Quando a figueira não tem frutos

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Mc.11.12-26

INTRODUÇÃO
Tema: A figueira como símbolo da fé verdadeira e da vida que agrada a Deus.
A cena da figueira em Marcos 11.12–26 é uma das mais provocativas do Evangelho. Ela incomoda, desafia e revela algo profundo sobre fé, aparência espiritual e o que Deus realmente procura em nós.
DESENVOLVIMENTO

1. A FIGUEIRA QUE ENGANAVA PELO VERDE, MAS NÃO TINHA FRUTO

Jesus tem fome. Ele vê uma figueira cheia de folhas. À distância, parece promissora. Mas ao se aproximar, descobre que não havia fruto algum.
A figueira representa:
Aparência sem essência
Religiosidade sem transformação
Promessa sem entrega
Vida espiritual que impressiona por fora, mas é estéril por dentro
A figueira tinha folhas — sinal de que deveria ter figos. Mas era só fachada.
Aplicação: Quantas vezes nossa vida espiritual pode ser assim: cheia de “folhas” — atividades, discursos, aparência — mas sem o fruto que Deus procura: amor, justiça, misericórdia, obediência, fé viva.

2. A FIGUEIRA É UM SÍMBOLO DE ISRAEL — E DE NÓS

No Antigo Testamento, a figueira frequentemente simboliza Israel. Jesus, ao amaldiçoá-la, está fazendo um ato profético: denunciando um povo que tinha culto, templo, sacrifícios, tradição… mas não tinha fruto espiritual.
O que Deus procura?
Fruto de arrependimento
Fruto de justiça
Fruto de fé
Fruto de amor ao próximo
A figueira seca é um alerta: Deus não se impressiona com folhas. Ele busca frutos.

3. A FIGUEIRA SECA ENTRE O TEMPLO E A FÉ

Note a estrutura de Marcos:
Jesus vê a figueira (v.12–14)
Jesus purifica o templo (v.15–19)
A figueira aparece seca (v.20–21)
Isso não é acidental. Marcos faz um “sanduíche literário” para mostrar:
A figueira sem frutos = o templo sem vida
A religião de Israel estava verde por fora, mas morta por dentro
Deus rejeita culto sem coração, oração sem perdão, sacrifício sem justiça
A figueira seca é um espelho do templo que Jesus acabara de denunciar.

4. A RESPOSTA DE JESUS: FÉ QUE PRODUZ FRUTO

Quando Pedro nota a figueira seca, Jesus não fala sobre árvores. Ele fala sobre .

Jesus ensina três frutos essenciais:

a) Fruto da fé que confia (v.22–23)

“Tenham fé em Deus.” Não é fé em si mesmo, nem fé na fé. É fé no Deus vivo.
Fé que move montanhas é fé que:
Crê no caráter de Deus
Crê no poder de Deus
Crê na vontade de Deus
Crê mesmo quando não vê

b) Fruto da oração que persevera (v.24)

“Tudo o que pedirem em oração, creiam que já o receberam.”
A oração é o ambiente onde o fruto da fé amadurece.

c) Fruto do perdão que liberta (v.25–26)

“Quando estiverem orando, perdoem.”
Sem perdão, a fé murcha. Sem perdão, a oração trava. Sem perdão, a vida seca.
A figueira seca é o contraste da vida frutífera que Jesus oferece.

5. O APELO: QUE TIPO DE FIGUEIRA SOMOS?

A pergunta que o texto nos faz é direta:
Temos folhas ou temos frutos?
Temos aparência ou temos essência?
Temos discurso ou temos transformação?
Temos religião ou temos relacionamento?
Temos culto ou temos coração?
Temos fé que fala ou fé que frutifica?
A figueira seca é um aviso, mas também um convite:
👉 Deus quer nos tornar árvores frutíferas. 👉 Ele quer produzir em nós o fruto do Espírito. 👉 Ele quer uma fé viva, uma oração sincera, um coração perdoador.

CONCLUSÃO

A figueira de Marcos 11 nos lembra que:
Deus não se impressiona com folhas
Ele procura frutos
A fé verdadeira sempre se manifesta em vida transformada
A oração verdadeira nasce da confiança
O perdão é o solo onde a fé floresce
Que o Senhor nos livre de uma espiritualidade estéril e nos faça figueiras carregadas, que alimentam, acolhem e revelam a presença de Cristo no mundo.
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