Piedade e Santidade
Contexto
Introdução
A Igreja é a “assembleia” do povo de Deus, salvo pelo sangue de Jesus e cheio do Espírito. Com frequência, tem-se pensado que ela se originara no Pentecostes, mas isso não é verdade. Pentecostes foi a inauguração da missão episcopal para que servisse de “testemunhos” (1–8), mas não a gênese de sua formação. Se isso pode ser averiguado, aconteceria quando Jesus escolhe os Doze (
Mateus 16.13–20
O reino havia chegado com o ministério de Jesus, porém não estava pronto para sua consumação. Denominamos isso de “escatologia inaugural”, a perspectiva de que o reino já estava aqui, porém não em um sentido definitivo. Estávamos vivenciando uma época de tensão entre as gerações, e os últimos dias começavam, mas não se materializaram. A ênfase agora era na presença e realidade do reino na missão dos discípulos para o mundo.
ESPÍRITO SANTO
O cumprimento do envio do Espírito aconteceu cinquenta dias depois da ressurreição de Jesus e dez dias após sua ascensão ao céu. O Espírito veio na forma de “línguas de fogo” que repousavam sobre as cabeças dos discípulos que se haviam reunido em Jerusalém para esperar por ele, como Jesus os instruiu a fazer. Uma vez que eles foram preenchidos com o Espírito, os discípulos foram capazes de sair e pregar corajosamente a mensagem de salvação que receberam em Cristo, e o Espírito lhes capacitou a ganhar milhares de convertidos à nova fé.
A essência da missão em andamento do Espírito Santo hoje pode ser vista na obra e na adoração da igreja. Os pregadores são capacitados por ele, os corações dos indivíduos são tocados por ele, e a comunhão dos crentes é fortalecida por sua presença na sua adoração e vida comum. O Espírito ora por nós quando não podemos orar por nós mesmos e nos dá tanto um novo caráter quanto dons específicos que promovem a propagação do evangelho.
Entre as virtudes ou frutos que o Espírito Santo implanta no coração dos crentes estão amor, alegria, paz e paciência (Gál 5:22). Entre os dons mencionados nas Escrituras que ele dá aos crentes para a edificação da igreja como um todo estão profecia, ensino, falar em línguas, e interpretar línguas (1 Cor 12:4-11). As virtudes e os dons são muitos e variados, mas há apenas um Espírito, que os dá de maneiras que devem ser complementares e não competitivas.
A igreja é a criação do Espírito e destina-se a ser o lugar onde sua missão é mais claramente visível, mas ele também está trabalhando no mundo, e é o dever dos cristãos discernir quando isso ocorre. Em particular, o Espírito não está ligado às estruturas da organização terrestre da igreja, e os crentes devem estar preparados para aceitar o que ele está fazendo mesmo quando não podem controlá-lo ou dirigi-lo. O propósito final da missão do Espírito é glorificar a Jesus Cristo e revelar seu reino no mundo até o momento em que o próprio Cristo retornará e trará sua obra para realização no juízo final e o estabelecimento de uma nova criação.
Em todo o livro de Atos vemos que a estratégia divina foi trabalhada com antecedência — não por pessoas, mas pelo Espírito Santo. À medida que os cristãos se colocam disponíveis ao Espírito, Ele desvenda a estratégia passo a passo. Ninguém pode elaborar este tipo de plano. Nós apenas podemos nos permitir sermos usados como instrumentos escolhidos de Deus enquanto o Espírito de Deus conduz o trabalho da Igreja. Essa é a estratégia divina.
Os cristãos eram a maravilha e a sensação do mundo do primeiro século. O que havia com essas pessoas que deixaram o mundo todo alvoroçado? Só uma coisa: O Espírito de Deus estava vivo nelas. O Espírito lhes concedeu poder, coragem e ousadia.
Observe a ousadia deles: Após a crucificação, Pedro e João se esconderam atrás de portas trancadas, com medo de sair às ruas de Jerusalém por causa daqueles que crucificaram o Senhor. Mas depois que o Espírito de Deus veio sobre eles, nós os vemos nos pátios do Templo proclamando a verdade de Jesus Cristo — e praticamente desafiando os líderes religiosos corruptos a prendê-los.
E às vezes eles eram presos. Mas no momento em que eram libertos, voltavam aos pátios do Templo a pregar novamente. Eles não podiam ser parados! Eram invencíveis! E cada vez que eram presos, ou apedrejados, ou espancados, pelo que esses cristãos oravam? Não por segurança. Não por proteção. Não, eles oravam por mais ousadia!
Esse era o plano de Deus. O Espírito Santo faz tudo no livro de Atos. Ele é que concede todo o vigor, orientação, direção, planejamento, capacitação, preparação e comunicação. Ele faz tudo. Não cabe a nós fazermos qualquer coisa, exceto sermos Seus instrumentos, irmos aonde Ele quiser, abrirmos nossa boca e falarmos Suas palavras. É trabalho do Espírito conduzir o ministério. É por isso que este livro deveria ser chamado de os Atos do Espírito Santo, não os Atos dos Apóstolos.
Pregação do Evangelho e Missões
A missão da igreja que energiza a ação ao longo deste livro centra-se nesta proclamação aos perdidos. Os discípulos são comissionados para serem “testemunhas”, empoderados pelo Espírito para todos os povos da terra (1.8). Portanto, Atos é uma obra missionária, continuando a obra de Jesus e levando-a a todo o mundo.
Bíblia
A escolha de Matias como o décimo segundo apóstolo (1.21–26) foi necessária para manter o fundamento da igreja de Cristo nos Doze. O número doze estabelece um paralelismo tipológico entre Israel e o novo Israel por aqueles que aceitaram o chamado de Deus para a salvação da terra (começando com a aliança de Abraão de (
Oração Coletiva
Piedade (Devoção) e Santidade
Todas as coisas materiais trazem o selo do esquecimento. As coisas das quais os seres humanos se vangloriam, as coisas para as quais eles vivem, são, na melhor das hipóteses, passageiras. O bom senso nos diz que deixemos de lado as quinquilharias e os passatempos deste mundo e vivamos em santidade e piedade. Trata-se simplesmente de viver em função da eternidade, e não do tempo; de enfatizar as coisas espirituais, e não as materiais; de escolher aquilo que é permanente, e não o que é passageiro.
Piedade
Santidade
Apelo
16 Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos.
