Deus falou. E agora?
EXPOSIÇÃO EM JONAS 1:1–3
INTRODUÇÃO
ILUSTRAÇÃO
Alexandre Magno foi um dos maiores líderes que o mundo já conheceu. Morreu aos 33 anos de idade chorando por não haver mais terras para conquistar. Do alto de seu cavalo fogoso e brandindo sua espada marchou resoluto e com bravura conquistando terras e ajuntando riquezas. Alexandre não tolerava da parte de seus soldados nenhum ato de covardia. Um dia, ao passar em revista a soldadesca, foi avisado pelo comandante da tropa que um de seus soldados fora visto fugindo e se escondendo do inimigo. Alexandre, rubro de raiva, expressou profundo descontentamento com o gesto covarde do soldado. Contudo, ao perceber juventude tenra e inexperiência do soldado, teve compaixão do jovem e, num tom paternal, lhe perguntou:
– Soldado, qual é o seu nome?
O soldado aliviado, respondeu, mansamente:
– Alexandre, meu senhor!
O sangue de Alexandre ferveu nas veias e com um olhar penetrante e carregado de fúria, ele perguntou novamente:
– Soldado, qual é o seu nome?
– Alexandre, meu senhor, respondeu o soldado gaguejante.
Alexandre, então, saltou de seu cavalo, agarrou o soldado pelo colarinho, jogou-o ao chão e lhe disse:
– Soldado, mude de nome, ou mude de conduta!
Jonas, o profeta, não mudou de conduta, por isso, tentou mudar de endereço. A história da sua fuga é o tema que agora vamos considerar.
Quando as pessoas pensam em Jonas, a maioria se lembra apenas do famoso peixe que o engoliu. A primeira pergunta delas é: Isso realmente aconteceu? Ou: Que tipo de peixe era esse? Mas para o livro essas perguntas são secundárias. O que é muito mais importante é que Jonas nos confronta com questões tão relevantes como a graça de Deus para os ímpios, a soberania de Deus sobre seus servos e a intensa luta humana com o perdão e arrependimento. Ferguson resume: “O livro de Jonas não trata tanto desse grande peixe que aparece no meio do livro […], [antes] pretende ensinar a Jonas que ele tem um Deus gracioso”.
