Sermão em Atos 8:1-4
Introdução
1 - O Que Está Por Trás Da Perseguição? (v. 1)
2 - Transformando A Derrota Em Avanço (v. 1)
Os profetas do Antigo Testamento ensinavam que quando um judeu vivia na dispersão (por exemplo, durante o exílio babilônico), ele estava recebendo o justo castigo de Deus por desobediências anteriores. Por outro lado, a igreja do Novo Testamento considerava a dispersão dos judeus como “o meio divino preparado com o fim de providenciar a cabeça de ponte para a expansão do evangelho em território estrangeiro”
Jesus havia instruído seus seguidores a começar a testemunhar em Jerusalém e, em seguida, expandir a proclamação do evangelho para a Judeia, Samaria e até os confins da terra. Até então, o testemunho dos discípulos tinha se limitado exclusivamente a Jerusalém.
Os apóstolos ficaram, porque uma igreja perturbada e aflita precisava deles. “Todos” têm a possibilidade de fugir, os apóstolos não
3 - O Resultado Da Adversidade (v. 2)
O sepultamento de Estêvão aconteceu naquele mesmo dia, porque os judeus não permitiam que um corpo contaminasse a terra
O Talmude judaico ensina que não deveria haver nenhum lamento por um criminoso morto por apedrejamento.
Morrer sem ser sepultado era a pior das desonras na cultura do antigo Mediterrâneo. Para muitos gentios, aliás, quem não era sepultado não recebia permissão de entrar no mundo dos mortos, sendo condenado a vagar como fantasma. Em geral, só os governantes mais cruéis impediriam que seus inimigos fossem sepultados, embora o sepultamento às vezes fosse negado aos criminosos.
Embora o judaísmo exigisse o sepultamento do morto (muitas vezes em um túmulo desonroso destinado aos criminosos) e fosse, normalmente, um dever sagrado prantear publicamente o falecido, a lei judaica proibia o luto público por um criminoso condenado. Os amigos piedosos de Estêvão ignoram a decisão ilegal do supremo tribunal judaico e prestam honras a seu amigo.
Os homens piedosos que sepultaram Estêvão não são identificados. Talvez fossem cristãos que ainda não haviam sido expulsos de Jerusalém, ou talvez fossem judeus piedosos que consideraram o mártir digno de um sepultamento decente.
4 - O Perseguidor Da Igreja (v. 3)
O fato de Saulo deter não só homens, mas também mulheres, indica que ele era mais zeloso que a maioria de seus contemporâneos acharia necessário (
Paulo nasceu, de acordo com a tradição, no mesmo ano em que Jesus. Nasceu na Ásia Menor, na cidade de Tarso; daí ele ser chamado Saulo de Tarso, sendo Paulo o nome que ele usava nos círculos gentios.
Seu pai era cidadão romano e um comerciante muito respeitado. O fato de que ele era cidadão romano indica que provavelmente tenha feito algo significante.
Tarso estava nas rotas comerciais, onde todas as mercadorias eram transportadas da Europa e sul da Ásia, através do Oriente Médio, descendo para a África e voltando. Na antiguidade Tarso era uma das cidades mais ricas da região. Tarso tinha a maior universidade do mundo naquela época, maior do que as universidades de Atenas e Alexandria. Tarso era uma cidade cosmopolita, uma cidade onde os mercadores, estudiosos, intelectuais e viajantes de todo o mundo interagiam.
Com 13 anos de idade, por causa do talento e brilho que já havia demonstrado, foi mandado de Tarso para Jerusalém e encaminhado ao seminário, por assim dizer, para estudar sob a tutela do líder teológico do mundo daquela época, Gamaliel. (Fomos apresentados a Gamaliel em
Já foi dito que com 21 anos Saulo de Tarso era o judeu mais instruído da Palestina. Ele havia se tornado mestre no Antigo Testamento e de todas as suas interpretações rabínicas, e sua estrela subiu de forma meteórica.
Mais tarde, Paulo refere-se a si mesmo como o principal dos pecadores (
Foi assim que ele próprio se caracterizou, não apenas nos discursos de Atos dos Apóstolos, mas também em suas cartas. “Persegui a igreja de Deus” (
O verbo grego lymainomai, cuja única ocorrência no Novo Testamento se encontra em
5 - Não Há Barreiras Para O Avanço Da Missão (v. 4)
“O sangue dos mártires é a semente da igreja.” Esse provérbio antigo provou ser verdadeiro para os cristãos perseguidos depois da morte de Estêvão.
