É POSSÍVEL, SIM, TER CERTEZA DE QUE JESUS CRISTO É DEUS

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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Este sermão afirma, com base em 1 João 5.20, que é plenamente possível ter certeza de que Jesus Cristo é Deus, mostrando que essa convicção faz parte das certezas fundamentais da fé cristã apresentadas pelo apóstolo João. O texto ensina que o Filho de Deus veio do céu, possui natureza divina e humana, morreu para nos salvar e nos concedeu entendimento espiritual para conhecermos o Verdadeiro, isto é, Deus, não apenas de forma intelectual, mas por meio de um relacionamento pessoal e íntimo. Essa obra reveladora e salvadora é realizada por Cristo e aplicada pelo Espírito Santo, unindo-nos ao Pai por meio do Filho. Por isso, estar em Cristo é estar em Deus, pois Jesus é o verdadeiro Deus e a vida eterna, conforme testemunham João e todo o Novo Testamento. Essa certeza sustenta a vida cristã, fundamenta a salvação, conduz à obediência e à piedade e confirma que somente porque Jesus é Deus encarnado Ele pode salvar plenamente aqueles que creem.

Notes
Transcript

É POSSÍVEL, SIM, TER CERTEZA DE QUE JESUS CRISTO É DEUS

Introdução:
Os judeus, os islâmicos e alguns outros grupos religiosos não creem que Jesus Cristo é Deus. Nós, porém, cremos que Jesus Cristo é o próprio Deus encarnado. O apóstolo João nos mostra, em 1João 5.20, que podemos ter certeza de que Jesus Cristo é Deus.
Desde o versículo 13 do capítulo 5, João vem apresentando algumas certezas cristãs que podemos ter por meio da fé em Jesus Cristo, todas expressas pelo verbo “saber”.
Sabemos que temos a vida eterna (1João 5.13); sabemos que Deus nos ouve (1João 5.14–17); sabemos que não vivemos mais na prática deliberada do pecado (1João 5.18); sabemos que somos de Deus (1João 5.19); e, agora, em 1João 5.20, sabemos que Jesus Cristo é Deus. Assim, quem crê em Jesus Cristo pode ter plena certeza de que Ele é Deus.
Lição: Quem Crê em Jesus Cristo Pode Ter Certeza de Que Ele é Deus.
Texto: 1João 5.20.
Quero destacar três verdades neste versículo que comprovam essa afirmação:
Jesus Cristo nos revela Deus.
João inicia o versículo 20 da mesma forma que começa as outras quatro certezas desta seção, utilizando o verbo “saber”, o que indica a certeza que temos conhecido.
Em seguida, ele apresenta duas verdades que sabemos:
Primeira verdade: O Filho de Deus veio.
Também sabemos que o Filho de Deus é vindo
O vir de Jesus revela várias realidades importantes:
Revela o lugar de onde Ele veio: o céu (João 9.39; 18.37).
Revela a Sua origem: de Deus (João 8.42; 16.27–28).
Revela a Sua natureza divina (João 1.1–3, 14; 1 João 1.1–3).
Revela também a Sua natureza humana (1João 4.2).
Essa vinda do Filho de Deus foi de extrema importância para nós, pecadores, pois Ele veio para nos salvar (João 10.10; 12.46). Se o Filho de Deus não tivesse vindo, estaríamos perdidos.
Segunda verdade: O Filho de Deus nos tem dado compreensão.
e nos tem dado entendimento
O substantivo “entendimento” significa mente, disposição. A ideia aqui é que o Filho de Deus nos concedeu a capacidade de compreender, de enxergar a verdade sobre Deus. Em outras palavras, Ele nos deu um novo modo de pensar a respeito de Deus.
Essa compreensão não possuíamos antes de conhecermos Cristo. Nossa mente era obscurecida e inimiga de Deus (Efésios 4.18; Colossenses 1.21). A nossa pequena, mas real e significativa, compreensão a respeito do Deus verdadeiro nos é concedida por meio do Seu Filho.
De forma direta e pessoal, Jesus concedeu essa compreensão aos discípulos (Lucas 24.44–45). Hoje, Ele faz isso por meio do Espírito Santo (Efésios 1.17–19). Isso representa o cumprimento, ainda que parcial, da nova aliança prometida em Jeremias 31.31–34 e Ezequiel 36.26–27 (cf. Hebreus 8.10; 10.16).
Portanto, a pouca ou a muita compreensão que temos sobre Deus não procede da nossa capacidade intelectual, mas da ação do Espírito de Cristo.
A obra que nos concede a salvação é totalmente do Filho de Deus: Ele veio para morrer em nosso lugar e para nos revelar a verdade sobre Deus.
O propósito da Sua vinda e do dom da compreensão é “para reconhecermos o verdadeiro”.
O verbo “reconhecer” significa conhecer, mas vai muito além de possuir informações. O Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro, expressão que claramente se refere a Deus (João 17.3). Conhecer, aqui, não é apenas ter dados corretos e verdadeiros a respeito de Deus, mas relacionar-se com Ele. É conhecê-lo pessoal e intimamente, é viver uma experiência real com Deus — algo amplamente enfatizado por João nesta carta (1João 2.14; 3.1, 6).
Nossa vida com Deus, nosso relacionamento com Deus e nossa intimidade com Deus existem por causa da obra salvífica e reveladora do Seu Filho.
Lição:
Ter apenas informações a respeito de Deus não significa conhecer Deus. O crente que possui somente informações sobre Deus não O conhece de fato. Aquele que conhece Deus possui um relacionamento pessoal e íntimo com Ele, o qual se evidencia por uma vida santa, justa e obediente.
Jesus Cristo nos revela Deus porque Ele é o próprio Deus que se fez carne e Se fez conhecido: “Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” (João 1.18)
Jesus Cristo nos une a Deus.
Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio para nos salvar e nos dar compreensão da verdade, a fim de que tenhamos um relacionamento pessoal e íntimo com o Verdadeiro, que é Deus. João tem absoluta certeza de que isso, de fato, acontece nos crentes:e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo.”
“O verdadeiro” refere-se claramente a Deus (cf. João 17.3; e o que foi dito anteriormente, “o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro”). O apóstolo João tem plena convicção de que ele e seus ouvintes estão “no verdadeiro”, isto é, em Deus.
Na sequência, ele apresenta o meio pelo qual estamos unidos a Deus e, igualmente, ao Seu Filho: “em seu Filho, Jesus Cristo”.
De fato, estamos unidos a Cristo; e estar unido a Cristo é estar unido a Deus (João 17.20–23). O Filho está unido ao Pai; nós estamos unidos a Ele; e Ele nos une ao Pai.
Ele está unido ao Pai porque também é o Verdadeiro. É exatamente isso que João afirma em seguida: “Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna”. Jesus Cristo é o nosso Deus. Ele é a terceira Pessoa da Trindade.
Jesus Cristo é o nosso Deus.
A afirmação de que Jesus Cristo é o verdadeiro Deus e a vida eterna indica que Ele não é apenas Deus, mas também o Salvador. Essa é a grande afirmação da carta de João.
Essa verdade sobre a divindade de Jesus Cristo é claramente apresentada por João em seu evangelho e por outros autores bíblicos (João 1.1–3, 14, 18; 14.9; 20.28; Atos 20.28; Tito 2.13; Hebreus 1.8).
Ele é a vida eterna (João 3.15–16, 36; 5.24; 6.40, 47, 54; 10.28; 17.3; Romanos 6.23; 1João 1.1–2; 5.11, 13).
Podemos ter certeza de que Deus se manifestou a nós e nos deu compreensão para nos relacionarmos com Ele. Podemos ter certeza de que essa manifestação aconteceu por meio de Seu único Filho, Jesus Cristo. Podemos ter certeza de que Ele nos dá compreensão da verdade sobre Si mesmo por meio do Espírito Santo. Podemos ter certeza da nossa união com o Pai e com o Filho mediante o Espírito de Deus. Nós, que cremos, podemos ter certeza de que Jesus Cristo é o próprio Deus.
Reflexão:
O quanto essa certeza tem contribuído para minha vida cristã, meu serviço a Deus, minha adoração, minha devoção e minha piedade? Qual tem sido o nosso temor a Cristo? Como tem sido a nossa submissão a Cristo?
Jesus Cristo não é um simples homem. Ele é o próprio Deus que se encarnou para nos salvar e, um dia, toda língua confessará quem Ele realmente é (Filipenses 2.5–11).
Lição:
A divindade de Jesus Cristo é certa e extremamente importante para nós, pois, se Ele não fosse Deus, não poderia nos salvar, visto que somente Deus pode pagar nossa dívida eterna.
Conclusão:
Nossa vida cristã não é vivida sem fundamento nem na incerteza. Ela está fundamentada na verdade que nos foi dada pelo Filho de Deus, que veio do céu, e é vivida na plena certeza. João nos apresenta cinco certezas decorrentes da nossa fé em Jesus Cristo, em 1João 5.13–20: (1) a certeza da vida eterna (1João 5.13); (2) a certeza de que nossas orações são ouvidas por Deus (1João 5.14–17); (3) a certeza de não vivermos na depravação do pecado (1João 5.18); (4) a certeza de pertencermos a Deus (1João 5.19); e (5) a certeza da divindade de Jesus Cristo (1João 5.20).
Quem crê em Jesus Cristo pode viver com plena certeza de que Ele é o próprio Deus encarnado.
20 E sabemos que o Filho de Deus veio e nos tem dado compreensão para conhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em Seu Filho, Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
Comentário exegético (Gary W. Derickson):
5:20 Este terceiro comentário final reafirma o ensino de João sobre a divindade e a obra de Cristo. Além disso, a compreensão que o crente tem de seu relacionamento com Deus tem sua origem em Deus Pai e no Filho. Essa compreensão capacita os crentes a conhecerem Deus de maneira íntima e pessoal.
οἴδαμεν δὲ ὅτι ὁ υἱὸς τοῦ θεοῦ ἥκει καὶ δέδωκεν ἡμῖν διάνοιαν ἵνα γινώσκωμεν τὸν ἀληθινόν, “E sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para que conheçamos aquele que é verdadeiro.
A verdade final conhecida por João e por seus leitores é que Jesus, o Filho de Deus, veio. Esta é uma referência final à encarnação de Jesus nesta epístola. O verbo no tempo presente ἥκει possui um sentido de perfeito intensivo em seu significado básico (Painter, p. 325) e, assim, combina naturalmente seu sentido com o verbo seguinte. Dessa forma, ele “denota um estado ou condição presente” e implica “a ocorrência de uma ação que produziu essa condição”. Ele se une ao verbo seguinte (δέδωκεν), que também funciona como um perfeito intensivo (Plummer, Stott, Westcott), para comunicar as verdades de que Jesus “veio”, que Ele não está mais fisicamente presente, que concluiu seu ministério encarnacional, e que o impacto desse ministério continua. Moody descreve esse uso de ἥκει como indicando “o ato decisivo pelo qual o Filho de Deus entrou na história”.
Após afirmar a vinda de Jesus, João lembra seus leitores de que Jesus lhes deu “entendimento”. Com o termo διάνοιαν, João descreve a capacidade de compreender e raciocinar com a mente. Isso é algo que Deus nos concedeu de forma permanente, o que explica o uso do tempo perfeito em δέδωκεν. Ele nos deu a capacidade de entender e conhecer certas verdades (Burdick). Paulo descreve isso em termos do homem espiritual, que avalia todas as coisas porque possui “a mente de Cristo” (1 Coríntios 2:13–16). Isso remete à “unção” de 2:20–21 (Bultmann) e também às instruções de Jesus aos onze no cenáculo, onde Ele tanto lhes deu quanto lhes prometeu entendimento.
A razão pela qual Deus nos deu a capacidade de compreender é para que possamos conhecê-lo de modo experiencial. João volta a usar γινώσκω, agora com a nuance de conhecimento pela experiência. Isso não indica um conhecimento obtido por instrução ou intuição, mas um conhecimento pessoal e relacional de Deus, que é a própria verdade. Além disso, o adjetivo articulado ἀληθινόν deve ser entendido em seu uso substantivado, modificando um substantivo implícito; por isso, pode ser traduzido literalmente como “o Verdadeiro” ou “aquele que é verdadeiro”, e não como “a verdade” (o que exigiria um substantivo), especialmente à luz das cláusulas seguintes. Assim, a vinda de Jesus não teve como objetivo apenas que aprendêssemos verdades, mas que tivéssemos comunhão com o “Verdadeiro”, isto é, Deus.
καὶ ἐσμὲν ἐν τῷ ἀληθινῷ, ἐν τῷ υἱῷ αὐτοῦ Ἰησοῦ Χριστῷ, “e estamos no Verdadeiro, em Seu Filho, Jesus Cristo.
João agora afirma que não apenas podemos conhecer a Deus, mas que estamos “n’Ele”. O referente de τῷ ἀληθινῷ pode ser entendido de duas maneiras:
(1) Refere-se a Deus Pai (Brooke; Dodd; Smalley; Stott; Westcott). Em João 17:3, essa expressão descreve Deus Pai (Harris) e ela já O descreveu na cláusula imediatamente anterior. O apreço de João pela repetição com finalidade enfática é demonstrado nessa construção.
(2) Refere-se a Jesus (Barker; Brown; Bruce; Bultmann; Marshall; Plummer; Schnackenburg; Thompson; Yarbrough). Culy entende que “essa frase preposicional foi incluída para esclarecer que o autor realmente pretendeu mudar o referente ao usar ἐν τῷ ἀληθινῷ, e, portanto, trata-se de uma referência a Cristo”. No entanto, o pronome genitivo αὐτοῦ aponta claramente para Deus Pai. Além disso, o antecedente mais natural de αὐτοῦ é ἀληθινῷ na cláusula imediatamente precedente.
Assim, o adjetivo articulado ἀληθινῷ descreve novamente Deus Pai, como fica claro pela frase preposicional que se segue. Nesse caso, estar “em Seu Filho” é diferente do conceito paulino de estar “em Cristo”. Antes, isso remete às palavras de Jesus aos discípulos no cenáculo (João 14). Assim como Jesus está “no Pai” e o Pai está “n’Ele” (João 14:11), e os discípulos participam dessa relação (João 14:20) — embora de forma condicionada a uma vida de obediência (João 14:23) —, do mesmo modo todos os crentes podem estar “no Verdadeiro”, isto é, em Deus.
Essa expressão carrega o sentido de “permanecer” e, portanto, refere-se à comunhão com Deus. Surge então a pergunta: por que João não usou o verbo μένω aqui? Malatesta observa com propriedade:
εἶναι é usado aqui em vez de μένειν precisamente para enfatizar que estar em Deus e em Jesus é a condição, o modo de ser, ao qual a comunidade cristã é chamada.”
Isso também remete a 5:13–14 e à conexão entre ter o Filho e ter a vida. Assim, embora o uso que João faz da expressão “em Seu Filho” esteja mais ligado à realidade da santificação (uma verdade condicional, e não posicional, como em Paulo), ela pressupõe a justificação como seu fundamento.
οὗτός ἐστιν ὁ ἀληθινὸς θεὸς καὶ ζωὴ αἰώνιος, “Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
Temos agora a afirmação mais forte e mais clara da divindade de Cristo. Malatesta chama esta declaração de “a afirmação cristológica mais profunda do autor”. Hills a descreve como “a cristologia mais elevada do escrito”. Trata-se da declaração mais clara da epístola e serve como o clímax das afirmações cristológicas de João ao longo de todo o texto. Ela nos reconduz ao prólogo, onde a vida eterna é revelada como sendo uma pessoa. João agora reafirma claramente o seu tema e declara de forma direta que Jesus é, ao mesmo tempo, Deus e a vida eterna encarnada.
O uso do pronome οὗτός pode ser entendido de duas maneiras:
(1) Tendo Deus Pai como seu antecedente (Burdick; Dodd; Grayston; Law; Plummer; Smalley; Stott; Westcott). Essa afirmação é dita do Pai por Jesus em João 17:3, onde a vida eterna é o conhecimento experiencial (γινώσκω) de Deus. Painter reconhece a gramática e admite que Jesus é o antecedente mais provável de οὗτός, mas ainda assim entende a referência como sendo a Deus Pai. Ele aponta para o pronome αὐτοῦ na cláusula imediatamente anterior (ἐν τῷ υἱῷ αὐτοῦ Ἰησοῦ Χριστῷ), entendendo que este se refere a Deus Pai. Com base nisso, οὗτός passaria a referir-se a Deus — e não a Jesus — pela primeira vez nesta epístola.
(2) Tendo Jesus como seu antecedente (Barker; Bruce; Haas, de Jonge e Swellengrebel; Marshall; Schnackenburg; Thompson). Bultmann afirma que οὗτός não pode referir-se a Deus, mas apenas a Jesus, e que a expressão anterior ἐν τῷ ἀληθινῷ só pode referir-se a Deus. Como οὗτός normalmente aponta para o antecedente mais próximo, esse uso joanino tem “Jesus Cristo” como seu referente e, assim, funciona como uma afirmação final da divindade de Jesus. Se οὗτός se referisse a Deus Pai, a cláusula se tornaria redundante. Além disso, sempre que João usa “vida” como predicativo, ele o faz em referência a Jesus. No Evangelho, tanto o “Verbo” (João 1:1) quanto o Cristo ressuscitado (João 20:28) são chamados de “Deus”. Essa declaração também retoma o prólogo da epístola, no qual a vida eterna é apresentada como uma pessoa que os apóstolos tocaram, ouviram e viram. Agora fica claro que experimentar a vida eterna acontece em relacionamento com a pessoa que é a própria vida eterna encarnada. Por fim, por meio do pronome demonstrativo οὗτός, João esclarece mais uma vez a divindade de Cristo.
João chama Jesus de “Deus verdadeiro”. Alguns traduzem ἀληθινὸς como “real” ou “genuíno” (Burdick; Culy; Strecker). No entanto, “verdadeiro” reflete melhor o tema da “verdade” presente na epístola. Além disso, a expressão “Deus verdadeiro” aparece combinada com “vida eterna”. Jesus, como a vida eterna encarnada, foi apresentado no prólogo como uma pessoa histórica, experimentada pessoalmente por João. Sua divindade foi afirmada repetidas vezes ao longo da epístola. Agora, esses dois aspectos do ser de Jesus são unidos nesta afirmação cristológica final.
Aplicação e implicações devocionais
5:18–20 Nossas igrejas desesperadamente precisam conhecer a cristologia. Somente assim “o cristão que se senta no banco da igreja” poderá compreender o caráter exclusivo do evangelho em uma sociedade que transformou o pluralismo em virtude e o exclusivismo em vício. Jesus não é um “deus” entre muitos (hinduísmo, mormonismo), mas o Deus do universo. Ele não é um mero profeta (islamismo) nem apenas um bom mestre (teologia liberal, humanismo), mas o Criador e Sustentador do universo.
Cristãos evangélicos precisam ser ensinados nisso. Precisam saber por que o nascimento virginal importa, por que sua morte foi necessária e por que sua ressurreição precisa ser uma realidade histórica para que a nossa fé seja igualmente real. Por quê? Porque, como João deixou claro, a vida e o amor de Deus fluem por meio de nós apenas na medida em que cremos corretamente a respeito de Jesus. Quanto mais fraca for a nossa cristologia, mais fraca será a nossa caminhada com Deus.
Nossas igrejas podem até crescer em número sem uma compreensão adequada de Cristo, mas jamais crescerão em maturidade espiritual sem um entendimento correto da pessoa e da obra de Cristo, nosso Salvador. Não podemos apresentá-lo ao mundo como seu Salvador se os nossos membros não creem que Ele é e não vivem como se Ele fosse.
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