Escolham Hoje a Quem Vão Servir (Js 24.1-28)
Como Tomar Posse da Terra Prometida • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
[Capte a atenção:]
[Capte a atenção:]
Poucas perguntas são tão decisivas para a vida quanto esta: a quem, de fato, nós estamos servindo hoje?
[Exponha o Foco da Condição Decaída:]
[Exponha o Foco da Condição Decaída:]
Mesmo depois de experimentarmos a graça de Deus, o nosso coração continua inclinado a dividir lealdades e a servir outros “deuses” junto com o Senhor.
[Apresente o assunto do texto:]
[Apresente o assunto do texto:]
Em Josué 24, Deus reúne o Seu povo para confrontá‑lo com essa realidade e tomar a decisão clara de servir a Ele com exclusividade e fidelidade.
1. (Vv. 1-13) Lembrem-se do que o Senhor fez por vocês.
1. (Vv. 1-13) Lembrem-se do que o Senhor fez por vocês.
No primeiro verso, introdutório, Josué convoca todo o povo para ouvir a palavra de Deus.
No primeiro verso, introdutório, Josué convoca todo o povo para ouvir a palavra de Deus.
Josué já era bem idoso (cap. 23).
Antes de pedir uma decisão, Deus reúne o Seu povo para que a memória da graça seja a base do compromisso.
O cenário de Siquém não é neutro:
Ali, Abrão ouviu Deus lhe dizer em Gn 12: “Darei esta terra à sua descendência”;
Ali, em Js 8, entre os montes Ebal e Gerizim, Deus renova Sua aliança com Seu povo, logo após a vitória nas cidades de Jericó e Ai.
Esse lugar traz à memória de Israel os atos salvadores de Deus na história.
No v. 2, Deus assume a palavra em primeira pessoa.
No v. 2, Deus assume a palavra em primeira pessoa.
A narrativa começa com Deus falando em primeira pessoa. Ele diz: “Eu fiz isso, Eu fiz aquilo”...
Deus fala assim porque o sujeito principal da história da salvação não é Israel, mas o Senhor.
Nos Vv. 2–4, temos a história dos Patriarcas.
Nos Vv. 2–4, temos a história dos Patriarcas.
A história do povo começa “do outro lado do Eufrates” (Ur, depois Harã), isto é, no contexto de idolatria do qual Ele chama e separa.
A eleição e as promessas de Deus não nascem do mérito humano, mas da iniciativa graciosa de Deus ao tomar Abraão e conduzi-lo (Js 24.3): “Eu, porém...”.
Deus ainda diz: “Também multipliquei a descendência dele e lhe dei Isaque”.
A formação do povo acontece pela Graça: Deus “deu” três coisas: uma descendência, um caminho e uma pátria, mostrando que a aliança que Deus faz com Seu povo é um presente, fruto da Graça, antes mesmo que Deus exija qualquer coisa do Seu povo.
Vv. 5–7 — Êxodo.
Vv. 5–7 — Êxodo.
Foi Deus quem tirou Israel do Egito: “tirei vocês de lá” (v. 5). O êxodo é apresentado como ação divina direta: Deus envia, fere o Egito, liberta e tira o povo da casa da servidão (Js 24.5–7).
Os vv. 5—7 mostram que Deus conduziu Seu povo no caminho da libertação da escravidão. Isso nos mostra que Deus não apenas inicia a salvação, mas sustenta o Seu povo no meio do perigo e da oposição (Js 24.7).
Vv. 8–10 — A região do outro lado do Jordão (leste).
Vv. 8–10 — A região do outro lado do Jordão (leste).
No v. 8, Deus destruiu os amorreus diante de Israel.
Vv. 9-10: Moabe e Balaque - Deus também deu a vitória sobre eles. Deus transformou uma ameaça espiritual em proteção.
Vv. 11–13 — Entrada, conquista e herança como dádiva
Vv. 11–13 — Entrada, conquista e herança como dádiva
A entrada na terra é descrita como uma entrega divina: Deus “deu”, Deus “entregou”, Deus “expulsou” — toda a conquista foi uma dádiva, e não fruto da capacidade militar de Israel (Js 24.11–12).
O clímax da lembrança história o é a generosidade imerecida no v. 13: Deus lhes deu terra, cidades e sustento. Israel não havia produzido nada disso, mas recebera das mãos do Senhor.
Antes de Deus exigir exclusividade, Ele motiva o povo com Sua fidelidade.
Deus lembra dos Seus atos de salvação para, depois, motivar o Seu povo a servi-lo de modo exclusivo.
2. (Vv. 14-24) Escolham hoje a quem vão servir.
2. (Vv. 14-24) Escolham hoje a quem vão servir.
V. 14 — O povo de Deus é chamado a renovar sua aliança com o Senhor.
V. 14 — O povo de Deus é chamado a renovar sua aliança com o Senhor.
Agora, motivados pela graça divina, por tudo que Deus havia feito em favor deles, o povo de Deus é chamado a renovar sua aliança com o Senhor: temam o Senhor e sirvam a Ele.
“Temam o Senhor”.
“Temam o Senhor”.
Não significa “ter medo”, “estremecer”, mas sim “ter um respeito profundo”, uma consideração enorme para quem Ele é a tal ponto de isso ser o fator de decisão mais importante para escolhermos nossa forma de viver.
“Sirvam com integridade e fidelidade”.
“Sirvam com integridade e fidelidade”.
“Servir” aqui não é apenas “prestar culto”, mas sim “lealdade exclusiva a Deus”. É servi-lo como o único soberano de nossas vidas.
“Com integridade e fidelidade”:
Integridade significa “de todo coração” - é servir a Deus com sinceridade, mas também com a totalidade do coração, não dividindo-o com mais ninguém e mais nada, de modo que Deus seja o nosso único e soberano Senhor, não apenas reconhecido com a mente, mas por todo o nosso ser, que se curva diante Dele em adoração sincera e total.
“fidelidade” significa com “perseverança”, uma adoração que permanece. Ou seja, a decisão de servir ao Senhor com integridade e fidelidade significa servi-lo impulsionado por uma emoção momentânea, seja ela alegria, tristeza ou outra emoção, mas com uma firme decisão que resiste às circunstâncias e até mesmo às mudanças das nossas emoções passageiras.
“Joguem fora os deuses que os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates e no Egito e sirvam o Senhor”.
“Joguem fora os deuses que os pais de vocês serviram do outro lado do Eufrates e no Egito e sirvam o Senhor”.
Josué explica que servir a Deus com integridade e fidelidade, como Ele requer, significa renunciar aos deuses que eles estavam adorando.
Deus só aceita adoração íntegra (de todo o coração) e fiel (adoração perseverante, que permance).
V. 15 — O momento da decisão: “hoje” e “a quem”.
V. 15 — O momento da decisão: “hoje” e “a quem”.
A graça lembrada nos vv.1–13 empurra o povo para uma decisão inevitável: ninguém fica neutro diante do Senhor (Js 24.15).
Infelizmente, o coração humano sempre tentará servir a Deus sem abandonar outros senhores. É por isso que Josué chama o povo a fazer uma escolha explícita: “escolham hoje a quem vão servir”.
O “hoje” do texto tem um sentido duplo:
Reforça o que Deus havia feito no passado por eles; e
Declara a urgência da escolha: adiar essa decisão é uma forma de recusar a exclusividade de Deus e, portanto, desonrar a Ele.
Ao declarar “eu e a minha casa”, Josué mostra que a fidelidade começa com uma decisão pessoal, que atinge a família através da liderança e do exemplo.
Vv. 16–18 — A primeira resposta do povo.
Vv. 16–18 — A primeira resposta do povo.
O povo responde com uma confissão teologicamente correta: Deus é Senhor porque foi Ele quem salvou, quem guardou e quem venceu por eles (vv. 16–18).
O povo é convencido a servir a Deus com integridade e fidelidade através da memória da redenção: libertação, sinais, proteção no caminho e expulsão dos povos inimigos (vv. 17–18).
O povo declara no v. 17: “o Senhor é o nosso Deus” e repete no v. 18: “nós também serviremos o Senhor”, mas essa lealdade declarada ainda precisava ser provada através da ruptura real com ídolos.
Vv. 19–20 — A advertência de Josué.
Vv. 19–20 — A advertência de Josué.
No v. 19, Josué corta o entusiasmo fácil e a disposição leviana do povo ensinando que servir ao Senhor não é simples, porque Ele é santo e zeloso. Josué usa uma frase negativa para falar ao povo: “vocês não poderão”. Ele não nega a possibilidade de obedecer, mas denuncia a impossibilidade de servir a Deus mantendo o coração dividido.
A santidade de Deus significa que o pecado não é apenas um detalhe; a aliança que eles estavam fazendo era um compromisso com o Deus vivo.
No v. 20, Josué adverte que a graça não torna Deus indiferente ao pecado: abandonar o Senhor traz consequências reais, mesmo após Ele ter feito bem (Js 24.20).
Vv. 21–22 — O povo insiste em servir ao Senhor, e Josué transforma essa insistência em compromisso público.
Vv. 21–22 — O povo insiste em servir ao Senhor, e Josué transforma essa insistência em compromisso público.
Ao chamá-los de testemunhas contra si mesmos, Josué grava a decisão de forma jurídica e comunitária, não apenas emocional (Js 24.22).
V. 23 — O chamado ao compromisso.
V. 23 — O chamado ao compromisso.
“Joguem fora os deuses estranhos”.
Josué exige evidência concreta da aliança feita com o Senhor: se Israel escolheu servir a Deus, isso precisa ser demonstrado na remoção dos ídolos que competem com Deus (Js 24.23).
“Inclinem o coração ao Senhor”.
Inclinar o coração ao Senhor descreve uma reorientação interior em que os ídolos deveriam ser removidos não apenas no exterior, mas no interior (Js 24.23).
Js 24.24 — A confissão final: servir e obedecer à voz do Senhor
Js 24.24 — A confissão final: servir e obedecer à voz do Senhor
O povo sela o compromisso feito com Deus com uma fórmula completa:
24 O povo disse a Josué: — Ao Senhor, nosso Deus, serviremos e obedeceremos à sua voz.
A resposta final do povo de Deus encerra o debate e prepara a passagem da palavra para a prática.
A graça relembrada exige uma escolha radical:
servir exclusivamente ao SENHOR.
3. (Vv. 25-28) Vivam de modo coerente com seu compromisso.
3. (Vv. 25-28) Vivam de modo coerente com seu compromisso.
V. 25 - A palavra dita por Israel vira um pacto com o Senhor.
V. 25 - A palavra dita por Israel vira um pacto com o Senhor.
Uma aliança não é feita de sentimento, mas de vínculo, de uma ligação e de um compromisso reais.
O v. 25 nos mostra que “servir ao Senhor” significa “submeter-se ao Senhor obedecendo à Sua Palavra”.
V. 26 — Josué registra as palavras de Deus para mostrar que a aliança não é improvisada, mas ligada à revelação já dada por Deus.
V. 26 — Josué registra as palavras de Deus para mostrar que a aliança não é improvisada, mas ligada à revelação já dada por Deus.
A escrita preserva a memória para o futuro, porque a maior ameaça à fidelidade é o esquecimento ao longo das gerações (Js 24.26).
A pedra erguida ao lado do santuário nos mostra que o compromisso que assumimos com Deus precisa ter marcas públicas visíveis (Js 24.26).
V. 27 — A pedra como testemunha.
V. 27 — A pedra como testemunha.
Ao dizer que a pedra “ouviu”, Josué ensina que a aliança tem testemunhas e que Deus leva a sério aquilo que seu povo promete. Nenhuma infidelidade será desculpada por esquecimento ou autoengano (Js 24.27).
O alerta “para que não mintam” mostra que quebrar a aliança não é apenas fraqueza humana, mas falsidade diante do Deus (Js 24.27).
V. 28 — O povo é enviado à sua herança.
V. 28 — O povo é enviado à sua herança.
Quando Josué despede o povo, ele mostra que a aliança se prova fora da assembleia, no cotidiano da vida (Js 24.28).
A verdadeira renovação não termina no culto; ela começa quando cada um volta para casa e precisa viver coerentemente com o Senhor que escolheu servir (Js 24.28).
Nossa aliança com Deus deve ser selada publicamente e vivida diariamente.
Considerações finais
Considerações finais
Recapitulação:
1. Lembrem-se do que o Senhor fez por vocês.
1. Lembrem-se do que o Senhor fez por vocês.
2. Escolham hoje a quem vão servir.
2. Escolham hoje a quem vão servir.
3. Vivam de modo coerente com seu compromisso.
3. Vivam de modo coerente com seu compromisso.
Aplicação - Tipologia redentiva: Cristo, o novo Josué
Aplicação - Tipologia redentiva: Cristo, o novo Josué
O Novo Testamento nos ensina que Canaã não foi o descanso final, porque Deus ainda prometia algo maior ao seu povo.
Em Jesus, o verdadeiro Josué, Deus não apenas nos conduz à herança, mas sela uma nova e superior aliança através do Seu próprio sangue.
Josué chamou o povo a escolher a quem servir. Cristo, porém, chama pessoas cansadas e divididas a irem a Ele e encontrarem verdadeiro descanso.
Cristo não apenas exige exclusividade, mas nos concede um novo coração capaz de servi-lo com integridade e fidelidade.
Na cruz, Jesus assumiu a nossa infidelidade. O nosso pecado estava sobre Ele. Por isso, todo aquele que Nele crê tem não apenas o perdão, mas um novo coração, um coração sensível a Deus, capaz de ser íntegro e fiel na presença de Deus.
4 Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, 5 e estando nós mortos em nossas transgressões, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça vocês são salvos —
Por isso, a pergunta de Josué permanece, mas agora à luz do evangelho. Não se trata apenas de escolher servir ao Senhor, mas de responder Àquele que primeiro nos amou e se entregou por nós.
Hoje, diante do verdadeiro Josué, a decisão continua sendo inadiável: “Escolham hoje a quem vocês vão servir”.
Apelo
Apelo
