Palestra 03 — JUÍZO FINAL E NOVA CRIAÇÃO

Introdução a Escatologia - Igreja   •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Introdução a escatologia dispensacionalista comparando com outras perspectivas focado em igrejas

Notes
Transcript

Ideia central da aula:

O juízo não contradiz a graça; ele remove o mal e prepara o caminho para a Nova Criação.

1. Introdução — Por que falar de juízo?

“Juízo” costuma gerar medo, mas na Bíblia ele gera esperança.
Sem juízo:
o mal nunca é resolvido,
a injustiça permanece,
a história termina sem sentido moral.
A escatologia bíblica não termina em destruição, mas em restauração.
Frase-chave
O juízo é o meio pelo qual Deus faz justiça e torna possível a nova criação.
Transição
Para entender o juízo corretamente, precisamos primeiro ajustar nossas categorias bíblicas.

2. Princípio hermenêutico fundamental

A Escritura fala de juízo em sentidos diferentes.
Nem todo juízo é:
tribunal criminal,
sentença eterna,
condenação final.

Três funções bíblicas do juízo

Avaliação — prestação de contas.
Separação — distinção pública e histórica.
Sentença — decisão final e irreversível.
Frase-chave
Confundir esses níveis de juízo gera medo ou erro doutrinário.
Transição
Com isso claro, a Bíblia apresenta três juízos principais no plano escatológico.

3. Juízo dos crentes — Tribunal de Cristo (Bēma)

Textos: 2Co 5.10; 1Co 3.10–15; Rm 14.10
Público: crentes em Cristo.
Natureza: avaliação, não condenação.
Critério: obras, fidelidade, mordomia da vida cristã.
Resultado:
galardão,
ou perda de recompensa.
A salvação não está em julgamento.
Ênfase teológica
Graça salva.
Fidelidade será avaliada.
A vida cristã tem peso eterno.
Frase-chave
No Tribunal de Cristo, a pergunta não é “sou salvo?”, mas “fui fiel?”.
Transição
A Bíblia, porém, não trata apenas de indivíduos; ela também fala do destino das nações.

4. Juízo das nações — Separação na vinda do Rei

Texto: Mt 25.31–46
Ocorre na vinda de Cristo, após a tribulação.
Público: nações vivas.
Critério: resposta ao Rei revelada em atitudes concretas.
Resultado:
parte das nações entra no Reino messiânico,
parte é excluída do cenário do Reino.

Observação essencial

O texto usa linguagem forte (vida eterna / castigo eterno).
Isso não obriga a leitura como Trono Branco.
O juízo é:
histórico,
transicional,
sério e definitivo para aquele momento.

Conexão com Israel e a tribulação

Durante a tribulação há nações favoráveis e contrárias a Israel.
O juízo não cria essa divisão.
Ele confirma posturas já assumidas.
Frase-chave
O julgamento das nações decide quem entra no Reino histórico, não o juízo final da eternidade.
Transição
Depois do Reino histórico, a Escritura apresenta o juízo definitivo da história humana.

5. Juízo do mundo — Grande Trono Branco

Texto: Ap 20.11–15
Público: ímpios, ressuscitados.
Natureza: sentença final.
Critério:
obras como evidência,
ausência do nome no Livro da Vida.
Resultado:
condenação definitiva,
erradicação final do mal.
Ênfase pastoral
Aqui não há avaliação nem restauração.
O mal é removido da criação.
Frase-chave
O Trono Branco não avalia fidelidade; declara sentença.
Transição
O juízo, porém, não é o último capítulo da Bíblia.

6. O milênio (nota explicativa breve)

Durante o milênio:
não há um novo tribunal formal.
ocorre o exercício da justiça do Reino.
Cristo reina.
Os santos participam do governo.
Formulação precisa
Trata-se de uma função judicial-administrativa do Reino Messiânico, não de um julgamento adicional.
Transição
Após a remoção definitiva do mal, a Escritura aponta para o estado final: a Nova Criação.

7. Novos céus e nova terra — A consumação

Textos: Rm 8.18–23; Ap 21–22
A esperança cristã não é escapar do mundo.
A Nova Criação é:
restauração,
glorificação,
aperfeiçoamento da criação original.
O ciclo bíblico:
criação,
queda,
redenção,
consumação.
Corpo, história e justiça são preservados e transformados.
Deus habita com o seu povo.
Frase-chave
O juízo remove o mal; a Nova Criação restaura o mundo.

8. Encerramento da aula

Escatologia bíblica produz:
esperança,
responsabilidade,
santidade sóbria.
A vida cristã deve ser vivida à luz do fim, não em medo do fim.
Frase final
Escatologia bíblica não nos ensina a fugir do mundo, mas a viver nele com fidelidade e esperança.
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