A blasfêmia contra o Espírito

Quem é Jesus?  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 12 views
Notes
Transcript
Introdução:
A última mensagem que pregamos em Marcos falamos sobre os apóstolos que Jesus havia chamado para si, ele chamou os doze e agora o texto de Marcos segue contando sobre o ministério de nosso Senhor, depois de passar a noite orando, no outro dia convocou os 12 e os designou como apóstolos e então Jesus foi para casa!
Chegando em casa, a noticia se espalhou se espalhou entre três grupos diferentes:
1º a multidão
2º entre os parentes de Jesus
3º Entre os líderes religiosos da época
Em cada um desses grupos despertou uma atitude diferente: vejamos:
Desenvolvimento & aplicação:

A multidão v.20

A essa altura do campeonato, o nome de Jesus era muito conhecido em todas aquelas regiões e não paravam vir pessoas ao seu encontro para serem curadas, terem seus demônios expulsados e também para ouvir o Mestre.
A multidão o buscava para serem beneficiadas por Ele, e o Senhor lhes atendia, curava os doentes, exupulsava os demônios, respondia as perguntas, aqueles que buscavam achavam em Jesus as soluções de seus problemas!
Observe que muitas vezes essa grande multidão era incoveniente, não deixando nem o nosso Senhor comer o pão; mas estavam ali buscando ao Senhor e Jesus cheio de compaixão lhes atendia.

A família de Jesus v.21

Os familiares ou amigos o termo usado significa aqueles que estavam ao lado de Jesus. Eles também ouviram a noticia que Ele estava em casa e sairam para prende-lo, leva-lo par algum lugar distante da multidão, queriam para-lo, porque diziam qu ele estava “fora de sí” a Palavra usada no texto original é traz o significado que tinha perdido a razão, estava fora do juízo, por fazer aquilo que estava fazendo.
Observe que os que estavam próximos de Jesus, queriam proteje-lo, ao quererem prende-lo, levar para um outro lugar, não tinham uma má intenção, mas o julgamento e as atitudes eram erradas! O Senhor Jesus não veio para ter sua vida protegida pelos seus seguidores, não veio para viver em segurança! Ele veio para dar a sua vida, e todos os dias vivia essa entrega!
Aplicação:
Galatians 5:24 NAA
E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos.
E todos aqueles que vivem como Cristo, todos aqueles que pertencem ao Senhor e tem uma vida compromissada com Ele também enfrentarão esses julgamentos! Seremos tidos por loucos, conservadores, até mesmo chamados de lunáticos! Martinho Lutero, ao defender a supremacia da Palavra de Deus sobre as tradições humanas, foi chamado de tolo, ou possuído por demônio!
Entre os séculos 16 e 17 viveram os puritanos, homens e mulheres que buscavam ser santos e receberam esse apelido como forma perjorativa, como se dissessem: “olhem os santinhos”. Eram zombados por sua fé e vida em santidade!
2 Timothy 3:12 NAA
Na verdade, todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.
A perseguição e a oposição, não necessáriamente vem de pessoas de fora, mas muitas vezes dentro de casa, pessoas que são próximas, amigos, parentes, vizinhos...
1 Corinthians 1:18 NAA
Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, ela é poder de Deus.
Devemos viver fielmente ao nosso Senhor, sofrer por Ele, viver por Ele! Sermos xingados por parecer com Jesus é um privilégio, é a maior honrar! Existe uma canção que diz: “ A maior honra da minha vida é do teu sofrer participar, Pra Tua glória Vivo os meus dias Quem perder a vida encontrará”
Sofreremos julgamentos errados, seremos tido como loucos, enfrentaremos zombarias, mas vale a pena ser crente, embora critiquem e zombem da gente, sim, vale a pena ser crente!
O nosso Senhor Jesus sofreu oposição até mesmo dos mais próximos, foi tido como “fora de si” por fazer a vontade do Pai, portanto, não se espante quando isso acontecer com você.

Os Escribas v.22

Os escribas já são velhos conhecidos nossos, onde Jesus está, lá estão também; Esses haviam saído da capital Jerusalém até aquele lugar, e diziam:
Mark 3:22 NAA
Os escribas, que tinham vindo de Jerusalém, diziam: — Ele está possuído de Belzebu. Ele expulsa os demônios pelo poder do maioral dos demônios.
Veja, a reação desses homens à Jesus é incredulidade e blasfêmia!
Jesus então começou a falar com eles sobre como essa sua declaração não fazia menor sentido:
Como pode ser capaz satanás, satanás expulsar? Jesus, aquele que vem inaugurar o reino de Deus, Jesus que é chamado de Rei dos rei, entende muito bem como um reino deve funcionar! Se um reino se divide (sentido de estar separado em partes, pedaços ou facções) se um reino de divide, ele não pode permanecer, não pode ficar de pé, não pode existir! Na arte da guerra, a maneira de se conquistar um povo inimigo é exatamente o dividindo, fazendo com que cada um fique separado, porque lutar com pequenos grupos e vencer é melhor do que enfrentar um povo únido e perder!
Depois Jesus traz o exemplo de uma casa! Da mesma forma uma casa não pode se dividir e pemanecer existindo! Quantas famílias já não se dividiram? Famílias inteiras que antes eram únidas e hoje estão fragmentadas! Não permaneceram de pé!
Aplicação:
Quero abrir um parentese aqui: Essa mesma verdade se aplica a nós! Não podemos viver dividos! Não podemos estar separados em pedaços e facções! O Senhor chama o seu povo de um reino de sacerdotes (1Pe 2.9) Como igreja do Senhor, fazemos parte do seu reino, cada crente faz parte disso! Por isso devemos devemos ser unidos! Estar juntos, viver em comunhão, quando formos ofendidos perdoar! Assim o reino é fortalecido! Mas se nos dividimos, se a cada situação que acontece eu me afasto de um e de outro esse reino é enfraquecido!
Há relatos de igrejas inteiras que se dividiram, igrejas que outrora eram fortes, hoje deixaram de existir! Igrejas em que o egoismo reinou, ao invés do amor ao próximo! Igrejas em que pessoas preferiam dar honras a si mesmo do que a outros! Igrejas que havia competição pela liderança! Igreja que se esqueceram dessa palavra de Jesus, que um reino divido não permanece de pé!
1 Corinthians 1:10 NAA
Irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, peço-lhes que todos estejam de acordo naquilo que falam e que não haja divisões entre vocês; pelo contrário, que vocês sejam unidos no mesmo modo de pensar e num mesmo propósito.
O mesmo texto que nos chama de reino de sacerdotes, nos chama de casa espiritual! Nós somos casa de Deus, somos pedras vivas, que o Senhor usa para construir a sua casa! Essas pedras estão ligadas por Jesus! Uma pedra ao lado de outra, um irmão ao lado de outro, juntos formando uma casa linda e gloriosa: a igreja do Senhor! Essa casa não pode estar dividida!
Colossians 3:14 NAA
Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.
Ephesians 4:3 NAA
fazendo tudo para preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.
Fecha parêntese.
Jesus continua falando Se satanás luta contra si mesmo, estar dividido, não permanecerá de pé e o seu reino é chegado ao fim! Então no versículo 27 Jesus fala sobre como ele poderia realizar aqueles milagres, não pelo poder de Satanás, mas por alguém mais poderoso que ele! Temos aqui uma auto-revelação! Jesus está dizendo eu sou aquele que é mais forte que satanás! Eu sou aquele que entra na casa do valente e tomo os seus bens! Eu sou aquele que livro as pessoas do poder e domínio de satanás!
Com a chegada do Messias o reino de satanás começou a ruir, mas ainda não chegou ao fim!
Satanás continua agindo e trabalhando de forma constante. Ele anda ao redor, dia e noite, procurando a quem possa devorar, com o objetivo de manter as pessoas longe da luz. Ele não descansa em sua missão de desviar os homens daquilo que realmente importa.
Ele cria novas distrações e reforça antigas mentiras, proclamando todos os dias o seu falso discurso: “faça o que te faz feliz”, “você é o que você sente”, “experimente só um pouco”, “siga o teu coração”. Essas mensagens parecem atraentes, mas conduzem à confusão e à destruição.
Satanás faz aquilo que sempre fez: engana, arruína e destrói. Ele planta dúvidas, distorce a verdade e oferece soluções vazias para corações sedentos. Por isso a Escritura o chama de príncipe deste mundo, aquele que cega o entendimento dos homens para que não vejam a luz.
Mas graças a Deus por Jesus Cristo. Ele é mais poderoso do que o valente. Ele entrou no domínio das trevas para resgatar aqueles que lhe pertencem. Não estamos abandonados nas mãos de um tirano cruel. Temos um Salvador.
Jesus Cristo é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Por meio de sua vida, morte e ressurreição, Ele iniciou a derrota do reino das trevas. Há esperança para nós, porque a luz resplandeceu em meio às trevas.
Colossians 1:13 NAA
Ele nos libertou do poder das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado,
E chegará o dia, em que satanás terá a sua derrota definitiva! Não poderá mais enganar, não poderá mais destruir, satanás não é o rei do inferno e reinará para sempre, a Palavra nos revela que eles serão lançado no lago de fogo e será atormentado dia e noite!
Revelation 20:10–11 NAA
O diabo, que os tinha enganado, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde já se encontram a besta e o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, para todo o sempre. Vi um grande trono branco e aquele que está sentado nele. A terra e o céu fugiram da presença dele, e não se achou lugar para eles.

O Pecado imperdoável v.28-30

A blasfêmia contra o Espírito Santo não foi um pecado cometido por ignorância, nem algo trivial. Ela aconteceu no tempo de Jesus quando homens viram, com os próprios olhos, a obra santa e incontestável de Deus e, ainda assim, decidiram chamar essa obra de demoníaca. Aqueles homens presenciaram sinais, maravilhas, curas e libertações evidentes e, deliberadamente, atribuíram o poder por trás de tudo isso ao próprio demônio. Ao fazerem isso, rejeitaram conscientemente a ação do Espírito Santo e chamaram de impuro aquilo que era absolutamente santo.
Observe a gravidade da cena: ali estava Jesus, o próprio Deus encarnado, o Santo de Israel, realizando obras que ninguém podia negar. Ele cumpria exatamente aquilo que os profetas haviam anunciado — dando vista aos cegos, libertando os oprimidos e trazendo vida aos cativos. O Messias prometido estava diante deles.
E quem eram esses homens? Mestres da Lei, escribas, profundos conhecedores das Escrituras. Não eram ignorantes, não lhes faltava conhecimento. Eles sabiam o que as profecias diziam, aguardavam o Messias e conheciam os sinais que o identificariam. Contudo, quando Ele finalmente veio, decidiram não recebê-lo. Fecharam os olhos deliberadamente.
Dominados por um coração endurecido, movidos pela inveja e pela maldade, eles fizeram algo terrível: atribuíram a obra do Deus Santíssimo ao maioral dos demônios, ao próprio Satanás.
Essa é a essência da blasfêmia contra o Espírito: negar conscientemente o poder de Deus e afirmar que aquilo que Jesus fazia pelo Espírito Santo era, na verdade, obra do diabo.
Trata-se de um pecado gravíssimo, porque não é fruto de dúvida, mas de rejeição intencional da verdade; não nasce da ignorância, mas de um coração que, mesmo diante da luz, escolhe as trevas.
Como esse pecado é cometido hoje?
Muitos crentes vivem atormentados pela ideia de que já tenham cometido a blasfêmia contra o Espírito Santo. Essa dúvida rouba a paz, gera medo e, em alguns casos, acompanha a pessoa por anos. Alguns pensam assim porque, em um momento de fraqueza, disseram algo impróprio a Deus; outros, porque tiveram pensamentos ruins ou indevidos acerca do Senhor. Contudo, isso não é blasfêmia contra o Espírito Santo.
A própria Escritura deixa claro o que de fato caracteriza esse pecado. A blasfêmia contra o Espírito Santo não é fruto de um impulso, de um pensamento involuntário ou de uma palavra dita em um momento de descontrole emocional. Trata-se de uma atitude consciente, deliberada e persistente. É cometida por pessoas esclarecidas, conhecedoras da verdade, em pleno uso de suas faculdades mentais, que se opõem intencionalmente a Jesus e rejeitam abertamente quem Ele é.
Esses indivíduos negam de forma consciente a obra de Cristo, chegando ao ponto de afirmar que aquilo que Ele realiza pelo poder do Espírito Santo é, na verdade, obra de demônios. Não se trata de dúvida, mas de rejeição; não é ignorância, mas oposição consciente à verdade revelada.
Por isso, quem comete esse pecado não vive angustiado perguntando se blasfemou ou não. Pelo contrário, essa pessoa não demonstra arrependimento nem preocupação espiritual, pois rejeita completamente a Cristo. Ninguém blasfema contra o Espírito Santo e, ao mesmo tempo, permanece no caminho do Senhor.
Sendo assim, o que resta a quem comete tal pecado? Condenação. A blasfêmia contra o Espírito Santo é um pecado sem perdão porque representa a rejeição final e definitiva do único meio de salvação. Ao rejeitar o Espírito que convence do pecado e aponta para Cristo, a pessoa fecha para si mesma toda possibilidade de arrependimento. Ela cruza uma linha da qual não há retorno, permanecendo eternamente perdida.

1. Definição do Pecado Imperdoável

Carson define esse pecado não como um erro isolado, mas como uma rejeição autoconsciente e deliberada de Cristo e do Evangelho. Isso ocorre mesmo após o Espírito Santo ter dado clareza à pessoa sobre a verdade, permitindo que ela entenda o sacrifício de Cristo e o chamado de Deus.

2. A Natureza da Rejeição

Carson enfatiza que este pecado é cometido por alguém que:
Teve contato próximo com o Evangelho e "provou" de seus benefícios.
Entende perfeitamente a mensagem, mas olha "face a face" para a verdade e decide conscientemente que não a quer .
Esse comportamento é comparado à apostasia mencionada nos livros de Hebreus (capítulos 6 e 10) e na primeira carta de João .

3. A Perspectiva da Comunidade vs. Realidade Espiritual

Carson observa que, muitas vezes, essas pessoas eram vistas como cristãs exemplares pela comunidade, sendo batizadas e membros ativos. No entanto, sua partida demonstra que nunca foram "dos nossos" de fato (citando 1 João 2:19), pois a verdadeira conversão é caracterizada pela perseverança.

4. Por que é Imperdoável?

O pecado é imperdoável porque, quando uma pessoa atinge esse estágio de rejeição:
Ela não deseja ser perdoada.
Não há mais sinais de arrependimento, contrição ou fé.
Ela se sente "justificada" em sua decisão de abandonar a fé e se torna, em essência, um "anticristo".

5. Segurança do Crente

Por fim, Carson tranquiliza os fiéis ao dizer que isso não compromete a segurança do cristão genuíno. Ele afirma que a vida eterna, por definição, não se perde e que o verdadeiro convertido é aquele que permanece firme até o fim.

Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.