Quando o coração explode em glória - Efésios 3.20-21
A nova vida em Cristo • Sermon • Submitted • Presented
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20 Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós, 21 a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém!
INTRODUÇÃO – O coração que é arrebatado por algo maior
INTRODUÇÃO – O coração que é arrebatado por algo maior
Você já viveu experiências humanas de assombro e maravilhamento?
Aquele nascer do Sol no domingo pela manhã depois de uma semana corrida, triste e problemática, aquela visão te eleva acima das coisas corriqueiras e te causa assombro, espanto diante daquela beleza.
Ou quando você está diante de um filme bem dirigido, com um roteiro cheio de reviravoltas, com personagens e histórias de tirar o fôlego.
Aquele livro que sequestra seu coração. Aquelas amizades, afetos e pequenas alegrias do cotidiano.
Em alguma medida todos experimentamos pequenos lampejos de maravilhamento e assombro.
Essas experiências apontam para algo verdadeiro: o coração humano foi feito para a glória, para o assombro, para um maravilhamento que transcende nossa realidade.
Transição:
Transição:
Paulo expressa algo semelhante neste ponto em Efésios 3.
Depois de três capítulos descrevendo a obra gloriosa de Deus, ele não se aguenta — e explode em adoração.
Veremos isso em pelo menos dois pontos.
I. O DEUS QUE É PODEROSO PARA FAZER INFINITAMENTE MAIS.
I. O DEUS QUE É PODEROSO PARA FAZER INFINITAMENTE MAIS.
20 Àquele que é capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos, de acordo com o seu poder que atua em nós,
a. Uma doxologia como dobradiça da carta;
a. Uma doxologia como dobradiça da carta;
Chegamos a um ponto da carta onde Paulo termina sua oração com uma doxologia, termo que significa “palavra de glória e adoração”.
Essa doxologia funciona como uma dobradiça para a carta, como se chegássemos ao centro divisor do livro.
Em Romanos 11.33-36, também vemos Paulo agindo assim, ele escreve 11 capítulos de doutrina apontando para o maravilhoso Plano de Deus, e depois nos mostra a partir do capítulo 12, como vivermos a partir dessa história magnífica de redenção.
b. O que faz Paulo explodir em glória?
b. O que faz Paulo explodir em glória?
Ele se lembra do que Deus fez:
Capítulo 1:
bênçãos espirituais em Cristo;
plano eterno antes da fundação do mundo;
eleição, predestinação, adoção, redenção em Cristo;
Da habitação e do selo do Espírito Santo como penhor da nossa herança em Cristo;
o mesmo poder que ressuscitou Cristo operando em nós.
Capítulo 2:
nossa terrível condição: estávamos mortos em delitos e pecados;
Escravizados em desejos e paixões desordenadas;
“mas Deus”, que é rico em misericórdia com o amor nos deu Vida juntamente com Cristo;
A salvação foi pela graça e só pela graça, através da fé só pela fé em Cristo, e só por Cristo para a Glória de Deus, e só dele.
Capítulo 2–3:
recebemos uma nova vida;
nos tornamos uma nova humanidade;
judeus e gentios foram e são unidos pela cruz de Cristo;
somos novo povo, uma nova casa, uma nova família, um novo templo onde Deus habita;
Não somos mais peregrinos e forasteiros;
o mistério oculto foi agora revelado plena e exclusivamente em Cristo.
É verdade que muitas coisas nos causam assombro de maravilhamento, mas Paulo está nos chamando a uma experiência muito mais elevada e sobrenatural, para além das coisas criadas.
Ele nos chama a olhar para o Deus que faz infinitamente mais.
c. Infinitamente mais não aponta para as coisas da terra;
c. Infinitamente mais não aponta para as coisas da terra;
O que nos ensinaram sobre o infinitamente mais, a partir da teologia da prosperidade?
Que infinitamente mais é prosperidade material ilimitada.
sucesso financeiro,
saúde perfeita,
ascensão social,
realização irrestrita de desejos pessoais.
O “mais do que pedimos ou pensamos” passa a significar mais dinheiro, mais bens, mais conforto, mais vitórias visíveis.
Os nossos desejos viram o centro do texto:
não é mais o que Deus decidiu fazer, mas o que o homem deseja, declara ou imagina.
O poder que opera em nós é interpretado como:
o poder está em nós por natureza, é despertado por fé, palavras, decretos ou atitudes, e Deus responde proporcionalmente a essa ativação.
O poder deixa de ser a ação soberana de Deus pela graça e passa a ser uma força quase “deificada” do ser humano.
Porém, não é o que a Bíblia nos ensina.
“Infinitamente mais” refere-se ao plano redentor de Deus em Cristo, não aos nossos desejos.
É mais do que poderíamos conceber como salvação da perdição eterna,
mais do que judeus e gentios jamais imaginariam,
mais do que qualquer expectativa humana poderia arquitetar.
O foco não está em Deus satisfazendo sonhos e caprichos humanos, mas em Deus executando um plano eterno e poderoso por meio de Cristo.
“O poder que opera em nós” é:
o mesmo poder que ressuscitou Cristo (Ef 1.19–20),
o poder que vivificou mortos espirituais (Ef 2.1–5),
o poder que criou um novo povo (Ef 2.14–16).
É o poder de Deus atuando graciosamente em pessoas incapazes.
E quando esse Deus todo poderoso não resolve as nossas questões, como reagimos?
Assim como Paulo.
Que preso, prestes a enfrentar a morte através de um julgamento injusto, explodiu em louvor e glória a este Deus que já excedeu em muitas graças e misericórdias, em sublime e grandioso amor ao nos conceder Cristo como um Salvador e Senhor suficiente.
II. GLÓRIA A DEUS NA IGREJA E EM CRISTO
II. GLÓRIA A DEUS NA IGREJA E EM CRISTO
21 a ele seja a glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre! Amém!
a. O que significa glorificar a Deus?
a. O que significa glorificar a Deus?
Você já se pegou tentando dizer as pessoas a sua volta que você vive para a glória de Deus, mas nem soube de fato o que isso significa?
a) Glorificar como atribuição.
a) Glorificar como atribuição.
Dar o crédito a quem é o autor:
Sabe, aquela música, aquela que arrebatou teu coração, marcou um momento importante da sua vida.
Quando você fala dela, imediatamente você atribui quem é o autor, qual o nome do álbum, que posição a música ficou no ranking da Billboard.
E aquela comida, que ao experimentá-la, uma explosão de sabores invade sua boca.
Você não dá crédito à comida, você elogia e dá crédito a quem a preparou.
Assim é com a salvação, você não diz que se salvou pela força da sua fé, pela sua capacidade intelectual, você atribui a Cristo, e somente a Cristo a salvação de sua vida.
Esse é o primeiro aspecto de dar glória, é atribuir crédito a Deus por tudo.
b) Glorificar como deleite.
b) Glorificar como deleite.
O coração se encanta, se alegra, se satisfaz nas coisas de Deus.
Assim como o elogio alegra quem cozinhou, nosso deleite glorifica a Deus.
Como diz John Piper:
Deus é mais glorificado em nós, quando nos deleitamos nele.
Ele usa um raciocínio simples:
Você não glorifica um pôr do sol apenas dizendo “isso é belo”. Você glorifica o pôr do sol quando para, contempla e se deleita nele e convida outros a vê-lo.
Aplicando a Deus:
Dizer “Deus é glorioso” é verdadeiro.
Mas alegrar-se profundamente em Deus é o que torna essa glória visível e convincente.
Afinal, Paulo não apenas afirma verdades teológicas.
Ele contempla o plano de Deus e explode em adoração e em assombro de maravilhamento, ele torna visível essas verdades atribuindo tudo a Cristo e deleitando-se nEle.
Glorificar é reconhecer e deleitar-se em Deus.
b. Onde essa glória aparece?
b. Onde essa glória aparece?
Na igreja e em Cristo.
Lembre-se que Paulo já nos disse que é em Cristo e na igreja que Deus demonstra sua sabedoria ao mundo físico e espiritual.
Aqui, entendemos que Cristo e sua igreja são inseparáveis, por isso, só glorificamos e nos deleitamos de forma visível a Deus, amando a igreja e a Cristo por meio da fidelidade e serviço.
Não glorificamos a Deus isoladamente, mas como povo unido em Jesus.
a) No culto público.
a) No culto público.
Louvor, oração, Palavra, confissão de fé, ordenanças e comunhão.
b) Na vida comunitária
b) Na vida comunitária
Amor prático, atenção ao que sofre, serviço por meio de boas obras.
c. Uma glória que atravessa gerações.
c. Uma glória que atravessa gerações.
Deus foi glorificado naquela geração. Foi glorificado nas gerações seguintes. Está sendo glorificado agora. E será glorificado para sempre.
As glórias humanas passam e vaporam. A glória de Deus em Cristo não se esgota.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Irmãos, Deus não é glorificado quando nos dá tudo o que queremos, mas quando aprendemos a descansar nEle acima de tudo.
O poder que opera em nós não existe para inflar nossos sonhos, mas para conformar nosso coração à glória de Cristo.
Que a nossa vida, a nossa igreja e o nosso culto proclamem isso: a Ele seja a glória, agora e para sempre. Amém.
S. D. G.
