a Jesus não é seguir alguém marginalizado, mas é se submeter ao Rei soberano que governa todas as coisas.
Podemos imaginar um tribunal.
O juiz se levanta profere a sentença final e em seguida volta para o seu lugar.
Quando ele se senta, não existe mais apelação possível. A decisão foi tomada e o veredito já foi estabelecido.
Da mesma forma, quando Jesus se assenta a direita da Majestade, isso comunica que a obra da redenção está concluída e o governo está estabelecido.
Não existe autoridade superior acima dEle e nem decisão que possa revogar o que foi feito.
Você precisa decidir como vai responder a SUPREMACIA DE JESUS CRISTO.
É verdade que muitos admiram a Jesus, respeitam seus ensinos e até frequentam a igreja, mas ainda estão resistentes em se submeter ao seu senhorio.
Hebreus nos ensina que não existe essa separação.
Se Jesus está exaltado acima de tudo, então ele não pode ocupar um lugar secundário em nossa vida.
Nada pode competir com Ele.
Nenhuma outra autoridade pode ser colocada no mesmo nível que Ele.
Crer que Jesus Cristo é superior é estar pronto a se submeter ao seu senhorio.

Conclusão!

Hebreus nos apresenta um CRISTO completo e SUFICIENTE.
Jesus Cristo é o centro da história, da criação, da revelação e da redenção.
Jesus Cristo que foi anunciado pelos profetas, revelado na história e entregue na cruz é o mesmo que reina soberanamente.
Não podemos viver a nossa vida ADMIRANDO JESUS A DISTÂNCIA.
Talvez você esteja vivendo como se Cristo fosse importante, mas não como o CENTRO DA SUA VIDA.
Talvez ele ocupe um espacinho no seu coração, mas não por completo.
Talvez ele até faça parte da sua vida em algumas coisas, mas não governe suas decisões, não é a sua prioridades e não é quem da direção a sua vida.
Jesus quer ser o centro da sua vida. Ele quer ser o seu Senhor e Salvador.
Ele se entregou para SALVAR VOCÊ. RESPONDA POSITIVAMENTE A ESSA ENTREGA.
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