Rm 11.1-10 (28) O decreto divino é irrevogável
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Rm 11.1-10.
Introdução
1 Paulo levantou a questão sobre, quem sabe, a palavra de Deus havia falhado em 9.6. Isso por Israel não ter crido no seu Salvador?
2. Ele já disse sobre a rejeição de Israel, não como um todo, mas os eleitos são os quais foram de antemão conhecidos por Deus, e fazem parte dos salvos junto aos gentios, que até hoje continuam sendo salvos.
3. Porém, os crentes gentios da igreja de Roma, devido aquele “zelo” pelas leis e tradições dos judeus, parecem estar se sentindo a última bolacha do pacote (v.18, 20b).
4. No início do cap 10, ja vimos que embora Israel zelasse por Deus, mas falhou por seguir tradições humanas. A fé em Deus foi trocada pela confiança nas obras da lei, e regras rigorosas criadas pelo farisaísmo. Paulo orava pela salvação deles. Porque eles não tinham justificativa de não conhecer a salvação. Paulo cita o Sl 19.4 no cap 10.18 que diz - por toda a terra se fez ouvir a sua voz, e as suas palavras até os confins do mundo.
5. Agora Paulo precisa explicar que o abandono de Deus não foi total. E de novo, conforme a primeira parte do cap 9, onde se aplica o chamado pela promessa e não pelo nome judeu ou israelita. Agora, ele quer que seus ouvintes entendam, de novo, que a promessa divina é imutável.
I - O decreto em Abraão e os sete mil (V.1-10)
6. A promessa de Deus para Abrão incluiu um decreto divino em Isaque e Jacó. Mas a separação de Isaque e Esaú, mostra como Paulo já disse no cap 9.13, que nem todos os filhos de Israel são, de fato israelitas. Isso significa, que nem toda a descendência biológica de Abraão foi escolhida para a salvação.
7. Eles herdaram o nome de israelita, se submeteram à circuncisão externa, mas o coração foi endurecido pela ignorância que a Escritura revela sobre a fé de Abraão em Gn 15.6 “Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça.”
8. V.1 - Deus rejeitou o seu povo? De modo nenhum! Rejeitar é deixar de lado. O que Paulo pretende, é fazer Judeus e gentios sejam alertados para o pacto que Deus estabeleceu com Abraão - graça e misericórdia pela fé. E endureceu o coração dos demais. Nós já vimos no cap 1, que Deus manifesta sua divindade, seu eterno poder, por meio das coisas criadas. Também revelou seu amor e poder de um jeito especial para com Abraão, Isque e Jacó com seus doze filhos. E com Moisés, Deus estabeleceu um padrão para toda nação ser guiada. Porém, o método de se relacionar e salvar não mudou - sempre foi por sua graça. Deus estabeleceu a fé nEle, para que pecadores reconheçam seu estado de miséria espiritual, e creiam na salvação que Ele preparou. Em Abraão, Deus fez a aliança da circuncisão, mas antes dela, Abraão CREU NO SENHOR, e foi nessa fé que ele andou, e foi obediente.
¹Ainda no v.1, Paulo está provando que Deus não rejeitou seu povo, pois ele era descendente de Abrão, da tribo de Benjamim.
²Porém, temos uma cláusula importante para entender melhor, isso é - os que de antemão conheceu aqui e no v.2, como no 8.29. Os que de antemão conheceu é mais que ter conhecimento antes de ter nascido. Para essas duas palavras portuguesas juntas existe uma grega, que é “proginosko”. Ela tem o sentido de pré designar, predestinar a pessoa a ser o que ela é.
³Na cabeça de alguns, passava a ideia - Deus rejeitou seu povo. Paulo retira essa dúvida, e esclarece o seu argumento do remanescente com as palavras divinas que Elias ouviu - Deus tinha fiéis, no tempo de Elias sete mil, que é um número específico dentro de todos os israelitas. (Está nos v.2b, 3 e 4). de Elias em 1Re 19.10,14,18.
9. V.5 - Paulo diz HOJE, no tempo dele, existia um povo chamado de remanescente conf. Jr 3.14, Zc 13.8. Essas profecias eliminam a ideia de muitos universalistas, que estão enganando seus escravos espirituais. Eles dizem que todos somos irmãos, e que no fim ninguém vai sofrer no inferno, separado de Deus, por que Deus é amor. Rasgaram as folhas da Bíblia, onde Jesus vai proferir duras palavras de separação eterna, como Mt 7.23 (...)Não vos conheço, apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade. Mt 7.14 (...)Estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela. Mt 13.41 O Filho do homem mandará os seus anjos, que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro e ranger de dentes. Eles também não dão atenção a Hb 2.2 Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda a transgressão ou desobediência recebeu justo castigo, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?
¹Assim também irmãos, No nosso tempo, e no meio da igreja que está vivendo um tempo de afastamento da verdade, existe também um povo que é fiel, que não se afastou e nem se afastará. Mas existem os bodes e o joio. A ovelha não se dá bem no meio dos bodes. Quem procurar fruto no joio, vai frustrar-se. A conta bancária vale mais que a vida de uma ovelha. A lã da ovelha é mais valiosa que o corpo delas. O ventre deles sente mais fome, que amor.
²A nossa grande alegria é que muitos estão equivocados, quando avaliam a Igreja baseados em sua opinião pessoal. Se Elias, um dos profeta mais usado por Deus, que fora dotado com uma grande porção da luz do Espírito, se enganou quanto ao número dos filhos de Deus pelo crivo de seu critério, o que dizer, pois, em nosso caso, comparado à ele? *Essa curiosidade por quantidade aparece nos discípulos de Jesus, os que foram testemunhas oculares, e Jesus rebate essa curiosidade com uma exortação em Lc 13.23 “E alguém lhe perguntou: Senhor, são poucos os que são salvos?” Lc 13.24 “Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.” Primeiro, o número dos salvos, é de competência divina; segundo é melhor cada discípulo, nessa área, deve se preocupar com a fé e a santificação.
10. V.6 - se é pela graça, já não é pelas obras - De novo Paulo está pensando nas obras que a Lei exige. Ele repete isso várias vezes, porque a maior parte dos judeus perderam a salvação por pensar que eram dignos pelo rigor em ler, ouvir todos os sábados sobre a Lei, e exigir uma doutrina que os afastou da fé. Deus queria do judeu e de nós, a mesma coisa - arrependimento por conhecer o seu amor. A graça divina e os méritos humanos são tão opostos, que um elimina o outro. Ou a pessoa é salva pela fé na obra de Cristo, ou está condenada por confiar em sua próprias obras.
II - Existe contradição nas promessas decretadas?
11. O que Paulo já escreveu poderia ser interpretado como uma contradição, ou arrependimento em relação às promessas de Deus ao povo que Ele escolheu. Por isso, a declaração “Deus não rejeitou o seu povo” deixa claro que Deus não pode mudar e nem revogar uma promessa decretada.
¹V.7a - O que Israel busca não conseguiu - já foi dito no cap 9.31, que eles trocaram a fé em Deus, pela justiça própria. E no 10.1-4 o zelo foi colocado nas suas próprias obras.
²V7b - Mas, a eleição o alcançou; e os demais foram endurecidos- Parece que Paulo está se referindo ao decreto divino feito aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, e não como um povo hegemônico e salvo. Isto porquê se não for assim, os demais não teriam sido endurecidos com um espírito de entorpecimento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir, até ao dia de hoje(Dt 29.4).
³V.9,10 - Davi é citado, Ele foi a figura, com Rei, do rei espiritual e eterno Jesus, que também foi tratado impiedosamente pelos principais líderes, e por grande parte do povo. No lugar de benção, se colherá maldição e castigo. No lugar do caminho plano e correto, caminhos tortuosos, frustração e desespero. Está aqui a promessa daqueles que se deleitam com o pecado.
12. Não existe menção de boas recompensas para os maus. Muito pior recompensa receberão os que desprezam, escarnecem, maltratam aqueles que fazem o bem.
III - Finalizando- ¹Quem continua no governo do céu e a terra é o Criador, o poder e sua divindade conhecemos por meio das coisas criadas. O pecado obscureceu esse entendimento. Todos precisam sair desse obscuro caminho. O pecado é tão grave, que sem a revelação especial, que Jesus revela, a pessoa continua amargar esse obscurecimento. .
²Os regenerados continuam a aparecer. Com mostra o Sl 84.5 - Bem-aventurado o homem cuja força está em ti, em cujo coração se encontram os caminhos aplanados, 6 “o qual, passando pelo vale árido, faz dele um manancial; de bênçãos o cobre a primeira chuva.” Sl 84.7 “Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.”
³Quanto à rejeição de Deus por Israel, Ele decretou a fé e obediência. E Abraão com toda sua descendência foram ensinados a buscar ao Senhor, nesses parâmetros.
4A fidelidade de Deus para cumprir o que promete, não é como queremos, mas como já está posto, como 2Tm 2.12.
5Nossa fé é em Deus o Pai, e Cristo o Filho. E precisa ser alimentada pela obediência e santificação. O pecado tem de produzir tristeza e repugnância ao coração. É assim que sabemos que o Espírito Santo está conosco. É assim que sabemos que somos regenerados.
6Reservei para mim, diz Deus, mas o propósito da igreja existir é servir, e proclamar as verdades do Senhor.
