HTC - Aula 1
História da Teologia Cristã • Sermon • Submitted • Presented
0 ratings
· 7 viewsDiscorrer pelo desafios da Igreja no Séc I
Notes
Transcript
Dos Apóstolos aos Pais - Século I
Dos Apóstolos aos Pais - Século I
O denominador comum que percorre toda a história da teologia cristã é o interesse que todos os teólogos cristãos têm pela salvação. Sem dúvida, outras preocupações entram em jogo no decurso da história, mas o interesse em compreender e explicar adequadamente a salvação subjaz a quase todos os outros. A história da teologia cristã, portanto, é a reflexão cristã sobre a salvação. Inevitavelmente, também envolve reflexão sobre a natureza de Deus e da revelação que Ele fez de si mesmo, na pessoa de Jesus Cristo, e sobre muitas outras crenças ligadas a salvação.
Ao estudarmos a história da teologia cristã nos deparamos com a construção de um conjunto de crenças que nos definem como cristãos. Essas crenças podem ser classificadas da seguinte forma:
•Dogmas: São as crenças fundamentais. Como exemplo podemos citar: A crença na Trindade, a encarnação de Jesus Cristo e a salvação pelo sacrifício de Jesus Cristo mediante a sua graça.
•Doutrinas: São princípios e normas de entendimento e conduta. Nesse grupo podemos citar o batismo por imersão.
•Opiniões teológicas: Questões menores e sem muita importância. Como por exemplo, a natureza exata dos anjos ou sua hierarquia.
Testemunho de Tomé
Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando Jesus veio.
Então os outros discípulos disseram a Tomé:
— Vimos o Senhor.
Mas ele respondeu:
— Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, ali não puser o dedo e não puser a minha mão no lado dele, de modo nenhum acreditarei.
João 20.24-25
Embora a vida, os sinais e os ensinamentos de Jesus tenham sido muito superiores a tudo que o mundo já tinha visto até então, a morte, e principalmente sua ressurreição, foram o fator decisivo na vida dos apóstolos e consequentemente da Igreja.
Como disse o apostolo Paulo, se Cristo não ressuscitou dos mortos é vã a nossa fé (1Coríntios 15.14). Sim, Cristo ressuscitou, e os apóstolos deram suas vidas por causa deste testemunho.
O início da colheita do trigo ...
Pentecostes: O Ato Fundador da Igreja (Atos 2)
Cumprimento profético – Joel 2.28–32; Lc 24.49
Derramamento do Espírito – Capacitação para testemunho (At 1.8)
Início da colheita messiânica – 3.000 convertidos (At 2.41)
Formação do novo povo de Deus – Um só corpo (1Co 12.13)
Marcas da Igreja nascente – Palavra, comunhão, oração (At 2.42)
Missão impulsionada pelo Espírito –
Jerusalém → Judeia → Samaria → Confins da terra (At 1.8)
Perseguição como expansão – Dispersão missionária (At 8.1)
Abertura aos gentios – Espírito sobre todas as nações (At 10.44–45)
O destino dos apóstolos
Tiago Maior: Tradições tardias relatam que logo após o Petencostes Tiago tenha pregado na Espanha e Sardenha. Tiago foi executado sob ordens de Herodes Agripa no ano 44.
Tiago, filho de Alfeu: Ou Tiago Menor, não possui uma tradição muito clara sobre seu ministério. Muito do que se diz a respeito desse apóstolo pode ser referente a Tiago, irmão de Jesus. Acredita-se que tenha sido apedrejado até a morte por volta do ano 60.
André: Uma das mais fortes tradições, endossada pelo historiador Eusébio, diz que André pregou o evangelho ao sul da atual Rússia, nas regiões conhecidas como Cítia e Pártia. Pregou também na Ásia Menor, Macedônia e Grécia. Foi em Patras, na Grécia, onde se acredita que o apóstolo tenha sido martirizado numa cruz em forma de “X” por volta do ano 60
Simão Zelote: As tradições concordam com o fato de que Simão se dispôs a um longo e dedicado ministério, que abrangeu regiões distantes como Egito, Mauritânia, Líbia e principalmente as ilhas Britânicas. Alguns autores compartilham da tese de que tenha sido crucificado na Britânia no ano 61.
Pedro: De acordo com as epistolas do apóstolo Pedro, acredita-se que ele tenha pregado na Ásia Menor, atual Turquia, Síria e Corinto antes de se fixar em Roma. Foi martirizado no ano 64, tendo sido crucificado de cabeça para baixo por ordem do imperador Nero.
Paulo: O apóstolo dos gentios, como ficou conhecido, é o que mais possui evidencias de suas viagens missionárias, pois ficaram registradas no novo testamento. Paulo pregou na Fenícia, Síria, Chipre, Galácia, Cilícia, Panfília, Frígia, Corinto, Atenas, Macedônia, Creta, Malta, Sicília, Roma e outras cidades. Foi preso e decapitado por ordem do Imperador Nero no ano 64.
Matias: Existem poucos escritos a respeito de Matias, que foi escolhido para o lugar de Judas Iscariotes. A tradição eclesiástica conta que o apóstolo foi missionário na Armênia, Síria, Macedônia e Etiópia. Acredita-se que tenha sido martirizado por volta do ano 64 em Jerusalém.
Judas Tadeu: O apóstolo é o patrono da Igreja armênia, tendo, segundo a tradição, se fixado nessa região entre os anos 43 e 66. Não há registros firmes sobre sua morte, embora se acredite que tenha sido na Armênia em data e local desconhecidos.
Bartolomeu/Natanael: A região da Ásia Menor é notoriamente apontada pela tradição como um dos palcos de maior atuação do apóstolo Bartolomeu. Acredita-se também que tenha pregado na Índia junto com Tomé. O termo Índia aqui pode determinar uma área maior que envolve a Etiópia e Arábia. Alguns autores sugerem que depois disso Bartolomeu seguiu para a Armênia onde encontrou com o Apóstolo Judas Tadeu e ali teria sido esfolado vivo por volta do ano 70.
Tomé: O apostolo Tomé se dirigiu ao Oriente, tendo pregado na Babilônia, Média, Pérsia, China(?) e Índia, fundando igrejas por onde passou. Uma forte tradição acredita que foi martirizado no sul da Índia por volta do ano 72. Tendo sido morto por sacerdotes hindu, atravessado por uma lança.
Filipe: A melhor tradição diz que Filipe pregou pelas cidades da Ásia Menor e se fixou em Hierápolis, onde teria sido crucificado por volta do ano 80.
Mateus: Existem diversos relatos que vinculam o ministério de Mateus a lugares como Pérsia, Pártia, Macedônia, Egito e Etiópia. Sua morte Não é claramente documentada mas pode ter sido martirizado na Partia ou Etiópia.
João: O apóstolo João pregou o Evangelho em varias cidades da Ásia Menor e Grécia. Possivelmente esteve também em Roma, onde no ano 95 tenha sido exilado em Patmos sob as ordens do Imperador Domiciano. Após a morte de Domiciano, o apóstolo retorna a Éfeso onde morreria de causas naturais em avançada velhice logo após o ano 100.
Os desafios da Igreja no século I
Internos
Má compreensão da graça (Jd 4)
Legalismo (Gl 2.16)
Gnosticismo (1Jo 4.2; 2Jo 7)
Falsos mestres (2Pe 2.1)
Falsas doutrinas (Gl 1.6-7)
Externos
Perseguição judaica (At 8.1; 2Co 11.24)
Críticos pagãos (At 19.23-27)
Filosofias (Cl 2.8)
Perseguição romana (1Pe 4.12-14; Ap)
A resposta dos apóstolos
Fidelidade absoluta a Deus (At 5.29; Ap 2.10)
Concílio de Jerusalém (At 15)
Chamado a santidade ( Tt 2.11-14)
Afirmação da encarnação de Cristo e da ressurreição dos mortos (Jo1.14; 1Co 15.42-44; Lc 24.39-43)
O cuidado na escolha dos líderes (Tt 1.7-9) – Sucessão apostólica.
A pregação da sã doutrina (Tt2.1; 2Tm 1.13-14)
Resultado no século primeiro
Sucessão apostólica – Continuidade do ensino dos apóstolos através de líderes fiéis (2Tm 2.2), garantindo preservação da doutrina.
Credo apostólico – Síntese da fé cristã, protegendo a Igreja contra heresias e afirmando verdades centrais como a Trindade, a encarnação e a ressurreição.
Cartas apostólicas – Instrumentos inspirados pelo Espírito para correção, ensino e edificação (2Tm 3.16).
Ensino apostólico (Didaquê) – Organização prática da vida cristã, culto, disciplina e ética, preservando a tradição recebida.
Testemunho até o sangue (mártires) – Fidelidade a Cristo mesmo diante da morte (Ap 2.10), fortalecendo o testemunho público da fé.
Crescimento e florescimento da Igreja – Apesar das perseguições, a igreja se expandiu poderosamente (At 2.47; At 8.4).
Pais apostólicos – Líderes da geração pós-apostólica que defenderam a ortodoxia e consolidaram a identidade cristã.
Jerusalém
Tiago, irmão do Senhor († c. 62 d.C.)
Simeão (Simão), filho de Clopas
Eusébio, sécIII
Roma
Pedro e Paulo
Lino (mencionado em 2Tm 4.21)
Anacleto (Cleto)
Clemente de Roma (Fp 4.3)
Antioquia
Pedro (tradição antiga o associa à igreja de Antioquia — Gl 2.11).
Final do século I:
Evódio
Inácio de Antioquia (início do século II, mas discípulo da geração apostólica)
Inácio é fundamental para a consolidação da estrutura episcopal.
Éfeso
Paulo (fundador missionário)
Timóteo (1Tm 1.3)
Final do século I:
João, o apóstolo
Segundo tradição antiga, viveu em Éfeso até idade avançada.
Forte influência sobre as igrejas da Ásia.
Depois:
Policarpo de Esmirna (discípulo de João; início do século II), de quem Irineu de Lyon foi discípulo
Papias de Hierápolis
