O poder do Evangelho! - Com o pecado não se brinca! | Colossenses 3.5-6

Quarta com fé! - O poder do Evangelho!  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 8 views
Notes
Transcript

Introdução!

ANIVERSÁRIO DO MEU AVÔ.
Na última vez que falamos sobre essa série, vimos o texto de Colossenses 3.3-4. Esse texto nos mostrou que A VIDA VERDADEIRA ESTÁ EM DEUS.
Não existem atalhos para viver a vida, a VIDA ESTÁ SOMENTE EM DEUS.
O Ap. Paulo nos apresentou pelo menos 3 verdades nesse texto.
A primeira é: “VOCÊS MORRERAM. Essa verdade é a afirmação de uma fato consumado.
A antiga vida perdeu o direito de governar. A morte não é no sentido físico, mas sim no espiritual e essa morte está ligada a união do crente com Cristo. (Cl 2.12, 20)
A segunda verdade que o Ap. Paulo nos apresenta é que: “A VIDA DE VOCÊS ESTÁ OCULTA (GUARDADA) JUNTAMENTE COM CRISTO, EM DEUS”.
Aqui encontramos uma linguagem de segurança e proteção. Aquilo que é extremamente precioso deve ser guardado no melhor lugar.
A vida é o que temos de mais precioso e por isso precisamos guarda-la com Cristo em Deus.
A verdadeira segurança da vida cristã não está no desempenho humano, mas em nossa união com Cristo.
A terceira verdade que aprendemos é: QUANDO CRISTO... SE MANIFESTAR… VOCÊS TAMBÉM SERÃO MANIFESTADOS COM ELE, EM GLÓRIA.
Ap. Paulo nessa ocasião aponta para a nossa esperança escatológica. Sabemos que o presente não é o capítulo final da nossa história.
O que nos espera é a ETERNIDADE com o nosso Senhor.
Como falamos, Colossenses 3.1-4 foi uma preparação para aquilo que viria a partir do v.5.
Ler o texto: Colossenses 3.5-6.
É perceptível que em nossos dias a sociedade tem banalizado o pecado. Eles normalizam práticas que o nosso Deus já disse que são abomináveis.
O mundo tem tentado redefinir os valores conforme as conveniências da cultura.
Temos percebido também que em alguns lugares que deveriam falar sobre o pecado tem suavizado esse assunto e a consequência está sendo vista nesses lugares.
UMA FÉ SUPERFICIAL, VIDAS SEM TRANSFORMAÇÕES PROFUNDAS e PESSOAS VIVENDO SEM A SERIEDADE QUE SE DEVE TER diante de DEUS e do EVANGELHO.
Muitos hoje acreditam que podem CONVIVER COM O PECADO, ADMINISTRA-LO, ESCONDE-LO e alguns até tentam JUSTIFICA-LO.
Só que sabemos que o PECADO TRAZ GRAVES CONSEQUENCIAS A VIDA.
É por isso que o tema de hoje é: COM O PECADO NÃO SE BRINCA!
Eu tenho a sensação de que alguns tem a ideia de que a graça de Deus permite o homem negociar com a sua velha vida.
Esse é um entendimento errado sobre a GRAÇA DE DEUS.
A vida cristã exige de nós uma radical ruptura com o pecado.
Não vemos em lugar nenhum da bíblia que o evangelho salva sem transformar a pessoa.
É muito claro pra mim o convite que o AP. PAULO faz para vivermos em SANTIDADE.
Ap. Paulo com os versículos que lemos está aplicando o evangelho a vida real.
Devemos nos posicionar radicalmente contra o pecado.
Colossenses 3.5 inaugura a seção de exortações éticas bem diretas nessa carta.
A primeira exortação é A MORTE DA NATUREZA TERRENA.

A morte da natureza terrena! v.5

Ap. Paulo faz o apelo: “Portanto, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena:”.
A conjunção “PORTANTO” deve ser entendida sempre a luz do seu contexto e afirmações anteriores.
Ap. Paulo protege o texto a partir do v.5 contra o moralismo.
Antes de apresentar como os cristãos devem se comportar o Ap. Paulo fez questão de mostra-los qual era a NOVA IDENTIDADE deles.
O Ap. Paulo diz: “FAÇAM MORRER”. Com essa expressão o Ap. Paulo está comunicando urgência, decisão consciente e responsabilidade pessoal.
John Owen, um Teólogo Puritano do Século 17, diz que “Se você não está matando o pecado, o pecado está matando você.
Isso é claro! Ou você mata o pecado ou o pecado te mata.
Diariamente vivemos em um conflito contra o pecado.
O AP. Paulo diz que o que deve morrer é “O QUE PERTENCE A NATUREZA TERRENA”.
Ap. Paulo não está condenando a existência do mundo, mas confrontando a mentalidade que governa a vida sem Cristo.
A “NATUREZA TERRENA” é incompatível com a vida que agora está “oculta com Cristo em Deus”.
A vida do discípulo de Jesus Cristo começa na renúncia prática ao direito de viver segundo a sua própria vontade.
Ou seja: fazendo morrer tudo o que pertence a natureza terrena.
Quando falamos da velha vida não existe reforma, o que existe é crucificação. DEVEMOS MATAR A NOSSA CARNE e NÃO NEGOCIAR.
Já falamos aqui que a VELHA NATUREZA perdeu o direito de governar a nossa vida, mas ela ainda vai tentar influenciar e nos tirar do caminho.
Ap. Paulo, ainda no v.5 apresenta uma lista e podemos entender uma progressão intencional na sua apresentação.
Imoralidade sexual - o ato externo visível.
Impureza - o estado moral corrompido.
Paixões - impulsos desordenados que dominam a vontade.
Maus desejos - a raiz interior, o campo do coração.
Avareza - o desejo que ocupa o lugar de Deus.
Ao apresentar essa lista o Ap. Paulo faz o caminho do COMPORTAMENTO ao CORAÇÃO.
John Owen também diz que o pecado habita primeiramente nos pensamentos e desejos.
Ap. Paulo está nos mostrando a necessidade de uma mudança radical interior.
Finalizando o v.5 Ap. Paulo vai dizer que a “...AVAREZA é IDOLATRIA.”
As vezes entendemos a avareza apenas como apego a bens, mas é algo um pouco mais profundo.
Quando olhamos para avareza, podemos entender como a disposição do coração que busca satisfação e sentido fora de Deus.
Tudo aquilo que ocupa o lugar que pertence somente a Deus, pode ser considerado idolatria.
Ap. Paulo exorta para que a NATUREZA TERRENA não governe a vida.
Sabemos que ela não pode governar a nossa vida, mas isso não diz que ela não vai tentar.
Precisamos todos os dias matar tudo o que pertence a natureza terrena.
Com o pecado não se brinca.
Ap. Paulo não escreve para ímpios, mas para pessoas que afirmam estar em Cristo.
Uma vida mergulhada no pecado, desejos que são alimentados, práticas erradas que tentam se justificar… tudo isso é incompatível com a nova vida dada por Cristo.
A mortificação não é opcional. A mortificação deve ser parte normal na vida do cristão.
Faça morrer a natureza terrena. Não faça negócios, não adie, não suavize o pecado.
A vida cristão exige de nós uma morte real da velha natureza.
No v.6 o Ap. Paulo traz a FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA da ordem que ele apresentou no v.5.
Ap. Paulo explica o por que essa mortificação é necessária.
O v.6 impede qualquer leitura suavizada da vida ante ao pecado.
Ap. Paulo nos diz que O PECADO É A CAUSA DA IRA DE DEUS!

O pecado é a causa da ira de Deus! v.6

Ele inicia com a expressão “POR CAUSA DESTAS COISAS”. Isso faz uma ligação direta com o v.5.
Ap. Paulo liga o pecado com a realidade da IRA DE DEUS.
Ap. Paulo não cria uma nova lista, mas retoma a lista que acabou de citar. (imoralidade sexual, impureza, paixões, maus desejos e avareza-idolatria)
Não podemos minimizar nenhum pecado. Tudo o que é pecado fere a santidade de Deus.
Ap. Paulo diz que é por causa destas coisas é que “VEM A IRA DE DEUS”.
O verbo “VEM” indica uma ação certa, determinada, que é inevitável.
A ira é a resposta de um Deus santo e justo ao pecado.
Uma das maiores tragédias da igreja moderna é falar muito do amor de Deus e não falar da sua ira. Isso é perigoso.
O Evangelho que não apresenta a ira de Deus contra o pecado não é o evangelho da bíblia.
O mesmo Deus que nos salva em Cristo é o mesmo Deus que se ira e julga o pecado.
Quando falamos da IRA DE DEUS não podemos reduzir a uma instabilidade emocional.
A IRA DE DEUS deve ser ligada a sua SANTIDADE E JUSTIÇA.
A ira de Deus não é oposto do amor de Deus, mas é a expressão do seu caráter santo diante do mal.
Se Deus não se irasse contra o pecado, Ele deixaria de ser justo.
Dietrich Bonhoeffer, um teólogo conhecido do século 20, combate com força essa ideia. Que é a ideia de uma graça que ignora o pecado.
Ele chama isso de GRAÇA BARATA, aquela que perdoa sem arrependimento e absolve sem transformação.
Ele diz que essa graça não salva, mas engana.
Ap. Paulo diz que a ira de Deus está “SOBRE OS FILHOS DA DESOBEDIÊNCIA”.
Ap. Paulo não está descrevendo pessoas que ocasionalmente desobedecem, mas aqueles cuja a identidade é marcada pela desobediência.
É aqueles que a desobediência define a sua vida.
Ap. Paulo não está dizendo que o cristão verdadeiro vive sob a ira de Deus, mas está advertindo que aquele que persistir em uma vida de pecado está sob a IRA DE DEUS.
John Owen em seu livro, A MORTIFICAÇÃO DO PECADO, alerta que o crente pode cair em pecado, mas não pode viver em paz com ele.
Onde há conveniência tranquila com o pecado, há forte indício de ausência de vida espiritual verdadeira.
Ap. Paulo utiliza da IRA DE DEUS para nos motivar a viver uma vida de santidade.
O temor de Deus é um dos grandes antídotos contra a superficialidade espiritual.
Onde o temor desaparece, é ali que o pecado floresce.
Temos que entender que o pecado não é INOFENSIVO. O pecado não é algo que podemos brincar.
COM O PECADO NÃO SE BRINCA.
O pecado tem consequências eternas.
A intenção do Ap. Paulo é despertar os cristãos da igreja que começaram a flertar com aquilo que Deus condena.
Com o pecado não se brinca. Não normalize aquilo que Deus se ira.
A santidade não nasce do medo do castigo, mas nasce do reconhecimento de que o pecado provoca a ira de Deus e custou o sangue do seu Filho.

Conclusão!

O pecado precisa morrer porque ele não pertence a nossa nova vida e porque ele é quem causa a ira de Deus.
O que ainda pertence a natureza terrena em sua vida?
Talvez não sejam pecados escandalosos, mas talvez sejam desejos alimentados em segredo. Talvez sejam ídolos silenciosos.
O texto não nos convida a administrar o pecado, mas a matar o pecado.
O texto não nos convida a conviver com pecado, mas a ROMPER COM PECADO.
O texto não nos convida a brincar com o pecado, mas a agir com seriedade contra o pecado.
Com o pecado não se brinca.
Há um convite muito claro aqui… DEIXE A VIDA DE PECADO.
ORE POR NÓS, ESTAREMOS INDO AMANHÃ AO SITIO DO SOSSEGO.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.