JOSUÉ 10

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APRENDIZAGENS NO CAMPO DE BATALHA

INTRODUÇÃO

Muitas das lições mais profundas não nos são dadas na sala de aula — são aprendidas em batalha. É no momento da pressão, da urgência e do conflito que descobrimos em quem realmente confiamos, como lidamos com a nossa palavra e até onde vai a nossa obediência.
Em Josué 10, o povo de Israel não escolhe a batalha — a batalha bate-lhes à porta. Um compromisso feito anteriormente obriga-os a agir, o inimigo parece numeroso e a situação exige decisão rápida. É nesse contexto que Deus ensina o Seu povo.
Hoje não estamos diante de reis amorreus nem de espadas, mas continuamos a viver batalhas — espirituais, morais e relacionais. E a pergunta que este texto nos coloca é : o que Deus quer ensinar-nos enquanto lutamos?
Explicação sermão
A aliança feita com os gibeonitas gerou medo nos reis de Cannaã que se unem contra Israel. O texto fala de 5 reis no início do capítulo que estão de acordo com Josué 9:1-2
Josué 9.1–2 ARA
Sucedeu que, ouvindo isto todos os reis que estavam daquém do Jordão, nas montanhas, e nas campinas, em toda a costa do mar Grande, defronte do Líbano, os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus, se ajuntaram eles de comum acordo, para pelejar contra Josué e contra Israel.
Agora é nos dito que foi o Rei de Jerusalém que sabendo das vitórias em Ai e Jericó se move para travar Israel, sendo que a sua maior reocupação era a aliança feita com os gibeonitas que tinham homens valentes e uma cidade que era maior que Ai. A aliança que acontece com os Gibeonitas traz uma grande instabilidade a Cannaã.
Nestes capítulos verifica-se também uma crescente tensão que Israel foi sofrendo. Primeiro Israel se defronta com uma cidade de cada vez, mas agora temos 5 cidades contra Israel.

I- APROVAÇÃO DE DEUS PARA QUEM HONRA SEUS COMPROMISSOS

v. 1, 2: O texto fala-nos de um rei em concreto que é o Adonisedeque, rei de Jerusalém. Canaã fuciona numa hieraquia de reis que dominavam as cidades menores. Gibeão é apontada como uma cidade grande. Ao longo do livro de Josué fica-nos claro que Israel trouxe medo às lideranças de Cannaã e era visto como uma ameaça.
v.3-5: Adonisedeque convoca outros 4 reis para que juntos pudesse atacar Gibeão. Uma característica das relações políticas da época era que os reis mais baixos ajudassem os que estavam acima deles. Os reis se juntam para atacar Gibeão e não Israel.
O Dilema: cumprir ou não cumprir o voto
v.6-7: Ao serem atacados os gibeonitas enviam mensageiros a Josué e aos israelitas a Gilgal. No capítulo 9 os gibeonitas se identificam como servos de Israel e é essa a identificação que mantém. Apesar dos gibeonitas serem homens valentes, seriam superados em número com a alianças dos 5 reis e por isso recorrem a Israel, com os quais tinham feito um tratado. Israel tinha sido enganando para não destruir Gibeão, será que poderia deixá-los para serem destruídos? Essa questão não se põe no texto mas é nos dito que Josué reage em defesa de Gibeão levando consigo as melhores tropas de Israel.
Aprovação de Deus
v.8: Ao longo do capítulo 9 Deus se mantém em silêncio sobre se aprovaria o tratado com os gibeonitas, mas aqui vemos o seu primeiro discurso tranquilizando Josué de que estaria com ele. Deus reafirma a Josué promessas que já havia feito, de que estaria com ele, de que não precisaria temer. De que os entregaria em suas mãos (como acontece em Jericó), de que não poderiam resistir-lhe. Assim percebemos que o tratado com os gibeonitas e a forma com Josué lidou com ele, não foi desaprovado por Deus.

APLICAÇÃO

É muito fácil tirarmos proveito das circunstâncias para tomarmos decisões em nosso proveito próprio. Israel podia ter tomado partido de toda aquela situação em seu proveito, mas decidiram honrar sua palavra. O Deus do povo de Israel é um Deus que cumpre a Sua Palavra, é fiel, honra seus compromissos, logo o seu povo precisa de ser igualmente um povo de Palavra que não age de acordo com seus interesses próprios mas segundo a sua obediência e fidelidade a Deus.
Deus se agrada disso e responde agindo em nosso favor, assim como ocorre com Israel. No sermão do monte Jesus aponta o nosso compromisso com aquilo que prometemos como uma caracterísitica dos cidadãos do reino dos céus. Mateus 5:37
Mateus 5.37 ARA
Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno.
Na verdade o ensino de Jesus vai mais além, mesmo não havendo promessas feitas, a nossa palavra deve ter valor.

II- É DEUS QUEM LUTA POR NÓS

A AÇÃO DE DEUS NAS BATALHAS
v.9-11: Durante a noite Josué e os seus homens avançam contra os reis que são apanhados de surpresa. Apesar do uso de táticas militares o texto reforça que é Deus quem garante a vitória de Israel : “Deus confundiu os reis”. No texto vemos a presença de Deus na batalha contra as forças de Cannaã. Israel não estava no campo de batalha sozinho, Deus estava com eles. Como aconteceu antes da batalha de Jeríco na aparição do prícipe do exército do Senhor, fica claro mais uma vez que Deus estava presente com o povo, lutando com ele e garantindo a vitória.
APLICAÇÃO
Quando Jesus alerta os seus díscipulos das dificuldades que iriam enfrentar “no mundo tereis aflições”, há batalhas das quais vocês não vão ser poupados e precisaram enfrentar, mas “tenham bom ânimo, eu ja venci”, a nossa segurança é a garantia da vitória que temos pois o príncipe do exército do Senhor está nas batalhas connosco e nos garante a vitória. “estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos.
PARALELO COM DAVID E GOLIAS
Outro aspeto importante que o texto nos dá é que foram mais os que morreram com a chuva de pedras que Deus enviou, que aqueles que Israel feriu. A vitória foi de Deus e ocorre num lugar estratégico em Azeca. Azeca era um lugar estratégico pois controlava o acesso entre as planíces costeiras e as terras altas. Mais à frente vai ser o lugar que os filisteus usam para tentar contra o reino de Saul, onde David trava sua luta com Golias. Naquele lugar anos mais tarde, David vai confrontar o Golias filisteu, questionando de quem era ele para vir afrontar o Deus vivo.
CÉUS E TERRA SE ALINHAM
v.12-15: Josué fala em forma poética ao sol e lua diante de Deus, mais uma vez fica claro que é a intervenção de Deus que garantem a vitória. O texto apresenta os céus e aterra alinhados num mesmo propósito numa luta conjunta contra os inimigos.
Quando vivemos debaixo da vontade de Deus, os céus deixem, há uma alinhamento de propósito que conjuntamente lutam para que a vontade divina prevaleça.
Josué fala ao Sol e à Lua que lhe obedecem, não por seu poder humano, maspor sua sujeição a Deus. O mesmo ocorre com Jesus que ordena ao mar e vento que lhe obedecem.
APLICAÇÃO:
Jesus em sua oração ao Pai pede que “o reino dos céus venha e que a vontade de Deus seja feita na terra como é feita nos céus. Quando estamos sujeitos à vontade de Deus, quando estamos alinhados com os seus propósitos, não importa a batalha que enfrentamos, pois os céus descem e se alinham com a terra para que a vontade de Deus prevaleça. No Getsemani quando Jesus clama ao Pai, com sua alma profundamente angustiada, no momento de maior luta, os céus descem. Os elementos da Terra se alinham aopropósito dos céus. A terra treme, a lua se escurece, o amr se acalma, os ventos cessam. A Terra agindo com os céus manifestando a glória de Deus.
Não estamos sozinhos quando vivemos em sujeição à vontade de Deus, os céus descem, e todas as coisas cooperam juntamente para que os propósitos de Deus sejam cumpridos.

III- NÃO PRECISAMOS TEMER- DEUS DESTRÓI AS FORÇAS QUE SE OPÕEM

O verso 15 encerra com Israel que vence os inimigos, os versículos que vem posteriores não estão em ordem cronológica e muito provavelmente são uma parentesis que descreve como as batalhas ocorreram.
REIS DESTRONADOS
v. 16-21: Somos levados de novo a Maquedá, no verso 10, retornando novamente à perseguição que estava a ocorrer. Aqui o texto se concentra nos reis. Os reis haviam se escondido numa caverna em Macquedá, mas facilmente tinham sido descobertos e o seu paradeiro foi informado a Josué. Como os inimigos ainda não tinham sido destruídos e Josué não queria se distrair, ordenou que a caverna fosse bloqueada e vigiada de forma que os reis ficassem ali retidos. As tropas deveriam continuar perseguindo os inimigos e derrotá-los, impedindo que eles entraasem em suas cidades. As forças cananeias foram destruidas por Israel, apenas alguns conseguem entrar nas suas cidades fortificadas. O texto deixa claro que a vitória foi de Israel, apesar de alguns sobreviventes.
v.22-25: Depois de derrotar as forças cananeias, Josué pode agora abordar o problema dos reis. Os reis são retirados da caverna e Josué ordena que coloquemos seus pés sobre os seus pescoços, manifestando a vitória com as lideranças de Cannaã, sujeitando-os a seus pés. Essa é uma imagem comum no Oriente Próximo de derrota. Ao fazer auilo com os líderes que estavam com ele, Josué estava provando aos líderes que Deus estava com eles e por isso não precisavam de desanimar nem ter medo. As palavras de Josué são um eco das palavras que Deus proferiu a Josué.
v.26-27: Os reis são então mortos e colocados em 5 estacas, ficando ali até à noite. A lei previa que aqueles que fossem mortos no madeiro, deveriam ser recolhidos antes de anoitecer. Deuteronomio 21:22-23
Deuteronômio 21.22–23 ARA
Se alguém houver pecado, passível da pena de morte, e tiver sido morto, e o pendurares num madeiro, o seu cadáver não permanecerá no madeiro durante a noite, mas, certamente, o enterrarás no mesmo dia; porquanto o que for pendurado no madeiro é maldito de Deus; assim, não contaminarás a terra que o Senhor, teu Deus, te dá em herança.
Josué procedeu conforma a lei do Senhor. Assim a morte dos reis ocorre como uma punição. Os corpos são então recolhidos e sepultados na caverna, mesmo na execução de penas contra os inimigos de Israel se vê a forma distinta como Israel agia em relação a outros povos que deixariam os copos expostos e sem um sepultamento.
FORTALEZAS DERRUBADAS
v. 28: Após a execução dos reis, Josué segue em uma jornada dos arredores de Jerusalém até ao extremo sul de Hebrom. Nesta jornada serão tomadas 3 das cinco cidades que perderam o seu rei. Este relato resume como as terras altas do sul ficaram sob o controle de Israel. Macquedá foi capturada, o rei executado. Os reis recebem os mesmo tratamento que o rei de Jericó.
V.29-30: De Macquedá foram para Libna a tomaram e fizeram com seu rei o que fizeram com o rei de Jericó.
v. 31-33: De Libna Josué passa para Laquis que também é capturada e o rei que tinha vindo para ajudar também é derrotado.
v.34-35: De Laquis passam a Eglom que acontece o mesmo que às outras cidades
v.36-37: De Eglom Josué vai para o interior de Hebrom e faz o mesmo
v.38-39: Josué se dirige para Debir e faz o mesmo que fez com as outras cidades.
v.40-43: Israel passa a ter domínio e controle sobre toda aquela região. Os lugares ocupados ainda não eram totalmete de Israel.
APLICAÇÃO
Os reis de Cannaã representavam os poderes inimigos e de oposição a Deus. Nestes texto é exaltado o poder de Deus acima das forças e poderes do mundo. Deus é o Rei dos Reis. Os reis de Canaã são destronados ao serem pendurados no madeiro, mas Cristo é o Rei que assume o trono ao ser pendurado no madeiro. Ao Cristo morto e ressuscitado é dado todo o poder e autoridade acima de qualquer Rei. Quem são os poderes que se podem opor ao avanço do seu Reino, Cristo já os destronou e colocou os seus inimigos como estrado dos seus pés. A execução dos reis de Cannaã apontam para a derrota futura de todos os poderes contrários a Deus que serão derrotados.
Hebreus 10.12–13 ARA
Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés.

CONCLUSÃO

No capítulo 10 salienta mais uma vez a fidelidade de Deus que cumpre as suas promessas e essa resposta de Deus vem em sequência da fidelidade de Israel para com as suas promessas. Israel experimentou uma circunstância que poderia ter tomado partido para se ver livre de Gibeão, mas eles cumprem sua promessa e demosntram sua dependência de Deus e daí resulta o capítulo 10 num relato de fidelidade de Deus e vitória sobre os inimigos.
Outro aspeto importante é que Israel derruba as cidades, os lugres fortificados. Cannaã usava fortificações como lugar de segurança, ao destrui-las Israel manifestava sua confiança em Deus, pois Ele era a segurança do povo. A segurança de Israel estava no Deus invisível mas real. Os reis do mundo devem ser destronados e o trono deve ser devolvido ao único que é digno de receber a honra e a glória, a força e o poder. Aquele que é eterno e imortal.
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