A VIDA QUE REFLETE CRISTO
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· 18 viewsCristo dá o exemplo; Deus dá a força; nós desenvolvemos nossa salvação com temor e tremor diante de Deus.
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Fp.2.1-13
Fp.2.1-13
Tema: A humildade de Cristo como fundamento da nossa obediência
Proposição: A vida cristã autêntica nasce da obra de Cristo por nós e da obra de Deus em nós.
Introdução
Há textos na Bíblia que não apenas instruem — eles moldam. Filipenses 2.1–13 é um desses. Paulo não está apenas dizendo o que devemos fazer; ele está mostrando quem devemos ser.
Ele começa falando sobre unidade, passa para humildade, mergulha no exemplo supremo de Cristo e, então, nos chama a viver de modo coerente com esse exemplo. É como se Paulo dissesse:
“Olhem para Cristo. Agora vivam como Cristo. E saibam que Deus está operando em vocês para isso.”
1. PRIMEIRO MOVIMENTO: O CHAMADO À UNIDADE E HUMILDADE (2.1–4)
Paulo abre com uma série de apelos:
“Se há encorajamento em Cristo…”
“Se há consolação de amor…”
“Se há comunhão do Espírito…”
É como se ele dissesse: “Vocês já experimentaram tanto da graça de Deus — agora vivam à altura disso.”
1.1. Unidade como fruto da graça
Paulo pede que os filipenses:
tenham o mesmo modo de pensar
o mesmo amor
o mesmo propósito
A unidade não é uniformidade; é harmonia.
E essa harmonia nasce da humildade.
1.2. Humildade como caminho
Paulo diz:
“Nada façam por ambição egoísta”
“Considerem os outros superiores a si mesmos”
Isso não significa se diminuir, mas elevar o outro.
A humildade bíblica não é pensar menos de si, mas pensar menos em si.
2. SEGUNDO MOVIMENTO: O EXEMPLO SUPREMO — CRISTO (2.5–11)
Aqui Paulo apresenta o centro do texto: a mente de Cristo.
2.1. Cristo se esvaziou (kenosis)
Ele era Deus, mas não se agarrou a isso.
Ele abriu mão de privilégios, não de sua divindade.
Ele assumiu forma de servo.
2.2. Cristo se humilhou
Ele desceu até nós.
Ele viveu como nós.
Ele serviu como nenhum de nós.
2.3. Cristo obedeceu até a morte
E não qualquer morte — morte de cruz.
A obediência de Cristo não foi teórica; foi total.
2.4. Deus o exaltou
A humilhação levou à exaltação.
O servo se tornou Senhor.
O nome desprezado se tornou o nome acima de todo nome.
Esse é o evangelho em forma de poema.
3. A PONTE: “PORTANTO…” (2.12)
Aqui está a ponte entre o exemplo de Cristo e a nossa vida.
Paulo diz:
“Portanto, meus amados…”
Ou seja:
“Diante da humildade de Cristo, diante da obediência de Cristo, diante da exaltação de Cristo — vivam como Cristo.”
O que vem a seguir não é moralismo.
É resposta ao evangelho.
4. TERCEIRO MOVIMENTO: A NOSSA RESPOSTA — OBEDIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO (2.12)
4.1. “Desenvolvei a vossa salvação”
Não é conquistar a salvação.
É amadurecer nela.
É expandir o que Deus já plantou.
4.2. “Com temor e tremor”
Não é medo.
É reverência.
É seriedade espiritual.
4.3. Obediência na presença e na ausência
Paulo elogia os filipenses por obedecerem mesmo quando ele não está presente.
A fé verdadeira não depende de supervisão.
5. QUARTO MOVIMENTO: A FONTE DA NOSSA OBEDIÊNCIA — DEUS EM NÓS (2.13)
Paulo encerra com uma verdade que equilibra tudo:
“Pois é Deus quem efetua em vós tanto o querer quanto o realizar.”
5.1. Deus produz o querer
O desejo de obedecer não nasce de nós.
É graça.
5.2. Deus produz o realizar
A capacidade de obedecer também não nasce de nós.
É graça.
5.3. Deus faz isso “segundo a sua boa vontade”
Ele não age por obrigação.
Ele age por amor.
A vida cristã é imitar a humildade de Cristo pela força que Deus opera em nós.
Cristo é o modelo. Deus é a força. Nós somos a resposta.
6. APLICAÇÕES PRÁTICAS
6.1. Cultive a unidade
Unidade não é ausência de conflito, mas presença de humildade.
6.2. Pratique a humildade de Cristo
Sirva.
Ceda.
Perdoe.
Abaixe-se para levantar outros.
6.3. Desenvolva sua salvação
Ore.
Leia.
Obedeça.
Cresça.
6.4. Dependa da graça
Não tente viver a vida cristã na força do braço.
Ore: “Senhor, opera em mim o querer e o realizar.”
7. CONCLUSÃO
Filipenses 2.1–13 é um convite a uma vida que reflete Cristo.
Uma vida de humildade, serviço, obediência e dependência.
Uma vida que começa com Cristo, continua com Cristo e termina em Cristo.
Que Deus opere em nós o querer e o realizar, para que vivamos como Ele viveu e sirvamos como Ele serviu.
