A importância da Palavra de Deus
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Texto
Texto
Lâmpada para os meus pés é a tua palavra,
é luz para os meus caminhos.
Jurei e confirmei o juramento
de guardar os teus retos juízos.
Estou aflitíssimo;
vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra.
Aceita, Senhor, a espontânea oferenda dos meus lábios
e ensina-me os teus juízos.
A minha vida está sempre em perigo;
no entanto, não me esqueço da tua lei.
Os ímpios armam ciladas contra mim,
mas eu não me desvio dos teus preceitos.
Os teus testemunhos, recebi-os por legado perpétuo,
porque são a alegria do meu coração.
Inclino o coração a guardar os teus decretos,
para sempre, até o fim.
Introdução
Introdução
Questão norteadora
Questão norteadora
Por que a Palavra de Deus é tão importante na vida do cristão?
Desenvolvimento
Desenvolvimento
Porque ela é um guia para a escuridão e os obstáculos da vida
Porque ela é um guia para a escuridão e os obstáculos da vida
Lâmpada para os meus pés é a tua palavra,
é luz para os meus caminhos.
Os ímpios armam ciladas contra mim,
mas eu não me desvio dos teus preceitos.
A vida do homem é um caminhar de escuridão. Desde que se acorda pela manhã, o ser humano é confrontado pelas incertezas nos mais diversos âmbitos (familiar, profissional, acadêmico, profissional, espiritual);
Além das incertezas rotineiras, há as clássicas questões que deixam o homem ansioso: quem eu sou? De onde vim? Para onde vou?;
Quando o salmista declara no v. 105 que a palavra de Deus é lâmpada para os pés e luz para os caminhos, ele propõe uma resposta a estas questões: abram a Bíblia, e vejam o que Deus deixou registrado.
A Escritura não responde diretamente todas as perguntas que temos, pois não é esta sua função (principalmente por ser um conjunto de livros escritos há pelo menos dois milênios).
No entanto ela contém princípios universais que devem nortear a vida do crente. Caso abra a Bíblia e passe a seguir os princípios lá registrados, com certeza se compreenderá mais sobre quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Com certeza as escolhas seriam conduzidas de maneira mais assertiva.
Na época do salmista, não havia energia elétrica, e para sair de casa durante a noite, era necessário levar uma espécie de lampião, caso contrário não se enxergaria nada, e haveria o risco de tropeçar, ou bater nas paredes e portas, cair num buraco, etc. Esta espécie de lampião, portanto, não definia o caminho a ser trilhado, mas iluminava todas as possibilidades de caminho, ficando a cargo do indivíduo definir qual era o melhor caminho a trilhar.
Tanto a Bíblia, quanto Cristo, iluminam os diversos caminhos que os seres humanos podem trilhar, apresentam todas as possibilidades. Mas cabe a cada um avaliar cada caminho, avaliar cada obstáculo, e escolher aquele que deseja trilhar. As decisões que tomamos nesta terra são responsabilidades nossas, e não do Senhor. Ele ilumina nosso caminho, mas nós decidimos o que fazer.
Meu filho, guarde
o mandamento de seu pai
e não abandone a instrução de sua mãe.
Tenha-os sempre
amarrados ao seu coração,
pendure-os no seu pescoço.
Quando você andar,
essa instrução o guiará;
quando você se deitar, ela o guardará;
quando acordar, falará com você.
Porque o mandamento
é lâmpada, e a instrução é luz;
e as repreensões da disciplina
são o caminho da vida.
Eles o protegerão da mulher perversa
e das lisonjas da mulher estranha.
A palavra divina ensinada pelos pais ilumina o caminho dos filhos, mas não determinam os passos que por eles serão trilhados. E dentro deste contexto, pode-se chegar à segunda lição desta passagem do Salmo 119.
Porque ela precisa ser obedecida
Porque ela precisa ser obedecida
Jurei e confirmei o juramento
de guardar os teus retos juízos.
Aceita, Senhor, a espontânea oferenda dos meus lábios
e ensina-me os teus juízos.
Os teus testemunhos, recebi-os por legado perpétuo,
porque são a alegria do meu coração.
Inclino o coração a guardar os teus decretos,
para sempre, até o fim.
O salmista clama ao Senhor que o ensine a respeito da sua palavra. É um clamor genuíno, e que deve permear constantemente a vida do cristão: uma paixão imensa em aprender mais da Bíblia e de Jesus Cristo. Quanto mais o tempo passa, mais se tem visto o desinteresse dos crentes por aprender mais sobre o Senhor e sua palavra. Foca-se no material, no estrutural, nos prazeres momentâneos, nas explosões emotivas, mas não se compreende a verdade da Escritura, não se vive o sacrifício de Jesus Cristo.
A indiferença tem sido um dos grandes empecilhos para o estudo acurado da Bíblia. As pessoas desprezam a Palavra do Senhor, rejeitam sua orientação porque estão desinteressadas. Distraídas, cansadas, entretidas pelas telas e pelos próprios sonhos e paixões.
Aprende-se mais da Bíblia para obedecê-la. E isso não deve ser de forma obrigatória, pois isso seria religiosidade: “Leio a Bíblia, pois se não o fizer, meus pais brigarão comigo”; “Vou orar, porque senão não terei um boa noite de sono”; “Vou à igreja, porque senão o pastor ligará para mim durante a semana”.
O salmista fala de uma obediência disposta, ou seja, como resultado do amor a Deus e a sua palavra. Um coração disposto a obedecer agrada tremendamente a Deus.
Sacrifícios e ofertas não quiseste;
abriste os meus ouvidos;
holocaustos e ofertas pelo pecado não requeres.
Então eu disse: “Eis aqui estou,
no rolo do livro está escrito a meu respeito;
agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu;
a tua lei está dentro do meu coração.”
Uma das coisas mais fantásticas do Deus que servimos é que, diferente dos outros deuses, animais mortos, sacrifícios humanos, dinheiro, penitência, não são necessários para agradá-lo. Tudo o que Ele mais deseja é um coração disposto a obedecer, um valor eterno, que o tempo nunca poderá apagar. Como Deus eterno, Ele valoriza aquilo que tem valores eternos, e nossa obediência renderá frutos perpétuos.
Porque ela dá esperança
Porque ela dá esperança
Estou aflitíssimo;
vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra.
A minha vida está sempre em perigo;
no entanto, não me esqueço da tua lei.
Vimos que a palavra de Deus guia os nossos passos, ajuda-nos a escolher o caminho certo; que a palavra de Deus deve ser desejada e obedecida por todos aqueles que creem Nele. Contudo, independente de tudo isso, continuaremos vivendo num mundo mal: não se resolve a questão da morte; da fome; das doenças incuráveis; dos crimes hediondos (como estupro e genocídios); do preconceito por cor, gênero ou religião; dos vícios, como drogas, pornografia, jogos; dos suicídios; das traições. Fizemos escolhas corretas, baseando-se na palavra de Deus; procuramos conhece-la e deseja-la fortemente, obedecendo cada uma das determinações nela contidas. Mas e agora? Como lidar com os problemas acima citados? Como enfrentar o mal gerado e que assola nosso coração, que nos tira o sono?
Por que você está abatida, ó minha alma?
Por que se perturba dentro de mim?
Espere em Deus, pois ainda o louvarei,
a ele, meu auxílio e Deus meu.
A esperança deveria acalmar o coração do poeta. Diante da tristeza, o poeta encontra descanso no Senhor que Ele serve.
No NT, o apóstolo Pedro também fala desta esperança. Num contexto de forte perseguição e de atribulações que assolavam a Igreja do Senhor, ele declara.
Mas, mesmo que venham a sofrer por causa da justiça, vocês são bem-aventurados. Não tenham medo das ameaças, nem fiquem angustiados; pelo contrário, santifiquem a Cristo, como Senhor, no seu coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que pedir razão da esperança que vocês têm.
Repara que nãos e fala de uma esperança passiva: vou esperar, e não fazer nada. Na verdade, quando se fala em esperança, fala-se que enquanto eu me guio pela palavra de Deus, enquanto eu desejo aprender mais desta palavra, enquanto eu obedeço esta palavra, mesmo quando for confrontado com o mal, a esperança não me deixará ser abalado. Podemos ter a certeza que, independente daquilo que passaremos enquanto confiamos, desejamos e obedecemos a palavra divina, a espera no Senhor nos manterá de pé, e conforme diz Pedro, nos trará felicidade.
Considerações finais e apelo
Considerações finais e apelo
Temos hoje a oportunidade de pensarmos, primeiramente, o que tem nos guiado? O salmista escolheu confiar na palavra divina, mas onde nós temos depositado a nossa confiança? Na nossa própria força? Na força da nossa família? No nosso trabalho? No nosso dinheiro?
O que tem tomado o tempo de aprendizado da palavra? Será que aquilo que é material tem sido mais importante do que aquilo que é eterno?
Nossa obediência a palavra ensinada tem sido por obrigação, por religiosidade? Ou temos obedecido porque amamos o Senhor?
Como temos reagido às dificuldades? Com medo? Ansiedade? Descrença? Ou esperança?
