Como seguir Jesus em um mundo de distrações
Espiritualidade Prática: a vida cristã em um mundo caótico • Sermon • Submitted • Presented
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INTRODUÇÃO DA SÉRIE
INTRODUÇÃO DA SÉRIE
Vivemos em um tempo marcado pela aceleração, pela fragmentação interior e por múltiplas vozes que disputam a atenção e o coração humano.
O mundo contemporâneo é caótico não apenas socialmente, mas espiritualmente: a ansiedade foi normalizada, o ativismo substituiu a presença e a fé, muitas vezes, se tornou discurso desconectado da vida.
A série Espiritualidade Prática: a vida cristã em um mundo caótico propõe um retorno intencional à espiritualidade bíblica como forma de vida moldada pela presença de Deus no cotidiano.
Não é fuga do mundo, mas discipulado encarnado, que reordena prioridades, forma o coração e conduz a uma fé madura, coerente e perseverante.
Texto Mt 8.18-22
Texto Mt 8.18-22
Vendo Jesus muita gente ao seu redor, ordenou que passassem para a outra margem.
Então, aproximando-se dele um escriba, disse a Jesus:
— Mestre, vou segui-lo para onde quer que o senhor for.
Mas Jesus lhe respondeu:
— As raposas têm as suas tocas e as aves do céu têm os seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.
E outro dos discípulos lhe disse:
— Senhor, deixe-me ir primeiro sepultar o meu pai.
Mas Jesus respondeu:
— Siga-me e deixe que os mortos sepultem os seus mortos.
INTRODUÇÃO DO SERMÃO
INTRODUÇÃO DO SERMÃO
Como vimos, vivemos em uma cultura marcada pela pressa, excesso de estímulos e pressão cultural que afetam nossas tomadas de decisão no cotidiano.
Nunca foi tão fácil dizer que seguimos Jesus e nunca foi tão difícil de fato segui-lo.
No texto de Mateus 8.18–22, encontramos dois encontros breves, mas profundamente reveladores.
Duas pessoas se aproximam de Jesus com uma aparente disposição para segui-lo.
A pergunta é: o que a postura destes dois personagens revelam sobre os cristãos de nossa época?
Será que nós que estamos aqui hoje não carregamos traços deles em nossas vidas?
Veremos que diferente do evangelho diluido que é pregado em muitos lugares, Jesus não suaviza o caminho, não adapta o discurso e não negocia o seu senhorio e nem floreia o chamado. Ele expõe o coração, redefine prioridades e confronta expectativas.
Esse texto nos ensina que
o discipulado não é definido pela intensidade da nossa fala,
mas pela clareza da nossa visão,
pela profundidade do nosso compromisso
pela autoridade que reconhecemos sobre nossa vida.
1º PRINCÍPIO NORTEADOR: NOSSA VISÃO ORIENTA NOSSA VIDA
1º PRINCÍPIO NORTEADOR: NOSSA VISÃO ORIENTA NOSSA VIDA
“Vendo Jesus muita gente ao seu redor, ordenou que passassem para a outra margem.” (v.18)
O texto começa com algo sutil, porém decisivo: Jesus vê a multidão e decide ir para o outro lado.
Ele não é guiado pela popularidade, nem seduzido pelo entusiasmo coletivo.
Jesus não administra sua missão com base em aplausos, mas em obediência ao Pai.
Aqui já há um choque com a CULTURA religiosa que costuma apresentar um Cristo domesticado, que responde às nossas expectativas, que atende nossos caprichos, que é o obrigado a responder o que queremos por que determinamos o que Ele tem que fazer.
Porém o Cristo bíblico ordena, conduz e desloca. Ele não pede permissão. Ele chama
O discipulado de Jesus nunca foi um lugar confortável. Muitos se escandalizam não com um Cristo falso, mas com o Cristo verdadeiro, aquele que denuncia promessas religiosas superficiais, nossa incredulidade e expõe nossos ídolos do coração.
👉 Nossa visão de Jesus define como vivemos diante dele.
Quem vê Jesus apenas como meio, oportunidade ou inspiração, inevitavelmente tropeça quando o caminho exige renúncia.
Quem vê Jesus apenas como meio, oportunidade ou inspiração, inevitavelmente tropeça quando o caminho exige renúncia.
2º PRINCÍPIO NORTEADOR: SEGUIR JESUS SIGNIFICA COMPROMETER TODA A VIDA
2º PRINCÍPIO NORTEADOR: SEGUIR JESUS SIGNIFICA COMPROMETER TODA A VIDA
1. O compromisso na cultura religiosa é movido por benefício
1. O compromisso na cultura religiosa é movido por benefício
“Mestre, eu te seguirei para onde quer que fores.” (v.19)
Há algo belo nessas palavras. Elas lembram a declaração de Rute: “Aonde quer que fores, irei”.
Mas Jesus responde de forma desconcertante:
“As raposas têm suas tocas… mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça.” (v.20)
O escriba viu uma oportunidade: multidões, milagres, autoridade, movimento.
Reconheceu em Jesus o auge da teologia, o mestre definitivo, o centro do que Deus estava fazendo.
Mas ele não compreendeu o preço.
Jesus revela que seu caminho não oferece segurança, status ou conforto.
O discipulado não é uma plataforma de ascensão é um caminho de identificação com a cruz de um Messias rejeitado.
Há uma diferença profunda entre:
Admirar Jesus
Seguir Jesus
O escriba queria seguir Jesus enquanto isso fazia sentido para ele.
Jesus, porém, apresenta um discipulado que começa quando os benefícios cessam.
Jesus, porém, apresenta um discipulado que começa quando os benefícios cessam.
2. O comprometimento de Jesus está fundamentado na vontade do Pai
2. O comprometimento de Jesus está fundamentado na vontade do Pai
Jesus não pede nada que ele mesmo não viva.
Ao afirmar que o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça, ele revela sua própria entrega radical à vontade do Pai.
O título Filho do Homem não aponta apenas para humildade, mas para identidade:
Nova Almeida Atualizada Capítulo 7
Eu estava olhando
nas minhas visões da noite.
E eis que vinha com as nuvens do céu
alguém como um filho do homem.
Ele se dirigiu ao Ancião de Dias,
e o fizeram chegar até ele.
14 Foi-lhe dado o domínio, a glória e o reino,
para que as pessoas de todos
os povos, nações e línguas o servissem.
O seu domínio é domínio eterno,
que não passará,
e o seu reino jamais será destruído.” -
Ele é o verdadeiro representante da humanidade
O homem verdadeiro.
Aquele que vive totalmente submetido a Deus.
👉 Seguir Jesus é alinhar nossa vida ao nível de compromisso que ele mesmo assumiu.
👉 Seguir Jesus é alinhar nossa vida ao nível de compromisso que ele mesmo assumiu.
3º PRINCÍPIO NORTEADOR – O REINO DE DEUS TEM PRIORIDADE SOBRE TUDO
3º PRINCÍPIO NORTEADOR – O REINO DE DEUS TEM PRIORIDADE SOBRE TUDO
“Senhor, deixa-me primeiro sepultar meu pai.” (v.21)
Aqui surge o segundo personagem. Diferente do primeiro, ele não é rápido demais, é lento demais.
Sua justificativa parece legítima, piedosa, culturalmente aceitável.
Entretanto, Jesus responde com uma das palavras mais duras dos evangelhos:
“Segue-me, e deixa aos mortos o sepultar os seus próprios mortos.” (v.22)
Essa palavra não nega o valor da família, nem despreza o mandamento de honrar pai e mãe. O próprio Jesus defendeu esse princípio.
O ponto aqui é outro.
Jesus confronta a cultura que posterga o chamado.
O pai deste discipulo não estava morto, porque senão certamente ele estaria em casa cuidando dos preparativos do sepultamento, na verdade ele deseja ir para casa, viver sob o conforto da casa de seu pai, recolher sua herança e então seguir Jesus.
Deixe os mortos espiritualmente, aqueles que estão preocupados com os benefícios deste mundo, incluindo suas heranças, permanecerem uns com os outros na vida, e eventualmente sepultarem os seus mortos fisicamente.
Deixe os mortos espiritualmente, aqueles que estão preocupados com os benefícios deste mundo, incluindo suas heranças, permanecerem uns com os outros na vida, e eventualmente sepultarem os seus mortos fisicamente.
👉 Quando Jesus chama, nenhuma lealdade pode se sobrepor a ele. O discípulo precisa definir suas prioridades.
Existem momentos críticos na vida espiritual em que o que não é decidido imediatamente, não será decidido nunca.
Jesus não está negando o amor ao pai. Ele está afirmando que o Reino de Deus está acima de qualquer outra agenda, inclusive as mais nobres.
CONCLUSÃO – ENTRE PROFESSAR A FÉ E VIVER A FÉ
CONCLUSÃO – ENTRE PROFESSAR A FÉ E VIVER A FÉ
Esses dois homens revelam duas armadilhas do discipulado:
Um tinha entusiasmo sem renúncia
O outro tinha afeto sem prioridade
Um estava cheio de presunção.
O outro, cheio de distrações e oreocupações.
E ambos revelam uma verdade incômoda:
👉 Há uma grande diferença entre professar uma fé e realmente ter fé.
Seguir Jesus não é um acréscimo à vida que já temos.
É uma redefinição completa de quem governa nossa história.
Em um mundo caótico, distraído e fragmentado, o chamado de Cristo continua o mesmo:
“Segue-me.”
A pergunta que o texto nos deixa não é se admiramos Jesus, mas quem tem a palavra final sobre nossas decisões.
A pergunta que o texto nos deixa não é se admiramos Jesus, mas quem tem a palavra final sobre nossas decisões.
Porque no Reino de Deus,
visão define caminho,
compromisso define profundidade,
e prioridade revela quem realmente seguimos.
É preciso parar de negociar com Jesus e de esperar que etapas da vida se resolvam para então assumir compromisso com Ele.
Sem compromisso com a igreja de Cristo, que carrega a agenda do Reino, não podemos afirmar que amamos Jesus.
Se somos apenas espectadores na comunidade local, como dizer que amamos os irmãos?
E se vivemos sempre reivindicando algo para nós, como podemos chamar isso de seguir Jesus?
