Exposição Jonas 4 (A frustração de Jonas)
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Texto Base
Texto Base
1 Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado.
2 E orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.
3 Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver.
4 E disse o Senhor: É razoável essa tua ira?
5 Então, Jonas saiu da cidade, e assentou-se ao oriente da mesma, e ali fez uma enramada, e repousou debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade.
6 Então, fez o Senhor Deus nascer uma planta, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu desconforto. Jonas, pois, se alegrou em extremo por causa da planta.
7 Mas Deus, no dia seguinte, ao subir da alva, enviou um verme, o qual feriu a planta, e esta se secou.
8 Em nascendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental; o sol bateu na cabeça de Jonas, de maneira que desfalecia, pelo que pediu para si a morte, dizendo: Melhor me é morrer do que viver!
9 Então, perguntou Deus a Jonas: É razoável essa tua ira por causa da planta? Ele respondeu: É razoável a minha ira até à morte.
10 Tornou o Senhor: Tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu;
11 e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?
Introdução
Introdução
Vimos nos cultos passados as informações e curiosidades a respeito do livro de Jonas.
Vimos que o livro de Jonas foi escrito provavelmente no século IV a.C, que Jonas foi um contemporâneo de Oseias e Amós e que viveu no reino do norte, era da cidade de Gate-Hafer (próxima a cidade de Nazaré) e viveu no período de Jeroboão II (793 - 753a.C). Jonas viveu em um período de prosperidade política para o reino do norte, profetizando a expansão de seus territórios ao rei mas viveu em um período de forte corrupção espiritual onde anúncios de juízo divino pelos assírios estavam sendo dados pelo profeta Oseias.
E é nesse contexto que Jonas é chamado para pregar a grande cidade de Nínive, cidade importante da Assíria que mais tarde veio a se tornar a sua capital.
Dividimos o livro do seguinte modo:
O Chamado de Jonas (Jn 1:1-2)
A fuga de Jonas (Jn 1:3-16)
A salvação de Jonas (Jn 1:17 - 2:10)
A Pregação de Jonas (Jn 3)
A Frustração do Profeta (Jn 4)
Nos cultos passados falamos sobre:
1 - O chamado do profeta. (Jn 1:1-2)
Vimos como Jonas recebe da parte do Senhor uma palavra de ordem, uma palavra autoritativa vinda da parte de Deus por meio de uma revelação imediata e como isso colocava Jonas em uma posição de ter que se submeter a essa palavra que lhe dava uma ordem para ir para a grande cidade de Nínive.
2 - A fuga do profeta. (Jn 1:3-16)
Vimos como Jonas se rebela contra a palavra de Deus e se dispõe a rebelião contra ela por meio de uma fuga da ordem dada por Deus.
Deus havia dado uma ordem para que Jonas fosse a grande cidade de Nínive (800km ao oriente) e Jonas vai em direção a Társis (2300km ao ocidente) com as dimensões dessa fuga geográfica exaltando o tamanho da rebelião do profeta.
Porém vimos que Deus não permite que Jonas siga na dureza de seu coração e envia uma grande tempestade afim de barrar a fuga do profeta. Essa tempestade não atinge apenas a ele mas a todos que estavam com ele no barco, causando tamanho problema que Jonas vê apenas uma solução para resolver aquela situação, sendo essa solução sua própria morte ao se lançar ao mar revolto.
3 - A salvação do profeta. (Jn 1:17-2:10)
Vimos como Deus em sua soberania e graça salva Jonas da maneira unilateral.
Deus envia um grande peixe e não permite que Jonas afunde nas águas daquele mar revolto e ao dispor o peixe Deus muda o coração de Jonas que passa a clamar ao Senhor que responde a Jonas com o peixe vomitando o profeta de volta a terra.
4 - A pregação de Jonas (Jn 3)
Vimos como Deus restaura o oficio profético de Jonas e o mesmo anuncia a mensagem do Senhor a Nínive que se arrepende, crê e vive um grande avivamento vindo da parte do Senhor.
Iremos abordar hoje o capítulo 4 de Jonas, onde veremos a reação do profeta em relação ao resultado de sua pregação.
Explicação
Explicação
Faremos a divisão desse texto do seguinte modo:
1 - A reação de Jonas (V1-5)
2 - A pedagogia de Deus (V6-11)
1 - A reação de Jonas (V1-5)
1 - A reação de Jonas (V1-5)
1 Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado.
2 E orou ao Senhor e disse: Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.
3 Peço-te, pois, ó Senhor, tira-me a vida, porque melhor me é morrer do que viver.
4 E disse o Senhor: É razoável essa tua ira?
5 Então, Jonas saiu da cidade, e assentou-se ao oriente da mesma, e ali fez uma enramada, e repousou debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria à cidade.
O capítulo 4 inicia nos mostrando a reação de Jonas a salvação de Nínive.
O texto nos diz que essa reação envolve
Ira (V1)
Murmuração e vitimismo (V2-3)
Ironia (V5)
Vemos claramente que essa ira, murmuração e ironia se manifestam porque Jonas não estava contente com a salvação de Nínive e com o fruto e resultado de seu ministério.
O que podemos aprender com o texto é que existia um problema no coração do profeta:
- Jonas é alguém que havia experimentado a misericórdia de Deus ao se lançar ao mar e ser salvo no ventre do peixe — Mas ele não queria que essa misericórdia fosse estendida para além de si, principalmente aos inimigos de seu povo.
- Jonas sabia que Ao Senhor pertence a salvação, mas ele não queria que Deus a desse a seus inimigos.
- Jonas era um nacionalista, ele amava Israel mais do que o Deus de Israel e não queria que os inimigos de seu povo fossem abençoados pelo seu Deus.
- Jonas era um ególatra, ele não queria ser reconhecido como um falso profeta por anunciar juízo e trazer salvação.
- Jonas buscava a aprovação dos homens e não queria ser rejeitado em Israel quando retornasse e os israelitas o questionassem de porque ele levou salvação aos inimigos de sua nação.
Enfim, o texto nos mostra que Jonas era alguém que conhecia a Deus em sua mente (V2) mas que seu coração estava afastado da realidade que sua mente compreendia.
Aplicação 01: Precisamos ter cuidado para não ter um conhecimento intelectual e um coração distante de Deus.
Aplicação 01: Precisamos ter cuidado para não ter um conhecimento intelectual e um coração distante de Deus.
Vimos que Jonas conhecia teologicamente quem Deus era ao citar Ex 34:6-7, porém ele não amava esses atributos de Deus.
Nós precisamos conhecer a Deus em nossa mente e ama-lo em nossos corações.
Existem inúmeros textos na bíblia que falam sobre isso. A bíblia nos diz que devemos amar a Deus de toda nossa força, entendimento e coração.
30 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força.
Deus exortando a nação de Israel declara:
13 O Senhor disse: Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim, e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, que maquinalmente aprendeu,
Jesus repete essa exortação aos judeus de seus dias:
8 Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim.
A igreja de Éfeso era uma igreja ortodoxa mas que havia abandonado o seu primeiro amor.
2 Conheço as tuas obras, tanto o teu labor como a tua perseverança, e que não podes suportar homens maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos;
3 e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer.
4 Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor.
Aplicação 02: Não somos chamados apenas para fazer o que o Senhor manda, mas para fazer o que Deus manda com alegria.
Aplicação 02: Não somos chamados apenas para fazer o que o Senhor manda, mas para fazer o que Deus manda com alegria.
Se Jonas sabia que Deus era clemente e misericordioso e que poderia salvar os Ninivitas caso os mesmos se arrependessem ele deveria se alegrar com essa salvação.
2 Servi ao Senhor com alegria, apresentai-vos diante dele com cântico.
Aplicação 03: Se recebemos misericórdia, temos que estar prontos a estender essa misericórdia.
Aplicação 03: Se recebemos misericórdia, temos que estar prontos a estender essa misericórdia.
Jonas havia acabado de ser salvo no ventre do peixe o se rebelar contra Deus, porém ele não queria que outros desfrutassem dessa mesma misericórdia.
A misericórdia que nós recebemos precisamos ofertar.
A oração do Pai nosso nos diz: Perdoai as nossas dividas assim como nós perdoamos os nossos devedores.
Aplicação 04: Somos chamados a amar mais a Deus do que a detestar nossos inimigos.
Aplicação 04: Somos chamados a amar mais a Deus do que a detestar nossos inimigos.
Jonas detestava mais os assírios do que amava a Deus.
Certa feita, Jesus quando andava a caminho de Jerusalém, passando por uma aldeia de Samaritanos não teve hospedagem e Tiago e João os filhos de Zebedeu lhe pediram:
54 Vendo isto, os discípulos Tiago e João perguntaram: Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para os consumir?
55 Jesus, porém, voltando-se os repreendeu [e disse: Vós não sabeis de que espírito sois].
56 [Pois o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.] E seguiram para outra aldeia.
Em nossos dias a igreja tem também inimigos e qual detestamos e lutamos contra eles. A ideologia de gênero, o comunismo, o secularismo, o ateismo, o romanismo, o islamismo são todos inimigos da igreja e devem ser combatidos pela igreja com todo o vigor e força.
Porém caso esses inimigos se arrependam e se convertam, isso não deve nos levar a tristeza, mas a alegria, afinal o evangelho triunfou.
Nosso prazer não está e nem pode estar na morte do ímpio, pois o próprio Deusa não se alegra com ela. Nosso prazer está na justiça de Deus, seja ela manifesta punindo pecadores por meio de seu juízo, seja ela manifesta punindo o pecado dos pecadores em Cristo e os salvando.
Não podemos detestar mais o mal do que amamos o bem e não podemos odiar mais as trevas do que amar a luz.
2 - A pedagogia de Deus (V6-11)
2 - A pedagogia de Deus (V6-11)
6 Então, fez o Senhor Deus nascer uma planta, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu desconforto. Jonas, pois, se alegrou em extremo por causa da planta.
7 Mas Deus, no dia seguinte, ao subir da alva, enviou um verme, o qual feriu a planta, e esta se secou.
8 Em nascendo o sol, Deus mandou um vento calmoso oriental; o sol bateu na cabeça de Jonas, de maneira que desfalecia, pelo que pediu para si a morte, dizendo: Melhor me é morrer do que viver!
9 Então, perguntou Deus a Jonas: É razoável essa tua ira por causa da planta? Ele respondeu: É razoável a minha ira até à morte.
10 Tornou o Senhor: Tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu;
11 e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?
É interessante notar a paciência de Deus para com o profeta que agora ira instrui-lo para que seu coração seja sarado.
Vimos que no capítulo 1 Jonas representa a rebeldia humana, no capítulo 2 temos a salvação pela graça, no capítulo 3 temos a restauração de Deus aos pecadores e agora podemos ver Deus santificando Jonas por meio de uma instrução.
Esse processo pedagógico de Deus se dar por meio de uma parábola de ação. Deus usará sua soberania para instruir o profeta.
1 - Deus faz nascer uma planta sobre a cabeça dele. (V6)
2 - Deus envia um verme que mata a planta após o anoitecer. (V7)
3 - Deus envia um vento oriental que abre o tempo e faz com que o sol bata na cabeça do profeta. (V8)
Basicamente o que Deus está fazendo aqui é provocar novamente a ira do profeta que mais uma vez desejava morrer (V8) e é questionado por Deus sobre sua ira no (V9).
Jonas gostava de receber graça como quando esteve no ventre do peixe e quando nasceu sobre ele uma planta mas não gostava de ser afligido.
Jonas queria graça para si e aflição para os outros.
E por fim, o texto termina com Deus expondo a hipocrisia de Jonas:
10 Tornou o Senhor: Tens compaixão da planta que te não custou trabalho, a qual não fizeste crescer, que numa noite nasceu e numa noite pereceu;
11 e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?
Aplicação:
Aplicação:
Não sejamos hipócritas desejando o bem de Deus a nós e a aflição de Deus aos outros.
Conclusão:
Conclusão:
Gostaria de concluir essa exposição citando o contraste entre Jonas e o segundo Jonas que esteve três dias e três noites no ventre da terra.
O capítulo 4 termina com Jonas sentado ao lado de fora da cidade, buscando seu conforto e a destruição do povo, porém o segundo Jonas também vai para fora da cidade, mas não em busca de seu conforto, mas para se entregar e salvar os seus inimigos.
Aplicações Finais:
Aplicações Finais:
Busquemos alinhar nossos corações ao coração de Deus.
Lutemos contra nossos inimigos não movidos pelo ódio nem motivados por sua destruição, mas movidos pela verdade e pelo amor a Deus.
Alegremo-nos com a salvação de Deus.
Ofereçamos a graça que recebemos aos outros.
