DE-CISÃO! 2 Samuel 5.17-6.23)
1 e 2 Samuel • Sermon • Submitted • Presented
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· 9 viewsDeus recebe adoração de quem decide obedecer a Ele incondicionalmente.
Notes
Transcript
Grande ideia: Deus recebe adoração de quem decide obedecer a Ele incondicionalmente.
Estrutura: decidido a obedecer: Davi consulta ao Senhor (5.17-25), decidido a agir: Davi traz a arca do Senhor de volta (6.1-15), decidido a adorar: Davi repreende a Mical (6.16-23).
A raiz etimológica de “decisão” é o verbo latino decideredecidere.
Mais especificamente: “decisão” vem do latim decisio, -onis (“ato de cortar, separação; decisão”), substantivo de ação de decidere.
Decidere é formado por de- (“fora, para baixo, afastar”) + caedere (“cortar, golpear”).
Daí o sentido básico de “cortar fora”, “separar” possibilidades, que evolui semanticamente para “resolver”, “determinar”, “tomar uma decisão”.
A Fé Batista: Documentos da Fé Cristã, Bíblica, Histórica, Batista, Reformada e Confessional Capítulo XXII: Sobre o Culto Religioso e o Dia do Senhor
1. A luz da natureza mostra que existe um Deus, que tem senhorio e soberania sobre tudo; que ele é justo, bom e faz bem a todos; e, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido com todo o coração, com toda a alma e com toda a força. Mas o modo aceitável de adorar o Deus verdadeiro é instituído por ele mesmo2 e tão limitado por sua própria vontade revelada, de forma que ele não pode ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens ou sugestões de Satanás, nem sob qualquer representações visíveis ou qualquer outro modo não prescrito nas Sagradas Escrituras.
Miles V. Van Pelt:
"O rei Davi demonstrou uma forte lealdade a Yahweh, seu Deus. Com efeito, o autor de Samuel destacou seus esforços para honrar o Senhor. Muitos dos eventos relatados revelam que Davi confiava em Deus (e.g., a batalha contra Golias, seu relacionamento com Jônatas, a fuga de Saul). Alguns eventos reforçam mais seu zelo pelo Senhor — em particular, suas tentativas de levar a arca da aliança de volta para o tabernáculo em Jerusalém. Embora sua primeira tentativa tivesse falhado e custado a vida de Uzá (uma vez que a arca não foi movida de acordo com a lei de Deus, 6.1-11), ela mostrou o desejo do rei de ter a presença de Yahweh no meio de Jerusalém. Quando aconteceu a segunda tentativa (6.12-15), Israel celebrou, e “Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor” (6.14)."
Phillip Howell:
Salmos não é uma coleção aleatória de poemas. É uma sinfonia extraordinária, uma tapeçaria transcendente, um mosaico magistral que narra a ascensão, a queda e a futura glória do rei Davi.
Obedecer. (5.17-15)
Os filisteus foram os principais inimigos de Israel neste período de Saul e Davi.
Diante dessa iminente guerra, Davi consulta ao Senhor: vv. 18,23.
Depois disto, Davi consultou o Senhor, dizendo:
— Devo ir a alguma das cidades de Judá?
E o Senhor respondeu:
— Vá, sim.
Davi perguntou:
— Para onde devo ir?
O Senhor respondeu:
— Para Hebrom.
A resposta de Deus assegura que a vitória viria do Senhor: “certamente entregarei os filisteus nas suas mãos”.
Em Baal Perazim o Senhor “rompeu as fileiras inimigas”.
O que significa Baal-Perazim?
Baal-Perazim significa “Senhor das brechas” ou “Mestre das brechas”[1], um nome que reflete a natureza do evento histórico que o originou. O topônimo foi atribuído após uma batalha em que Deus libertou seu povo dos inimigos, sendo que o termo “Baal” (que significa “Senhor” ou “amo”) refere-se ao Deus de Israel, não à divindade fenícia[2].
Baal-Perazim era um local próximo ao Vale de Refaim onde Davi conquistou uma grande vitória sobre os filisteus[3], marcando um momento decisivo em seu reinado. Alguns arqueólogos identificam Perazim com um monte localizado aproximadamente sete quilômetros a sudoeste de Jerusalém[2], embora a localização exata não seja conhecida com certeza[4].
O significado do nome é particularmente simbólico: as “brechas” aludem aos rompimentos ou rupturas que Deus operou contra os inimigos de Israel. Esta vitória contundente demonstrava que Israel já não era aquele povo facilmente intimidado pelos filisteus, e que sob a orientação divina, Davi conduziu os israelitas a um grande triunfo, elevando a nação a uma nova posição tanto internamente quanto na política regional[2].
[1] Stelman Smith e Judson Cornwall, in The exhaustive dictionary of Bible names (North Brunswick, NJ: Bridge-Logos, 1998), 30.
[2] Milton Acosta Benítez, “2Samuel”, in Comentário Bíblico Latino-Americano, org. C. René Padilla et al., trad. Cleiton Oliveira et al., (São Paulo: Mundo Cristão, 2022), 404.
[3] J. D. Douglas e Merrill Chapin Tenney, in New International Bible Dictionary (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1987), 115.
[4] Chad Brand et al., orgs., “Baal-Perazim”, in Holman Illustrated Bible Dictionary (Nashville, TN: Holman Bible Publishers, 2003), 154.
Importante ponto na narrativa: “Os filisteus deixaram lá os seus ídolos, e Davi e os seus homens os levaram embora”.
Deus não deixa Davi sem os detalhes da estratégia: “é o Senhor que saiu à sua frente, para atacar o exército dos filisteus”.
Então Débora disse a Baraque:
— Prepare-se, porque este é o dia em que o Senhor entregou Sísera em suas mãos. Não é verdade que o Senhor está indo à sua frente?
Então Baraque desceu do monte Tabor, e dez mil homens o seguiram.
2. Agir. (6.1-15)
Vejo em Davi nesse relato a atitude que se chama hoje de “proatividade”.
Proatividade e reatividade são duas formas opostas de se relacionar com situações, problemas e oportunidades no dia a dia.
Proatividade: é agir antes dos acontecimentos, antecipando problemas e oportunidades, tomando iniciativa e responsabilidade pelas próprias ações.
Reatividade: é agir só depois que algo acontece, esperando o estímulo externo (ordem, problema, crise) para então responder.
Davi pleiteava ter acesso ao símbolo mais expressivo da presença de Deus à época: a arca de Deus.
Ali eu me encontrarei com você e, de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins que estão sobre a arca do testemunho, falarei com você a respeito de tudo o que eu lhe ordenar para os filhos de Israel.
Os querubins na tampa da Arca não eram enfeite; eles simbolizavam a presença, a santidade e o trono de Deus no meio do seu povo.
1. O lugar onde Deus se manifesta
Na tampa da Arca (o propiciatório), Deus dizia que se encontraria com Moisés “entre os dois querubins”. Isso mostra que eles cercam e apontam para o lugar da manifestação da glória de Deus, não para si mesmos.
2. Guardiões da santidade
Desde Gênesis 3, querubins aparecem como guardiões da santidade de Deus (guardando o caminho da árvore da vida). Na Arca, representam esses seres celestiais que “guardam” a presença divina, lembrando que o acesso a Deus é santo, controlado e não é algo comum.
3. Trono de Deus na terra
A tampa da Arca funciona como um “trono” e um “estrado” dos pés de Deus, e os querubins, com as asas estendidas sobre o propiciatório, formam a imagem de um trono celestial. Assim, a Arca é o símbolo visível de que o Rei de Israel habita no meio do seu povo.
4. Adoração e reverência
A posição dos querubins (voltados um para o outro, olhando para o propiciatório) sugere atitude de reverência/adoração voltada para Deus, não para o objeto em si. Eles “ensinam” ao sumo sacerdote que toda atenção, temor e culto devem se voltar para o Deus que se manifesta ali.
5. Graça e juízo
Debaixo da tampa estavam as tábuas da Lei; sobre a tampa, o sangue do sacrifício era aspergido, entre os querubins. Isso liga os querubins ao mistério de juízo e misericórdia: Deus é santo (guardado pelos querubins), mas também se aproxima em graça mediante o sangue. Em termos cristológicos, isso aponta para Cristo como o verdadeiro lugar de encontro entre o Deus santo e o pecador.
A arca estava em Baalá de Judá (também conhecida como Quiriati-Jearim).
Então os homens de Quiriate-Jearim vieram e levaram a arca do Senhor à casa de Abinadabe, que ficava na colina. E consagraram Eleazar, filho de Abinadabe, para que guardasse a arca do Senhor.
Desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim, e tantos dias se passaram, que chegaram a vinte anos. E toda a casa de Israel dirigia lamentações ao Senhor.
Por que a Arca da Aliança foi para Quiriate-Jearim?
A Arca da Aliança chegou a Quiriate-Jearim como resultado de eventos que começaram quando os inimigos de Israel capturaram a arca e a levaram para o templo de Dagom em Asdode[1]. A arca foi trazida a Bete-Semes, mas a pesada mão de Yahweh feriu o lugar por causa de seu sacrilégio[1].
Diante dessa situação, os moradores de Bete-Semes enviaram mensageiros aos moradores de Quiriate-Jearim, informando que os filisteus haviam devolvido a arca do Senhor e pedindo que viessem buscá-la (1Sm 6.21–7.2). Os homens de Quiriate-Jearim a levaram à casa de Abinadabe, que ficava na colina, e consagraram Eleazar, filho de Abinadabe, para guardá-la (1Sm 6.21–7.2).
A escolha de Quiriate-Jearim não foi aleatória. A cidade servia como marco de fronteira entre Judá e Benjamim[2], oferecendo uma localização estratégica e segura. Desde aquele dia, a arca ficou em Quiriate-Jearim durante vinte anos (1Sm 6.21–7.2). Durante esse período, o povo começou a lamentar por não ter mais a presença de Deus com eles, e todo o Israel lamentava à espera de alguma ação do Senhor[3]. A arca permaneceu sob a custódia daquela família até que Davi a removeu e a colocou em Jerusalém[1].
Portanto, Quiriate-Jearim funcionou como um local de transição—um ponto de segurança onde a Arca permaneceu sob proteção adequada enquanto Israel passava por um período de arrependimento e renovação espiritual antes de sua transferência final para Jerusalém.
[1] R.N. Champlin, O Antigo Testamento Interpretado: Versículo por Versículo, org. Juan Carlos Martinez (São Paulo: Hagnos, 2018), 471–472.
[2] R. N. Champlin, “Quiriate-Jearim”, in Enciclopédia de Bíblia, Teologia & Filosofia (São Paulo: Hagnos, 2013), 534.
[3] Augustus Nicodemus, Avivamento: Obra extraordinária de Deus, org. Maurício Zágari (Rio de Janeiro, Brasil: GodBooks, 2022), 39.
Mas Davi tinha planos para a Arca em Jerusalém, e decidiu fazer essa arriscada mudança. Sua atitude de liderança era correta, mas esbarrou em um detalhe que ele não poderia ter ignorado: a arca teria de ser conduzida nos ombros dos sacerdotes e não em uma carroça.
Os levitas eram responsáveis pelo transporte da arca, embora os sacerdotes também pudessem participar dessa tarefa[1]. O método prescrito era bem específico: a arca era carregada nos ombros através de varas que passavam por anéis existentes nela, impedindo que os transportadores tocassem diretamente no objeto sagrado[1].
A legislação mosaica fornecia instruções detalhadas sobre como a arca deveria ser transportada, conforme registrado em Números 4.5 e 15[1]. Essa regulamentação não era meramente procedural—refletia um princípio teológico fundamental. Os fins não justificam os meios, pois algumas práticas carregam significado moral e espiritual profundo; as regras divinas governam as realidades divinas, e existem formas corretas de realizar coisas corretas[1].
Um contraste histórico ilustra essa importância. Em uma ocasião anterior desastrosa, a arca foi transportada em uma carroça puxada por bois[1]—um método que violava as instruções divinas. Quando Salomão posteriormente transladou a arca para o templo, os levitas pegaram a arca e a levaram com a Tenda do Encontro e todos os seus utensílios sagrados, sendo os sacerdotes levitas que realizaram todo o transporte[2].
Essa conformidade com as instruções divinas não era um detalhe negligenciável. O respeito pelo método prescrito demonstrava reverência pela santidade da arca e reconhecimento da autoridade de Deus sobre seu povo. A distinção entre transportar a arca corretamente versus de forma inadequada marcava a diferença entre obediência que honrava a Deus e desobediência que trazia consequências.
[1] R.N. Champlin, O Antigo Testamento Interpretado: Versículo por Versículo, org. Juan Carlos Martinez (São Paulo: Hagnos, 2018), 186.
[2] Nova Versão Internacional (São Paulo: Sociedade Bíblica Internacional, 2001). [Veja aqui.]
Daí o ocorrido com Uzá, que ao estender para segurar a arca comete o pecado da irreverência.
Quando chegaram à eira de Nacom, Uzá estendeu a mão para segurar a arca de Deus, porque os bois tropeçaram. Então a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta irreverência. E Uzá morreu ali, ao lado da arca de Deus.
O Senhor feriu os homens de Bete-Semes, porque olharam para dentro da arca do Senhor, matando setenta deles. Então o povo chorou, porque o Senhor tinha feito tão grande matança entre eles.
O medo de Davi é justificável: “como poderei levar comigo a arca do Senhor?”.
Dai a arca ser levada para a casa de Obede Edom (e lá ela permaneceu por três meses).
Quem foi Obede-Edom na Bíblia?
Obede-Edom foi um homem a quem Davi confiou a Arca da Aliança após a morte de Uzá.[1] Seu nome significa “que serve a Edom” e era um homem de Gate[2], possivelmente um dos soldados da guarda de Davi ou um dos moradores da cidade levita Gate-Rimom.[2]
O episódio mais notável envolvendo Obede-Edom ocorreu quando a Arca do SENHOR ficou em sua casa durante três meses, e o SENHOR o abençoou e a toda a sua casa. (2Sm 6.10–12) Sua residência localizava-se entre Quiriataim e Jerusalém, perto do lugar onde Uzá pereceu por haver tocado a arca.[2] As bênçãos que sua família recebeu foram tão evidentes que o rei Davi foi informado de que o SENHOR havia abençoado a casa de Obede-Edom e tudo o que ele possuía, por causa da arca de Deus. (2Sm 6.10–12)
Além desse papel inicial, Obede-Edom desempenhou funções religiosas mais permanentes. Era levita, cantor e porteiro[3], e serviu como porteiro da arca e tocava harpa, acompanhando-a para Jerusalém, onde foi investido das mesmas funções.[2] Seus filhos e netos, com seus irmãos em número de 68, estavam entre os 62 que formavam grupos no reinado de Davi, permanecendo na porta do sul.[2] Essa família ainda exercia seu ofício no tempo de Amazias.[2]
[1] Jeremy Thompson, org., Listas de Pessoas, Lugares, Objetos e Eventos Bíblicos, Listas Bíblicas e Teológicas Faithlife (Bellingham, WA: Faithlife, 2020). [Veja aqui.]
[2] John Davis, “Obede-Edom”, in Novo Dicionário da Bíblia, trad. J. R. Carvalho Braga (São Paulo: Hagnos, 2005), 893.
[3] William MacDonald, Comentário Bíblico Popular: Novo Testamento (São Paulo: Mundo Cristão, 2011), 1091.
O processo de Davi para levar a arca para Jerusalém por Davi, foi marcado por alegria e liberalidade. Mas tudo com uma reverência litúrgica.
Davi chamou os sacerdotes Zadoque e Abiatar e os levitas Uriel, Asaías, Joel, Semaías, Eliel e Aminadabe e lhes disse:
— Vocês são os chefes das famílias dos levitas. Santifiquem a si mesmos e aos seus irmãos, para que possam trazer a arca do Senhor, Deus de Israel, ao lugar que preparei para ela. Pois, visto que vocês não a carregaram na primeira vez, o Senhor, nosso Deus, irrompeu contra nós, porque não o buscamos, segundo nos tinha sido ordenado.
Então os sacerdotes e os levitas se santificaram, para trazer a arca do Senhor, Deus de Israel. Os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus sobre os ombros pelos cabos, como Moisés havia ordenado, segundo a palavra do Senhor.
Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor; ele estava cingido de uma estola sacerdotal de linho.
Era música e danças, mas sem “auê”. Não havia confusão. Era tudo muito claro de sentido e propósito. Um detalhe, e tudo também regado à solidariedade.
Depois de trazer os holocaustos e as ofertas pacíficas, Davi abençoou o povo em nome do Senhor dos Exércitos. E repartiu a todo o povo e a toda a multidão de Israel, tanto homens como mulheres, a cada um, um bolo de pão, um bom pedaço de carne e passas. Então todo o povo se retirou, cada um para a sua casa.
3. Adorar. (6.16-23)
Mas a decisão de adorar de Davi, provocou em Mical o que havia de pior nela: a preocupação pela imagem.
Quando a arca da aliança do Senhor estava entrando na Cidade de Davi, Mical, filha de Saul, olhou pela janela. E, ao ver o rei Davi dançando e se alegrando, ela o desprezou em seu coração.
Mical é uma personagem com seus pontos marcantes.
Dicionário Bíblico Lexham Mical, filha de Saul
MICAL, FILHA DE SAUL (מִיכַל, mikhal). A filha mais nova do rei Saul (
As palavras de Mical são fortes e cortantes.
2Samuel 6.20 (NVI)
20Voltando Davi para casa para abençoar sua família, Mical, filha de Saul, saiu ao seu encontro e lhe disse: “Como o rei de Israel se destacou hoje, tirando o manto na frente das escravas de seus servos, como um homem vulgar!”
A resposta de Davi foi à altura, lembrando à Mical que ele havia sido escolhido para governar sobre Israel, no lugar de Saul, o pai dela.
Mas agora o seu reinado não subsistirá. O Senhor buscou para si um homem segundo o seu coração e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porque você não guardou o que o Senhor lhe ordenou.
Quando Samuel se virou para ir embora, Saul o segurou pela borda do manto, e este se rasgou. Então Samuel lhe disse:
— Hoje o Senhor rasgou das suas mãos o reino de Israel e o deu a alguém que é melhor do que você.
E a alegria de Davi não foi diante de homem algum… mas, sim diante do Senhor.
Davi deixa explícito o princípio da humildade: “me farei ainda mais desprezível e me humilharei aos meus próprio olhos”. E, “serei honrado… pelas servas”.
Mical é penalizada pelo Senhor: não teve filhos, por toda a sua vida.
4. Outras aplicações:
(a) Não tome nenhuma decisão na sua vida, sem antes consultar ao Senhor. E aguardar a sua resposta. Não se precipite: consulte ao Senhor.
Porque, como, pela desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, assim também, por meio da obediência de um só, muitos se tornarão justos.
ele se humilhou, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.
Embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu e, tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
O Novo Testamento descreve a totalidade da vida de Jesus como obediência perfeita, impecável e consciente a Deus, sua vontade aprendida através da meditação nas Escrituras do Antigo Testamento. Essa obediência se baseou na confiança e no amor ao Pai, envolvendo tentação real por Satanás para desviá-lo do plano divino. Embora Cristo se submetesse às autoridades humanas, sua obediência a Deus implicava adesão absoluta à vontade específica do Pai em toda situação.
(b) Leve a sério a presença do Senhor. Deus não tem compromisso em abençoar quem está em sua presença de modo descompromissado.
A reverência brota da compreensão de quem é Deus. A presença da grandeza, majestade e santidade de Deus deveria gerar reverente temor, e esse temor deveria ser a resposta apropriada quando nos aproximamos dele na adoração. Sem admiração e reverência pelo Senhor não existe verdadeira adoração—esses são elementos essenciais que, quando presentes, permitem desfrutar da majestosa presença daquele a quem adoramos.
Eu, porém, pela riqueza da tua misericórdia,
entrarei na tua casa
e me prostrarei diante do teu santo templo,
no teu temor.
Por isso, recebendo nós um Reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e temor. Porque o nosso Deus é fogo consumidor.
Ilustr.:
Certo homem de destaque perguntou a Jesus:
— Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
Jesus respondeu:
— Por que você me chama de bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus. Você conhece os mandamentos: “Não cometa adultério”, “não mate”, “não furte”, “não dê falso testemunho”, “honre o seu pai e a sua mãe”.
Então o homem disse:
— Tudo isso tenho observado desde a minha juventude.
Ouvindo isso, Jesus lhe disse:
— Uma coisa ainda falta a você: venda tudo o que tem, dê o dinheiro aos pobres e você terá um tesouro nos céus; depois, venha e siga-me.
Mas, ouvindo ele estas palavras, ficou muito triste, porque era riquíssimo.
