MISSÕES NOS PATRIARCAS
MISSÃO DE DEUS • Sermon • Submitted • Presented
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TEXTO
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1 Ora, disse o Senhor a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; 2 de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! 3 Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra.
4 Partiu, pois, Abrão, como lho ordenara o Senhor, e Ló foi com ele. Tinha Abrão setenta e cinco anos quando saiu de Harã. 5 Levou Abrão consigo a Sarai, sua mulher, e a Ló, filho de seu irmão, e todos os bens que haviam adquirido, e as pessoas que lhes acresceram em Harã. Partiram para a terra de Canaã; e lá chegaram. 6 Atravessou Abrão a terra até Siquém, até ao carvalho de Moré. Nesse tempo os cananeus habitavam essa terra. 7 Apareceu o Senhor a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao Senhor, que lhe aparecera. 8 Passando dali para o monte ao oriente de Betel, armou a sua tenda, ficando Betel ao ocidente e Ai ao oriente; ali edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor. 9 Depois, seguiu Abrão dali, indo sempre para o Neguebe.
Abrão no Egito
Introdução: precisa prender as pessoas
Introdução: precisa prender as pessoas
O Propósito Redentor na História da Humanidade
A bíblia não pode ser lida como um livro de história
ela contém uma história mas não é só sobre isso
é a história de amor de um Deus por sua criação
o relato bíblico foca na nação de Israel
podemos pensar que eles eram melhores ou são...
mas a escolha de uma nação é lógica
essa escolha foi deliberada para um propósito
nunca devemos pensar que a salvação é o objetivo final
a glória de Deus é o objetivo final
como diz John Piper, missões existem para que haja adoração onde não há
a salvação do povo de Israel não era um fim em si
mas um meio para o propósito de salvação
Genesis 12. 1-9 mostra a tese central:
Israel foi estrategicamente escolhido para atuar como um canal de bênção e uma testemunha viva do caráter de Deus perante o mundo.
A transição do texto da confusão da Torre de Babel
para o chamado de Abrão mostra uma mudança radical de paradigma.
Enquanto em Babel a humanidade tentava construir para cima em soberba, buscando exaltar o próprio nome,
Deus descia em graça para reconstruir a humanidade a partir de um único homem.
Babel resultou em dispersão e juízo;
o chamado de Abrão resultou em reunião e promessa.
Este propósito eterno, que precede a Lei,
encontra sua primeira manifestação concreta no pacto patriarcal,
transformando a obediência de um indivíduo no fundamento
da esperança para todas as nações.
1. O Chamado de Abraão: Três Promessas e um Alcance Universal
1. O Chamado de Abraão: Três Promessas e um Alcance Universal
O chamado de Abrão em Gênesis 12
é o ponto de partida da missão global de Deus.
Aos setenta e cinco anos,
Abrão demonstrou uma obediência radical ao deixar Harã,
levando consigo sua mulher Sarai,
seu sobrinho Ló e todos os bens e pessoas que haviam adquirido.
Sua jornada física através de Siquém,
até o carvalho de Moré e as colinas de Betel,
não era apenas uma migração,
mas o passo inicial para a execução de um
plano divino que transcendia o tempo.
Deus estabeleceu uma aliança em três pilares estratégicos:
A criação de um povo com identidade e propósito específicos para portar a revelação.
A formação de uma grande nação:
Uma promessa de legado que contrastava diretamente com a busca infrutífera de Babel.
O engrandecimento do nome de Abrão:
O objetivo final e motor da promessa.
A bênção para todas as famílias da terra:
A profundidade desse alcance é evidenciada nos termos hebraicos mishpehôt (clãs ou famílias) e gôyim (nações)
Enquanto o mundo busca fama para autoglorificação,
Deus engrandece o nome de Seus servos para que eles sejam instrumentos de serviço.
O chamado individual de Abrão
não foi um convite ao isolamento, mas à mediação.
Somos desafiados a entender que nossa eleição em Cristo
também não é para o usufruto de um gueto espiritual,
mas para pavimentar o caminho do evangelho
aos que estão em nosso entorno.
2. O Testemunho de Israel: Uma Nação Sacerdotisa entre os Povos
2. O Testemunho de Israel: Uma Nação Sacerdotisa entre os Povos
O Êxodo e a aliança no Sinai não foram só episódios de libertação política;
foram atos supremos de revelação teológica.
Cada praga no Egito foi um julgamento direto contra as divindades locais,
demonstrando a supremacia de YHWH sobre o panteão mundano.
O objetivo era que o nome de Deus fosse anunciado em toda a terra
16 Mas eu o poupei a fim de lhe mostrar meu poder e propagar meu nome por toda a terra.
O impacto dessa missão foi visível na "grande multidão" de estrangeiros
38 Saiu com eles uma mistura de gente que não era israelita, além de imensos rebanhos de ovelhas, bois e outros animais.
que, reconhecendo a glória do Deus vivo, uniu-se a Israel na saída do Egito.
No Sinai, Deus definiu a identidade missionária de Seu povo (Êxodo 19:4-6):
Israel como o tesouro particular de Deus entre todos os povos.Posse Peculiar (segullâ):
O papel mediador da nação, representando Deus às nações e as nações a Deus.Reino de Sacerdotes:
Um povo separado pela conduta ética e espiritual para refletir o caráter santo do Criador.Nação Santa:
A aplicação aqui é clara: Israel não existia para si mesmo. Como observou Johannes Verkuyl, uma nação que vive para refletir a santidade de Deus torna-se um farol, não uma fortaleza. Nós, hoje, não somos chamados a um isolamento defensivo, mas a sermos pontes de mediação. O impacto de uma vida santa deve transbordar em um testemunho visível que atraia aqueles que ainda não conhecem a YHWH.
3. A Bênção da Nação: A Inclusividade do Plano Divino
3. A Bênção da Nação: A Inclusividade do Plano Divino
Diferente de uma visão nacionalista estreita, a Lei Mosaica e a história de Israel revelam que o coração de Deus sempre foi inclusivo. A legislação bíblica ordenava o acolhimento ao estrangeiro, lembrando a Israel sua própria vulnerabilidade passada (Êxodo 22:21; Levítico 19:33). A santidade de Israel deveria ser tão visível que os povos vizinhos reconheceriam a presença divina sobre eles, conforme a promessa de Deuteronômio 28:9-10: "E todos os povos da terra verão que és chamado pelo nome do Senhor e terão temor de ti".
Essa visão missionária é reforçada em momentos-chave:
No templo, ele intercedeu especificamente para que o estrangeiro que orasse ali fosse ouvido, visando o conhecimento global do nome de Deus ().A Oração de Salomão:
41 “No futuro, estrangeiros que não pertencem a teu povo, Israel, ouvirão falar de ti. Virão de terras distantes por causa do teu nome, 42 porque ouvirão falar do teu grande nome, da tua mão forte e do teu braço poderoso. E, quando orarem voltados para este templo, 43 ouve dos céus onde habitas e concede o que pedem. Assim, todos os povos da terra conhecerão teu nome e te temerão, como faz teu povo, Israel. Também saberão que neste templo que construí teu nome é honrado.
Figuras como Balaão foram forçadas a reconhecer a distinção e a bênção de Deus sobre o Seu povo ().O Testemunho aos Pagãos:
8 Mas como posso amaldiçoar aqueles que Deus não amaldiçoou? Como posso condenar aqueles que o Senhor não condenou? 9 Do alto dos rochedos eu os vejo, dos montes os observo. Vejo um povo que vive só, separado das outras nações. 10 Quem pode contar os descendentes de Jacó, tão numerosos quanto o pó? Quem pode contar ao menos um quarto de Israel? Que eu morra como os justos! Que meu fim seja como o deles!”.
A tensão entre a falha humana de Israel e a fidelidade de Deus é evidente.
mesmo quando Israel falhava e era levado ao exílio,
Deus usava esse espalhamento para tornar Seu nome conhecido entre as nações.
Isso nos ensina que o propósito de Deus é imparável;
Sua missão avança apesar de nossas fraquezas.
Se Israel deveria ser um canal, e muitas vezes se tornou uma represa,
Deus, em Sua fidelidade, quebrou as barreiras
para que a bênção continuasse a fluir para as nações.
Conclusão:
Conclusão:
A jornada que começou com um patriarca de 75 anos em Harã e se consolidou na formação sacerdotal no Sinai encontra sua plenitude na Igreja. A missão global não é uma invenção do Novo Testamento, mas a maturação de um plano que atravessa milênios. A identidade de Israel como "Reino de Sacerdotes" é o fundamento direto para o chamado da Igreja em 1 Pedro 2:9, onde somos descritos como "sacerdócio real" para anunciar as virtudes Daquele que nos chamou.
Essa continuidade culmina na Grande Comissão de Mateus 28:19-20, onde o mandato de abençoar "todas as famílias da terra" torna-se a ordem explícita de fazer discípulos em todas as nações. Diante de tamanha herança teológica, a pergunta que ecoa é: Qual é a sua parte nessa missão global hoje? Você tem vivido como um reservatório de privilégios ou como um canal de bênção? Cada crente é convocado a ser um mediador, refletindo a santidade de Deus em sua esfera de influência.
A história de Deus é uma narrativa de inclusão radical e fidelidade eterna, transformando escolhidos em canais de bênção para toda a humanidade.
