DE MENDIGO A DISCÍPULO! Lucas 18.35-43

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O chamado para ser discípulo de Jesus é para aquele que tem a sua visão transformada.

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Grande Ideia: O chamado para ser discípulo de Jesus é para aquele que tem a sua visão transformada.
Estrutura: Um mendigo cego que clama para ser discípulo de Jesus (vv. 35-39) e um Jesus que interrompe sua caminhada, para ganhar mais um discípulo. (vv. 40-43).
1. Um mendigo cego que clama para ser discípulo de Jesus. (vv. 35-39)
Quem era Bartimeu? (esse é o nome que Marcos nos dá em seu texto paralelo).
Mateus fala de dois cegos (Mt 29-34) e Marcos dá nome ao cego: Bartimeu.
Bartimeu. Filho de Timeu. Em aramaico: Bar-teymah, "filho da pobreza". Eis um homem estigmatizado pela miséria, preconceito e toda sorte de infortúnios.
Por que “assentado junto do caminho”? Era ocasião da festa da Páscoa, milhares de pessoas passavam por Jericó em direção a Jerusalém. Bartimeu não segue, fica sentado.
Ele ouvia que era Jesus. A fama de Jesus já havia chegado em Jericó, bem antes dele mesmo pisar naquelas estradas.
Jericó era uma cidade imponente:
Davis: “Lugar de suave odor”. Era conhecida pelo nome de Cidade das Palmeiras.
O clamor daquele homem era de forte tom messiânico: “Jesus, filho de Davi”.
Bruce B. Barton:
O fato de esse cego mendigo chamar Jesus de “Filho de Davi” revela que ele reconhecia Jesus como o Messias, enquanto muitos que haviam testemunhado os milagres de Jesus estavam cegos a respeito da sua identidade, recusando-se a abrir seus olhos para a verdade.
E, ainda mais, o seu pedido não é por “justiça”, mas por “misericórdia”.
Bartimeu demonstra o significado do discipulado. Ele ultrapassa todos os obstáculos a fim de alcançar o único que poderia ajudá-lo. Ele sabe que não merece favor algum, e apela apenas para a misericórdia de Deus.
Muitos o repreendiam: a multidão não queria que Jesus fosse incomodado. Algumas razões, segundo William Hendriksen:
As pessoas estavam com pressa de chegar a Jerusalém; elas concluíram que aqueles gritos não condiziam com a dignidade de Cristo; elas não estavam prontas ainda para ouvirem uma proclamação pública de Cristo como sendo “Filho de Davi”; elas sabiam que os seus líderes religiosos não gostariam nem um pouco disso.
Mas a insistência daquele homem assombra a todos: quanto mais o pediam para parar, mais ele clamava.
2. Um Jesus que interrompe sua caminhada, para ganhar mais um discípulo. (vv. 40-43)
Em muitos momentos na vida de Jesus, ele operou grandes milagres na interrupção de sua agenda.
“Ele te chama”, essa frase tem o potencial de mudar a vida de qualquer pessoa, por mais miserável que seja a sua situação.
Marcos 10.49–50 NAA
Jesus parou e disse: — Chamem o cego. Chamaram, então, o cego, dizendo-lhe: — Coragem! Levante-se, porque ele está chamando você. Atirando a capa para o lado, o cego levantou-se de um salto e foi até onde estava Jesus,
Aquele homem abandonou o seu único bem, a capa: ele a possuía, não era possuído por ela.
Hernandes Dias Lopes:
Sua capa era sua roupa, sua proteção, sua cama. Era tudo o que ele possuía para protegê-lo da poeira do deserto durante o dia e do frio gélido à noite. Contudo, ele desfez-se de imediato de tudo o que poderia se constituir obstáculo.
Esse homem contraria o modo de pensar dos cegos, pois ele se levanta e vai ter com Jesus.
A resposta do cego: “Senhor, que eu possa ver de novo”.
Interessante que foi a fé que salvou o pobre Bartimeu, que agora “segue a Jesus pelo caminho”. Torna-se seu discípulo.
N. T. Wright:
Em sua morte, Jesus tomará sobre si a cegueira e o desespero do mundo. Há tanta coisa que ainda não entendemos; tanta coisa no mundo e, de fato, nas escrituras que ainda nos é oculta, assim como as palavras de Jesus eram para os discípulos. Há tanta coisa que, se entendêssemos plenamente, poderiam fazer-nos retroceder e não mais desejar seguir Jesus na estrada. Mas Lucas está nos dizendo que, se formos com ele, Jesus levará sobre si todo o peso daquele mal- na verdade, ele diz que já fez isso na cruz, para que as coisas que ainda enfrentamos não nos causem medo. De igual modo, há muita coisa que já nos foi dada, quando cremos e confiamos no poder de Deus para curar e restaurar, que deveria fazer-nos louvá-lo mesmo quando seguimos rumo ao desconhecido.
Ilust.
António Vieira (Lisboa, Sé, 6 de fevereiro de 1608 — Salvador, 18 de julho de 1697), mais conhecido como Padre António Vieira[1] foi um filósofo, escritor e orador português da Companhia de Jesus.
Uma das mais influentes personagens do século XVII em termos de política e oratória, destacou-se como missionário em terras brasileiras. Nesta qualidade, defendeu incansavelmente os direitos dos povos indígenas combatendo a sua exploração e escravização e fazendo a sua evangelização. Era por eles chamado "Paiaçu" (Grande Padre/Pai, em tupi).
António Vieira defendeu os judeus, a abolição da distinção entre cristãos-novos (judeus convertidos a força ao catolicismo, perseguidos e exterminados pela Inquisição) durantes mais de 300 anos e cristãos-velhos (aqueles cujas famílias eram católicas há gerações), e a abolição da escravatura. Criticou ainda severamente os sacerdotes da sua época e a própria Inquisição.[2]
Na literatura, seus sermões possuem considerável importância no barroco brasileiro e português. As universidades frequentemente exigem a sua leitura.
Lucas: Jesus, o Homem Perfeito A Passagem por Jericó, um Encontro da Salvação (18.35–42)

Antonio Vieira diz que há cegos piores do que Bartimeu. São aqueles que não querem ver. Ao cego de Jericó que não tinha olhos, Cristo o fez ver. Mas aos cegos que têm olhos e não querem ver, estes permaneceram em sua cegueira espiritual. A segunda cegueira pior do que a de Bartimeu é ver uma coisa e enxergar outra bem diferente. Eva viu exatamente o que não devia ver e como devia ver. Viu o que não devia ver, porque o fruto era venenoso. Viu como não devia ver, porque viu apenas aquilo que lhe agradava à vista e ao paladar. O terceiro tipo de cegueira pior do que a cegueira de Bartimeu é a daqueles que enxergam a cegueira dos outros, e não a própria. Os cegos deste tipo são capazes de descobrir um pequeno argueiro no olho do vizinho e não se aperceber de uma trave atravessada nos próprios olhos. São aqueles que investigam pequeninas falhas nos outros para alardeá-las como grandes crimes e pecados, esquecidos dos seus grandes e perniciosos defeitos. Finalmente, existe ainda outro tipo de cegueira pior que a do pobre mendigo de Jericó. É a daqueles que não permitem que os outros vejam. Os acompanhantes de Cristo naquela caminhada eram mais cegos do que aquele cego porque impediam que o clamor e os gritos de angústia daquele infeliz chegassem até Jesus, burocratizando a misericórdia divina. É a cegueira daqueles que, por serem infelizes, não permitem a felicidade dos outros.

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