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Mateus 4.18-22

Os quatro primeiros discípulos chamados por Jesus são pescadores. Pedro e André são irmãos e, de igual forma, Tiago e João. Entre eles, estavam os três apóstolos mais íntimos de Jesus. Pedro tornou-se o grande líder dos apóstolos tanto antes de sua queda como depois de sua restauração. Seu nome sempre aparece em primeiro lugar na lista dos apóstolos (10.2–4; At 1.13). André, embora não tenha tanta projeção como seu irmão, foi quem levou Pedro a Cristo e está sempre guiando pessoas a Jesus (Mt 14.18; Jo 1.40–42; 6.8,9; 12.22). Tiago, filho de Zebedeu, foi o primeiro dos doze a usar a coroa de mártir (At 12.1,2), e João foi o discípulo amado, que reclinou a cabeça sobre o peito de Jesus e a quem Jesus confiou sua mãe (Jo 19.26,27). Este foi o único apóstolo de Jesus que não passou pelo martírio. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo (Jo 21.18,19; 2Pe 1.14,15). André foi crucificado em uma cruz em forma de X depois de afirmar que não podia pregar a respeito da cruz sem aceitar a oportunidade de ser morto em uma cruz. Hernandes Dias Lopes, Mateus: Jesus, o Rei dos Reis, 1a edição, Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2019), 118–119.
Jesus chamou a Levi, filho de Alfeu, para ser seu discípulo (2.14). Esse Levi trabalhava em uma coletoria e era um publicano (Lc 5.27). Também era chamado de Mateus (Mt 9.9). William Hendriksen diz que certos romanos, membros da cavalaria, pagavam uma grande soma de dinheiro ao tesouro romano para coletar os impostos públicos sobre os produtos exportados e importados da província. Esses “generais da fazenda” sublocavam esse privilégio para “chefes de publicanos” do distrito como Zaqueu (Lc 19.2), que por seu turno, distribuíam a tarefa da coleta para outros publicanos menos graduados. O termo publicano tornou-se, assim, um sinônimo de coletor de impostos. Hernandes Dias Lopes, Marcos: O Evangelho dos Milagres, org. Juan Carlos Martinez, 2a edição ampliada e revisada, Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2012), 154–155.
Pedro, André, Tiago e João, como sócios e empresários da pesca, haviam trabalhado a noite toda sem nenhum sucesso (Lc 5.1,2). Voltavam do labor noturno exaustos e de redes vazias. Não tinham nada para oferecer aos seus clientes. O saldo era negativo. O déficit no orçamento era certo. Ao mesmo tempo que eles lavam as redes, a multidão aperta Jesus, ávida de ouvir seus ensinos. Às margens desse lago de águas doces, também chamado de lago de Genesaré ou mar da Galileia, de 23 quilômetros de comprimento por 14 quilômetros de largura, encurralado do lado ocidental pelas montanhas da Galileia e do lado oriental pelas montanhas de Golan, Jesus entra no barco de Pedro ancorado na praia e ordena a afastá-lo um pouco da praia. Jesus fez do barco um púlpito, da praia um templo, e da água espelhada um amplificador de som. Dali ele ensina a grande multidão, que bebia a largos sorvos seus benditos ensinamentos. Jesus fez do barco de Pedro o seu púlpito para lançar a rede do evangelho. Warren Wiersbe, citando J. Vernon McGee, diz que “todo púlpito é um barco de pesca”. Hernandes Dias Lopes, Lucas: Jesus, o Homem Perfeito, org. Juan Carlos Martinez, 1a edição, Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2017), 140.
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