Repense a missão

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1. Introdução: O Mar Morto vs. O Mar da Galileia

Recapitulação Rápida:
Passamos 5 semanas repensando a vida. Ajustamos o Foco, entregamos o Controle, firmamos a Identidade, aprofundamos a Fé e abraçamos a Comunidade.
E agora? O que fazemos com tudo isso?
E agora, no final da série, chegamos a uma bifurcação espiritual. Existem dois caminhos, ou melhor, dois tipos de mares que podemos nos tornar..."
A Ilustração Geográfica:
Em Israel, o Rio Jordão alimenta dois mares.
O Mar da Galileia recebe água e deixa a água sair. É cheio de vida e peixes.
O Mar Morto recebe a mesma água, mas retém tudo para si. Não tem saída. É mineral, pesado, sem vida.
A Aplicação:
Uma igreja (ou um cristão) que só recebe teologia, cuidado e bênção, mas não repassa, torna-se um Mar Morto. Fica "gordo" de conhecimento, mas tóxico.
Repensar a missão é abrir as comportas. Você não foi abençoado para o seu conforto, foi abençoado para ser bênção.
2Coríntios 5.18–21 NVI
18 Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. 20 Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus. 21 Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.

Ponto 1 - Origem - Tudo provém de Deus

2Coríntios 5.18–19 NVI
18 Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação.

A. O Conceito de Nova Criatura (v. 17)

importante falar do versículo anterior, muito conhecido.
Nova Versão Internacional 5.11 O Ministério da Reconciliação

17 Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!

Por que Paulo diz que somos nova criação? Não é apenas um aspecto moral.
A velha criação é o que nós fazemos (pecado, esforço). A nova criação é o que Ele faz (reconciliação).
Somos nova criatura porque entendemos que Deus opera tudo.
Deus, a parte ofendida que:
veio ao nosso encontro
encontrou o caminho para reconciliação
se ofertou em nosso lugar para nos reconciliar consigo mesmo

C. A Diferença do Evangelho

As religiões apresentam uma forma de aplacar a Ira da divindidade
Ofertando, sacrificando...
O nosso Deus não exige nada de nós, mas exigiu de si mesmo através de Cristo
Ele veio ao nosso encontro.
Ele encontrou o caminho.
Ele se ofertou em nosso lugar.
Isso muda a lógica de como vivemos. Somos reconciliados por Ele para Ele.
Não somos chamados a ser algo, ou fazer algo para sermos aceitos, mas por sermos aceitos, achados em Deus somos convocado a distribuir de graça o que recebemos

Ponto 2 - Responsabilidade - Deus nos confiou a mensagem

2Coríntios 5.18–21 NVI
18 Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, 19 ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação.

A. A Ilustração Pessoal (O Banco)

EU quando trabalhava em Recife, eu fui assistente da carteira que cuidava dos maiores clientes, Pessoas importantes, poderosas.
No começo eu vivia assustado, com medo de errar, de falhar ao representar o Banco.
Mas fui me dedicando, estudando, aprendendo, andando com pessoas que sabiam e me orientavam, para entender os valores do meu trabalho, qual era meu objetivo em cada conversa. Eu buscava aprender, entender. Anos depois, eu sai para outros lugares e me chamaram de volta para agora assumir a gerência desta carteira importante, porque foi reconhecido que agora eu estava apto para representar o banco nesse cenário.
Deus nos confiou algo muito mais caro que dinheiro: a mensagem da Redenção. O que estamos fazendo? Estudando ou deixando pro "gerente" (pastor) fazer tudo?
A igreja precisa entender que o que nos foi confiado é caro
B. O Dever da Competência (Estudo)
No Banco teve que aprender a regras e a base de tudo que existia ali, imagina sobre a mensagem que nos foi confiada?!
1Pedro 3.15–16 NVI
15 Antes, santifiquem Cristo como Senhor em seu coração. Estejam sempre preparados para responder a qualquer pessoa que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês. 16 Contudo, façam isso com mansidão e respeito, conservando boa consciência, de forma que os que falam maldosamente contra o bom procedimento de vocês, porque estão em Cristo, fiquem envergonhados de suas calúnias.
Precisamos nos dedicar a aprender, estudar o que é de fato nos cremos
Para não virar piada na boca de comediante que diz que o cristão não lê o livro que é base da sua fé

C. O Dever da Coerência (A Ponte para a Unidade)

Mas, irmãos, representar o Banco não era apenas saber as regras de cor (teologia/estudo). Era também agir com a ética do Banco. Da mesma forma, não adianta estudarmos a Bíblia para ter 'respostas na ponta da língua' (1 Pe 3:15) se a nossa vida em comunidade nega a mensagem.
“O nosso relacionamento uns com os outros é o critério que o mundo usa para julgar se a nossa mensagem é verdadeira — a comunidade cristã é a apologética final.”
The Mark of the Christian (1970), Francis Schaeffer
Em João 17.21, Jesus ora “para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste” (NVI).
A unidade pela qual Cristo intercede não é meramente organizacional nem emocional, mas trinitária em origem e missional em propósito. O vínculo entre comunhão e testemunho é explícito: a fé do mundo está, de algum modo, condicionada à visibilidade dessa unidade.
É nesse ponto que Francis Schaeffer corretamente afirma que a comunidade cristã é a “apologética final”, pois a verdade proclamada pela igreja só se torna plausível quando encarnada em relações marcadas por amor, reconciliação e permanência mútua.
A desunião, portanto, não é apenas um problema ético ou relacional, mas um fracasso teológico, pois contradiz publicamente a própria oração de Cristo e enfraquece o sinal do envio do Filho ao mundo.

Ponto 3 - A Ação - Embaixadores de Cristo

2Coríntios 5.18–21 NVI
20 Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo lhes suplicamos: Reconciliem-se com Deus. 21 Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus.
A. A Ilustração Histórica: Chiune Sugihara (1940)
Contexto: Vice-cônsul do Japão na Lituânia. Judeus fugindo do nazismo precisavam de vistos.
O Fator Decisivo (A Identidade):
Um detalhe crucial: Sugihara era cristão.
Ele sabia que carregava duas cidadanias: a japonesa e a celestial.
O Dilema: Tóquio negou a permissão para emitir os vistos três vezes. O governo japonês exigia obediência burocrática.
Sugihara teve que escolher: Obedecer ao Imperador do Japão ou obedecer a Cristo?
Ele disse à esposa: "Eu posso desobedecer ao meu governo, mas se eu não fizer isso, estarei desobedecendo a Deus."
A Ação: Ele decidiu agir como Embaixador do Reino.
29 dias escrevendo, 18 horas por dia, até a mão dormente.
Jogava vistos pela janela do trem enquanto partia.
Salvou mais de 6.000 vidas.

B. A Conexão com a Igreja

A Autoridade: Sugihara usou a autoridade do seu cargo terreno para cumprir um propósito divino. Nós temos a autoridade da Palavra.
A Hierarquia de Lealdade: Sugihara foi considerado um "traidor" pelo seu governo terreno para ser fiel ao seu governo celestial.
A identidade dele de Embaixador do Reino foi maior que a identidade de funcionário público.
O Contraste: Se ele arriscou a carreira e a vida por fidelidade a Cristo para salvar corpos, como nós podemos ficar parados tendo a mensagem que salva almas?
D. Aplicação:
"Irmãos, nós temos a caneta na mão. O Evangelho é o visto de saída do império das trevas. Vamos ficar dormindo ou vamos escrever vistos até a mão doer?"
Sugihara teve que ser um 'traidor' do seu governo terreno para salvar vidas. Nós só precisamos ser fiéis ao nosso governo celestial! Ele arriscou a carreira; nós muitas vezes não queremos arriscar nem o conforto de um jantar."

Conclusão - Sejamos Ponte

A. Missão não é Evento, é Vida:
Não precisamos criar mais programas ("Dia da Evangelização").
Precisamos de Cristãos em Missão.
A melhor evangelização acontece no fluxo natural da vida, não em eventos complexos.
B. A Mesa (Hospitalidade):
Num mundo polarizado, ninguém quer ouvir sermão, mas todos querem ser ouvidos.
A estratégia de Jesus era a mesa. Comia com publicanos e pecadores.
Desafio: Abra sua casa. Convide um colega de trabalho que não conhece a Jesus para jantar. Não para pregar, mas para amar. A reconciliação começa com o relacionamento.
FOCO no "Um":
Não tente salvar o mundo inteiro hoje. Foque em uma pessoa.
Quem Deus colocou na sua rota (vizinho, funcionário, primo)?
Seja "A Ponte" para essa pessoa.
"Nos últimos 5 anos, Deus construiu a Ponte.
A ponte não é um destino, mas um caminho.
O culto acabou, a missão começou."
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