Jesus Perante Pilatos
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Transcript
Vimos nos sermões anteriores que Jesus foi preso, levado à presença de Anás e depois esteve perante Caifás e o Sinédrio para o julgamento religioso, onde todas as ilegalidades foram cometidas para que ele saísse dali condenado à morte. Após o julgamento religioso ilegal no Sinédrio, João diz:
Depois, levaram Jesus da casa de Caifás para o pretório. Era cedo de manhã. Eles não entraram no pretório para não se contaminarem, mas poderem comer a Páscoa. Então, Pilatos saiu para lhes falar e lhes disse: Que acusação trazeis contra este homem? Responderam-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. Replicou-lhes, pois, Pilatos: Tomai-o vós outros e julgai-o segundo a vossa lei. Responderam-lhe os judeus: A nós não nos é lícito matar ninguém (Jo 18:28-31)Roma havia retirado de Israel o poder de execução da pena de morte, esse poder pertencia apenas às autoridades romanas. Quando os judeus, por exemplo, mataram Estevão apedrejado (At 7), foi um ato de turba, não do resultado de um processo legal.
A crucificação foi inventada e usada por outros povos, mas foi “aperfeiçoada” pelos romanos para maximização da tortura e humilhação. As crucificações eram realizadas publicamente para que todos vissem o horror e ficassem desencorajados de ir contra o governo romano. A crucificação era algo tão horrível que era reservada apenas aos piores criminosos.
A morte de blasfemadores era por apedrejamento (Lv 24:15-16). Mas, para cumprir o propósito de Deus, Jesus, que foi condenado pelo Sinédrio como um blasfemador (Mc 14:61-65), deveria ser morto na cruz (Dt 21:22-24 – v. Gl 3:13-14).
Quando os judeus executaram Estevão por afirmar que Jesus era o Messias, eles “clamando em alta voz, taparam os ouvidos e, unânimes, arremeteram contra ele. E, lançando-o fora da cidade, o apedrejaram. o jogaram da beira de algum precipício e depois o apedrejaram até a morte” (At 7:55-60).
Foi isso que tentaram fazer com Jesus na sinagoga em Nazaré no início do Seu ministério na Galileia, quando ele declarou ser o Messias (Lc 4:21). E então os líderes religiosos “expulsaram-no da cidade e o levaram até ao cimo do monte sobre o qual estava edificada, para, de lá, o precipitarem abaixo” (Lc 4:29).
O método de violência popular era o apedrejamento. Mas Jesus deveria ser levantado no madeiro. Ele havia dito durante seu ministério:
E do modo por que Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, para que todo o que nele crê tenha a vida eterna. (Jo 3:14-15 – v. Nm 21:5-9)
“E eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim mesmo. Isto dizia, significando de que gênero de morte estava para morrer” (Jo 12:32-33)
1) A PRIMEIRA FASE DO JULGAMENTO ROMANO: JESUS DIANTE DE PILATOS
Marcos 15:1 diz: “Logo pela manhã, entraram em conselho os principais sacerdotes com os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando a Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos”.
Para que Jesus fosse morto, o caso deveria chegar a Pilatos. Os principais sacerdotes com os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio estavam comprometidos em matar Jesus. Foi uma decisão unânime. Então eles avançaram para o próximo passo: Entregá-lo aos romanos para crucificá-lo.
Como vimos em sermão anterior, a lei judaica exigia, quando fosse aplicada a pena de morte, um período de 24 horas para que a execução ocorresse. Era um tempo esperado para possibilitar o surgimento de mais evidências. Mas eles não estavam interessados em provas, mas em matar Jesus o mais rápido possível.
Pilatos tinha um pensamento muito equivocado sobre si mesmo. Ele disse a Jesus: “Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?” (Jo 19:10). Mas Jesus imediatamente respondeu: “Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada” (Jo 19:11),
Assim como Judas, Anás, Caifás e outros líderes religiosos, Pilatos pensou que estava no comando do destino de Jesus. Na verdade, Jesus é que tem o destino de todos os homens em suas mãos. Quem estava no comando de tudo ali era o Senhor, nada ali escapava do que foi planejado nos tempos eternos pela suprema autoridade de Deus.
Jesus, então, foi levado para ser julgado por Pilatos entre 5h e 6h da manhã. Tudo aconteceu muito rapidamente. João 18:28 diz que “levaram Jesus da casa de Caifás para o pretório. Era cedo de manhã. Eles não entraram no pretório para não se contaminarem, mas poderem comer a Páscoa”.
Veja como o engano e a hipocrisia dominava a mente dos líderes religiosos de Israel. Eles não entraram no pretório para não terem contato com gentios e se contaminassem para a Páscoa, mas foram até lá para difamar e caluniar o Filho de Deus, para que ele fosse morto.
Joao 18:29 diz que Pilatos teve que sair do Pretório para conversar com eles, perguntando: “Que acusação trazeis contra este homem?”. Mas eles não queriam Pilatos como juiz, mas apenas como carrasco. Eles não queriam outro julgamento. Eles responderam: “Se este não fosse malfeitor, não te entregaríamos” (Jo 18:30). Ou seja, “confie em nós e crucifique esse homem”.
Mas Pilatos sabia sobre Jesus. O alvoroço que Jesus causou em Jerusalém naquela semana despertou muito a atenção dos romanos, que estavam sempre atentos a movimentos de massa, ainda mais com alguém que o povo clamou: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana, nas maiores alturas!” (Mc 11:9-10).
Pilatos estava ciente das questões relativas a Jesus, e lhe disse: “Tomai-o vós outros e julgai-o segundo a vossa lei” (Jo 18:31). Mas eles não queriam a responsabilidade de matar Jesus. Eles responderam: “A nós não nos é lícito matar ninguém” (Jo 18:31).
Mas eles precisavam dar alguma razão para Pilatos matar Jesus, a acusação de blasfêmia não era crime perante os romanos. Ele então fazem três acusações caluniosas: “Encontramos este homem pervertendo a nossa nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei” (Lc 23:2).
Jesus não perverteu a nação, na verdade foram eles que fizeram isso. Ele jamais ensinou a não pagar impostos e jamais proclamou ser um rei humano ameaçando tomar o poder de César. Ele afirmou que seu reino nunca foi deste mundo.
O interrogatório de Pilatos
Marcos 15
2 Pilatos o interrogou: És tu o rei dos judeus? Respondeu Jesus: Tu o dizes.
3 Então, os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas.
4 Tornou Pilatos a interrogá-lo: Nada respondes? Vê quantas acusações te fazem.
Jesus ignorou as calúnias de perverter a nação e proibir de dar tributos a César. Sobre ser “Rei dos Judeus”, ele respondeu a Pilatos: “Tu o dizes”. Pilatos fez a pergunta com escárnio, não havia nada em Jesus que o fizesse parecer real ou majestoso. João faz o seguinte registro:
João 18
34 Respondeu Jesus: Vem de ti mesmo esta pergunta ou te disseram outros a meu respeito?
35 Replicou Pilatos: Porventura, sou judeu? A tua própria gente e os principais sacerdotes é que te entregaram a mim. Que fizeste?
36 Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui.
37 Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz.
38 Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade?
Jesus fala que seu reino não é deste mundo, caso fosse ele não estaria ali. Pilatos, continuando seu escárnio, diz: “Então és rei?”, Jesus respondeu: “Tu dizes que sou”, e completa: “Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz”.
Pilatos questionou o que seria a verdade. Não há registro na Escritura de alguma resposta de Jesus. Ele mesmo é a verdade (Jo 14:6). Pilatos então se voltou aos líderes religiosos e disse: “Eu não acho nele crime algum” (Jo 18:38)
Marcos 15
3 Então, os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas.
4 Tornou Pilatos a interrogá-lo: Nada respondes? Vê quantas acusações te fazem!
5 Jesus, porém, não respondeu palavra, a ponto de Pilatos muito se admirar.
Lucas 23
5 Insistiam, porém, cada vez mais, dizendo: Ele alvoroça o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, onde começou, até aqui.
Mateus 27
12 E, sendo acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.
13 Então, lhe perguntou Pilatos: Não ouves quantas acusações te fazem?
14 Jesus não respondeu nem uma palavra, vindo com isto a admirar-se grandemente o governador.
Diante de uma enxurrada de calúnias e difamações vindas dos líderes de Israel, Pilatos ficou admirado com o silêncio de Jesus. Ele estava sendo alvo de mentiras, mas não se defendeu.
Um juiz covarde julgando o Filho de Deus
Sabendo da inocência de Jesus, Pilatos chamou os principais sacerdotes, as autoridades e o povo e lhes disse:
“Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem. Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte. Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei”. (Lc 23:14-16).
Castigá-lo? por quê? Ele havia acabado de dizer que Jesus era inocente. Na verdade, ele quis dizer: “Espancarei Jesus injustamente, ilegalmente, covardemente e depois o libertarei. Você não ficariam satisfeito assim?”. Grande e perverso covarde!
E nesse ponto retornamos a Marcos 15. Havia uma anistia que era uma espécie de tentativa de conciliação com uma nação ocupada, tentando demonstrar algum senso de misericórdia. Certamente Pilatos tinha certeza que as pessoas iriam escolher Jesus para ser anistiado. Ele percebeu que os principais sacerdotes estavam movidos por inveja contra Jesus (Mc 15:10).
Marcos 15
6 Ora, por ocasião da festa, era costume soltar ao povo um dos presos, qualquer que eles pedissem.
7 Havia um, chamado Barrabás, preso com amotinadores, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio.
8 Vindo a multidão, começou a pedir que lhes fizesse como de costume.
9 E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que eu vos solte o rei dos judeus?
10 Pois ele bem percebia que por inveja os principais sacerdotes lhe haviam entregado.
Os romanos não esperavam muito para crucificar um condenado. Provavelmente Barrabás havia participado de alguma insurreição poucos dias antes e matou alguém, além disso ele era um ladrão (Jo 18:40). Quando a multidão o viu, passou a pedir a Pilatos que cumprisse o costume da anistia naquela ocasião de festa.
Então Pilatos lhes pergunta: “Quereis que eu vos solte o rei dos judeus?”. É uma pergunta típica de um covarde. Ele sabia que Jesus era inocente e que por inveja os principais sacerdotes queriam matá-lo. Mas entregou ao povo a decisão de conter os esforços corruptos do Sinédrio e libertar Jesus.
Ele esperava que o povo fizesse o que ele não teve coragem. Afinal de contas, na segunda-feira aquele mesmo povo tinha ido para as ruas de Jerusalém aclamar Jesus dizendo: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! Bendito o reino que vem, o reino de Davi, nosso pai! Hosana, nas maiores alturas!” (Mc 11:9-10).
Há um pequeno incidente que ocorre neste momento, registrado por Mateus: “E, estando ele no tribunal, sua mulher mandou dizer-lhe: Não te envolvas com esse justo; porque hoje, em sonho, muito sofri por seu respeito” (Mt 27:19).
As pessoas no mundo pagão acreditavam em sonhos e na seriedade dos sonhos. Não foi uma revelação divina, era apenas um medo absoluto por parte de sua esposa, transferido para um sonho.
Marcos 15
11 Mas estes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás.
12 Mas Pilatos lhes perguntou: Que farei, então, deste a quem chamais o rei dos judeus?
13 Eles, porém, clamavam: Crucifica-o!
O Sinédrio estava se movendo no meio da multidão, agitando e persuadindo o povo a pedir a libertação de Barrabás e a morte de Jesus. Então, quando o governador lhes disse: “Qual dos dois vocês querem que eu solte?” Eles disseram: “Barrabás”. E quando Pilatos perguntou sobre Jesus, a multidão bradou: “Crucifica-o”.
Pilatos ficou surpreso com a decisão do povo e insiste
Marcos 15
14 Mas Pilatos lhes disse: Que mal fez ele? E eles gritavam cada vez mais: Crucifica-o!
Pilatos insistiu perguntando: “Que mal fez ele?”. Ele sabia que um inocente estava sendo condenado injustamente. Mas a multidão, inflamada pelo Sinédrio, pedia que Jesus fosse crucificado e Barrabás solto. Lucas 23:23 registra: “Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E o seu clamor prevaleceu”.
Impensável. O que Barrabás fez por alguém? Para que serviu Barrabás? Em Lucas 23:18 eles gritavam: “Fora com este! Solta-nos Barrabás!” Ou seja, mate o inocente e deixe o culpado viver.
Essa é a multidão. Eles foram levados a esta histeria pelo Sinédrio. Aquelas pessoas se juntaram ao resto dos blasfemadores corruptos. Eles ocuparam o seu lugar ao lado de Judas, Anás, Caifás, Herodes, Pilatos e o Sinédrio.
Aquele era um dia de Páscoa. Aquela multidão estava em Jerusalém para honrar a Deus com uma refeição pascal. Aquelas pessoas estavam lá para trazer seus sacrifícios diante de Deus, para mostrar sua obediência a Deus.
Elas estavam lá para comer a refeição comemorativa que lembrava a libertação de Deus, a bondade de Deus, a misericórdia de Deus que os tirou da escravidão no Egito. Eles estavam se lembrando de Deus e de Sua bondade enquanto ao mesmo tempo gritavam pela morte do Filho de Deus.
O ato final de covardia de Pilatos
Marcos 15
15 Então, Pilatos, querendo contentar a multidão, soltou-lhes Barrabás; e, após mandar açoitar a Jesus, entregou-o para ser crucificado.
Pilatos estava acabado. Ele teve que se curvar à vontade deles. Repetidamente ele declarou a inocência de Jesus, mas o condenou a cruz.
Mateus 27
24 Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste [justo]; fique o caso convosco!
25 E o povo todo respondeu: Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos!
26 Então, Pilatos lhes soltou Barrabás; e, após haver açoitado a Jesus, entregou-o para ser crucificado.
Pilatos temia que um motim estivesse começando, e era algo que Roma não tolerava. Ele ainda disse: “Estou inocente do sangue deste [justo]; fique o caso convosco!”. De forma sinistra, a multidão assumiu a responsabilidade pela morte de Jesus dizendo: “Caia sobre nós o seu sangue e sobre nossos filhos.
Pilatos entrega Jesus para ser Crucificado
Jesus foi entregue para ser açoitado com chicotes feitos com pontas cheias de pedaços afiados de ossos, pedras e ferro, algo que causava profunda dor e perda de sangue. Muitas morriam só com essas chicotadas. Era um forma de punição e também para acelerar a morte na cruz.
João 19
2 Os soldados, tendo tecido uma coroa de espinhos, puseram-lhe na cabeça e vestiram-no com um manto de púrpura.
3 Chegavam-se a ele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.
4 Outra vez saiu Pilatos e lhes disse: Eis que eu vo-lo apresento, para que saibais que eu não acho nele crime algum.
Jesus foi alvo de agressões terríveis, zombaria, ironia, desprezo e sarcasmo. E, covardemente, Pilatos diz: “Eis que eu vo-lo apresento, para que saibais que eu não acho nele crime algum” (Jo 19:4).
João 19
5 Saiu, pois, Jesus trazendo a coroa de espinhos e o manto de púrpura. Disse-lhes Pilatos: Eis o homem!
6 Ao verem-no, os principais sacerdotes e os seus guardas gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós outros e crucificai-o; porque eu não acho nele crime algum.
7 Responderam-lhe os judeus: Temos uma lei, e, de conformidade com a lei, ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus.
Pilatos disse: ‘Eis o homem”. Isso não é suficiente? Mas eles queriam mais que açoites, eles queriam Jesus morto. Pilatos, em mais um ato de covardia, diz: “Levem vocês mesmos e crucifique-o, pois considero ele inocente”.
E então eles revelam o verdadeiro motivo de clamarem pela morte de Jesus: “porque a si mesmo se fez Filho de Deus”. Ou seja, todas as acusações perante Pilatos foi um farsa, a verdadeira questão foi Jesus ter se identificado como o Messias.
João 19
7 … ele deve morrer, porque a si mesmo se fez Filho de Deus.
8 Pilatos, ouvindo tal declaração, ainda mais atemorizado ficou,
9 e, tornando a entrar no pretório, perguntou a Jesus: Donde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.
10 Então, Pilatos o advertiu: Não me respondes? Não sabes que tenho autoridade para te soltar e autoridade para te crucificar?
11 Respondeu Jesus: Nenhuma autoridade terias sobre mim, se de cima não te fosse dada; por isso, quem me entregou a ti maior pecado tem.
12 A partir deste momento, Pilatos procurava soltá-lo, mas os judeus clamavam: Se soltas a este, não és amigo de César! Todo aquele que se faz rei é contra César!
13 Ouvindo Pilatos estas palavras, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado Pavimento, no hebraico Gabatá.
14 E era a parasceve pascal, cerca da hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei.
15 Eles, porém, clamavam: Fora! Fora! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais sacerdotes: Não temos rei, senão César!
16 Então, Pilatos o entregou para ser crucificado
Mas os líderes religiosos judeus fizeram uma chantagem avassaladora sobre ele: “Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César” (v.12).
Agora, se a coisa estava ruim para Pilatos, tornou-se desesperadora. Eles estavam dizendo: “Nós vamos denunciá-lo ao imperador como um traidor se você não crucificar a este que incita o povo contra Roma”.
Pilatos sabia que seria o fim de sua vida. O imperador Tibério nunca iria conceder clemência a um traidor. Apavorado, “então, Pilatos o entregou para ser crucificado” (Jo 19:16). Ele escolheu em favor de seu pescoço, não de sua alma.
