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Vir a Igreja não é o bastante • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
¹³ — Vocês disseram palavras duras contra mim, diz o Senhor, e ainda perguntam: "O que falamos contra ti?"
¹⁴ Vocês dizem: "É inútil servir a Deus. De que nos adianta guardar os seus preceitos e andar de luto diante do Senhor dos Exércitos?
¹⁵ Agora, pois, nós vamos dizer que os soberbos é que são felizes. Também os que praticam o mal prosperam; sim, eles tentam o Senhor e escapam."
¹⁶ Então os que temiam o Senhor falavam uns aos outros. O Senhor escutou com atenção o que diziam. Havia um memorial escrito diante dele para os que temem o Senhor e para os que se lembram do seu nome.
¹⁷ — Eles serão a minha propriedade peculiar, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos. Eu os pouparei como um homem poupa seu filho que o serve.
¹⁸ Então vocês verão mais uma vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve. Malaquias 3:13-18
Bom dia, se você não me conhece eu me chamo Guilherme e faço parte aqui da Igreja Bíblica Urbana.
Se você está connosco já há algum tempo, tem percebido que temos caminhado desde o início deste ano pelo livro de Malaquias, com o objetivo de compreender como Deus chama o seu povo a prestar um culto verdadeiro — não apenas externo, mas com o coração alinhado à aliança.
E se você esteve presente há dois domingos, vai se lembrar que preguei sobre Malaquias 2:17–3:5, e talvez tenha percebido algumas semelhanças entre aquele texto e o que lemos hoje. Isso não é por acaso. Como o Lucca bem explicou na semana passada, o livro de Malaquias é estruturado em seis disputas entre Deus e o povo no período pós-exílio. Em cada uma delas, o Senhor expõe o coração do seu povo e confronta uma religiosidade que continua ativa, mas espiritualmente desalinhada.
Hoje, chegamos à sexta e última disputa. Mais uma vez, o povo coloca em causa quem Deus é — não de forma aberta, mas por meio de palavras duras, de um coração que passou a avaliar Deus pelas circunstâncias.
E, geralmente, nas minhas pregações, para introduzir o tema, eu tento trazer alguma ilustração que nos ajude a compreender a ideia do texto e a perceber como esse problema não é distante da nossa realidade. Hoje, não há ilustração bíblica mais clara do que o Salmo 73, escrito por Asafe.
Antes de ler alguns versículos, é importante dizer: Asafe abre o seu coração diante de Deus e reconhece que estava a interpretar a realidade apenas a partir das circunstâncias, e isso quase o levou ao desvio. Ele diz assim, a partir do versículo 2:
“Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos. Pois eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos maus.”
Asafe confessa que foi por muito pouco que não se desviou, justamente porque começou a invejar aqueles que viviam sem temor a Deus e, ainda assim, pareciam prosperar. Do versículo 4 até o 10, ele descreve aquilo que o perturbava: pessoas fortes e saudáveis, que não pareciam sofrer as mesmas aflições do dia a dia, pessoas que aparentemente nunca eram afetadas por nada — e, justamente por isso, tornaram-se soberbas, envolvidas em maldade, arrogantes, falando até contra Deus.
No versículo 11, Asafe chega a expor o pensamento desses ímpios:
“Como Deus ficará sabendo? Por acaso o Altíssimo tem algum conhecimento?”
E no versículo 12 ele resume:
“Eis que estes são os ímpios; e, sempre tranquilos, aumentam as suas riquezas.”
Quantas vezes, em momentos de crise de fé, nós também somos tentados a olhar a realidade dessa forma? Mesmo que não expressemos em voz alta, o nosso coração começa a questionar o caráter de Deus. Como o Lucca bem disse na semana passada: “Ainda bem que Deus não muda, porque se Ele mudasse, ai de nós.”
É importante perceber que Asafe não resolve esse conflito porque encontrou respostas fáceis, nem porque as circunstâncias mudaram. No versículo 16 ele diz:
“Em só refletir para compreender isso, achei que a tarefa era pesada demais para mim.”
Ou seja, ele reconhece os limites do seu entendimento. Há coisas que simplesmente não cabem na nossa mente finita. A crise de Asafe começa a ser corrigida quando ele deixa de confiar na própria leitura da realidade e volta a confiar em quem Deus é.
Por isso o salmo começa com essa afirmação:
“De fato, Deus é bom para com Israel, para com os de coração limpo.”
Essa convicção não nasce das bênçãos recebidas nem de uma vida fácil. Ela nasce de uma compreensão renovada do caráter de Deus. E mais à frente, Asafe declara:
“Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a minha herança para sempre.”
Asafe era levita, alguém envolvido no culto, e ele passou por essa tentação real de achar que viver com temor talvez não compensasse. Mas o que o diferencia é que ele reconhece o erro do seu coração e tem a sua perspectiva corrigida diante de Deus.
E é aqui que está a ligação com Malaquias. O problema em Malaquias não é que o povo nunca teve essa tentação — o problema é que, diferente de Asafe, muitos permaneceram nela. O povo pós-exílio vivia dias difíceis, com muitas limitações e frustrações, e passou a medir a fidelidade de Deus pela prosperidade material. Eles invejaram, acusaram e, ao invés de se arrependerem, concluíram no coração que servir a Deus era inútil.
VER COMO MANTER
É nesse contexto que Malaquias 3:13–18 nos confronta. Não com a ausência de culto, mas com um coração presente no templo e distante da confiança no caráter de Deus.
e eu gostaria de compartilhar 3 pontos nessa manhã com os irmãos, a respeito deste texto de Malaquias.
o primeiro ponto é:
Quando servir a Deus parece inútil
Quando servir a Deus parece inútil
Num primeiro momento esse título pode impactar a gente, mas é justamente o que o povo está colocando contra Deus.
Os versículo de 13 a 15, dizem assim:
¹³ — Vocês disseram palavras duras contra mim, diz o Senhor, e ainda perguntam: "O que falamos contra ti?"
¹⁴ Vocês dizem: "É inútil servir a Deus. De que nos adianta guardar os seus preceitos e andar de luto diante do Senhor dos Exércitos?
¹⁵ Agora, pois, nós vamos dizer que os soberbos é que são felizes. Também os que praticam o mal prosperam; sim, eles tentam o Senhor e escapam."
Malaquias 3:13-15
Eu não acredito que o Profeta Malaquias ao descrever as palavras do Senhor tenha utilizado a palavra “duras” aqui de forma acidental.
Ela é intencional e descreve mais do que um tom ríspido;
Descreve uma postura de um coração endurecida.
Não são simples palavras ditas num momento de fraqueza, de crise ou desespero,
são palavras que expressam as verdades já formadas no coração.
Quando o povo pergunta se “é inútil servir a Deus”, isso não leva eles a um arrependimento, mas eles se colocam numa posição perigosa:
Uma posição de avaliadores de Deus.
Eles passam a julgar a fidelidade de Deus com base nas circunstâncias,
ao observar os ímpios prosperarem, eles concluem que obedecer não compensa.
E como se essa pergunta já não bastasse por si só, eles ainda disseram:
“De que nos adianta guardar os seus preceitos e andar de luto diante do Senhor dos Exércitos?”
É como se eles estivessem dizendo:
Não só é inútil servir a Deus, como ao longo desse tempo nós ainda perdemos e tivemos de passar por lutos por causa d’Ele.
O problema aqui não é eles fazerem a pergunta, mas a resposta que eles mesmos constroem no entendimento limitado e endurecido.
O contraste aqui em relação ao Salmista é gigantesco porque,
Ele, em meio à sua crise e aos seus questionamentos,
reconhece os limites da sua própria compreensão e
tem a sua perspectiva corrigida ao se voltar para Deus.
Já aqui em Malaquias, em vez de o povo correr para Deus,
eles constroem uma teologia cínica contra Ele, dizendo:
“Olha lá como Deus é injusto com a gente:
os soberbos é que são felizes,
os que fazem o mal é que prosperam, e
aqueles que tentam o Senhor ficam impunes.”
Esse meus irmãos, é um retrato de um coração que não deixou de estar presente no culto,
que ainda conhece a linguagem religiosa,
mas já perdeu completamente o temor e a confiança em Deus.
Um povo que até continua a servir, mas que lá dentro, no mais profundo intimo,
concluiu que Deus não é justo o suficiente para ser confiado.
E inevitalmente somos confrontados a nos perguntar:
por que nós servimos a Deus?
Servimos porque Ele é digno, ou servimos esperando que Ele nos devolva algo?
Porque quando a obedecer a Deus vira um cálculo e a fidelidade a Ele vira moeda troca,
o nosso coração já deixou de confiar em quem Deus é.
E é aqui que a vida de Jesus nos confronta profundamente.
Porque ninguém serviu ao Pai de forma tão fiel quanto Ele.
Ninguém obedeceu tanto, e ninguém sofreu tanto sem ver nenhum retorno imediato.
Aos olhos de muitos, a vida de Jesus parecia exatamente a prova de que servir a Deus não compensava:
rejeitado, incompreendido, abandonado, crucificado.
E ainda assim, Jesus nunca disse que o Pai era injusto.
Nunca serviu por interesse.
Nunca obedeceu esperando que o sofrimento fosse evitado.
Isso revela algo sobre nós:
quando servir a Deus passa a ser visto como perda,
o problema não está na fidelidade de Deus,
mas nas expectativas que o nosso coração coloca sobre Ele.
Passamos a confiar e acreditar em coisas que Deus nunca nos prometeu.
Então, Vir à igreja não é o bastante quando servir a Deus deixa de ser resposta à graça
e passa a ser uma tentativa de troca.
E o texto continua e no versículo 16, o profeta diz assim:
“¹⁶ Então os que temiam o Senhor falavam uns aos outros. O Senhor escutou com atenção o que diziam. Havia um memorial escrito diante dele para os que temem o Senhor e para os que se lembram do seu nome.” Malaquias 3:16
Esse “então”, logo no início do versículo, marca um contraste que está por vir, é exatamente isso que acontece.
Mas ao lermos Malaquias, podemos facilmente ter a impressão de que todo o povo estava dominado pela mesma postura descrita nos versículos anteriores.
Porém o texto faz questão de nos mostrar que nem todos reagiram da mesma forma.
Havia um povo que ainda temia ao Senhor.
E o segundo ponto que eu gostaria de compartilhar com os irmãos hoje é:
O temor que mantém o coração firme
O temor que mantém o coração firme
Meus irmãos, o texto nos mostra que existem fatores que nos mantêm firmes quando,
somos tentados a transformar a fé numa busca desenfreada por
segurança,
estabilidade e
felicidade material,
como vimos no primeiro ponto.
E até antes de continuar, é muito importante deixar algo muito claro:
Quando falamos disso, não estamos dizendo que não devemos:
estudar,
trabalhar,
buscar crescimento ou
querer o melhor para a nossa família.
Isso não é o problema.
O problema é quando isso se torna o centro da nossa vida.
E pior ainda: quando, mesmo depois de todo o esforço, se isso não acontece,
a frustração começa a esfriar a nossa fé.
Mas o primeiro fator que o texto nos apresenta é a comunhão.
O versículo diz claramente: “Os que temiam ao Senhor, falavam uns aos outros”
Havia um povo ali que temia a Deus, e uma das formas de permanecerem firmes era:
não caminharem sozinhos.
O texto não nos diz exatamente o conteúdo dessas conversas,
mas deixa claro que havia um relacionamento, uma proximidade e um encorajamento mútuo.
Em meio a um contexto difícil, eles se aproximaram uns dos outros para permanecerem firmes.
E isso nos ensina algo muito importante:
Que o temor ao Senhor não é vivido isoladamente.
A fé cristã nunca foi pensada para ser vivida à distância do corpo.
É na comunhão que somos encorajados, que somos exortados e que somos sustentados.
É quando eu conheço a dor do meu irmão e posso orar por ele.
É quando percebo que alguém está desanimado e caminhamos juntos.
É quando somos chamados de volta ao caminho certo.
Isso é comunhão E é um dos meios que Deus usa para manter o coração firme.
É por isso que quando existe a possibilidade de estarmos presentes aqui aos domingos,
assistirmos ao culto online não vai substituir a comunhão da igreja.
Não existe comunhão através de uma tela.
Não há como caminhar juntos apenas como espectadores.
Não há como abraçar aquele irmão por quem você tem orado durante a semana.
A igreja não é formada por visualizações,
a igreja é formada por pessoas que caminham juntas.
Comunidade exige presença, exige proximidade e exige envolvimento real.
Esse é um dos fatores que Deus sustenta o coração dos que o temem.
O segundo fator que mantém o temor ao Senhor é a convicção de que Deus vê, ouve e lembra.
O versículo 16 diz assim:
“O Senhor escutou com atenção o que diziam. Havia um memorial escrito diante dele para os que temem o Senhor e para os que se lembram do seu nome.”
Isso é extremamente encorajador porque,
O texto está claramente nos dizendo que:
Deus não estava ausente,
Deus não estava distraído,
Deus não estava indiferente.
Enquanto alguns diziam que servir a Deus era inútil,
o Senhor estava escutando atentamente aqueles que temiam a Ele.
Nós temos um Deus que nos escuta, meus irmãos.
Antes mesmo de você falar, Ele já sabe o que está no seu coração.
Mesmo quando você não obtém as respostas que você esperava,
mesmo quando Deus parece distante ou silencioso,
Ele continua lá.
O “memorial escrito” que o texto fala, não significa que Deus precise anotar para não esquecer.
Significa que a FIDELIDADE daqueles que o temem não passa despercebida.
Ela está diante do Senhor,
Ela está sob o seu olhar atento.
Deus viu quem o temia,
Deus ouviu as suas palavras
e deixou claro que não ignora a fidelidade do seu povo.
Por isso meu irmão, jamais perca a sua confiança no Senhor.
O temor a Ele é sustentado não pelos resultados visíveis,
mas pela certeza de que Ele vê, Ele nos ouve e de que Ele se lembra,
mesmo quando ninguém está vendo.
A garantia disso é Cristo, Deus já demonstrou isso na história.
Quando Jesus estava naquela cruz,
parecia que Deus não estava vendo,
que Deus não estava ouvindo,
que Deus tinha o esquecido.
O silêncio do céu não significava que Deus estava ausente.
A cruz não foi prova de esquecimento,
foi parte de um próposito eterno.
E é na ressurreição que encontramos a resposta definitiva:
o Pai viu a fidelidade do Filho,
ouviu o seu clamor e não o deixou esquecido na morte.
O túmulo vazio nos garante que o silêncio de Deus nunca é esquecimento.
Mas essa verdade não termina em Cristo apenas como garantia pessoal.
Ela nos conduz ao que Deus promete em seguida para todo o seu povo.
É justamente para aqueles que temem ao Senhor e perseveram que nos reserva o que diz nos versículos 17 e 18. Acompanhe comigo:
“¹⁷ — Eles serão a minha propriedade peculiar, naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos Exércitos. Eu os pouparei como um homem poupa seu filho que o serve.
¹⁸ Então vocês verão mais uma vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve. “ Malaquias 3:17,18
E aqui nós chegamos ao nosso terceiro ponto:
Quando confiamos que Deus ainda fará justiça
Quando confiamos que Deus ainda fará justiça
O problema daquele povo, e muitas vezes o nosso problema também, era temporal.
Eles estavam presos no imediatismo, ao aqui e agora.
Eles queriam uma justiça imediata, visível, palpável.
Um coração endurecido e cego, fixado apenas naquilo que as mãos conseguem alcançar.
Deus responde a isso apontando para o futuro: “naquele dia.”
Meus irmãos, a justiça de Deus não falha, ela espera o tempo certo.
E esses dois versículos, são daqueles extremamente lindos que nos fazem compreender quão pequenos nós somos.
Que mostram o quão perfeito é Deus, que desde o início pensou em mim e em você.
Porque ele diz:
“Naquele dia, seremos PROPRIEDADE PECULIAR”,
em algumas versões fala “PARTICULAR TESOURO”.
E Eu não sei você, mas isso faz eu mudar completamente a forma como eu vejo a vida.
Porque quando nós temos ou ganhamos algo precioso, nós cuidamos com atenção, com zelo e com carinho.
Quanto mais Deus, que é o nosso Criador e o nosso Pai.
O nosso problema é que muitas vezes nós invertemos essa lógica.
Nós passamos a tratar como precioso aquilo que é passageiro e
tratamos como passageiro aquilo que é eterno.
A gente gasta o tempo,
a gente gasta energia e coração,
para construir coisas que o tempo vai consumir,
enquanto negligenciamos aquilo que Deus diz que é tesouro.
E no meio dessa bagunça e correria que é a nossa vida,
a gente começa a medir a vida apenas pelo agora,
pelas coisas que conseguimos tocar e conquistar.
Isso deveria nos lembrar que a nossa vida
não é definida pelo sucesso momentâneo,
nem pelo reconhecimento visível,
mas pelo fato de pertencermos a um Deus que cuida,
que guarda e que não abandona aquilo que considera precioso.
O texto nos diz que, também naquele dia, seremos poupados.
E é importante enterdemos essa expressão: naquele dia.
Deus não promete que tudo será resolvido agora.
Ele não promete que toda dor será evitada aqui.
Ele não promete que todo sofrimento será imediatamente removido.
E Eu não sei se você veio aqui hoje esperando ouvir que
Deus vai fazer o seu sofrimento acabar,
que Deus vai enviar dinheiro para pagar todas as suas dívidas, ou
que Deus vai curar você da sua doença ainda hoje.
Deus Ele pode fazer tudo isso, e nós cremos nisso.
Mas pode ser que, nesta vida, nós não sejamos poupados da dor e do sofrimento.
A promessa de Deus não é que nunca sofreremos,
mas que naquele dia,
todo sofrimento terá fim.
A certeza que o texto nos oferece não é uma vida sem dor agora,
mas uma eternidade sem sofrimento diante de um Deus que,
nunca perdeu de vista aquilo que pertence a Ele.
e por fim, o versículo 18 diz:
“¹⁸ Então vocês verão mais uma vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não o serve.” Malaquias 3:18
Esse texto é um alerta direto para aqueles que invejam os soberbos que vivem sem temor,
que constroem a vida como se Deus não fosse o juiz final.
Deus está dizendo: Existe uma diferença, apenas ainda não é plenamente visível.
Não viva a sua vida esquecendo que você é um ser eterno.
Não viva apenas para construir algo que dure 70 ou 80 anos.
Confie no Deus que te ouve, que vê e que está atento à nossa história.
Meus irmãos, a verdade é que nós passamos a vida desejando que a justiça se cumpra aqui e agora:
a gente deseja que os políticos corruptos sejam presos,
a gente quer que aquele chefe desonesto seja despedido,
a gente deseja justiça aquele que nos causou prejuízo.
E a nossa indignação quando eles parecem impunes diante de tudo isso,
Somente nos mostra que a nossa justiça humana é limitada, imediatista e falha.
Mas haverá um dia em que a diferença ficará clara.
Nesse dia, não haverá confusão entre o justo e o ímpio.
Nesse dia, não haverá dúvida entre quem serviu a Deus,
e quem viveu como se Ele não existisse.
E esse texto, meus irmãos, não é apenas um alerta, é um privilégio.
Um privilégio reservado para aqueles que,
mesmo sem ver tudo resolvido agora,
continuaram a crer que é útil, sim, servir ao Senhor.
Porque no fim, Deus fará justiça.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
E meus irmãos, depois de ouvirmos tudo isso, devemos refletir em uma coisa:
O que temos tratado como precioso na nossa vida?
Quantas vezes, eu e você, vivemos como se tudo tivesse que fazer sentido agora,
como se toda injustiça do mundo tivesse que ser corrigida hoje, ou
como se todo sofrimento da nossa vida tivesse que acabar agora?
A questão é que quando isso não acontece,
o nosso coração se frustra,
a gente se esfria,
e começa a negociar com Deus.
E negociar com Deus não é deixar de orar,
é continuar a orando, mas colocando condições.
É quando, lá dentro do coração, a gente começa a pensar:
“Deus, se isso melhorar, eu prometo que eu vou ofertar”
ou então quando a gente fala:
“Eu confio em Deus, mas só até aqui.”
Meu irmão, o evangelho nos chama para algo mais profundo.
Aprenda a confiar mesmo quando você não entende,
Permaneça firme mesmo quando estiver tudo dificil,
Sirva a Deus não para ter algum retorno,
e sim por fruto do relacionamento que você tem com Ele.
Cristo é o exemplo que nos traz esperança.
Através da obra de Cristo, nós temos a certeza de que
Deus nunca perdeu o controle da história.
E é por isso que hoje nós podemos permanecer firmes.
Não porque somos fortes,
Não porque entendemos tudo que acontece nas nossas vidas,
Mas porque confiamos em um Deus que já provou, em Cristo,
que Ele vê, que Ele ouve e que Ele faz justiça.
Através dessa obra de Cristo que, eu e você,
chegaremos naquele dia e seremos considerados justos diante do Pai.
“Naquele dia” Deus fará a distinção,
o justo não será confundido com o ímpio,
a fidelidade não será confundida com perda,
“Naquele dia” ficará claro que nunca foi inútil servir ao Senhor.
Até este dia chegar, nós caminharemos pela fé,
na certeza de quem Deus é e o que ele já fez por nós.
Por isso, meus irmãos,
vir à igreja não é o bastante se servir a Deus para você é perda de tempo,
ou vir a igreja não será o bastante se faltar temor,
ou se esquecermos que a justiça final ainda virá.
Mas para aqueles que temem ao Senhor e que permanecem confiando,
o fim da história já está garantido em Cristo Jesus.
