O JUSTO JULGAMENTO DE JESUS

JESUS É O CRISTO; CREIA E VIVA!  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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O sermão ensina, com base em João 5.30, que o julgamento de Jesus é perfeitamente justo porque Ele é o Deus Filho, plenamente unido e alinhado ao Pai em essência e vontade. Diferente de Salomão, que era sábio, porém imperfeito e dependente da graça, Jesus julga em perfeita comunhão com o Pai, não agindo de forma independente, mas expressando a própria justiça divina. Sua obediência não revela inferioridade, mas unidade essencial dentro da Trindade, de modo que, quando o Filho julga, Deus julga. Além disso, Seu juízo é justo porque Ele busca exclusivamente a vontade daquele que O enviou, cumprindo-a perfeitamente em Sua missão encarnada. O sermão conclui que Cristo julgará toda a humanidade com absoluta justiça e que a única maneira de escapar da condenação é ouvir Sua palavra e crer n’Ele, passando da morte para a vida.

Notes
Transcript

O JUSTO JULGAMENTO DE JESUS

Introdução:
Todos nós conhecemos o sábio e justo julgamento de Salomão, em 1Reis 3.16-28, no caso de duas prostitutas que disputavam a maternidade de um bebê. Por mais que esse julgamento nos impacte, ele não pode ser comparado ao julgamento justo do Filho de Deus. Salomão era sábio e justo para julgar, mas não era perfeito em seu julgamento e, além disso, dependia da graça de Deus para julgar. Jesus é totalmente diferente: Ele é o Deus Filho, que julga totalmente alinhado com o Pai. Por isso, o julgamento de Jesus é perfeitamente justo.
Lição: O Julgamento de Jesus é Perfeitamente Justo.
Texto: João 5.30.
Há duas razões aqui para o julgamento perfeito e justo de Jesus:
A essência de Jesus.
Jesus já havia mostrado a Sua igualdade com o Pai (João 5.19-23). Agora, Ele reafirma o que falou anteriormente no versículo 19, porém com mais ênfase, apontando para Si: “Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo.”
Alguns afirmam que essas palavras de Jesus mostram que Ele não é Deus. Ao contrário do que se pensa, essas palavras afirmam a divindade de Jesus.
A ideia aqui é que Ele está tão intimamente ligado ao Pai que não poderia agir por Si mesmo. O agir de Jesus, dependente do Pai, está no plano de Deus, e Ele não agiria de modo contrário. Jesus não poderia agir contrário à Sua natureza. Ele não poderia desobedecer ao Pai, porque está em perfeita comunhão e harmonia com Ele, pois ambos são Deus. Ou seja, a obediência de Jesus é uma expressão natural de quem Ele é: Deus.
Ilustrações:
O sol pode emitir “escuridão”? Não! O que o sol emite? Luz! A luz procede do sol por natureza. A luz não age independentemente do sol. A luz não decide brilhar de modo diferente da fonte. Onde o sol está, a luz está.
Semelhantemente, o Filho procede do Pai. Ele não age de modo contrário ao Pai porque compartilha da mesma natureza divina. Sua obediência não é limitação, mas expressão natural da unidade.
O que você fala é contrário ao que sua mente quer que você fale? Não! Mesmo quando alguém fala uma mentira, a mente decidiu falar aquela mentira. Nossa palavra não tem vontade própria separada da mente.
O Filho é a perfeita expressão do Pai (Hebreus 1.1-3).
Pense no seguinte: Deus é perfeitamente santo. O Filho é perfeitamente Deus. Logo, Ele não poderia agir contra o Pai, porque isso seria agir contra Sua própria essência. Isso não é falta de liberdade; é liberdade perfeita alinhada à natureza perfeita.
O que vemos aqui é o seguinte: o Filho é distinto do Pai, mas compartilha da mesma vontade divina. Não existem duas vontades divinas competindo.
As palavras de Jesus aqui e no versículo 19 indicam Sua missão encarnada, Sua submissão voluntária dentro do plano redentor e a perfeita unidade dentro da Trindade. O que Ele fala é conforme o Pai Lhe ensinou (João 8.28; 14.10).
O julgamento de Jesus é perfeitamente justo, porque a Sua essência é divina. Ele não age independentemente das outras pessoas da Trindade. Ele age dentro do plano redentor da Trindade, em submissão ao Pai. Diante disso, assim como o Pai é um juiz justo, assim também é o Filho.
A submissão de Jesus.
Jesus ainda afirma: “O meu juízo é justo, porque não procuro a minha própria vontade, e sim a daquele que me enviou.”
De fato, Jesus:
Satisfazia-se em fazer a vontade do Pai (João 4.34).
Desceu do céu não para fazer a Sua própria vontade, mas a do Pai (João 6.38).
Realizou completamente essa vontade do Pai (João 17.4).
Era consciente dessa vontade do Pai (João 18.11).
Alegrou-Se em fazer a vontade do Pai (expresso no Salmo messiânico de Davi, Salmo 40.7-8; cf. Hebreus 10.7-10; ver também Mateus 26.39).
Jesus está afirmando aqui que o Seu julgamento é justo porque é a perfeita expressão da vontade do Pai que O enviou. O Seu julgamento não é independente, mas submisso à vontade do Pai. O justo Juiz de toda a terra e céu tem Seu justo juízo refletido perfeitamente no julgamento justo do Filho.
Ilustração:
Imagine um juiz julgando um caso com um fone de ouvido, ouvindo outro juiz lhe dizer como julgar. Ou seja, esse julgamento reflete perfeitamente o juízo do juiz que está por trás do fone de ouvido.
Assim é o julgamento do Filho: Ele reflete perfeitamente o justo juízo do Pai. Se o Pai é perfeitamente justo, e o Filho reflete perfeitamente o Pai, então o julgamento do Filho é necessariamente justo. Quando o Filho julga, Deus julga.
Podemos resumir assim: o Pai é o justo Juiz. O Filho compartilha da mesma essência divina. O Filho foi enviado para executar o juízo. Logo, o julgamento do Filho é a própria justiça do Pai manifestada.
Jesus julga como o próprio Deus Filho, perfeitamente alinhado com a vontade do Pai. Seu julgamento é justo porque é a expressão visível da justiça eterna do Pai.
O julgamento de Jesus é perfeitamente justo porque está em perfeita submissão à vontade do justo Pai (João 8.15-16).
Aplicações:
Seguindo o exemplo de Jesus, precisamos alinhar nossa vontade à vontade de Deus, imitando a submissão de Jesus. Não somos Deus como Jesus é; porém, temos o Espírito de Deus habitando em nós e, por isso, devemos estar alinhados com Deus. A ideia de alinhamento da nossa vontade com a vontade divina pode estar inserida na oração de Jesus por nós, em João 17.20-23.
Ainda seguindo o exemplo de Jesus, se queremos ser submissos a Deus, não podemos agradar a nós mesmos, mas precisamos fazer, a todo custo, a vontade de Deus.
Conclusão:
Jesus um dia julgará o mundo, como está claro em João 5.22, 27. O Seu julgamento será perfeitamente justo, porque Ele é o Deus Filho que julgará perfeitamente unido e alinhado ao Pai em essência e vontade. Um dia todos serão ressuscitados por Jesus: uns para a vida eterna e outros para o juízo eterno (João 5.29). Jesus salvará aquele que crê n’Ele e, por outro lado, julgará com justiça os pecadores e incrédulos. Nada passará despercebido aos olhos de Jesus; nada escapará do Seu pente fino; nada ficará impune. Ninguém será absolvido nesse julgamento, porque não haverá como se justificar e não haverá ninguém para o defender.
O homem, por ser pecador, caminha a passos largos para esse juízo. A única maneira de escapar dele é ouvir a voz do Filho e crer n’Ele: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus; e os que a ouvirem viverão.” (João 5.24-25)
30 Eu não posso fazer nada por mim mesmo; assim como ouço, julgo. E o meu juízo é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
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