JOSUÉ 9

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QUANDO O VÍSIVEL LIMITA A NOSSA VISÃO

INTRODUÇÃO

A nossa visão humana é muito interessante porque facilmente tem sido demonstrado como ela pode ser iludida. Muitos se aproveitam dessas técnicas para fazer espetáculos de manipulação, até estratégias de marketing.
A nossa visão humana é muito limitada e facilmente pode nos fazer levar a crer numa ilusão que acreditamos que é real.
Quando Deus encarrega o profeta Natã de ungir o rei, Deus alerta para a limitação da avaliação humana que se limita a ver o que é exterior. 1Samuel 16:7
1Samuel 16.7 ARA
Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a sua altura, porque o rejeitei; porque o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração.
A limitação da nossa forma de avaliar não é um defeito, faz parte de sermos humanos. Mas ao nos tornarmos povo de Deus ganhamos uma outra perspetiva, a perspetiva espiritual que vem de Deus.
Neste texto vamos meditar sobre este problema que afetou Israel e tantas vezes nos afeta a nós também. Ele serve de alerta para as nossas decisões e também nos ajuda a discernir como podemos lidar com as consequências do nosso erro.
O versículo 14 é o versículo central da nossa meditação. Josué 9:14
Josué 9.14 ARA
Então, os israelitas tomaram da provisão e não pediram conselho ao Senhor.

1- SOMOS ENGANADOS PELO APARENTE

Contexto do que estava a ocorrer

O texto nos dá um contexto importante que nos ajudará depois a entender os episódios mais à frente.
V.1: Os reis ouviram agora, não que os israelitas tinham passado o Jordão e se aproximavam, como aconteceu no verso 5, mas que já tinham derrotado Jericó e Ai, e por isso a invasão contra outros reinos estava mais próxima. Os reis se juntam agora em aliança contra Israel. Para já não nos é dado mais informação sobre essas alianças e o texto prossegue para o relato sobre o que os gibeonitas tramaram para evitar a sua destruição.

Plano dos gibeonitas

V.2-5: Os gibeonitas resolveram não se opor a Israel e elaboraram um plano que consistia em fazer um tratado com o povo, por causa do que ouviram sobre as conquistas de Israel, o que indica semelhança com o tipo de resposta de Raabe.
Em 10:2 temos a informação que a cidade de Gibeão era uma importante cidade e de algum tamanho significativo, mais tarde esta será uma cidade que pertencerá a Benjamim e se tornará uma cidade levítica.
Os gibeonitas se apresentaram perante Israel co astúcia, engano, não de forma sincera e íntegra. Essa artimanha é manifesta na forma como montaram um esquema de engano, usando utensílios velhos e desgastados que simulassem uma longa viagem, de forma a que o seu discurso fosse coerente com a forma como se apresentavama. Os gibeonitas não queria que Israel soubesse que eles era cananeus, mas levá-los a pensar que eram um povo de terras distantes.

Lei de Deus sobre alianças com outros povos

v.6-7: Quando os gibeonitas chegam aos homens de Israel, as sua palavras são de engano. Eles fazem um pedido que fosse favorável para o seu povo e logo suscita alguma desconfiança. Em Deuteronômio 20:10-18
Deuteronômio 20.10–18 ARA
Quando te aproximares de alguma cidade para pelejar contra ela, oferecer-lhe-ás a paz. Se a sua resposta é de paz, e te abrir as portas, todo o povo que nela se achar será sujeito a trabalhos forçados e te servirá. Porém, se ela não fizer paz contigo, mas te fizer guerra, então, a sitiarás. E o Senhor, teu Deus, a dará na tua mão; e todos os do sexo masculino que houver nela passarás a fio de espada; mas as mulheres, e as crianças, e os animais, e tudo o que houver na cidade, todo o seu despojo, tomarás para ti; e desfrutarás o despojo dos inimigos que o Senhor, teu Deus, te deu. Assim farás a todas as cidades que estiverem mui longe de ti, que não forem das cidades destes povos. Porém, das cidades destas nações que o Senhor, teu Deus, te dá em herança, não deixarás com vida tudo o que tem fôlego. Antes, como te ordenou o Senhor, teu Deus, destruí-las-ás totalmente: os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus, para que não vos ensinem a fazer segundo todas as suas abominações, que fizeram a seus deuses, pois pecaríeis contra o Senhor, vosso Deus.
Deus dá instruções ao povo de como lidar tanto com as cidade de perto, como as cidades de longe. Para as cidades de Cannaã nao deveria ser feito nenhum tipo de acordo, elas deveriam ser destruídas, os tratados só seriam possíveis com cidades fora de Cannaã.
Ao se apresentarem com um povo de terra distante, os gibeonitas estavam mostrando que se enquadravam dentro dos parâmetros do povo com quem se poderia fazer um acordo. O texto identifica os gibeonitas como heveus, de forma a tornar claro que ps gibeonitas era de Cannaã e faziam parte dos povos que deveriam ser destruídos. Os israelitas demosntram desconfiança perante o pedido deles e questionam-se como poderiam de fato saber que aqueles seria um povo distante e não um povo ali da terra?

A astúcia dos gibeonitas

v.8-13: Os gibeonitas se identificam como servos de Israel, ou seja, como cooperadores, amigos. Josué questiona a sua identidade. Mais uma vez os gibeonitas vão usar de engano, misturando verdade e mentira no seu discurso, tendo um discurso dissinulado. Eles não respondem sobre sua identidade, apenas afirma vir de uma terra muito distante. Eles usam de prudência na forma como se dirigem a Josué e justificam a sua ação pela reconhecimento do Deus de Israel. O discurso deles apenas inclui os atos de Deus fora de Cannaã (libertação do Egitpo, derrota de Seom e Ogue), são por isso referências históricas que um povo fora de Cannaã poderia ter ouvido, mesmo sabendo dos acontecimentos de Ai e Jericó e tendo sido isso que os leva a tomar essa atitude, eles não tocam nisso, mostrando o seu discurso dissimulado. No seu discurso referem que os seus líderes os enviaram com provisões até Israel para que eles reinvidicassem a sua posição de servos e celebrar um acordo. As suas provisões são usadas como prova de que de fato são de uma terra distante. Os israelitas não tem como porvar que aquele discurso é verdadeiro, no entanto, pelo texto isso nos confirma a intenção dos gibeonitas enganarem Israel.

Aplicação

Aquilo que aconteceu com Israel, acontece também connosco muito facilmente. Como seres humanos olhamos, observamos e tiramos conclusões. Vivemos num tempo de muitas mudanças a ocorrerem e a toda a hora somos chamados a avaliar as situações. Precisamos fazer escolhas a toda a hora ( o que estudar, qual o emprego que devo aceitar, que casa devo procurar para morar, que mulher devo escolher para casar...) tudo isto são aspetos legítimos e que fazem parte da nossa vida normal de gente normal que vive no mundo. Para tormarmos decisões priemiro precisamos de avaliar o que é certo e o que não é certo, pois queremos fazer a vontade de Deus. E quando as aparências não são assim tão verdadeiras?
Supostamente Israel estava a fazer tudo certo, correto? Eles estavam a analisar a situação, o problema foi que confiaram apenas na parte humanada avaliação e por isso foram facilmente enganados.
Quantas vezes nós avaliamos as circunstâncias cheios de boa intenções? E aquilo que nos é apresentado até é aparentemente certo e sem probelma algum, mas se ficamos confiantes apenas no nosso discernimento humano, podemos ser engandos. Não pedir conselho ao Senhor é meio caminho andado para o erro.
E cuidado da forma como pedimos conselho ao Senhor, porque às vezes entregamos esse conselho ao Senhor às circunstâncias e dizemos: se for de Deus o Senhor vai abrir as portas, eu vou conseguir. Quão perigoso isso é e se pode tornar um engano. É na verdade a oração e comunhão com Deus que nos capacitam a discernir.

2- TOMAMOS DECISÕES PRECIPITADAS

V.14-15: A atitude dos israelitas demonstra que as provas dos gibeonitas os convenceram e não foram questionadas quanto à sua veracidade. Israel caiu facilmente no engodo. E o verso 14 saliena o erro de Israel, mais uma vez: Não pediram conselho ao Senhor. Israel poderia ter evitado tudo o que vem a seguir pelo simples fato de pedir conselho ao Senhor. Afinal o que os distinguia das outras nações e os tornava especiais é que eles eram povo do Senhor, liderados pelo Senhor, cuidados pelo Senhor, como não pedir orientação ao Senhor?
Josué faz um aliança com eles e lhes promete paz. Em contraste com com Raabe, os gibeonitas comprovam a veracidade de suas palavras, a sua aparente fé não é colocada à prova, como acontece com Raabe. Os israelitas simplesmente confiam em suas palavras. Israel falha por não pedir conselho ao Senhor e são enganados.

Aplicação

O engano leva naturalmente às decisões precepitadas. Tomamos decisões no momento que depois mais à frente nos arrependemos e percebemos que afinal não foi a melhor decisão.
O problema das decisões precepitadas é que elas nos desviam daquilo que Deus tem como seu propósito e nos faz sofer, perder tempo. No entanto, a graça de Deus não nos desampara e até mesmo no meio das nossas falhas, nós vemos Deus a trabalhar em nós. Mas podia ter sido tão mais fácil, mas nós tantas vezes dificultamos o caminho.
Quando eu olho para trás para o meu percurso eu vejo que perdi já tanto tempo da minha vida simplesmente porque não pdei conselho ao Senhor, tomei decisões baseadas na minha visão humana e limitada e hoje esse tempo já não volta atrás, tempo que se foi, dores que sofremos e nos meio de tudo isso Deus nos molda e trnasforma, mas poderia ser diferente. Como seria se sempre pedissemos conselho ao Senhor?

3- PRECISAMOS LIDAR COM AS CONSEQUÊNCIAS

Israel falhou, foi engando, precipitou-se, mas agora é preciso saber lidar com o erro

Conflito entre o povo

v. 16-21: O significado do que acontece com os gibeonitas vai ser tema ao longo dos profetas. Ao fim de um pequeno período de tempo Israel descobre que foi enganado pelos gibeonitas. Gibeão fazia parte de uma cidade que tinha se aliado com outras cidades. Quando Israel acampa para tomar a cidade, descobre que não pode fazê-lo por causa do juramento que tinha sido feito entre os líderes de Israel e os gibeonitas.
Esta situação levanta um conflito com o povo que demosntra o seu desagrado com tal tratado e viram se contra a liderança de Israel. Por um lado o povo estava pronto para tomar a cidade, por outro lado os líderes tinham feito um juramento em nome do Senhor e por isso não podia ser quebrado. Quebrar o juramento faria com que a ira do Senhor caisse sobre eles. No entanto os termos em que os gibeonitas seriam servos, seriam em termos que a sua liberdade seria limitada. Eles se tornariam cortadores de lenha e apanhadores de água, esse seria uma função que poderia ser dada aos estrangeiros que passassem a viver com Israel, mas não aos de Cannaã, mas por causa do juramento os gibeonitas são tratados como sendo estrangeiros de fora de Cannaã.

Josué precisa tomar uma decisão

v.22-27: Agora Josué se vira para os gibeonitas e conversa com eles e questiona a razão do seu engano, como resultado os gibeonitas seriam relegados a uma posição de servidão, no entanto Josué introduz uma diferença. Em vez de serem servos de todo o Israel, o seu serviço estaria relacionado com a casa de Deus, na altura seria a tenda da congregação.
A resposta dos gibeonitas tem semelhanças com Raabe sobre o seu medo e reconhecimento de Deus. Os gibeonitas aceitam de bom grado a condição que lhes é dada como alternativa a serem destruídos. O povo de Israel estava zangado e pronto por destruir os gibeonitas, por outro lado os gibeonitas eram culpados por seu engano, mas a sua atitude é de se colocarem nas mãos de Josué e apelarem ao bom-senso e justiça. Os gibeonitas reconheceram assim que havia um critério de justiça em Israel.
Josué decidiu pelo que os líderes de Israel já havia dito e a vida dos gibeonitas foi poupada. Nos capítulos mais à frente saberemos que Deus aceitou esta decisão de Josué. Os gibeonitas tornam-se assim parte do povo de Israel. Mais uma vez o povo estrangeiro se torna parte do povo de Deus.

Aplicação

Quando tomamos consciência que tomamos decisões precipitadas é preciso sabermos lidar com as consequências, porque às vezes pior que o erro que cometemos é a forma com que lidamos com as consequências desse erro. Josué poderia ter lidado com esata situação de forma diferente e ter sido muito pior. Ele precisou de sabedoria, bom senso, sentido de justiça, para saber o que era mais acertado a fazer. Colocar as culpas nos gibeonitas não era suficiente, culpar os líderes também não. Ele tinha ali um problema em mãos, como lidar com ele.
Da mesma forma procurarmos culpados para as nossas decisões não vai ajudar em nada, ignorar a situação só vai piorar, precisamos com humildade e sabedoria procurar a melhor forma de agir e às vezes isso pode nos levar a ter que fazer escolhas que vão nos tirar da zona de conforto. A escolha que Josué fez não era agradável, agora eles teriam no meio deles, a viver com eles povo de Cannaã que eles nem conheciam bem e que os tinham engando e bem. Mas aquela foi a decisao mais reta a tomar.
No meio disto percebemos como Deus age cumprindo os seus planos e propósitos. O povo estrangeiro de Gibeão teve opurtunidade de fazer parte do povo de Deus, essa porta foi-lhe aberta. E não sabemos o que teria acontecido se Israel tivesse pedido conselho ao Senhor, se de fato o coração dos gibeonitas reconhecia a Deus, Deus tomaria a decisão mais justa e acertada, pois a porta ao estrangeiro que se apegasse a Deus nunca esteve fechada, como vemos em Raabe. O erro que é salientado aqui não é o dos gibeonitas, mas do povo do Senhor que se viu envolvido numa confusão e conflito desnecessário.

CONCLUSÃO

Gostaria de terminar com o texto de Colossenses 1:9-12
Colossenses 1.9–12 ARA
Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria, dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz.
Precisamos buscar conhcer a vontade de Deus, esta foi a oração de Paulo em relação ao crentes de colossos. Este precisa de ser um laerta para cada um de nós, a necessidade de pedir conselho ao Senhor em tudo o que fazemos.
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