Reconheço que Preciso de Avivamento

Quando a Terra Clama  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
0 ratings
· 4 views
Files
Notes
Transcript

PARTE 02

DESENVOLVIMENTO - O QUE A PALAVRA ENSINA

TEXTO-BASE:
Saudar os Irmão com a graça e paz de nosso Senhor Jesus. Convidá-los a abrirem a Palavra de Deus em Joel 1.1-14.
Apresentar o tema de 2026: Aviva-nos; a série de mensagens de março: Quando a Terra Clama; e a lição de hoje: Reconheço que Preciso de Avivamento.
Até que todos encontrem, aproveitar para contextualizar. Só então passar à leitura e, depois, à oração.
Joel: O Profeta do Pentecostes Capítulo 1: O Homem, Seu Tempo e Sua Mensagem (Joel 1.1)

Capítulo 1

O homem, seu tempo e sua mensagem

A vida do profeta

O Antigo Testamento, entre os livros de Samuel e Neemias, faz referência a doze diferentes homens que receberam o nome de

A data da profecia

Charles Feinberg é da opinião que Joel é um dos mais antigos profetas escritores do Antigo Testamento, uma vez que Amós e Oséias o citam (

Joel: O Profeta do Pentecostes O Estilo do Profeta

O estilo do profeta

Guilherme Orr diz que o estilo do profeta é claro e vigorosamente descritivo.16 J. Sidlow Baxter, por sua vez, diz que tanto no estilo como no assunto o livro de Joel é fascinante. Joel dificilmente pode ser igualado na vivacidade de sua descrição e no pitoresco de sua linguagem. Seus quadros por escrito que descrevem a terra destruída pela praga, o exército invasor de gafanhotos e a reunião final de todas as nações no vale do juízo são obras-primas em miniatura de forte realismo.17

Joel escreve como um poeta lírico e dramático. Suas descrições do ataque dos gafanhotos são vívidas, dramáticas e reais. Por exemplo, ele descreve os gafanhotos como exército, como nação e como povo. Eles marcham em ordem; têm os dentes de leão e os queixais de uma leoa. Eles se apresentam como cavalos de guerra, como o estrondo de carros militares.18 Joel revela profundo conhecimento da voracidade e destrutibilidade do ataque dos gafanhotos. Suas descrições são rigorosamente compatíveis com os detalhes científicos desses bandos avassaladores.

Joel demonstra, também, um profundo conhecimento da vida religiosa do seu povo. Detalha com precisão o templo, as ofertas, as oferendas, o culto, os sacerdotes como ministros do Senhor. O livro deixa claro que Joel exerceu o seu ministério na cidade de Jerusalém. É aos habitantes dessa cidade que se dirige (2.23). É Jerusalém que vê em perigo (2.9). É em Sião que soará o “alarme” (2.1,15). É no monte Sião e em Jerusalém que se dará a salvação no futuro (2.32). É o cativeiro de Judá e de Jerusalém que então findará (3.1), e Judá e Jerusalém serão “habitadas para sempre” (3.20). O reino de dez tribos no Norte não é mencionado nem sequer uma vez.19

As comparações literárias do profeta são interessantes, especialmente do ponto de vista da teologia, diz A. R. Crabtree. A praga dos gafanhotos é um julgamento e um aviso do Dia do Senhor (1.15; 2.1; 2.10). A libertação da praga de gafanhotos é pelo arrependimento (1.13,14; 2.12–17). Depois da praga dos gafanhotos, o povo recebe as bênçãos da prosperidade e liberdade do poder dos inimigos (2.19,22,24; 3.18). Depois da libertação do poder das nações, o Senhor habitará no meio do seu povo (2.27; 3.21).20

Outra característica do estilo literário de Joel, segundo A. R. Crabtree, é o uso de contrastes.21 Joel contrasta o sofrimento dos homens e animais provenientes da praga de gafanhotos (1.4–20) e a sua felicidade na restauração da produtividade da terra (2.18–27). Contrasta o julgamento divino das nações com as ricas bênçãos do povo do Senhor (2.28–3.21).

Há um grande debate entre os estudiosos se o livro é literal, alegórico ou apocalíptico. Alguns eruditos como Calvino pensam que o capítulo primeiro é um relato literal e que o capítulo segundo seja uma alegoria do ataque dos exércitos inimigos. Há aqueles que pensam que Joel está apenas relatando uma cena alegórica para destacar uma mensagem apocalíptica. Meu entendimento, fulcrado em vários eruditos, é que a descrição de Joel é literal, porém, o cumprimento da sua profecia estende-se para outros fatos históricos que culminarão no grande Dia do Senhor. Charles Feinberg é categórico: “Devemos decidir-nos pelo ponto de vista literal”.22

Joel: O Profeta do Pentecostes As Principais Ênfases do Profeta

As principais ênfases do profeta

Dentre as várias mensagens do profeta Joel, destacaremos quatro de suas ênfases:

Em primeiro lugar, o pecado atrai o juízo divino. A praga de gafanhotos, a seca e o fogo são calamidades que atingem a terra, as plantas, as fontes, o gado, os homens e o culto. Essas calamidades não são apenas catástrofes ou tragédias naturais, mas o juízo de Deus sobre o seu povo. Clyde Francisco diz corretamente que os desastres físicos acompanham a desintegração moral. O modo como um homem vive em relação a seu Deus vitalmente influenciará as suas alegrias ou tristezas terrenas.28

David Hubbard diz que a causa principal da praga foi o culto degenerado, pervertido pelos excessos dos participantes embriagados e dos sacerdotes negligentes, que deixou as práticas pagãs diminuírem a pureza da adoração que devia ter se concentrado somente no nome de Iavé e em seu senhorio único e exclusivo sobre o povo. A resposta verdadeira para o culto errado não era a extinção do culto, mas o culto correto. A descrição final que Joel faz de Iavé, habitando em Jerusalém, no Monte Sião, o local dos templos de Salomão e Zorobabel, é uma prova clara disso.29

Em segundo lugar, quando o povo da aliança desobedece, Deus o disciplina. As calamidades naturais eram chicotes da disciplina de Deus ao seu próprio povo. O povo da aliança tinha desobedecido a Deus, e para trazê-lo de volta o Senhor enviou seus agentes disciplinadores. David Hubbard diz que o grito na adoração não era “Oh!”, mas “ai!” (1.15). As vítimas de Iavé na guerra santa não eram os gentios, mas o povo da aliança, que cercava o santo monte (2.1). Os grandes arcos da catedral da fé de Israel desabaram sobre o povo mediante a palavra profética: a celebração transformou-se em lamento; a confiança na inviolabilidade, em terror diante da destruição completa.30

Joel: O Profeta do Pentecostes As Principais Ênfases do Profeta

Em quarto lugar, o Dia do Senhor será dia de trevas para os impenitentes e bênção indizível para o povo de Deus. O tema unificador de toda a profecia é “o Dia do Senhor”. Essa frase aparece cinco vezes no livro de Joel (1.15; 2.1, 11,31; 3.14). Essa frase constitui a chave para a compreensão da profecia de Joel, particularmente de seus aspectos escatológicos e messiânicos. É importante compreender que a mensagem de Joel deve ser considerada primariamente escatológica.31

O Dia do Senhor será dia de juízo e vingança para os impenitentes e também de recompensa para os salvos. Será dia de luz e de trevas, de condenação e salvação. George Robinson diz que a idéia de um grande dia de juízo sai da mão de Joel tão perfeita, que seus sucessores Amós, Isaías e Malaquias passam a adotar esse mesmo conceito.32

As calamidades históricas são um símbolo do que será o castigo divino no Dia do Senhor. Concordo com Van Groningen quando diz que essa invasão de gafanhotos deve ser considerada um fato histórico. Quando Joel descreve essa cena, aponta para outro desastre vindouro: a invasão de uma nação inimiga (1.6). A primeira cena é usada para colocar diante do povo a imagem de um desastre ainda maior. A cena dos gafanhotos e seus desastrosos resultados leva Joel a referir-se também ao Dia do Senhor (1.15). Esse será um dia de desastre e julgamento que alcançará uma expressão mais plena quando uma nação inimiga invadir e causar devastação.33

03100 Yow’el

procedente de 3068 e 410, grego 2493 Ιωηλ; n pr m

Joel = “Javé é Deus”

Joel (joh´uhl; Heb., “the Lord is God”), the inverse form of the name Elijah (“God is the Lord”).
A evidência mais notável é o endereçamento do livro aos “anciãos” e não ao rei. Ainda que alguns estudiosos não dêem importância a este fato, muitos outros concluíram que Joel deve ter profetizado na época em que não havia rei em Israel. [...]; outra possiblidade que tem longa tradição de apoio é a era (835-830 a.C.) da menoridade de Joás, que subiu ao trono aos sete anos (2Rs 11). O período exílico é eliminado, pois o sistema sacrificial estava em operação quando Joel testemunhou (1.9), o que torna o século IX e o período pós-exílico os dois candidatos principais (HILL, E. Andrew; WALTON, J. H. Panorama do Antigo Testamento. 1 ed. São Paulo: Editora Vida Nova. p. 525).
As profecias ecoam porque Deus é soberano sobre a História! Embora não se saiba a época exata em que Joel profetizou à Jerusalém (antes dos outros), adiantou sua assolação e restauração, e o Pentecostes!
Joel 1.1–14 ARA
1 Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel, filho de Petuel. 2 Ouvi isto, vós, velhos, e escutai, todos os habitantes da terra: Aconteceu isto em vossos dias? Ou nos dias de vossos pais? 3 Narrai isto a vossos filhos, e vossos filhos o façam a seus filhos, e os filhos destes, à outra geração. 4 O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor. 5 Ébrios, despertai-vos e chorai; uivai, todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque está ele tirado da vossa boca. 6 Porque veio um povo contra a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e ele tem os queixais de uma leoa. 7 Fez de minha vide uma assolação, destroçou a minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos. 8 Lamenta com a virgem que, pelo marido da sua mocidade, está cingida de pano de saco. 9 Cortada está da Casa do Senhor a oferta de manjares e a libação; os sacerdotes, ministros do Senhor, estão enlutados. 10 O campo está assolado, e a terra, de luto, porque o cereal está destruído, a vide se secou, as olivas se murcharam. 11 Envergonhai-vos, lavradores, uivai, vinhateiros, sobre o trigo e sobre a cevada, porque pereceu a messe do campo. 12 A vide se secou, a figueira se murchou, a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e já não há alegria entre os filhos dos homens. 13 Cingi-vos de pano de saco e lamentai, sacerdotes; uivai, ministros do altar; vinde, ministros de meu Deus; passai a noite vestidos de panos de saco; porque da casa de vosso Deus foi cortada a oferta de manjares e a libação. 14 Promulgai um santo jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a Casa do Senhor, vosso Deus, e clamai ao Senhor.
Joel 1.1–4 “1 Palavra do Senhor que foi dirigida a Joel, filho de Petuel. 2 Ouvi isto, vós, velhos, e escutai, todos os habitantes da terra: Aconteceu isto em vossos dias? Ou nos dias de vossos pais? 3 Narrai isto a vossos filhos, e vossos filhos o façam a seus filhos, e os filhos destes, à outra geração. 4 O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor.”
Joel 1.6–7 “6 Porque veio um povo contra a minha terra, poderoso e inumerável; os seus dentes são dentes de leão, e ele tem os queixais de uma leoa. 7 Fez de minha vide uma assolação, destroçou a minha figueira, tirou-lhe a casca, que lançou por terra; os seus sarmentos se fizeram brancos.”
Joel 2.25 “25 Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, p-elo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros.”
Assim como nos dias do profeta Joel, quando Deus convocou a comunidade e os sacerdotes a lamentarem e jejuarem diante da devastação que estavam vivendo, o Senhor também nos chama hoje a olharmos com seriedade para a realidade do nosso tempo. Naquele contexto, a terra estava assolada, a lavoura destruída, os frutos haviam desaparecido, a economia entrara em colapso e até os rituais do templo haviam sido interrompidos. Tudo isso revelava não apenas uma crise natural, mas uma crise espiritual: o povo havia se afastado dos preceitos e da Lei do Senhor. Da mesma forma, precisamos olhar com sinceridade para os nossos dias. Vivemos tempos marcados pelo aumento do pecado, e o que mais nos entristece é ver muitos do povo de Deus se rendendo à indiferença espiritual. Quando nos afastamos do Senhor, perdemos a alegria, os frutos diminuem e o fervor se enfraquece. Mas não podemos nos conformar com essa realidade. Somos chamados a reconhecer nossos pecados e nos voltar ao Senhor com esperança, sabendo que o lamento bíblico nos conduz ao arrependimento (BATISTA DO POVO. Lições das células: Reconheço que preciso de avivamento. p. 4).

(ʾel), PREP., NEG. para; em direção a; contra.

(spr), VB. contar; registrar; revelar. Equivalente grego: διηγέομαι (23), ἀριθμέω (12), ἐξαριθμέω (9).

Uso como Verbo

1. dizer — tornar algo conhecido. Tronco: piel, 64. Veja também שׂיח.

piel

(gzm), SUBS. gafanhoto. Equivalente grego: κάμπη (3).

Uso como Substantivo

1. enxame de gafanhotos† — um tipo particular de gafanhoto, possivelmente conhecido por seu enxame. Tópicos Relacionados: Destruidor; Cortador.

(ʾrbh), SUBS. gafanhoto migratório. Equivalente grego: ἀκρίς (15), βροῦχος (3), ἀττέλεβος (1).

Uso como Substantivo

1. gafanhoto — um gafanhoto migratório, tem antenas curtas e que foi considerado limpo para a comida. Veja também צְלָצַל. Tópico Relacionado: Gafanhoto. Entidade Relacionada: Gafanhoto.

[...]

(yeleq), SUBS. gafanhoto. Equivalente grego: βροῦχος (4), ἀκρίς (3).

Uso como Substantivo

1. gafanhoto rastejante — um tipo de gafanhoto, talvez conhecido pelo seu rastejo, que foi considerado limpo para a comida.

[...]

(ḥāsîl), SUBS. gafanhoto. Equivalente grego: ἐρυσίβη (4), βροῦχος (1).

Uso como Substantivo

1. gafanhoto (incerto)† — um certo desconhecido tipo de gafanhoto. Tópico Relacionado: Destruidor.

[...]

Deus nos convoca para o avivamento — não que ele precise, nós que precisamos! Deus sabe daquilo que é força perante as dificuldades, e daquilo que é verdadeira vitória aqui e na eternidade.
Joel 1.5 “5 Ébrios, despertai-vos e chorai; uivai, todos os que bebeis vinho, por causa do mosto, porque está ele tirado da vossa boca.”
Joel 1.8–14 “8 Lamenta com a virgem que, pelo marido da sua mocidade, está cingida de pano de saco. 9 Cortada está da Casa do Senhor a oferta de manjares e a libação; os sacerdotes, ministros do Senhor, estão enlutados. 10 O campo está assolado, e a terra, de luto, porque o cereal está destruído, a vide se secou, as olivas se murcharam. 11 Envergonhai-vos, lavradores, uivai, vinhateiros, sobre o trigo e sobre a cevada, porque pereceu a messe do campo. 12 A vide se secou, a figueira se murchou, a romeira também, e a palmeira e a macieira; todas as árvores do campo se secaram, e já não há alegria entre os filhos dos homens. 13 Cingi-vos de pano de saco e lamentai, sacerdotes; uivai, ministros do altar; vinde, ministros de meu Deus; passai a noite vestidos de panos de saco; porque da casa de vosso Deus foi cortada a oferta de manjares e a libação. 14 Promulgai um santo jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a Casa do Senhor, vosso Deus, e clamai ao Senhor.”
Joel 2.12–13 “12 Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. 13 Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal.”
Joel 2.16–17 “16 Congregai o povo, santificai a congregação, ajuntai os anciãos, reuni os filhinhos e os que mamam; saia o noivo da sua recâmara, e a noiva, do seu aposento. 17 Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele. Por que hão de dizer entre os povos: Onde está o seu Deus?”

(śaq), SUBS. saco; cobertor. Equivalente grego: σάκκος (45), μάρσιππος (1).

Uso como Substantivo

1. saco de carvão (vestuário) — uma roupa grossa, escura provavelmente feita do pelo de cabras ou de outros animais; normalmente indicativo de luto. Tópico Relacionado: Pano de saco. Entidade Relacionada: Pano de saco, roupas de luto.

ʾbl 1), VB. lamentar; prantear. Equivalente grego: πενθέω (9), ἀπώλεια (1), καταπενθέω (1), ὅσος (1).

Uso como Verbo

1. lamentar (chorar) — sentir tristeza e expressá-la através de vocalizações, lágrimas e expressões rituais de tristeza e dor. Tronco: hitpael, 12; qal, 7. Veja também אבל 2, אנה 1, נהה 2, נוד, ספד, קדר. Tópicos Relacionados: Tristeza; Luto.

[...]

qal

[...]

2 (ʾbl 2), VB. murchar. Equivalente grego: πενθέω (1).

Uso como Verbo

1. lamentar (chorar)† — sentir tristeza e expressá-la através de vocalizações, lágrimas e expressões rituais de tristeza e dor. Tronco: qal, 2. Veja também אנה 1, נהה 2, נוד, ספד, קדר. Tópicos Relacionados: Tristeza; Luto.

qal

[...]

A primeira atitude é de sinceridade: é preciso lamento, arrependimento dos nossos pecados, da Igreja e da Nação. A segunda atitude é de seriedade: é preciso engajamento espiritual.
Por isso, assim como Deus convocou a liderança nos dias de Joel, nós também precisamos responder com atitudes concretas. Assim como Deus convocou a liderança e o povo nos dias de Joel, nós também somos chamados a responder com atitudes concretas (BATISTA DO POVO. Lições das células: Reconheço que preciso de avivamento. p. 4).

Otto Schmoller diz que em virtude da familiaridade de Joel com o templo, os sacrifícios e o sacerdócio, podemos presumir que ele pertencia à classe sacerdotal.2 Em virtude de sua contundente mensagem de juízo e convocação da nação ao arrependimento, William MacDonald diz que Joel tem sido chamado de o João Batista do Antigo Testamento.3

Joel: O Profeta do Pentecostes O Estilo do Profeta

O estilo do profeta

Guilherme Orr diz que o estilo do profeta é claro e vigorosamente descritivo.16 J. Sidlow Baxter, por sua vez, diz que tanto no estilo como no assunto o livro de Joel é fascinante. Joel dificilmente pode ser igualado na vivacidade de sua descrição e no pitoresco de sua linguagem. Seus quadros por escrito que descrevem a terra destruída pela praga, o exército invasor de gafanhotos e a reunião final de todas as nações no vale do juízo são obras-primas em miniatura de forte realismo.17

Joel: O Profeta do Pentecostes As Principais Ênfases do Profeta

Em terceiro lugar, o arrependimento sincero suspende o castigo e traz de volta a restauração. Se o pecado produz calamidade, o arrependimento é o portal da bênção (2.12–27). Quando o povo se volta para Deus em lágrimas, Deus se volta para o povo com bênçãos materiais e espirituais. O chamado de Deus não é arrependimento e novamente arrependimento, mas arrependimento e frutos de arrependimento. Não é suficiente rasgar as vestes, é preciso rasgar o coração. Deus não aceita um ritual de quebrantamento; ele espera um choro sincero, cujas lágrimas, como torrentes, quebram a dureza do coração.

Joel: O Profeta do Pentecostes A Teologia do Profeta

Em quarto lugar, os líderes espirituais precisam ter discernimento do seu tempo e chamar o povo ao arrependimento. Os sacerdotes são ministros de Deus (1.9,13,14; 2.17) e eles devem saber interpretar as causas dos problemas que afligem o povo e chamar esse mesmo povo ao arrependimento, dando-lhe o exemplo. Joel faz uma profunda conexão entre o pecado do povo da aliança com as calamidades naturais que sobrevieram sobre a terra de Judá. Ele olha para a vida como um todo. Ele sabe que a desobediência ao pacto traz maldição enquanto a obediência produz bênção (

Tanto no arrependimento quanto no engajamento, a liderança tem parte: o juízo em forma de assolação (até da Casa de Deus) quase sempre é falta de integridade, disciplina; unir o povo é dever maior dela.
Joel 1.14 “14 Promulgai um santo jejum, convocai uma assembleia solene, congregai os anciãos, todos os moradores desta terra, para a Casa do Senhor, vosso Deus, e clamai ao Senhor.”
Joel 2.12 “12 Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto.”
Joel 2.17 “17 Chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, entre o pórtico e o altar, e orem: Poupa o teu povo, ó Senhor, e não entregues a tua herança ao opróbrio, para que as nações façam escárnio dele. Por que hão de dizer entre os povos: Onde está o seu Deus?”
Levítico 23.27 “27 Mas, aos dez deste mês sétimo, será o Dia da Expiação; tereis santa convocação e afligireis a vossa alma; trareis oferta queimada ao Senhor.”
2Crônicas 20.1–4 “1 Depois disto, os filhos de Moabe e os filhos de Amom, com alguns dos meunitas, vieram à peleja contra Josafá. 2 Então, vieram alguns que avisaram a Josafá, dizendo: Grande multidão vem contra ti dalém do mar e da Síria; eis que já estão em Hazazom-Tamar, que é En-Gedi. 3 Então, Josafá teve medo e se pôs a buscar ao Senhor; e apregoou jejum em todo o Judá. 4 Judá se congregou para pedir socorro ao Senhor; também de todas as cidades de Judá veio gente para buscar ao Senhor.”
Esdras 8.21–23 “21 Então, apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos perante o nosso Deus, para lhe pedirmos jornada feliz para nós, para nossos filhos e para tudo o que era nosso. 22 Porque tive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo no caminho, porquanto já lhe havíamos dito: A boa mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas a sua força e a sua ira, contra todos os que o abandonam. 23 Nós, pois, jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus, e ele nos atendeu.”

(zʿq), VB. clamar; pedir socorro. Equivalente grego: βοάω (17), κράζω (11), ἀναβοάω (6).

Uso como Verbo

[...]

3. clamar por ajuda — proferir em voz alta um pedido de ajuda com intensidade. Tronco: qal, 37. Veja também שׁוע 1.

qal

(bky), SUBS. choro. Equivalente grego: κλαυθμός (20), κλαίω (3), κραυγή (1), πένθος (1).

Uso como Substantivo

1. chorando — o processo de derramar lágrimas; geralmente acompanhado por soluços ou outros sons desarticulados. Veja também בְּכִית, דִּמְעָה. Tópicos Relacionados: Lágrima; Choro. Entidade Relacionada: Lágrima.

(mspd), SUBS. cerimônia funeral; lamentação. Equivalente grego: κοπετός (12), κόπτω (1).

Uso como Substantivo

1. lamentação — o ato de chorar ou lamentar na tristeza que é frequentemente acompanhada de pranto ou clamor. Veja também נְהִי, נִי. Tópicos Relacionados: Lamento; Lamentações.

Precisamos: Chorar pelos pecados da nossa nação – Precisamos ter um coração quebrantado e os olhos molhados de lágrimas. Um choro que nasce da consciência de que o pecado é a maior de todas as tragédias. O pecado é pior do que a pobreza, pior do que a fome, pior do que a doença e até pior do que a própria morte. Porque, por mais dolorosos que esses males sejam, eles não podem nos separar de Deus. Mas o pecado, sim! O pecado endurece o coração e rompe a comunhão com o Senhor, por isso, precisamos aprender a lamentar não apenas as consequências do pecado, mas o próprio pecado em si. Jejuar – O jejum é um exercício espiritual de profunda importância, pois revela a urgência de um coração que busca ao Senhor. Quem jejua demonstra que tem pressa em se voltar para Deus e reconhece que precisa dele acima de qualquer outra coisa. O jejum é a expressão da alma que tem fome de Deus. Assim como o povo de Judá foi convocado a ir à casa do Senhor em um tempo de calamidade nacional, nós também, como Igreja, precisamos nos voltar ao Senhor de forma coletiva. Esse é um tempo de confissão, de consagração, de oração e de jejum, reconhecendo que a nossa esperança está somente em Deus. O clamor da Igreja – Precisamos cultivar uma vida de oração coletiva, com reuniões marcadas por arrependimento sincero e clamor fervoroso. Este é um tempo em que a Igreja deve se levantar em unidade, com lágrimas, com quebrantamento e com um profundo senso de dependência do Senhor. É tempo de nos reunirmos não por rotina, mas por necessidade espiritual. É tempo de um grande clamor coletivo, onde reconhecemos nossa condição, nos arrependemos dos nossos pecados e buscamos, com fé, a restauração e avivamento que somente Deus pode trazer (BATISTA DO POVO. Lições das células: Reconheço que preciso de avivamento. pp. 4-5).
O Espírito Santo nos leva, primeiro, à santidade; depois, a um amor por nossa Igreja; e, por fim, a um envolvimento inexplicável com a Nação, a ponto de chorarmos seus pecados e clamarmos por ela.
Jejum geralmente é assunto entre o crente e Deus. Mas quando o alvo é avivamento, sobretudo, após uma apostasia ou uma assolação nacionais, os jejuns públicos devem ser convocados com urgência.
Joel 2.12–14 “12 Ainda assim, agora mesmo, diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. 13 Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal. 14 Quem sabe se não se voltará, e se arrependerá, e deixará após si uma bênção, uma oferta de manjares e libação para o Senhor, vosso Deus?”
Joel 2.18–29 “18 Então, o Senhor se mostrou zeloso da sua terra, compadeceu-se do seu povo 19 e, respondendo, lhe disse: Eis que vos envio o cereal, e o vinho, e o óleo, e deles sereis fartos, e vos não entregarei mais ao opróbrio entre as nações. 20 Mas o exército que vem do Norte, eu o removerei para longe de vós, lançá-lo-ei em uma terra seca e deserta; lançarei a sua vanguarda para o mar oriental, e a sua retaguarda, para o mar ocidental; subirá o seu mau cheiro, e subirá a sua podridão; porque agiu poderosamente. 21 Não temas, ó terra, regozija-te e alegra-te, porque o Senhor faz grandes coisas. 22 Não temais, animais do campo, porque os pastos do deserto reverdecerão, porque o arvoredo dará o seu fruto, a figueira e a vide produzirão com vigor. 23 Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, regozijai-vos no Senhor, vosso Deus, porque ele vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva temporã e a serôdia. 24 As eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de vinho e de óleo. 25 Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros. 26 Comereis abundantemente, e vos fartareis, e louvareis o nome do Senhor, vosso Deus, que se houve maravilhosamente convosco; e o meu povo jamais será envergonhado. 27 Sabereis que estou no meio de Israel e que eu sou o Senhor, vosso Deus, e não há outro; e o meu povo jamais será envergonhado. 28 E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; 29 até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.”
Joel 2.32 “32 E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque, no monte Sião e em Jerusalém, estarão os que forem salvos, como o Senhor prometeu; e, entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar.”

(nḥm), VB. consolar-se; sentir pesar. Equivalente grego: παρακαλέω (26), μετανοέω (8).

Uso como Verbo

[...]

4. abrandar — cessar uma atividade em particular, frequentemente com a implicação de que compadecer-se é um ato de graça. Tronco: nifal, 22. Tópico Relacionado: Desistir.

nifal

Joel: O Profeta do Pentecostes A Teologia do Profeta

A teologia do profeta

Joel: O Profeta do Pentecostes A Teologia do Profeta

Em terceiro lugar, a salvação é pela graça mediante a fé e não uma conquista das obras. Segundo Joel, a salvação é pela graça de Deus, mediante a fé.37 O profeta Joel faz uma declaração categórica: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (2.32). Com base na profecia de Joel, a salvação pela graça mediante a fé foi livremente apresentada a todas as pessoas de todas as nações do mundo pelo apóstolo Pedro no dia de Pentecostes (

Joel: O Profeta do Pentecostes A Divisão do Livro

A divisão do livro

O livro do profeta Joel é dividido em duas partes. A primeira parte do livro vai de 1.1 a 2.17, e a segunda parte de 2.18 a 3.21. A primeira parte pode ser denominada: o pronunciamento da ira de Iavé, pela qual ele executa a maldição do pacto. Essa ira, entretanto, é atenuada pelo chamado ao arrependimento e pela garantia de que Iavé é misericordioso.

A segunda parte é introduzida pelo amor ativo de Iavé que o leva a procurar, defender e fazer prosperar o seu povo. Nessa segunda divisão da sua mensagem o profeta explica o derramamento do Espírito, os sinais do Dia do Senhor, o livramento dos fiéis de Jerusalém, o julgamento divino das nações e as bênçãos divinas de Judá.23 As bênçãos do pacto virão seguramente a um povo fiel, enquanto o juízo de Deus alcançará as nações.24

Paul House define a primeira parte (1.1–2.17) como uma descrição da praga dos gafanhotos, e a segunda parte (2.18–3.21) como a era escatológica vindoura ou então entre o lamento com a praga de gafanhotos e a resposta de Iavé diante desse lamento.25 Concordo com Meyer Pearlman quando diz que Joel predisse o futuro à luz do presente, considerando um acontecimento atual e iminente como símbolo de um acontecimento futuro.26

A resposta do Senhor para o seu povo foi composta por quatro partes. Primeira, a terra seria restaurada. Segunda, o povo passaria por um despertar espiritual. Terceira, Deus iria julgar as nações que não se arrependessem. Quarta, Judá receberia uma bênção especial bem como proeminência.27

Joel: O Profeta do Pentecostes A Teologia do Profeta

Em quinto lugar, o Deus da aliança é o Deus da restituição. O arrependimento traz a suspensão do castigo e a volta das bênçãos (2.18–27). Quando o povo se volta para Deus em arrependimento, Deus se volta para ele em graça, restituindo-lhe tudo aquilo que o inimigo havia levado (2.18–27). A restauração divina alcança a terra, o campo, as fontes, os animais, os homens, o templo e o culto. Tudo que estava morto pelo pecado recebe vida pela conversão.

Em sexto lugar, o derramamento do Espírito é uma promessa segura e abundante para o povo de Deus. Joel prediz mais explicitamente que qualquer profeta, o derramamento do Espírito sobre toda a carne (2.28,29). Joel é chamado de o profeta do Pentecostes.38 O derramamento do Espírito é uma promessa segura e abundante de Deus (2.28–32;

Joel: O Profeta do Pentecostes A Teologia do Profeta

Em oitavo lugar, a restauração do povo de Deus será gloriosa. Em contraste com as nações condenadas à destruição, os israelitas fiéis serão libertos do poder dos inimigos e recompensados com as bênçãos do Senhor. Jerusalém será eternamente livre do poder do inimigo (3.18). A terra de Israel será um jardim de prosperidade e felicidade (3.20). Essas bênçãos são messiânicas e se cumprirão na plenitude de todas as coisas, quando a igreja de Cristo reinará com ele num reino de glória.

PERGUNTA PARA REFLEXÃO E INTERAÇÃO NO GRUPO

A) Quando você olha para o seu coração, você enxerga áreas de pecado e frieza espiritual? Há algo que o Espírito Santo já tem mostrado a você?
B) Esse reconhecimento tem produzido quebrantamento verdadeiro ou apenas preocupação momentânea? Você tem chorado diante de Deus pelos seus pecados e pelos pecados da nossa geração?
C) Que atitudes práticas você pode assumir nesta semana para responder ao chamado de Deus — separando tempo para jejum, oração e clamor pela sua vida, pela Igreja e pela nossa nação?

PARTE 03

DESAFIO DA SEMANA

Separe, ao longo desta semana, um tempo específico para buscar ao Senhor com mais intencionalidade. Escolha um dia para jejuar (de forma parcial ou conforme sua condição), e todos os dias reserve alguns minutos para oração, confessando seus pecados e clamando por um coração mais sensível à presença de Deus.Peça ao Senhor que comece um verdadeiro avivamento em sua vida e use você como instrumento de restauração em nossa geração.
Related Media
See more
Related Sermons
See more
Earn an accredited degree from Redemption Seminary with Logos.