Quando não há arrependimento
Vir a Igreja não é o bastante • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
¹⁷ Vocês estão cansando o Senhor com as suas palavras, e ainda perguntam: "Em que nós o cansamos?" Nisso de dizerem: "Aqueles que fazem o mal passam por bons aos olhos do Senhor, e é desses que ele se agrada." Ou: "Onde está o Deus da justiça?"
¹ — Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim. De repente, o Senhor, a quem vocês buscam, virá ao seu templo; e o mensageiro da aliança, a quem vocês desejam, eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos.
² Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros.
³ Ele se assentará como derretedor e purificador de prata. Purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata. E eles trarão ao Senhor as ofertas justas.
⁴ Então a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias da antiguidade e como nos primeiros anos.
⁵ — Virei até vocês para juízo. Terei pressa em testemunhar contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que oprimem os trabalhadores, as viúvas e os órfãos, torcem o direito dos estrangeiros, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos. Malaquias 3:1-5
Bom dia, se você não me conhece eu me chamo Guilherme e faço parte da liderança aqui da Urbana.
Bom, quando eu era mais jovem, havia uma música de uma banda cristã que fez bastante sucesso.
Um dos trechos dizia assim:
“Extra, extra
O mundo acabará amanhã de manhã”
Pode ser que, se você nasceu até os anos 90, já ouviu essa música.
Se nunca ouviu, não tem problema, eu te explico.
A música conta a história de um personagem chamado Johnny.
Num dia, aparentemente comum, Johnny é surpreendido com uma notícia: o mundo acabaria na manhã seguinte.
O problema de Johnny não é a notícia em si.
O problema é a vida que ele construiu antes desta notícia.
A letra deixa claro que Johnny passou a vida buscando tudo, menos a Deus.
Viveu juntando riquezas, acumulando, construindo segurança em coisas que não podiam sustentar a alma.
A vida passou num piscar de olhos, e agora ela estava prestes a acabar.
Em certo momento, a música diz:
“Prepara teu caminho
Que aproveita ter o mundo inteiro e perder sua alma?
Ou o que daria um homem em troca de sua alma?
Já é tempo de olhar pra dentro, ser muito mais que ter.”
E a música termina de forma bastante incômoda:
“Esta noite pedirão sua alma, louco.
Pobre Johnny, nem sabe que tem uma alma.”
Essa música é uma aplicação bastante contemporânea de textos bíblicos muito claros, especialmente de Lucas 12 e Mateus 16..
Mas ela também está ligada diretamente com o texto que nós acabámos de ler em Malaquias.
Assim como Johnny, o povo em Malaquias, naquele tempo, vivia como se a justiça fosse algo apenas para os outros.
Vimos que o povo questionava: “Onde está o Deus da justiça?”, enquanto continuavam a viver sem arrependimento.
O problema sempre foi uma vida construída sem temor, sem arrependimento, indiferente à justiça.
E tanto na música quanto em Malaquias, o choque é o mesmo: o juízo chega de repente. Ele não avisa.
Nós custamos a acreditar que tudo pode acabar num instante.
Achamos sempre que ainda há tempo de:
mais um objectivo,
de alcançar mais alguma segurança,
de ter mais controlo sobre a vida.
Enquanto isso, a vida vai passando, (PAUSA)
Deus vai ficando em segundo plano,
e vamos vivendo como se fôssemos senhores da nossa própria história.
O tema deste sermão hoje é:
“Vir à igreja não é o bastante, quando não há arrependimento.”
E uma das razões pelas quais o arrependimento é constantemente adiado é porque nós lidamos mal com o tempo.
Vivemos como se o relógio estivesse sempre do nosso lado.
Como se ele nos desse margem, folga, novas oportunidades ilimitadas.
Pensamos: depois eu trato disso.
Depois eu acerto minha vida com Deus.
Depois eu levo a fé mais a sério.
O problema é que o tempo nunca nos avisa quando termina.
Não é que Deus seja injusto, mas sim porque o nosso coração confunde paciência com ausência.
Esse texto não é um chamado pra você aprendar a calcular bem os tempos da sua vida.
É um chamado a responder enquanto ainda há tempo.
O versículo 17 do capítulo 2 começa com uma acusação muito forte.
Malaquias diz ao povo:
“Vocês estão cansando o Senhor com as suas palavras.”
(Malaquias 2:17)
E Isso aqui é muito sério, porque o texto mostra que esse cansaço não vem de um dia isolado, nem de um erro pontual, mas de uma postura constante daquele povo.
É uma provocação contínua, eles insistem na idéia de que Deus seja injusto, insistem em prestar um culto de qualquer maneira.
O povo fala de Deus, fala sobre Deus, fala diante de Deus, mas de uma forma desrespeitosa,
a fala deles provoca, irrita a Deus.
E isso gera o que o texto chama de “cansaço”.
Não no sentido de Deus ficar desanimado, mas no sentido de chegar a um ponto em que a paciência de Deus está se esgotando.
E a maneira que Malaquias fala, é como se ele estivesse dizendo ao povo:
“Deus é paciente, sim. Mas não confundam paciência com aprovação.”
E o mais impressionante é a resposta que o povo dá.
Eles perguntam: “Em que nós o cansamos?”
Eles realmente acreditavam que estavam fazendo as coisas corretamente!
Na cabeça deles, o problema não está neles, está em Deus.
E para entendermos por que eles pensavam assim, é importante lembrar o contexto em que viviam.
Esse povo já estava no período pós-exílio babilónico.
Já tinham voltado à terra e já tinham reconstruído o templo.
Mas, ao mesmo tempo, viviam sob o domínio persa, sofrendo com impostos pesados, exploração económica e injustiças constantes.
Essa realidade gerou frustração.
Eles olhavam para a sua situação e sentiam-se injustiçados.
O problema é que essa frustração, em vez de conduzi-los ao arrependimento, produziu cegueira espiritual.
A falta de arrependimento fez com que eles deixassem de ver os seus próprios pecados e os seus próprios erros.
e para piorar ainda mais, eles dizem algo gravíssimo.
A sequencia do texto diz assim:
“Aqueles que fazem o mal passam por bons aos olhos do Senhor, e é desses que Ele se agrada.”
“Onde está o Deus da justiça?”
O que na verdade eles queriam dizer e talvez não tiveram coragem, é:
“Será que vale mesmo a pena servir a Deus?”
“Olhem à nossa volta: quem são os ricos, os prósperos, os populares?”
“São justamente aqueles que não temem a Deus, que vivem sem regra, que fazem o que querem, e é incrivel como que tudo dá certo para eles.”
E é tão absurdo o que eles falam, porque:
esse questionamento vem de um povo que está seno confrontado exatamente por não prestarem culto de forma digna a Deus.
Se nós olharmos para as pregações anteriores, vamos ver que o profeta Malaquias já os tinha acusado de:
Infidelidade,
de adultério,
de um culto negligente, oferecido de qualquer maneira.
Ou seja, Deus já havia deixado claro a rejeição do culto deles.
E em vez deles se arrependerem, agora eles acusam Deus.
Colocam em causa a fidelidade e a justiça de Deus.
E aqui é importante perceber uma coisa: o problema não é questionar a Deus, por alguma situação que estamos passando.
Porque há poucos meses estudamos Habacuque, e vimos um profeta que questionou a Deus:
“Até quando, Senhor? Até quando os ímpios prosperarão?”
Mas com uma diferença enorme:
Habacuque pergunta com dor, com temor a Deus e com fé.
Ele se coloca diante de Deus com humildade, e não acima d’Ele.
AJUSTAR ISSO \/
Em contraste com Malaquias, o povo pergunta para se justificar.
O que eles fazem não é clamar, é acusar a Deus.
E é exatamente por isso que, quando Deus responde, Ele não responde com uma explicação.
Ele responde com juizo.
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LEITURA:
Malaquias 3:1
“Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim. De repente, o Senhor, a quem vocês buscam, virá ao seu templo; e o mensageiro da aliança, a quem vocês desejam, eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos.”
Meus irmãos, que resposta de Deus.
Deus diz: “Eu vou enviar um mensageiro.”
E isso é impressionante, porque cerca de quatrocentos anos antes de Cristo, o profeta Malaquias já anuncia que Deus levantaria um mensageiro para preparar o caminho diante d’Ele.
Essa promessa não aparece apenas aqui.
Ela já tinha sido anunciada em Isaías 40, quando o profeta diz:
“Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor.”
E essa palavra se cumpre claramente em João Batista.
E quando chegamos a Mateus capítulo 3, lemos que João aparece no deserto da Judeia pregando e dizendo:
“Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus.”
Mateus faz questão de dizer que João é exatamente aquele de quem Isaías falou:
“a voz que clama no deserto, preparando o caminho do Senhor.”
E o mais forte é que, em Mateus 11:10, o próprio Jesus cita este versículo de Malaquias 3:1 e o aplica diretamente a João Batista.
Ou seja, quando Deus responde à pergunta de Malaquias 2:17 ("Onde está o Deus da justiça?"), Ele não começa a resposta falando de juízo.
Ele começa chamando o povo ao arrependimento.
Deus não estava ausente como eles pensavam, era o povo que não estava preparado para a Sua vinda.
Na sequência, o texto diz:
“De repente, o Senhor, a quem vocês buscam, virá ao seu templo; e o mensageiro da aliança, a quem vocês desejam, eis que ele vem, diz o Senhor dos Exércitos.”
Deus não deixa absolutamente nada passar em branco.
Repare que, por duas vezes, Ele usa a mesma expressão:
“a quem vocês buscam”
e depois:
“a quem vocês desejam”.
Isso não está ai por acaso, Deus está tocando exatamente na expectativa daquele povo.
Eles buscavam um Senhor, Eles desejavam um Messias.
Mas o que eles realmente esperavam era alguém que os tirasse da sua situação difícil:
- do sofrimento económico,
- dos impostos pesados,
- do abuso do sistema persa.
Eles queriam libertação, um alívio, eles até queriam justiça, mas apenas para fora.
A mudança era apenas das circunstâncias, mas não do coração.
E é aqui que o texto ganha um tom quase irónico.
Deus diz, em outras palavras:
“Vocês estão pedindo a Minha vinda. Vocês dizem que Me desejam. Pois então: Eu virei.”
E este versículo fala de dois mensageiros.
Primeiro, aquele que prepara o caminho, João Batista.
Depois, o Senhor que vem, chamado aqui de o mensageiro/Anjo da aliança.
E isso faria todo o sentido para quem vivia no Antigo Oriente.
Naquele contexto, era comum que, antes da chegada de um rei, fosse enviado um mensageiro adiante.
A função desse mensageiro não era apenas anunciar a vinda do rei,
mas preparar o caminho, remover obstáculos, corrigir o que estivesse fora de ordem.
Era um aviso claro: o rei está chegando, preparem-se.
E esse Rei é Jesus Cristo, o mensageiro da aliança.
Ele não veio apenas anunciar algo, como o primeiro mensageiro,
Ele veio cumprir a aliança.
Ele veio como o sacrifício perfeito.
Ele veio como o sacerdote perfeito.
Ele veio para purificar o templo.
Ele veio para tornar possível que eu e você pudéssemos cultuar a Deus da maneira certa.
Hoje, o nosso culto só é aceito porque Cristo veio.
O povo dizia desejar a vinda do Senhor, Dizia ansiar pelo Messias.
Mas o que eles realmente esperavam era alguém que resolvesse apenas os seus problemas externos.
Meus irmãos, trazendo pros nossos dias, Deus quer tratar algo mais profundo.
Não são as circunstâncias.
Não são os governos.
Não é a opressão ao nosso redor.
Deus quer tratar o meu e o seu pecado, o nosso caráter, o nosso coração.
Se Deus estivesse primariamente preocupado com os governos e com as circunstâncias externas, Ele poderia simplesmente mudá-los.
Ele é soberano para isso. Eu não tenho dúvidas!
Ele poderia ter feito isso naquele tempo.
Mas Deus estava mais preocupado com o relacionamento do povo com Ele.
Cristo não veio apenas para mudar cenários, mas para mudar corações.
E é exatamente aqui que o texto muda de tom.
Porque, se Cristo vem para tratar do pecado e do coração, a pergunta inevitável é:
“Quem poderá suportar o dia da sua vinda?”
E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros.
³ Ele se assentará como derretedor e purificador de prata. Purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata. E eles trarão ao Senhor as ofertas justas.
Malaquias 3:2,3
Essa não é uma pergunta retórica para despertar curiosidade.
É uma advertência.
Porque o mesmo Senhor que vem como resposta ao clamor do povo, vem também como purificador.
Por isso Malaquias usa duas imagens fortes:
“Ele será como o fogo do ourives e como o sabão dos lavandeiros.”
Essas imagens eram muito conhecidas no mundo antigo.
O ourives pegava o ouro ainda em estado bruto, colocava no fogo e, com cuidado, ia separando o que era ouro daquilo que não era.
O fogo não destruía o ouro, apenas separava as impurezas do ouro.
Da mesma forma, o lavandeiro usava substâncias fortes, como a potassa(Sabão), para remover manchas profundas do tecido.
Não era um processo delicado, exegia muito esforço! Mas era muito eficaz.
Então quando Malaquias diz que o Senhor “se assentará como refinador e purificador”, ele está mostrando algo importante:
esse processo não é rápido, nem superficial.
porque o refinador senta, observa, acompanha o processo até que o metal esteja completamente puro.
E note onde o texto diz que esse trabalho começará:
“Purificará os filhos de Levi.”
Ou seja, essa purificação começa pela casa de Deus. Pelo sacerdócio.
E isso faz todo o sentido, porque ao longo dos capítulos anteriores Deus já havia denunciado um culto negligente, ofertas indignas e sacerdotes que não levavam o nome do Senhor a sério.
O objetivo dessa purificação não é destruição, mas restauração:
“E eles trarão ao Senhor ofertas justas.”
Lembrem-se que o problema não era que eles não estavam cultuando a Deus.
O problema sempre foi um culto oferecido por corações impuros.
Mas o centro dessa purificação não está no fogo nem na potassa.
Está na cruz.
Na cruz do Calvário, Jesus derramou o seu sangue, um sangue mais poderoso do que qualquer fogo, mais eficaz do que qualquer substância de limpeza.
É esse sangue que purifica a nossa vida!
Em Cristo, Deus inaugura um novo tempo, em que o seu povo não é purificado externamente, mas transformado no coração.
E somente assim Deus pode receber um culto que agrada a Ele.
Somente assim é que nós podemos adorá-Lo em espírito e em verdade.
E é por isso que esse texto nos confronta com esta verdade:
vir à igreja não é o bastante, quando não há arrependimento.
Porque é possível nós estarmos presentes e, ainda assim, não estarmos realmente diante de Deus.
É possível virmos aqui cantar, ouvir, participar de tudo que acontece na igreja…
e o nosso coração continuar intacto, fechado, longe de um arrependimento.
Ai o culto deixa de ser resposta daquilo que eu vivo diariamente com Deus e passa a se tornar um hábito.
Aos poucos, a gente começa a olhar o culto a partir de nós mesmos, a partir daquilo que nos agrada.
Ai a gente avalia o louvor (Se foi bom), avalia a palavra, medimos a experiência como um show.
E ai Saímos daqui exatamente como entrámos.
O arrependimento, meus irmãos, nos faz olhar pra dentro.
Nos faz reconhecer que Deus é santo e que nós precisamos ser transformados.
E essa transformação acontece graças a Cristo, que se aproximou de nós, veio e morreu pelos nossos pecados.
E hoje isso nos permite olharmos para o nosso coração com verdade.
E nos faz reconhecer o nosso pecado, os nossos erros e as nossas falhas sem desespero.
Ai o arrependimento agora, não se torna um peso,
é um caminho que nos traz de volta pra perto de Jesus.
É isso que o texto chama de sermos refinados como ouro e como prata.
E quando Deus faz esse trabalho no nosso coração, o texto diz que algo muda também na maneira que nós prestamos culto:
"Então a oferta de Judá e de Jerusalém será agradável ao Senhor, como nos dias da antiguidade e como nos primeiros anos."
Malaquias 3:4
Não é atoa que o versículo inicia com um: “então”.
Porque depois que o nosso coração é refinado/tratado, isso se torna consequência.
O texto não nos diz que depois disso surge um novo tipo de culto.
Não diz que Deus muda o que Ele espera de nós.
O que muda não é a oferta, é quem oferece.
Somos nós que somos lapidados.
Ai a oferta volta a ser agradável ao Senhor, porque agora ela nasce de um coração purificado.
De alguém que um dia foi confrontado, mas que teve o seu coração restaurado.
Deus não está à procura de algo diferente no nosso culto.
Ele está a procura de um povo com o coração transformado, de volta aos caminhos do Pai.
Por isso Malaquias diz: “como nos dias da antiguidade e como nos primeiros anos.”
É o culto voltando ao lugar certo.
Não como hábito.
Não como performance.
Mas como resposta de um povo que vive diariamente diante de Deus.
Deus não quer apenas a nossa presença aqui; Ele quer um coração transformado.
E no versiculo 5 ele diz:
“Virei até vocês para juízo. Terei pressa em testemunhar contra os feiticeiros, contra os adúlteros, contra os que juram falsamente, contra os que oprimem os trabalhadores, as viúvas e os órfãos, torcem o direito dos estrangeiros, e não me temem, diz o Senhor dos Exércitos.”
Malaquias 3:5
Você que me escuta aqui hoje, não se engane.
O REI VOLTARÁ.
E neste dia Ele não voltará mais para purificar em silêncio,
mas para estabelecer o seu reino e a sua justiça de forma definitiva.
Quando Deus diz que "virá até nos em juízo", não é uma ameaça vazia.
Deus não ignora o pecado,
Ele não fecha os olhos para a injustiça,
Ele não abandona a sua santidade.
O ímpio pode até prosperar aqui e agora,
Mas o juízo de Deus alcançara tanto o pecado visível quanto o invisível.
A lista que Malaquias apresenta deixa isso bastante claro.
Pecados religiosos e pecados sociais.
Nada passará impune ao Justo Juiz.
E se você foi refinado pelo fogo,
se você respondeu ao chamado ao arrependimento,
essa vinda não gera medo.
Ela gera esperança.
Esperança de que o mal não terá a última palavra.
Esperança que se vivemos diante de injustiça, exploração, abuso,
A volta de Cristo nos lembra que isso não ficará assim para sempre.
A esperança da volta de Cristo é que Deus fará justiça aos que foram feridos, esquecidos e oprimidos.
Às viúvas.
Aos órfãos.
Aos estrangeiros.
A todos aqueles que não tiveram voz.
A esperança da volta de Cristo é que o pecado não terá mais domínio sobre a minha e sobre a sua vida!
Aquilo que hoje ainda nos traz luta, nos cansa e nos envergonha
não fará mais parte da nossa história.
A esperança da volta de Cristo é que a santidade de Deus não será apenas proclamada,
mas plenamente estabelecida.
A esperança da volta de Cristo é que o povo que hoje é refinado pelo fogo
um dia viverá sem dor, sem culpa e sem medo.
A esperança da volta de Cristo é que o mesmo Cristo que hoje nos chama ao arrependimento
é aquele que nos receberá em glória.
Por isso, para quem foi tratado, para quem foi alcançado pela graça,
a volta de Cristo não é motivo de terror.
É motivo de esperança.
Nós não aguardamos o dia do juízo como quem foge.
Nós aguardamos como quem confia.
Porque o nosso Juiz é o nosso Salvador.
E se hoje você ainda não entregou a sua vida a Cristo,
mas foi incomodado, foi confrontado por esta Palavra,
É Deus, pela sua graça, chamando você.
Quando Deus se aproxima de nós, Ele desperta o coração.
Se hoje você percebe o peso do pecado,
se percebe a necessidade de mudança,
se entende que precisa de Cristo,
isso é sinal da ação graciosa de Deus na sua vida.
Reconheça o seu pecado diante de Deus.
Confie em Cristo como único Salvador.
Descanse na graça que Ele oferece.
Hoje é dia de responder ao Senhor enquanto há tempo,
Então, não endureça o seu coração.
Vamos orar?
- MERECEDORES DA GRAÇA
- PELOS IRMÃOS: REFINADOS PELO FOGO
- NÃO CRENTES: QUE A GRAÇA DE CRISTO HOJE ALCANCE CORAÇÕES
