Retorno a Santidade
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Introdução
Introdução
Bom dia a todos! Semana passada finalizamos a nossa exposição no Evangelho de Marcos, não passamos por todos os textos, mas pudemos aprofundar em bastante textos.
Finalizamos a exposição com a morte de Cristo e a importância da Cruz de Cristo para nós. Lembrando, Jesus é o filho de Deus que nos trouxe a salvação eterna.
Hoje vamos começar uma nova série expositiva mas em 1 Coríntios.
Para isso precisamos entender bem o contexto de onde esta igreja estava inserida. Coríntios era a principal cidade grega daquela época, havia muitos estrangeiros, comerciantes, marinheiros e refugiados. O idioma falado era o latim, mas logo o grego se tornou o principal.
A cidade era conhecida por sua grande imoralidade. Por ser uma cidade cosmopolita, havia uma mistura muito grande de culturas e assim fez com que coríntios se tornasse imoral. A ponto do nome da Cidade (korinthiazomai) significar viver uma vida devassa, ou seja viver uma vida suja, promíscua.
E como estava a igreja de Corinto?
Paulo teve notícias sobre divisões e pecados que estava acontecendo naquela igreja. A resposta
de Paulo veio em seguida. Aquela igreja não estava influenciando, mas sim sendo influênciada.
E nós, como estamos vivendo? Será que somos levados a parecer com os nossos colegas, amigos que não são cristão, ou temos conseguido viver diferente, levando a luz de Cristo?
Sabemos que há um desafio muito grande para a igreja permanecer fiel sem se contaminar com as práticas mundanas. Lembremos de Romanos 12.1 ,Romanos 12.2 “E não vivam conforme os padrões deste mundo, mas deixem que Deus os transforme pela renovação da mente, para que possam experimentar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
A igreja de Corinto precisava voltar a identidade em Cristo. Como a Igreja de Cristo volta os seus olhos a Deus? O texto nos traz alguns ensinamentos.
I- Lembrando da sua Identidade
I- Lembrando da sua Identidade
Para voltarmos os nossos olhos a Jesus, precisamos lembrar quem nós somos. A Bíblia nos revela em João 1.12 quem nós somos. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome,”
Em 1Pedro 2.9 “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.”
Nós não vivemos neste mundo para ser quem eu quero ser, para realizar meus sonhos e desejos. Nós vivemos neste mundo para realizar a obra daquele que nos criou e nos salvou. E pensando nisso, Paulo diz 1Coríntios 1.2 “à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para ser santos, com todos os que em todos os lugares invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso.”
Somos santificados e chamados para sermos santos! Isso é maravilhoso.
Ser santo não é viver sem pecar e errar nenhuma vez, mas é viver separado para Jesus, é viver neste mundo, mas não fazer o que o mundo faz. É reconhecer que somos pecadores, mas que a graça de Jesus nos alcançou e por isso podemos lutar contra o pecado todos os dias.
No século 17 houve um homem chamado irmão Lourenço. Aos 26 anos decidiu que queria dedicar mais tempo a Deus e que para isso acontecer, precisava ir para um monsteiro, ficar um tempo ali sem nada para atrapalhar o seu tempo com Deus.
Na primeira semana ele recebe a sua tarefa no mosteiro, lavar louça. Imagine um lugar escuro, frio, barulhento e com fumaça. Não era isso que ele esperava para viver só para Deus.
Ele queria ser santo, mas como seria numa situação como aquela? Foi onde entendeu que não era o lugar, mas o seu coração.
A partir daí, começou a orar… "Senhor Deus, eu sou incapaz de fazer isso sozinho. Vem trabalhar comigo nesta cozinha. Receba o meu trabalho de lavar essas panelas como a minha adoração a Ti".
Com isso, depois de algum tempo, ele amava estar naquele lugar. Alguns até iam visitar o irmão Lourenço, diziam que havia paz e santidade nas suas conversas.
Ser santo não é apenas para alguns dias da semana, mas para todos os dias. Com nossa família, no trabalho, em casa sozinho, na vizinhança.
É lembrarmos a quem pertencemos! Somos do Senhor.
II- Mantendo a comunhão com Cristo
II- Mantendo a comunhão com Cristo
É impressionante como o apóstolo Paulo deixa evidente que o cerno do Evangelho é o Próprio Jesus. Nesses 9 versículos, Paulo fala 9 vezes sobre Jesus. Paulo quer deixar claro que Atos dos Apóstolos 4.12 “E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.”
A igreja de Corinto tinha um problema: eles eram muito talentosos, mas pouco íntimos de Deus. Paulo diz nos versículos 4 e 5 que eles haviam sido "enriquecidos nele, em toda a palavra e em todo o conhecimento".
Ou seja, eles sabiam falar bem e conheciam a teologia, mas na prática, a vida deles estava cheia de divisões e pecados. O que estava faltando? Paulo nos dá a chave no versículo 9: "Fiel é Deus, pelo qual vocês foram chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor."
A palavra "comunhão" aqui é koinonia, que significa relacionamento íntimo, parceria, vida compartilhada. O distanciamento da santidade sempre começa quando a nossa comunhão com Jesus esfria.
Muitas vezes, a nossa rotina é pesada. Trabalhamos muitas horas, cuidamos da casa, da família, lidamos com o cansaço diário e a correria. No meio de tudo isso, é fácil deixar a oração de lado, a leitura da Palavra para depois.
Quando percebemos, estamos tentando vencer as tentações do mundo com a nossa própria força, e é aí que falhamos.
Em João 15.4-5, Jesus nos alerta: "Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira... sem mim vocês não podem fazer nada."
Retornar à santidade não é apenas fazer uma lista do que não podemos fazer. É, antes de tudo, voltar para a mesa com Jesus. É cultivar a nossa comunhão diária com Ele. Quem anda perto de Cristo, inevitavelmente, começa a se parecer com Ele.
III- Focados na Eternidade
III- Focados na Eternidade
Não sei se todos os irmãos já tiveram em outro país. O desafio da língua, cultura. Aquilo que sempre pareceu certo, agora como estrangeiros, vemos que nem todo mundo faz daquele jeito. Viver em uma cultura diferente da nossa nos traz muitos desafios.
Os coríntios estavam sendo influenciados pela cultura imoral ao redor deles, em vez de influenciá-la. Eles começaram a viver apenas para o "agora": buscando status, brigando por quem era o melhor líder e aproveitando os prazeres do mundo.
Para curar essa visão distorcida, Paulo aponta para o futuro. No versículo 7, ele diz: "de maneira que não lhes falta nenhum dom, enquanto aguardam a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo." E no versículo 8, ele traz uma promessa maravilhosa: "Ele também os confirmará até o fim, para que vocês sejam irrepreensíveis no Dia de nosso Senhor Jesus Cristo."
Nós não fomos criados para vivermos apegados a este mundo. Somos estrangeiros aqui. Em Filipenses 3.20, a Palavra nos lembra que "a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo".
Quando tiramos os olhos da eternidade, qualquer prazer passageiro parece irresistível. Mas quando lembramos que Jesus vai voltar, e que Ele mesmo está nos sustentando com Sua graça para sermos achados irrepreensíveis naquele grande Dia, o nosso coração se enche de esperança.
Deus é fiel (v.9). Ele começou a boa obra e é Ele quem vai nos confirmar até o fim. O nosso papel é descansar nessa fidelidade e viver cada dia com os olhos voltados para a nossa verdadeira casa.
Henry Morrison, um pastor metodista, depois de 40 anos servindo como missionário na Africa volta para o seu país. Porém estavam voltando sem muito dinheiro, sem pensão. Porém, no mesmo navio, estava o Presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt.
Porém, quando o navio atracou, havia músicos, confetes, tapete para o Presidente descer do navio, porém Henry e sua esposa foram embora rapidamente.
O coração de Henry se entristeceu, e disse a sua esposa. Ficamos a tanto tempo servindo na África, ninguém veio nos receber em casa, mas o presidente fica algumas semanas e tem toda essa festa.
A sua esposa disse a ele: Entendo sua indignação, entre e vai orar sobre isso. Henry vai para o quarto e ora. Passado alguns minutos ele volta dizendo a sua esposa… Falei com Deus sobre essa injustiça e Deus respondeu no meu coração, que ainda não cheguei em casa.
Henry entendeu que a nossa jornada deve ser com os olhos na eternidade e não aqui. Como nós temos enxergado o futuro? Somente um futuro no trabalho ou família? Ou estamos lembrando que somos estrangeiro, peregrinos aqui?
Conclusão
Quero concluir lembrando, quem é você? Quando cremos que Jesus é o nosso Senhor e salvador, somos feitos filhos de Deus. E por isso, nós temos uma identidade. Nós temos a comunhão com Jesus, que é sempre abundamente em nossas vidas e por isso, podemos olhar para frente, para o futuro, e lembrar que teremos a eternidade toda com o Nosso criador.
Vamos orar!
Senhor Deus, obrigado porque a tua graça nos alcançou.
Em JEsus, fomos feitos teus filhos.
Queremos viver para o Senhor todos os dias. Queremos ser santos, separados.
Nos fortaleça. Nos guarde todos os dias, do pecado, das amizades ruins, e que sejamos usados pelo Senhor.
Oramos em nome de Jesus.a
