43 - Celebre a Graça que te Encontrou!
Parábolas de Jesus • Sermon • Submitted • Presented
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TEXTO
TEXTO
1 Aproximavam-se de Jesus todos os publicanos e pecadores para o ouvir. 2 Os fariseus e os escribas murmuravam, dizendo: — Este recebe pecadores e come com eles. 3 Então Jesus lhes contou esta parábola: 4 — Qual de vocês é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la? 5 E, quando a encontra, põe-na sobre os ombros, cheio de alegria. 6 E, indo para casa, reúne os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: “Alegrem-se comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.” 7 Digo a vocês que, assim, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. 8 — Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma delas, não acende a lamparina, varre a casa e a procura com muito empenho até encontrá-la? 9 E, quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: “Alegrem-se comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.” 10 Eu afirmo a vocês que a mesma alegria existe diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende. 11 Jesus continuou: — Certo homem tinha dois filhos. 12 O mais moço deles disse ao pai: “Pai, quero que o senhor me dê a parte dos bens que me cabe.” E o pai repartiu os bens entre eles. 13 — Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e lá desperdiçou todos os seus bens, vivendo de forma desenfreada. 14 — Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome, e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um dos cidadãos daquela terra, e este o mandou para os seus campos a fim de cuidar dos porcos. 16 Ali, ele desejava alimentar-se das alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhe dava nada. 17 Então, caindo em si, disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome! 18 Vou me arrumar, voltar para o meu pai e lhe dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; 19 já não sou digno de ser chamado de seu filho; trate-me como um dos seus trabalhadores.’ ” 20 E, arrumando-se, foi para o seu pai. — Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou e, compadecido dele, correndo, o abraçou e beijou. 21 E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado de seu filho.” 22 O pai, porém, disse aos servos: “Tragam depressa a melhor roupa e vistam nele. Ponham um anel no dedo dele e sandálias nos pés. 23 Tragam e matem o bezerro gordo. Vamos comer e festejar, 24 porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.” E começaram a festejar. 25 — Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando voltava, ao aproximar-se da casa, ouviu a música e as danças. 26 Chamou um dos empregados e perguntou o que era aquilo. 27 E ele informou: “O seu irmão voltou e, por tê-lo recuperado com saúde, o seu pai mandou matar o bezerro gordo.” 28 — O filho mais velho se indignou e não queria entrar. Saindo, porém, o pai, procurava convencê-lo a entrar. 29 Mas ele respondeu ao seu pai: “Faz tantos anos que sirvo o senhor e nunca transgredi um mandamento seu. Mas o senhor nunca me deu um cabrito sequer para fazer uma festa com os meus amigos. 30 Mas, quando veio esse seu filho, que sumiu com os bens do senhor, gastando tudo com prostitutas, o senhor mandou matar o bezerro gordo para ele!” 31 — Então o pai respondeu: “Meu filho, você está sempre comigo; tudo o que eu tenho é seu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-se, porque este seu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado.”
A Proposição (O que o texto afirma):
A Proposição (O que o texto afirma):
O coração de Deus é marcado por uma alegria de festa e contagiante ao encontrar pecadores perdidos, o que contrasta frontalmente com a frieza e o julgamento da religiosidade humana que se incomoda com o diferente e o indigno sendo alcançado.
O Propósito (O que você quer da igreja):
O Propósito (O que você quer da igreja):
Levar a igreja a se maravilhar com o seu próprio resgate, abandonar a postura de "irmão mais velho" (julgador) e passar a celebrar com alegria a chegada e o resgate de novos pecadores.
ILUSTRAÇÃO
ILUSTRAÇÃO
No dia 21 de agosto de 1911, a França sofreu um choque. A Mona Lisa, a pintura mais famosa do mundo, foi roubada de dentro do Museu do Louvre, em Paris. O desespero foi absoluto. A polícia revirou o país inteiro, fronteiras foram fechadas, e o museu ficou trancado por uma semana. Quando o Louvre finalmente reabriu, um fenômeno impressionante aconteceu: milhares de parisienses fizeram filas imensas, pagaram ingresso e entraram no museu apenas para olhar para o espaço vazio na parede e chorar. Aquele espaço vazio gritava o tamanho da perda. Foram dois anos de buscas incansáveis, até que o quadro foi finalmente recuperado em 1913. Quando a Mona Lisa voltou para Paris, a França inteira parou para celebrar. Houve festa nas ruas, manchetes em todos os jornais, alegria nacional. E sabem de uma coisa? Ninguém cruzou os braços e reclamou da festa. Ninguém achou a alegria exagerada. Por quê? Porque todos concordavam que aquilo que havia sido perdido tinha um valor inestimável. O valor da obra justificava o tamanho da festa.
EXPOSIÇÃO
EXPOSIÇÃO
As Escrituras não são formadas de várias histórias independentes. Da mesma forma, as parábolas não são histórias independentes, mas ilustrações que, quando interligadas, ensinam a realidade sobre quem o homem é, quem Deus é e o que Deus fez/ faz/ fará. A parábola da Dracma Perdida, por exemplo, não está jogada aleatoriamente entre a parábola da Ovelha Perdida e do Filho Pródigo.
Jesus quer que nós, diferente dos fariseus, vejamos o valor inestimável das vidas que estão perdidas e podem ser alcançadas pelo evangelho da graça de nosso Senhor.
Lá no versículo dois os fariseus acusaram Jesus dizendo:
Lucas 15.2 “ — Este recebe pecadores e come com eles.”
Para eles, os pecadores, ainda que arrependidos, não tinham valor algum enquanto não falassem, se vestissem e se comportassem como eles.
Vocês conhecem alguém que se incomoda porque alguém “diferente” e socialmente “inconveniente” é alcançado por Jesus e passa a fazer parte da comunidade da fé?
Os fariseus não estão reclamando de pecadores que vivem uma vida dupla: santos na igreja/ devassos, orgulhosos, invejosos, fora da igreja. Os fariseus estão incomodados com pessoas que estão sendo verdadeiramente alcançados pela graça, transformados por Deus, porque são pessoas indignas, mau faladas, de péssima reputação.
Sabe quando a gente tem aquele novo convertido que recebeu o evangelho de Cristo, sedento por mais de Deus e por viver a fé, mas que ainda não abandonou a sua forma diferente de falar, de se vestir, etc? Não falo de quem se veste ou de quem fala de forma escandalosa, mas daquela pessoa que naturalmente se veste de forma diferente do “padrão” ou que fala muitas gírias e agora está sendo discipulada e descobrindo o que é a fé em Cristo dia-a-dia e como se portar de uma forma melhor ao contexto ao qual ela agora pertence.
Eu sei que isso não acontece aqui, mas existem lugares onde os irmãos que deveriam acolher, restaurar e reintegrar, discipular, ensinar em amor e orar por quem está chegando agora na Igreja para que ele amadureça na fé, são os mesmos irmãos que começam a falar mal desse novo convertido uns para os outros nas costas desse irmão. Começam a reclamar com a liderança sobre fulano, não chamam nem se enturmam com o ele porque ele é diferente de mais do padrão, ele é inconveniente, da trabalho, etc. Ele é mais um patinho feio do que um belo cisne digno de andar com o restante de nós. E então essa pessoa, cedo ou tarde, percebe que ela está sendo ostracizada, isto é, excluída, afastada, ignorada e mal falada. Atiramos pedras tendo os nossos pecados e corremos o rico de perder um irmão por quem Cristo deu a vida.
Os religiosos odeiam a festa da graça. Mas Jesus conta três histórias para nos convidar a fazer o oposto dos fariseus. Ele está nos dizendo: Celebre a Graça que te Encontrou e que continua Encontrando outros! E nós só conseguimos celebrar essa graça quando entendemos, em primeiro lugar, que Deus está...
I. Buscando incansavelmente o que se perdeu.
I. Buscando incansavelmente o que se perdeu.
Ovelha
Ovelha
Jesus começa usando a figura da ovelha perdida e associa o pastoreio por ser algo extremamente comum aos homens daquela época. Isso é tão comum que ele pergunta:
Qual de vocês é o homem...
Isso nos leva a próxima pergunta: Qual a importância de apenas uma ovelha entre outras 99? Para a nossa mentalidade moderna, capitalista que visa lucro e resultado, perder 1 ovelha em um rebanho de 100 é uma perda de apenas 1%. 1% de perda parece uma excelente margem de erro.
Mas na Palestina do primeiro século, o significado era completamente outro. Perder uma ovelha envolvia economia, honra e relacionamento.
1. Economia - Um Impacto Econômico e Comunitário
1. Economia - Um Impacto Econômico e Comunitário
Um rebanho de 100 ovelhas era considerado de tamanho médio. Na maioria das vezes, esse rebanho não pertencia a um homem só, mas a uma família estendida inteira ou até mesmo a um vilarejo. O pastor que cuidava delas era frequentemente um funcionário ou o filho mais novo da família (como Davi).
Perder uma ovelha não era apenas uma perda pequena no saldo bancário; era a perda da lã (roupas), do leite (queijo/sustento diário) e da procriação futura que sustentava toda a comunidade/ família.
2. Honra - A Responsabilidade e a Honra (A Lei do Pastor)
2. Honra - A Responsabilidade e a Honra (A Lei do Pastor)
No antigo Oriente Médio, a profissão de pastor era de extrema prestação de contas. Pela lei da época (e até pelas leis bíblicas, como Êxodo 22:10-13), se uma ovelha se perdesse ou fosse morta por um animal selvagem, o pastor tinha que provar que não a havia roubado ou vendido. Ele era obrigado a lutar com o predador ou, no mínimo, trazer de volta "duas pernas ou um pedaço de orelha" (Amós 3:12) para provar o que aconteceu. Se ele simplesmente dissesse "eu perdi", ele teria que pagar o valor da ovelha do próprio bolso, além de perder sua honra e reputação na aldeia. A reputação de um bom pastor era que nenhuma se perdia.
3. Relacionamento - Uma Relação Íntima e Pessoal
3. Relacionamento - Uma Relação Íntima e Pessoal
Diferente dos pastores no ocidente, que tocam as ovelhas por trás com cães, o pastor do Oriente Médio ia à frente do rebanho, e as ovelhas o seguiam pela voz (João 10). O pastor conhecia o rosto, os defeitos e as manias de cada ovelha, muitas vezes dando nomes a elas. Para ele, aquela não era a "ovelha número 74". Era uma criatura viva, totalmente indefesa, míope e burra para se defender, que estava sob a sua proteção. Saber que ela estava lá fora, no frio ou no escuro, cercada de predadores, rasgava o coração do pastor.
Qual homem, diante de todo esse cenário deixaria uma única ovelha perdida? A resposta é óbvia: NENHUM!
Ao contrário, ele vai buscar essa ovelha e quando a encontra, não a agride, não a ofende, não a repreende, mas a coloca em seus ombros, <DETALHE> CHEIO DE ALEGRIA.
Reúne amigos e vizinhos e faz uma festa porque conseguiu trazer de volta aquela que se perdeu. Assim acontece no céu quando um pecador se arrepende.
Deus não volta sua ira aquele que recebe o evangelho, não reivindica todos os pecados cometidos anteriormente pelo pecador, muito menos deixa ele se perder por ter escolhido o pecado no passado.
Deus toma a iniciativa de buscar e quando o traz de volta, ele traz com festa, com alegria!!!
Pela primeira vez ele diz o refrão:
“Digo a vocês que, assim, haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.”
Dracma
Dracma
Se Cristo usou uma ilustração comum ao mundo masculino daquela época, agora ele fará uso de uma ilustração comum as mulheres da época. Jesus não queria deixar as mulheres de fora dessa revelação do caráter de Deus.
Por isso ele inicia com “qual de vocês é a mulher”:
para uma melhor compreensão, substitua dracma por Dólar.
Qual de vocês, tendo dez notas de 100 Dólares, a economia que você juntou com tanto custo, com tanto trabalho, com horas extras, ao perder uma das notas não varreria a casa, viraria a mobília de ponta cabeça se preciso, procuraria até 7x em cada cômodo para encontrar essa nota?
Ele está dizendo: Qual de vocês não se empenha em recuperar um prejuízo financeiro? Uma Dracma era o salário de um dia, um dia com comida na mesa.
Acontece que nós damos mais valor para notas de papel do que para as vidas pagas com sangue. Damos mais valor ao que prejudica nosso bolso do que o que prejudica a vida espiritual e em comunidade de um irmão na fé.
A alegria que você sente quando ganha aquele bônus no seu trabalho, quando encontra o dinheiro que tinha perdido, quando acha aquela moeda de um real no bolso da calça no cesto de roupa suja, essa alegria é comparada a alegria que Deus sente ao encontrar o perdido que lhe pertencia.
O dólar estava perdido sim, mas tinha dono! Você quando andou perdido, já tinha um dono. E é por isso que você precisa celebrar a graça que te encontrou, pois é exatamente essa graça que age nos bastidores.
E nós só conseguimos celebrar essa graça quando entendemos que Deus está...
II. Despertando a nossa consciência da ilusão do pecado (O Filho no Chiqueiro).
II. Despertando a nossa consciência da ilusão do pecado (O Filho no Chiqueiro).
Jesus continua a contar parábolas e agora, sai da figura inanimada da moeda e entra na vida de um jovem cheio de vontades. A juventude é cheia de sonhos, desejos, planos e ambições e, com esse jovem, não era diferente.
Queremos conquistar, experimentar, transformar, vivenciar o mundo e todas as possibilidades que estão diante da gente. As vezes, a casa do Pai, o ambiente do Pai, “atrapalha” os nossos planos, atrasa nosso desejo desesperado por mais do mundo e da vida, e você pensa: “quer saber? nada me impede de ir atrás dos meus sonhos, eu vou é me embora...”, “vou fazer o que eu acho melhor, o que realmente faz sentido e me dá prazer”.
E tem um detalhe nessa história que você talvez já tenha notado: O filho pede a herança. Herança ou bens são destinados aos filhos quando os pais morrem, não enquanto estão vivos. Este filho está tão cego pelos seus desejos que indiretamente ele está dizendo ao Pai: “Pai, eu não quero esperar que o senhor morra pra ter o que o Senhor tem a me oferecer.” “Pai eu não posso te matar agora, mas eu quero que você me dê essa herança agora”. “Pai o senhor não me vale nada vivo, eu quero o que o senhor tem a me oferecer depois de morto”. Só faltou dizer: “Morre logo pai”.
Quantas vezes você desejou que Deus morresse esse ano? Esse mês? Essa semana? Hoje?
Dizemos que amamos a Deus, mas queremos uma vida longe de tudo o que represente o Senhor, de tudo o que nos aproxima Dele. Deus é uma nota de rodapé na sua vida! Ele aparece quando os tempos são difíceis, quando você vai na Igreja porque alguém te forçou a ir, quando você lê um adesivo em um caminhão, mas ele não é parte da sua história.
Queremos viver uma vida boa, tal qual Deus promete aos Seus filhos, mas de preferência sem a intromissão de Deus e sem ter compromisso com Ele.
E lá se vai o jovem sonhador, em busca do mundo e seus sonhos. E o que esse jovem faz? Ele pega tudo, vai para um país distante e gasta tudo vivendo como se não houvesse amanhã. Ele vai em busca de liberdade. A ilusão do pecado é exatamente essa: O pecado sussurra no nosso ouvido: "Fora da casa do Pai é que está a verdadeira vida! Larga mão de ser careta, de ser religioso, vai ser feliz longe de toda essa vida burocrática cheia de regras chatas".
Essas palavras, esses pensamentos são diabólicos! É o Diabo sussurrando ao seu coração meias verdades e mentiras completas. Mas o pecado é a pior "fake news" da existência. Ele sempre promete uma festa, mas entrega um chiqueiro. Ele sempre promete vida, mas cobra com a morte.
O texto diz que houve uma grande fome naquele país e aquele jovem começou a passar necessidade, a ponto de desejar comer a comida dos porcos (v. 14-16). Para um judeu, tocar num porco já era imundo; desejar a comida do porco e não poder comer era o fundo da degradação humana. Ele quebrou a sua dignidade, quebrou o coração do pai e quebrou a própria vida. Em busca dos seus sonhos, ele se viu perdido entre porcos.
Mas é aqui que vemos como o amor do Pai restaura o que nós quebramos. O versículo 17 diz:
17 Então, caindo em si, disse: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome!
Eureka! Epifania! O Estalo! Finalmente, no fundo do fundo do fundo poço ele se deu conta.
Preste muita atenção nisso: o "cair em si" não é apenas uma força de vontade humana que brotou do nada. Lembra da dracma do ponto anterior? Aquele momento no chiqueiro é o exato momento em que a luz de Deus iluminou o coração daquele rapaz. É o Espírito Santo varrendo a mente dele, quebrando o seu coração de pedra.
O fundo do poço muitas vezes é a única coisa que vai nos fazer abrir os olhos pra nossa própria estupidez, miséria e rebelião e Deus sabe disso. Deus usa o fundo do poço para que nós possamos cair em si e dizer: O que eu estou fazendo? Por que eu fiz isso?
A fome no chiqueiro foi a misericórdia de Deus para acordá-lo. O amor de Deus nos desperta nos mostrando que a nossa independência é a nossa ruína. Ele "caiu em si" e lembrou: “Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui estou morrendo de fome! Vou me arrumar, voltar para o meu pai e lhe dizer: ‘Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado de seu filho; trate-me como um dos seus trabalhadores.’ ”.
Talvez você esteja hoje vivendo a ilusão desse jovem. Você tentou buscar alegria longe da vontade de Deus, tomou decisões que quebraram a sua vida, a sua família, a sua pureza, sua saúde mental, etc. E agora você está sentindo o cheiro dos porcos. A festa acabou e a fome chegou. Você chegou no pior momento da sua vida, sem esperança alguma.
Não use este momento para murmurar contra Deus e o mundo! Essa fome espiritual, essa insatisfação, essa tristeza com o seu próprio pecado é o amor do Pai te despertando. É Deus dizendo: "A ilusão acabou. Acorde!".
O verdadeiro arrependimento começa quando você percebe que a pior vida dentro da vontade de Deus ainda é infinitamente melhor do que a melhor vida que o pecado pode oferecer. O amor do Pai restaura o que nós quebramos quando a Graça dEle nos levanta da lama e nos dá a coragem de dizer: “Eu vou engolir o meu orgulho e vou voltar para casa”.
O verdadeiro arrependimento começa quando a Graça de Deus nos levanta da lama e nos dá coragem de voltar. E quando você volta, você tem motivos de sobra para celebrar a graça que te encontrou, porque você descobre que o Pai já estava...
III. Correndo para absorver a nossa justa condenação
III. Correndo para absorver a nossa justa condenação
Esse jovem se levanta e vai de encontro ao seu pai. Mas o que eu quero chamar a sua atenção nesse momento é para a atitude do pai. O texto diz que o filho ainda estava longe quando o pai o avistou.
Isso parece sugerir algumas coisas:
Esse pai estava a espera do filho, como quem fica aguardando o retorno a qualquer momento;
Ele não estava indiferente, não tinha superado a ida do filho e seguido a vida;
O pai se compadece do filho em sua condição lamentável.
Não há, em momento algum sentimento de rancor, de vingança, de orgulho ou de raiva na pessoa do pai.
Quando Deus te resgatou ele não se importou com a sua sujeira, sua indignidade, com a seu cheiro, ele correu, te abraçou e te beijou.
E a atitude do jovem revela um coração realmente arrependido e consciênte de sua situação:
E o filho lhe disse: “Pai, pequei contra Deus e diante do senhor; já não sou digno de ser chamado de seu filho.”
Ainda assim o pai o deu vestes limpas e novas, lhe restituiu a dignidade e a santidade, anel simbolizando a riqueza e realeza que o pai compartilhara com o filho e sandálias pois o filho não seria tratado como servo, um errante, um sem teto.
A festa não estaria completa sem um banquete não é? Mas não foi apenas um banquete como todos os outros, mas foi um bezerro gordo, guardado para ocasiões especiais, para festas realmente importantes.
Tudo isso, o pai fez pela alegria e o prazer de receber eu filho de volta.
Chegamos ao ápice onde uma vida humana é trazida de volta da morte para a comunhão com o Pai. Isso deveria gerar festa em todos nós! Mas o que acontece quando alguém se recusa a celebrar a graça que nos encontrou? Nós acabamos...
IV. Assumindo a arrogância da nossa falsa justiça
IV. Assumindo a arrogância da nossa falsa justiça
Pela primeira vez Jesus vai inserir a figura dos fariseus que se incomodavam com os que estavam recebendo o evangelho nas suas parábolas.
O filho mais velho ao ver a festa, claramente estranha aquele movimento e toda aquela agitação.
Ao descobrir que se tratava de uma festa para o irmão que fora ingrato, que desejara a morte do pai e fez pouco caso de sua família, ele se indignou.
Esse filho foi incapaz de reconhecer e se maravilhar diante da graça e amor daquele pai pelo filho perdido.
A fala dele revela o porquê de sua indignação:
29 Mas ele respondeu ao seu pai: “Faz tantos anos que sirvo o senhor e nunca transgredi um mandamento seu. Mas o senhor nunca me deu um cabrito sequer para fazer uma festa com os meus amigos. 30 Mas, quando veio esse seu filho, que sumiu com os bens do senhor, gastando tudo com prostitutas, o senhor mandou matar o bezerro gordo para ele!”
Vocês percebem a tragédia aqui? O filho mais velho queria as coisas do pai tanto quanto o filho mais novo! O mais novo quis os bens e fugiu. O mais velho quis o cabrito e ficou. O mais novo usou a rebeldia para tentar conseguir o que queria. O mais velho usou a obediência como moeda de troca para tentar colocar o pai em dívida com ele.
Ele diz: "Eu nunca transgredi um mandamento". É a clássica voz do fariseu! É a voz de quem acha que Deus lhe deve uma vida boa, uma conta bancária cheia e saúde perfeita só porque ele vem à igreja todo domingo, dá o dízimo e não bebe.
O filho mais velho estava perdido dentro de casa. Ele não amava o pai, ele amava a recompensa. E a prova de que ele não amava o pai é que ele odiou o que deu alegria ao pai. O pai estava transbordando de alegria porque o irmão que estava morto reviveu, mas o coração do irmão mais velho era duro demais para celebrar a graça.
Aplicação:
Aplicação:
Lembra daquele novo convertido que citei no início do sermão? Aquele do boné, da gíria, das falas impróprias, que chega todo quebrado na igreja? Como você olha para ele? Se a sua primeira reação é julgamento, se a sua reação é: "Eu estou aqui há 20 anos ralando na igreja e o pastor não me dá tanta atenção quanto dá para esse desviado que acabou de chegar", cuidado! Você está vestindo a roupa do irmão mais velho.
Você não entendeu que, embora o pecado daquele novo convertido possa ser diferente do seu, você já esteve na posição dele e também foi alcançado. Agir como o irmão mais velho é estar em uma postura pior que a do filho que fugiu, pois é estar perdido dentro da própria casa, é não enxergar a própria miséria e egoísmo estando próximo do próprio pai.
A arrogância da nossa falsa justiça nos cega. O moralismo te deixa do lado de fora da festa de Deus tanto quanto a devassidão. O pai sai para chamar o filho mais velho para entrar (v. 28). Deus, em Sua infinita graça, está convidando você, religioso, a abandonar o seu orgulho, as suas "folhas" de aparência, e entrar na alegria da salvação. O Pai te diz hoje: "Meu filho, você está sempre comigo; tudo o que é meu é seu. Pare de tentar comprar o meu amor com a sua obediência fria e venha celebrar a graça! Venha se alegrar comigo pois seu irmão estava morto e hoje vive!
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
Lucas 15 é a história de um Deus que festeja. Mas, se vocês notarem, a parábola termina sem um final. Jesus não nos conta se o irmão mais velho engoliu o orgulho e entrou na festa, ou se virou as costas e ficou no escuro, rangendo os dentes.
Por que Jesus não terminou a história? Porque o final estava ali, naquele momento, com fariseus que O escutavam. O convite estava feito. O final dessa história está aqui hoje, o convite foi feito!
Graças a Deus, a nossa esperança não está na nossa obediência, nem na nossa religiosidade. A nossa esperança é que nós temos um Bom Pastor e um Pai que nos recebe!
Meu irmão, minha irmã: você tem valor para Deus. Ele foi atrás de você que andava perdido. Ele varreu a casa sua procura. Ele abriu a porta e te levou para dentro de Sua casa. Se você foi recebido sendo quem é (não, você não é flor que se cheire a menos que Deus trabalhe em você), por que ficar tão incomodado com essa graça quando ela alcança outros em situação igual ou pior que a sua? Abandone os chiqueiros do pecado. Abandone a arrogância da religião morta. Entre na festa da Graça! Que o nosso coração bata no mesmo ritmo do coração de Deus: celebrando com alegria cada pecador que se arrepende. Amém!
