A SEPARAÇÃO DOS ÍDOLOS

DEUS É LUZ E SEUS FILHOS DEVEM VIVER NA LUZ  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 3 views

O sermão enfatiza que, embora Deus nos guarde do maligno e assegure nossa salvação em Cristo, isso não elimina nossa responsabilidade pessoal de vigiar o coração, especialmente quanto à idolatria. Em Primeira Epístola de João 5.21, João encerra sua carta com a exortação: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”, destacando que os crentes devem manter-se separados de tudo o que possa ocupar o lugar de Deus. Ídolo não é apenas uma imagem esculpida, mas qualquer coisa — como família, dinheiro, trabalho ou status — que substitua Deus no trono do coração. Assim, o cristão deve exercer vigilância contínua sobre seus afetos, pensamentos e prioridades, lembrando que, embora esteja protegido em Cristo, precisa identificar e destronar os ídolos invisíveis que facilmente se instalam no interior, permanecendo fiel ao Deus verdadeiro.

Notes
Transcript

O DEVER DE GUARDAR-SE DOS ÍDOLOS

Introdução:
A Bíblia afirma que o Senhor nos guarda do “Maligno”: “Todavia, o Senhor é fiel; ele vos confirmará e guardará do Maligno” (2Tessalonicenses 3:3), como também de “tropeços”: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços...” (Judas 24).
De fato, a Palavra de Deus assegura a salvação àquele que crê no Senhor Jesus Cristo. O próprio apóstolo João escreveu sua primeira epístola com esse propósito.
Contudo, isso não nos isenta da responsabilidade pessoal. Tratando-se de ídolos ou de idolatria, podemos ter certeza de que estamos protegidos da condenação que deles resulta. Porém, não estamos isentos do castigo ou da disciplina do nosso Pai celeste por causa do pecado que deles procede.
Em 1 João 5:21, João nos alerta e exorta em suas palavras finais. Ele mostra a responsabilidade dos crentes de se guardarem dos ídolos. E a lição que aprendemos aqui é: os filhos de Deus têm o dever de se guardar dos ídolos.
Lição: Os filhos de Deus têm o dever de se guardar dos Ídolos.
Texto: 1João 5.21.
As palavras finais de João não são como as das demais epístolas, que trazem uma saudação final: “Saudai-vos uns aos outros com ósculo santo. Todos os santos vos saúdam.” (2Coríntios 13.12); “Saudai todos os vossos guias, bem como todos os santos. Os da Itália vos saúdam. A graça seja com todos vós.” (Hebreus 13.24-25); e “Aquela que se encontra em Babilônia, também eleita, vos saúda, como igualmente meu filho Marcos. Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor. Paz a todos vós que vos achais em Cristo.” (1Pedro 5.13-14). Assim também ocorreu em sua segunda carta: “Os filhos da tua irmã eleita te saúdam.” (2João 13).
Não sabemos o porquê dessa breve sentença final de exortação contra os ídolos. Contudo, podemos perceber a ligação de contraste com o versículo anterior, no qual João afirma que estamos no Verdadeiro (v. 20). O final é intencional, a fim de desafiar os ouvintes, tanto antigos quanto atuais, “a decidir qual deus adorarão — o Deus que se revelou em Jesus Cristo ou um deus falso, conjurado pela imaginação humana” (Karen H. Jobes). O apelo final é para que permaneçam no Deus verdadeiro, que se revelou em Seu Filho, Jesus Cristo, e rejeitem os ídolos. Ou seja, rejeitem o falso e apeguem-se ao verdadeiro.
A palavra “ídolo” refere-se a uma imagem de um deus pagão, um falso deus (cf. Atos 7.41; Apocalipse 9.20; ver também Salmo 115.4; 135.15). João escreveu esta carta às igrejas da Ásia Menor (sete delas são bem conhecidas no livro de Apocalipse — Apocalipse 2–3). Naquela época, a idolatria era um problema real entre os primeiros cristãos (cf. Atos 15.20; 1Coríntios 8; 10). As igrejas da Ásia Menor não estavam isentas desse perigo (Atos 19.21-41; Apocalipse 2.14, 20). Portanto, o risco era real, e João utiliza suas últimas palavras para alertá-los contra ele.
Alguns comentaristas definem “ídolo” da seguinte forma: “Um ídolo é um deus falso ou substituto que toma o lugar do Deus verdadeiro”; “Um ídolo é qualquer coisa que ocupa o lugar que pertence a Deus”; “‘Ídolos’ pode referir-se a qualquer coisa que desvie a adoração do verdadeiro Senhor”. Precisamos entender que “ídolo” não é apenas uma imagem inanimada de pessoas ou animais adorada como deus, mas qualquer coisa que colocamos acima do Deus verdadeiro (por exemplo: filhos, família, trabalho, dinheiro etc.). Deus abomina os ídolos (Êxodo 20.3-4); não há qualquer ligação entre Ele e eles (2Coríntios 6.16).
A ordem de João é clara: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.” O verbo “guardar” pode ter o sentido de obedecer (Mateus 19.20) ou de proteger, vigiar, manter em segurança (Lucas 2.8; Atos 12.4; 22.20; 28.16). Aqui, a ideia é manter-se separado dos ídolos. Ou seja, conservar-se distante de todo e qualquer ídolo, sem nenhuma associação com eles.
Ilustração: Por que se colocam seguranças ou vigias nos condomínios? Para garantir a segurança dos moradores, impedindo a entrada de pessoas desconhecidas, ladrões, assaltantes, sequestradores etc.
O que isso nos ensina? Que precisamos guardar nossa mente e nosso coração de tudo aquilo que queira tomar o lugar de Deus em nossa vida. Devemos estar atentos, pois o carro pode tornar-se um ídolo; a família pode vir a ser um ídolo; o dinheiro, o lazer e o trabalho, entre outras coisas. Muitas vezes olhamos apenas para as esculturas que outros possuem e nos esquecemos das “esculturas” que existem em nosso próprio coração.
A questão central é:
O que controla minhas decisões?
O que domina meus pensamentos?
O que mais temo perder?
O que mais desejo agradar?
A partir do momento em que algo toma o lugar que pertence a Deus em meu coração, torna-se um ídolo — mesmo que seja algo bom em si.
Ilustração: Imagine que seu coração é uma sala com um trono. Deus deve estar sentado nesse trono. Porém, às vezes, sem perceber, quem está ali é o dinheiro, o status social, os bens materiais ou até mesmo os filhos.
Podemos não estar nos curvando diante de uma estátua; entretanto, se não vigiarmos, poderemos nos curvar ao dinheiro, ao lazer, ao amor-próprio, ao materialismo, ao individualismo, à família etc.
Irmãos, diante disso, sejamos sinceros conosco mesmos: há muitos ídolos em nosso coração. A questão à qual precisamos atentar não é se existem ídolos, porque eles existem, mas o que temos feito para destroná-los?
A vigilância apresentada por João é contínua. A razão disso é bem simples: Se ficarmos apenas alguns instantes desatentos, isso pode ser suficiente para que os ídolos ocupem o nosso coração.
Conclusão:
O fato é que estamos protegidos em Cristo; contudo, também é verdade que temos o dever de nos guardar dos ídolos. Não devemos apenas manter-nos separados das imagens inanimadas, mas também dos ídolos invisíveis que penetram facilmente em nosso coração.
Será que temos identificado esses ídolos em nosso interior? O que temos feito para afastá-los de nós e nos separar deles?
21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos.

Um ídolo é um deus falso ou substituto que toma o lugar do Deus verdadeiro.

“No contexto bíblico mais amplo, ídolos representam aquilo que é falso, ilusório e contrário à realidade do Deus verdadeiro.” (Karen H. Jobes)
“‘Um 'ídolo' é qualquer coisa que ocupa o lugar que é de Deus’ (Westcott, pág. 197). Éfeso abundava com ídolos e práticas idólatras; por isso a advertência era muito apropriada.”
“‘Ídolos’ pode se referir a qualquer coisa que desvie a adoração ao verdadeiro Senhor (então ‘ídolos do coração de alguém significavam falsidades ou pecados *Manuscritos do Mar Morto), mas no sentido literal (imagens físicas de falsos deuses) faz bastante sentido para uma congregação da Ásia Menor. Isso pode referir-se à adoração da imagem do imperador, ao qual os cristãos eram obrigados a oferecer incenso para mostrar sua lealdade ao Estado. Isso poderia também se referir à transigência com a idolatria num sentido mais amplo - a Ásia Menor oferecia muitas tentações aos antigos pagãos. Textos judaicos antigos muitas vezes condenavam a idolatria como o pior de todos os pecados - seguramente uma ofensa capital ou um "pecado para a morte" (5.16, 17). Se os falsos profetas do compromisso em 4.1-6 são semelhantes aos outros falsos profetas que atuavam nas *igrejas da Ásia nesse período (Ap 2.20), a idolatria bem pode ser literal; veja comentário sobre Apocalipse 2.14; 9.20; 13.12, 15.” (Graig S. Kenner)

Comentário (Derickson)

Esse breve comentário tem gerado grande especulação. À primeira vista, não parece ter conexão direta com o que o precede, exceto pelo fato de João dirigir-se novamente aos seus leitores como “filhinhos”. Por que, então, ele encerra com esse mandamento?
João conclui sua epístola com mais uma referência amorosa aos seus leitores, usando o diminutivo τεκνία pela última vez. Assim, o que ele diz flui de um coração compassivo e é pronunciado na perspectiva de alguém que os ama.
João começa exortando seus leitores a “guardarem” a si mesmos. Com esse imperativo, ele expressa um mandamento, um preceito geral, e não a ideia de que eles não estivessem se guardando e precisassem começar a fazê-lo.¹⁵⁶⁴ O uso do pronome reflexivo ἑαυτὰ, junto com o imperativo, destaca a responsabilidade do crente (Brooke, p. 154). Embora Jesus nos guarde do maligno, temos a responsabilidade de guardar a nós mesmos.
O imperativo aoristo é “urgente, absoluto e final” (Burdick, p. 397). Contsoumpos entende que o artigo definido “implica que ele percebia um perigo”.¹⁵⁶⁵ Hills observa que φυλάξατε é um dos apenas dois imperativos aoristos na epístola, sendo o outro ἴδετε em 3:1.¹⁵⁶⁶ Isso transmite a ideia de vigilância contínua.
Além disso, esse imperativo é modificado pelo pronome reflexivo ἑαυτὰ. Westcott (p. 197) interpreta isso como indicação do “dever do esforço pessoal” envolvido em guardar-se. Contudo, o uso do pronome reflexivo frequentemente chama atenção para o aspecto reflexivo da relação.¹⁵⁶⁷
Hills também observa que a construção inclui não apenas o imperativo e o pronome reflexivo, mas é seguida pela preposição ἀπὸ (“de”). Ele analisa seu uso no grego ático e na Septuaginta (LXX) e define seu sentido de modo duplo:
Se o objeto é “inanimado” ou “imóvel”, o sentido do imperativo é manter-se afastado, evitar.
Se o objeto é “móvel”, o sentido é defender-se contra.¹⁵⁶⁸
Neste caso, se a referência for a ídolos literais, o sentido é “evitar”. Se a referência for aos falsos mestres e seus falsos ensinamentos, então o sentido pode ser “defender-se”.
Então, o que João quer dizer com “ídolos”? Brown (p. 627) identifica dez significados propostos para “ídolos” por vários estudiosos.¹⁵⁶⁹ Isso revela a dificuldade que os intérpretes têm enfrentado para determinar o sentido pretendido por João. Hills reduz essas dez propostas a duas interpretações principais. Os significados possíveis sugeridos pela maioria dos estudiosos modernos incluem os seguintes:

(1) Ídolos literais

João pode estar se referindo a ídolos literais e, assim, advertindo contra a apostasia envolvendo a adoração de ídolos (Dodd, p. 141; Moody, p. 116; Strecker, p. 214; Yarbrough, pp. 323–24).¹⁵⁷⁰ Strecker (p. 214, n. 73) interpreta “ídolos” como “falsos deuses”, com base no uso do termo por Josefo.¹⁵⁷¹
“Basta caminhar entre as ruínas de Éfeso, Sardes, Hierápolis ou Mileto para ser impactado pela realidade esmagadora do culto pagão” (Burdick, p. 397). Assim, seria natural que João encerrasse com tal advertência, especialmente porque ele não havia tratado dessa questão anteriormente.
Yarbrough (pp. 323–34) argumenta que Zacarias 13:2 é o pano de fundo dessa declaração e que Atos 19:18–19 indica que os crentes de Éfeso “mantiveram seus objetos ocultistas por algum tempo após sua entrada na igreja”. As instruções de Paulo em 1 Coríntios incluíam a questão da idolatria, e o Concílio de Jerusalém (Atos 15:20, 29) também abordou o tema.
Contsoumpos entende que Apocalipse 2:2, 14, 20 e a referência a Jezabel dizem respeito à participação em banquetes em templos pagãos, e que os nicolaítas “concordavam com alguns cristãos em Corinto que as divindades pagãs não existiam realmente e que um cristão sem escrúpulos poderia participar plenamente da vida social, do comércio e da política de uma grande cidade pagã. João não descreveu especificamente sua doutrina, mas concentrou-se em sua conduta.”¹⁵⁷²
Hills aponta paralelos no Antigo Testamento e na literatura intertestamentária que apresentam “ao menos uma afinidade lexical superficial com 1João 5:20–21”.¹⁵⁷³ Entre eles estão Daniel 5:4; 6:27–28; Bel 5; e Tobias 14:6.¹⁵⁷⁴ A partir desses contrastes semelhantes, ele conclui que eram “convencionais” nos dias de João. Em seguida, cita dois textos do Novo Testamento (Atos 14:15; 1 Tessalonicenses 1:9) como exemplos da mesma convenção.¹⁵⁷⁵ Para ele, essa “linguagem convencional” indica que João pretendia referir-se a ídolos literais, e não a ideias — embora “com alguma coloração joanina”.¹⁵⁷⁶

(2) Alimentos sacrificados aos ídolos

O termo “ídolos” poderia referir-se aos alimentos oferecidos em sacrifício a ídolos.

(3) Falsas concepções sobre Deus

Eles representariam todas as concepções falsas a respeito de Deus (Brooke, p. 154; Marshall, pp. 255–56).

(4) O pecado simbolizado

Os ídolos simbolizariam o pecado (Nauck, pp. 136–37; Schnackenburg, p. 292). Essa interpretação baseia-se em 1QS 2:11 e 1QS 17:4–5.¹⁵⁷⁷

(5) Qualquer coisa que interfira na devoção a Deus

Ídolos seriam tudo aquilo que interfere na devoção a Deus (J. Mitchell, p. 167; Walls e Anders, p. 226; Westcott, p. 197). Lieu (p. 237) entende “ídolos” como sinônimo de “mundo”, da mesma forma que as três concupiscências em 2:16.

(6) Falsas ideias refletidas nos falsos mestres

Ídolos representariam as falsas ideias sobre Deus refletidas nas doutrinas dos falsos mestres ou dissidentes (Akin, p. 216; Barker, p. 357; Brown, pp. 628–29; Bruce, p. 128; Bultmann, p. 90; Culpepper, pp. 114–15; Grayston, p. 148; Houlden, p. 138; Johnson, p. 141; Kistemaker, p. 368; Kruse, p. 202; Lenski, p. 545; Marshall, p. 257; Perkins, pp. 65–66; Smalley, p. 310; Smith, p. 137; Stott, pp. 197–99; Williamson, p. 174).
Suggit observa que originalmente o termo εἴδωλον significava “fantasma” ou “aparição” e que esse sentido continuou embutido na palavra.¹⁵⁷⁸ Ele entende que João estaria dizendo: “Mantenham-se longe dos fantasmas”, referindo-se às imaginações dos docetistas e daqueles que negavam a realidade da vida humana e do corpo ressurreto de Jesus Cristo.¹⁵⁷⁹
Além disso, argumenta que o artigo definido antes de “ídolos” é “necessário”, pois funciona anaforicamente, retomando todos “os fantasmas contra os quais os leitores são advertidos”.¹⁵⁸⁰ Isso é gramaticalmente possível.¹⁵⁸¹
Entretanto, o artigo também pode estar funcionando como artigo de “conhecimento comum” ou “familiar”, indicando que ele e seus leitores conheciam bem o problema dos ídolos e da idolatria em suas cidades.¹⁵⁸² Nesse caso, poderia referir-se a um ídolo específico, como o de Afrodite em Éfeso (Brown, p. 627; Stott, p. 196).
Ou ainda, pode não haver um ídolo específico em vista, mas o artigo funcionar como artigo “genérico”, incluindo quaisquer ídolos existentes em sua cidade.¹⁵⁸³ Hills observa que os outros usos no Novo Testamento do plural εἰδώλων incluem o artigo.¹⁵⁸⁴ Portanto, é improvável que um ídolo específico estivesse em mente, mas sim os ídolos em geral. Isso se harmoniza com o fato de a carta ter sido destinada a um público amplo, e não a uma igreja específica.
O significado de “ídolo” não passou de “fantasmas” para “imagens”, mas manteve ambos os sentidos ao longo de sua história.¹⁵⁸⁵ O judaísmo no mundo grego parece ter atribuído ao termo principalmente o segundo sentido, como sua própria compreensão característica dos ídolos gregos,¹⁵⁸⁶ conforme refletido na Septuaginta (LXX), onde γλυπτός (“esculpido”) e εἴδωλον foram as palavras mais frequentemente escolhidas para se referir a ídolos de madeira ou metal.¹⁵⁸⁷ O uso de εἴδωλον no Novo Testamento refere-se consistentemente a imagens inanimadas de adoração, e não a conceitos ou fantasmas.¹⁵⁸⁸
A dificuldade de chegar a uma conclusão pode ser ilustrada pela avaliação de Painter (p. 328). Ele entende que João está se referindo a algo conhecido por seus leitores, envolvendo uma questão específica — daí o uso do artigo definido com “ídolos”. Ele vê nisso uma advertência contra os “oponentes” de João. Argumenta que, se os falsos mestres não forem o foco, então João estaria introduzindo um assunto completamente diferente no versículo final da epístola, o que não faria sentido. Ele também entende que o aoristo indica “uma crise específica, em vez de um problema recorrente”.
Dito isso, Painter menciona a questão da idolatria tratada por Paulo em 1Coríntios 10.7, 14 e conclui que a idolatria literal pode estar em vista.
À luz do fato de que João acabou de lembrar seus leitores de que Jesus é o verdadeiro Deus, parece melhor entender que ele esteja se referindo a ídolos literais, em vez de ideias ou doutrinas falsas. A aparente falta de conexão com o restante da epístola pode tornar essa interpretação menos atraente. Contudo, deve-se lembrar que ele escreve a partir de Éfeso, um centro de culto pagão, e que a idolatria cercava todas as igrejas sob seu cuidado. Contsoumpos está correto ao afirmar que a idolatria era “um dos problemas mais sérios enfrentados pelos primeiros cristãos” e, portanto, “a questão da idolatria não pode ser completamente descartada”.¹⁵⁸⁹
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.