Viva o Milagre da Criação

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Vivamos o Milagre da Criação, conhecendo o Criador, contemplando a sua obra e imitando a Deus no trabalho e no descanso

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Introdução

Ler Gn 1.1-2.3

Em seu comentário sobre Gênesis, Calvino escreve uma Epístola dedicada ao ilustríssimo Príncipe Henrique, Duque de Vendome, Herdeiro do Reino de Navarra, na época, com apenas 10 anos de idade.
Embora muitas coisas contidas neste livro estejam além da capacidade de tua idade, não estou agindo irracionalmente por oferecê-lo à tua leitura, inclusive ao teu atento e diligente estudo. Pois visto que o conhecimento das coisas antigas é prazeroso aos jovens, tu logo atingirás aqueles anos em que a História da Criação do Mundo, e também da grande parte da Antiga Igreja, ocuparão teus pensamentos com igual proveito e deleite.
Calvino segue falando sobre a interpretação dos egípcios, quanto a criação do mundo: “...amontoam uma imensa quantidade de mentiras, e ficam mui longe de alcançar, por uma genuína e clara conexão de narrativa, a verdadeira origem do mundo.”
E segue falando sobre os atenienses: “Não menos pueril e absurda é a fábula dos atenienses, os quais se ufanaram de que são oriundos de seu próprio solo, mantendo para si uma origem distinta do resto da raça humana, e assim vindo a ser ridículos até mesmo para os bárbaros.”
E conclui: “… o Primeiro Livro de Moisés merece ser considerado como um tesouro incomparável, posto que, ao menos, dá uma indisputável segurança acerca da Criação do Mundo, sem a qual seríamos indignos de ter um lugar sobre a terra.
Parece-nos que, apesar de 500 anos terem se passado, as fábulas humanas permanecem conquistando espaço na mente de crianças, adolescentes, jovens e adultos em todo o mundo.
Gênesis trata da origem: do universo, do sistema solar, da atmosfera e da hidrosfera, da vida, do homem, do casamento, do mal, da linguagem, do governo, da cultura, das nações, da religião e do povo escolhido.
Sem o livro de Gênesis, o restante da Bíblia seria incompreensível; na verdade, seria como uma casa ou uma ponte sem colunas.
Em Gênesis, nós vemos, nos capítulos 1—11.1) a criação de todas as coisas; 2) a corrupção de todas as coisas; 3) a condenação de todas as coisas; 4) a confusão de todas as coisas. Nos capítulos 12—50, conhecemos os patriarcas: 1) Abraão; 2) Isaque; 3) Jacó; 4) José.
Uma pergunta emblemática é se Gênesis é fato ou ficção.
Negar a historicidade de Gênesis é relativizar toda a Escritura, pois está escrito: 2Timóteo 3.16 “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça,” . E ainda: porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo (2Pe 1.21).
Se Gênesis é uma ficção, então o primeiro Adão foi uma ficção. E se o primeiro Adão foi uma ficção, então o segundo Adão, Jesus Cristo, não pode ser o cumprimento da profecia. Se a queda não foi um fato histórico, então não houve rebelião contra Deus; se não houve rebelião contra Deus, então o homem não é pecador; e se o homem não é pecador, ele não precisa do Redentor.
Nessa noite convido os irmãos a Viverem o Milagre da Criação, conhecendo o Criador, contemplando a sua obra e imitando a Deus no trabalho e no descanso.

Viva o Milagre da Criação conhecendo o Deus Criador

Ler Gn 1.1-2

MOISÉS COMEÇA O LIVRO dos começos afirmando a existência de Deus, não explicando sua existência. Depois de afirmar a existência de Deus, passa a descrever suas obras. Deus não tem origem, Ele é o Pai da Eternidade e a fonte de todas as coisas, e dEle tudo flui. O universo enorme e incompreensível é obra de Suas mãos. Quando o universo ainda não tinha vindo à existência, Deus já existia. Ele vem antes do tempo e da criação, pois é eterno, autoexistente, autossuficiente e transcende o mundo físico.
O teólogo William MacDonald diz que as quatro primeiras palavras da Bíblia: No princípio, criou Deus… formam o fundamento da fé. Se você crê nessas palavras, não terá dificuldades de crer no restante da Bíblia.
Deus existe, e ele age na criação. Esse fato animador, desmente várias linhas de pensamento humano, como:
1.Ateísmo — O ateísmo nega a existência de Deus, ao passo que Gênesis afirma a existência de Deus. Ao negar a existência de Deus, o ateísmo afirma que o universo surgiu espontaneamente, contudo, isso é improvável, porque o universo é feito de matéria e energia, e matéria e energia não criam a si mesmas. O universo é governado por leis, e essas regras não criam a si mesmas. Logo, alguém maior e independente da matéria criou o universo e estabeleceu leis para governá-lo.
2.Panteísmo — O panteísmo afirma que a divindade está misturada a tal ponto com a obra criada que Deus é tudo e que tudo é Deus. O panteísmo não faz distinção entre o criador e a criatura, entre o autor da criação e a obra criada.
3.Evolucionismo — O livro de Gênesis afirma que no princípio Deus criou os céus e a terra. Depois, descreve que Deus fez isso em seis dias da semana. O livro de Gênesis não corrobora a visão evolucionista, uma vez que afirma a criação dos céus e da terra (Gn 1.1) e depois detalha essa criação em seis dias da semana (Gn 1.3-31).
O primeiro versículo do Capítulo 1 de Gênesis, é a fundação de todas as fundações e, por isso, pode ser considerado o versículo mais importante da Bíblia. O teólogo e físico cristão, falecido em 2024, Adauto Lourenço diz que essa primeira frase da Bíblia define a origem dos três elementos básicos principais com os quais a ciência trabalha: tempo, espaço e matéria. Veja a ordem: No princípio [tempo] Deus criou os céus [espaço] e a terra [matéria].
O texto de abertura da Bíblia nos mostra quatro verdades importantes: o tempo em que o universo foi criado, o autor da criação e como o vasto universo foi criado. Vejamos:
O tempo do Deus Criador (Gn 1.1)
No princípio… O universo teve um princípio. Antes do princípio, só Deus existia, em luz inacessível. Na eternidade, somente o Pai, o Filho e o Espírito viviam, desde sempre e em plena harmonia e felicidade.
Quando Deus abriu as cortinas da eternidade e deu o pontapé inicial no tempo, Ele começou a história criando, e criando o universo.
Quando alguém pergunta: “Quem criou Deus?”, o que respondemos crianças? “Ninguém! Ele não foi criado; Ele é o criador”. Quando alguém pergunta: “Quando Ele passou a existir?”, respondemos: “Ele não passou a existir; Ele é o Pai da eternidade, ou seja, Ele sempre existiu”.
Deus é autoexistente. A vida estava nEle, e tudo existe porque Ele, no princípio, trouxe à existência.
A matéria não é eterna como pensavam os gregos, mas foi criada e veio a existir no princípio. Antes do princípio, o universo não existia. Antes do princípio, Ele planejou todas as coisas, tanto nossa redenção como nossa criação. Deus é a origem e o fim de todas as coisas, o Alfa e o Ômega.
O autor da criação: Deus (Gn 1.1)
No capítulo 1 de Gênesis, o Deus criador é chamado 32 vezes de Elohim, uma palavra que enfatiza Sua majestade e Seu poder. Esse nome de Deus representa Sua relação transcendente com a criação. Deus, diferentemente dos seres humanos, é sem princípio, não gerado, sem oposição ou limitação.
O método do Criador (Gn 1.1)
Criou Deus… O verbo hebraico barah é usado apenas para descrever o trabalho criador de Deus, o único que tem poder de criar sem matéria preexistente. Só Deus pode chamar à existência o que outrora não existia (Romanos 4.17 “como está escrito: Por pai de muitas nações te constituí, perante aquele no qual creu, o Deus que vivifica os mortos e chama à existência as coisas que não existem.” ).
Barah se distingue por ser usado exclusivamente para Deus. “O verbo barah é a criação nova, inédita, sem que algo esteja imaginado. Barah só pode expressar creatio ex nihilo (uma criação a partir do nada)”.
O universo foi criado. Quando o relógio marcou o primeiro instante da história, Deus inicia criando, e durante seis dias Ele criou todas as coisas, livre e soberanamente, para o louvor de Sua glória e para o deleite de Seus filhos.
O criacionismo não é artigo de fé ou religião, mas de ciência. O universo foi criado, e isso a ciência prova. O que aceitamos pela fé é que o universo foi criado por Deus (Hebreus 11.3 “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem.” ).
A criação é obra do Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo
O livro de Gênesis não apenas fala do Deus criador, mas também deixa claro que a criação é uma obra do Deus Pai, do Deus Filho e do Deus Espírito Santo. Vejamos:
Em primeiro lugar, Deus Pai é a fonte de todas as coisas (Gn 1.1). Deus trouxe à existência o que não existia, isto é, do nada, ele tudo fez. Deus trouxe à existência a terra e os céus, e todos os mundos estelares foram criados; em suma, todo o vasto universo tem o próprio Deus como sua única fonte.
Em segundo lugar, Deus Espírito Santo é o energizador de todas as coisas (Gn 1.2). A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas. Podemos traduzir os dois primeiros versículos assim: “No princípio, Deus criou o espaço e a matéria, e a matéria criada era inicialmente sem forma e inabitada”. O Espírito Santo pairava sobre as águas, energizando a obra criada, trazendo vida à criação de Deus. Isso está de acordo com o que diz a Escritura: Envias o teu Espírito, eles são criados, e, assim, renovas a face da terra (Sl 104.30).
Em terceiro lugar, Deus Filho é o revelador de todas as coisas (Gn 1.3). Disse Deus: Haja luz; e houve luz. Deus criou por meio de Sua Palavra. A Palavra é o Verbo, e o Verbo fala da ação divina, como diz o apóstolo João: Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez (Jo 1.3). O Deus Filho é o agente da criação, e foi por meio dEle que Deus fez o universo (Hebreus 1.2 “nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo.” ). O apóstolo Paulo diz: Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele (Cl 1.16). O mesmo que trouxe luz das trevas é Aquele que resplandece em nosso coração para iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo (2Co 4.6). Jesus é o Verbo divino que se fez carne (Jo 1.1,14). Ele é a luz do mundo (Jo 8.12), em quem não há treva nenhuma (1João 1.5 “Ora, a mensagem que, da parte dele, temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.” ), e foi Ele também quem trouxe luz ao universo na criação e traz luz aos que são regenerados para uma viva esperança.
Portanto, meu irmão, viva o milagre da Criação conhecendo o Deus Criador, Eterno, Autoexistente, Autossuficiente e Trino.

Viva o Milagre da Criação contemplando a Obra do Criador

Gn 1.3-31

Deus criou o homem do pó da terra e fê-lo habitar na terra.
A Terra é adaptada para o ser humano e isso não é obra do acaso, uma vez que nenhum outro planeta tem as características adequadas como o planeta Terra para a sobrevivência humana.
Em outras palavras, estamos exatamente onde deveríamos estar.
Todas as obras da criação resplandecem a perfeição, o poder e a sabedoria do Criador. Cada flor do campo é um argumento contra o ateísmo, cada estrela que brilha no firmamento é uma trombeta do Criador. Há beleza em toda a obra da criação e devemos contemplada e nos alegrar nela todos os dias.
Pensemos sobre alguns exemplos das digitais do Criador na obra da criação:
1.A migração das aves. Elas seguem em bandos, milhares de quilômetros, através de terras e mares como se tivessem combinado previamente.
2.A engenharia das abelhas. Observe a moderna e segura engenharia das abelhas, bem como a exatidão de seus cálculos na construção de seus favos de mel.
3.A operosidade das formigas. Contemple a operosidade das formigas, peritas na construção de suas vivendas, onde não faltam trabalho, organização e previdência.
4.O projeto arquitetônico do joão-de-barro. Quem lhe ensinou a arte de pedreiro e a ciência meteorológica para construir sua casa com a porta para o lado menos açoitado pelos ventos e as chuvas?
5.A sabedoria dos peixes. Quem ensinou os peixes do mar e dos rios a migrar no inverno, no tempo da desova, para águas mais profundas e opacas, a fim de se protegerem dos inimigos?
Deus criou e preparou a Terra para ser nosso habitat, e isso não é obra de explosão ou de milhões de anos de evolução. O Dr. James Kennedy traz algumas demonstrações que nos ajudam a lembrar da grandeza da Obra do Criador:
1.O tamanho do planeta. A massa e o tamanho do planeta em que fomos colocados foram rigorosamente planejados. Wallace, ilustre astrônomo, disse que, se a Terra fosse 10% maior ou 10% menor, a vida seria impossível sobre ela. Muitos aqui estudam as ciências exatas e saberm que o acaso não produz a ordem, assim como uma explosão não produziria tal exatidão.
2.A distância entre o Sol e a Terra. Fred John Meldan, estudioso da matéria, afirmou: “A distância do Sol é a distância certa, pois é por isso que recebemos a quantidade certa de luz e calor. Se estivéssemos mais afastados, iríamos congelar e, se estivéssemos mais perto, não sobreviveríamos”.
3.A inclinação do eixo da Terra. Nenhum outro planeta tem seu eixo inclinado assim — 23 graus. Esse ângulo dá condições para que todas as partes da Terra sejam lentamente atingidas pelos raios solares. Se não houvesse essa inclinação, os polos acumulariam uma imensa massa de gelo, e as partes centrais seriam quentes demais e inabitadas.
4.A existência da Lua como faxineira do universo. Sem a Lua, seria impossível viver neste planeta. Se alguém conseguisse arrancar a Lua de sua órbita (como o Gru, os Minions e o Vector fizeram no filme), toda a vida morreria em nosso planeta. Deus nos deu a Lua para limpeza dos oceanos e das praias de todos os continentes. Sem as marés originadas por causa da Lua, todas as baías e praias se tornariam poças podres de lixo, e seria impossível viver perto delas. Em razão das marés, ondas contínuas se quebram nas praias, promovendo a limpeza dos oceanos do planeta, provendo as águas de oxigênio para a obtenção do plâncton, que é a base da cadeia alimentar do mundo. Sem o plâncton, não haveria oxigênio, e o homem não poderia viver sobre a face da terra. Deus fez a Lua do tamanho certo e a colocou na distância certa da Terra para realizar essas e outras funções vitais. Será isso resultado do acaso?
5.A atmosfera terrestre. Vivemos sob um imenso oceano de ar: 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de argônio e outros elementos. Os estudos espectrográficos de outros planetas demonstram que não existe outra atmosfera, em nenhuma outra parte do universo, com os mesmos ingredientes. Se a atmosfera não fosse tão espessa e alta como é, seríamos esmagados pelos bilhões de pedaços de lixo cósmico de meteoritos que caem continuamente sobre o nosso planeta.
6.O ciclo do nitrogênio. O nitrogênio é um elemento extremamente inerte. Se assim não fosse, seríamos todos envenenados por diversos compostos de nitrogênio. No entanto, por ele ser inerte, é impossível combiná-lo naturalmente com outros elementos. O nitrogênio é de vital importância para as plantas sobre a terra. Como é que Deus faz para transferir o nitrogênio do ar para o solo? Ele usa os relâmpagos! Cerca de 100 mil raios ferem o solo diariamente, criando anualmente 100 milhões de toneladas de nitrogênio, útil como alimento das plantas. Não é Thor, nem Odin, nem Zeus quem lança tais raios sobre a Terra.
Em Gênesis 1.3-31, vemos Deus detalhando a sua criação e avaliando Sua obra.
Warren Wiersbe diz que existe um padrão nas atividades de Deus durante a semana da criação: primeiro, ele formou e, depois, encheu. Fez três esferas de atividade: os céus, a terra e as águas, e, então, encheu-as com as formas de vida apropriadas.
Vamos examinar a obra criadora de Deus nos seis dias da criação.
Primeiro dia da criação (1.3-5)
Deus dá uma ordem expressa (1.3). Disse Deus: Haja luz… A Palavra de Deus tem poder criador; Acontece um resultado imediato (1.3). […] e houve luz. A Palavra de Deus é proferida e surte efeito imediato, Deus realiza uma avaliação importante (1.4). E viu Deus que a luz era boa… Deus cria e avalia, Ele faz e aprecia o que fez; Deus executa uma separação necessária (1.4b,5). […] e fez separação entre a luz e as trevas. […] Houve tarde e manhã, o primeiro dia. Deus criou um universo organizado, Deus nomeia uma definição vital (1.5). Chamou Deus à luz Dia e às trevas, Noite… Quando Deus chama a luz dia, Ele dá ao dia sua incumbência e sua natureza; em contrapartida, Ele chama as trevas noite, dá à noite um limite de tempo e submete-a ao Seu senhorio. Deus exibe Sua soberania dando nomes aos elementos.
Segundo dia da criação (1.6-8)
No segundo dia, Deus criou o firmamento. Em primeiro lugar, Deus ordena (1.6). E disse Deus: Haja firmamento no meio das águas e separação entre águas e águas. Em segundo lugar, Deus faz (1.7). o verbo casah, “fazer”, significa “levar algo à condição de finalizado, Em terceiro lugar, Deus define (1.8). E chamou Deus ao firmamento Céus.
Terceiro dia da criação (1.9-13)
Em primeiro lugar, Deus cria os mares (1.9,10) Fica evidente que havia apenas um mar, e essa realidade foi mudada depois do dilúvio, com diferentes oceanos e mares. Em segundo lugar, Deus cria a terra (1.9,10). […] e apareça a porção seca. Da criação ao dilúvio, havia apenas uma terra, ainda não separada como a temos hoje em continentes, alguns livros a chamam de Pangeia. Em terceiro lugar, Deus dá ordens à terra (1.11) E assim se fez. A terra é capacitada a produzir aquilo que lhe é próprio. Henry Morris destaca o fato de que as plantas foram feitas não como sementes, mas como plantas adultas, cujas sementes estavam nelas, da mesma forma que Adão foi criado como um homem maduro, Em quarto lugar, a terra obedece ao Criador (1.12). A criatura recebe ordens e obedece ao Criador, tornando-se agente da obra da criação.
Quarto dia da criação (1.14-19)
Tendo os locais prontos, Deus inicia o processo de enchimento.
No quarto dia, Deus cria o Sol, a Lua e as estrelas, designando-lhes sua função e seu propósito. 
Quinto dia da criação (1.20-23)
No quinto dia, Deus cria os animais aquáticos e os voláteis, ou seja, os peixes e as aves, segundo a sua espécie, e abençoa-os, dando-lhes uma ordem de multiplicação. 
Sexto dia da criação (1.24-31)
No sexto dia, Deus cria os animais terrestres segundo a sua espécie e cria o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, abençoando-os com mandato cultural, social e espiritual.
O homem foi criado por Deus como um ser espiritual, apto para a imortalidade; moral, que tem a semelhança de Deus; e intelectual, com a capacidade da razão e de governo.
Quando o texto diz: […] Façamos o homem… Aqui há um conselho divino, uma decisão coletiva das três pessoas da Trindade. Nas palavras de Harold Willmington “essa é a primeira forte evidência da Trindade no Antigo Testamento”.
Enquanto as demais criaturas são criadas segundo as suas espécies (1.21,24,25), a humanidade é feita à imagem de Deus. James Montgomery Boice destaca que a expressão à imagem de Deus significa que o homem tem personalidade (conhecimento, sentimento e vontade), moralidade (liberdade e responsabilidade) e espiritualidade (foi feito para ter comunhão com Deus). Nenhuma teoria da evolução humana do reino animal, qualquer que seja a sua versão, é compatível com essa declaração bíblica.
A expressão homem e mulher os criou (1.27) O propósito original do Criador para o ser humano é a vida a dois como homem e mulher, ou seja, estes, são destinados à comunhão um com o outro. Homens não são mulheres, e mulheres não são homens. Uma das coisas mais tristes no universo é um homem tentar ser uma mulher ou uma mulher tentar ser um homem – isso é uma abominação.
(PAUSA) Cristo é visto como a Palavra pela qual tudo foi criado (Jo 1.3). A obra de criação faz parte do plano redentor, onde todas as coisas foram feitas através Dele, e a nova criação em Cristo (2Co 5.17) é um cumprimento do propósito original de Deus.
A criação é um reflexo do Cristo pré-encarnado, através de quem tudo foi feito (João 1.3 “Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.” ). A ordem e beleza da criação também antecipam a nova criação que será realizada em Cristo (Apocalipse 21.1-5).
Irmãos amados, Vivam o milagre da Criação contemplando a Obra do Criador como Ele criou. Adaptada ao ser humano, perfeita em sua construção e miraculosa em seus detalhes.
Devemos contemplar o milagre da criação não apenas com admiração, mas também com entendimento do nosso propósito em Deus e a importância do descanso em Sua presença.

Viva o Milagre da Criação imitando ao Deus Criador

Ler Gn 2.1-3

O sétimo dia, o dia do descanso (2.1-3)
Os primeiros três versículos de Gênesis 2 pertencem ao conteúdo do capítulo 1.
Deus conclui o que se propõe a fazer. Os planos de Deus são perfeitos e não podem ser frustrados. Ele decidiu criar os céus e a terra e os criou (1.1), deliberou criar o homem à sua imagem e semelhança e o fez, homem e mulher 1.26,27).
Depois de concluído o trabalho, Deus descansa (2.2). Deus trabalha e descansa. O teólogo William MacDonald diz que esse não é o descanso que segue ao cansaço, mas o descanso da satisfação de um trabalho benfeito.
Kidner complementa: “É o repouso da realização cumprida, não da inatividade, pois ele nutre o que cria”. O próprio Jesus afirmou: […] Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também (Jo 5.17).
Deus se revela a nós, Deus nos relata a grandeza da sua obra e agora nos mostra como devemos imitá-lo.
Embora a palavra “sábado” não apareça aqui, é claro que Moisés está falando desse dia.
O sétimo dia da semana, o sábado judaico, simboliza a antiga criação e a aliança da lei; primeiro você trabalha, depois descansa.
Deus abençoa e santifica o dia de descanso (2.3). E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera. James Montgomery Boice tem razão em dizer que Deus não prometeu apenas descanso (2.2), mas também santidade (2.3). Descanso e santidade caminham juntos, pois santidade é o oposto de pecado, e pecado é aquilo que mais produz cansaço.
A criatura deve imitar o Criador, tanto no trabalho como no descanso (Êx 20.8-11). A criatura não deve apenas deleitar-se na criação, mas, sobretudo, adorar o Criador, origem da criação e fonte de todo o bem.
“O dia de descanso é uma dádiva especial de Deus ao ser humano”. Jesus foi enfático, ao afirmar: … O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado (Mc 2.27).
O primeiro dia da semana, o dia do Senhor, simboliza a nova criação e a aliança da graça: primeiro você crê em Cristo e encontra descanso, depois trabalha (Efésios 2.8–10 “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.” ). A lei judaica do sábado cumpriu-se por meio de Cristo na cruz, e o povo de Deus não está mais preso a ela (Cl 2.16,17).
A base do sábado foi trocada do evento da criação para o evento da ressurreição (Cristo é a primícia da criação); portanto, o tempo foi mudado do sábado para o domingo. Contudo, o mesmo princípio permanece; seis dias são dados para o domínio do homem sobre a natureza, mas o sétimo dia é o dia do Senhor.
Jesus é o modelo perfeito de vida plena, vivendo completamente como o Criador projetou. Sua encarnação como homem e seu papel como o novo Adão mostram como o plano de Deus não só cria, mas também restaura a vida perdida na criação, ligando-se à obra de redenção.
Viva o Milagre da Criação imitando ao Deus Criador no trabalho e no descanso.
Vivamos o Milagre da Criação, conhecendo o Criador, contemplando a sua obra e imitando a Deus no trabalho e no descanso.

Aplicação 1

Creia de verdade em Deus, Todo-poderoso, criador dos céus e da terra. Não aceite ou considere as teorias evolutivas em sua visão de mundo. Tenha coragem para falar, conversar, defender e convencer as pessoas que há um Deus Criador e que ama e cuida da criação e das criaturas. As crianças são bombardeadas com histórias e teorias evolutivas desde a mais tenra infância, os adolescentes são expostos ao ridículo se afirmam acreditar no criacionismo. Jovens e adultos evitam o tema em conversas no ambiente de trabalho ou familiar, chegando a defender a teoria quando questionados. Na academia, todas os segmentes são dominados pela teoria geral da evolução, sendo muito comum que professores universitários apelem à evolução em ciências humanas, exatas e biológicas. A cada momento a sua fé é colocada à prova diante de um mundo que criou suas próprias regras e estabeleceu os seus próprios mestres e doutores para defenderem suas absurdas explicações. Se você crê em um Deus Criador, não se conforme com esse século, conheça a Deus profundamente e dê testemunho Dele em todos os momentos.

Aplicação 2

Compreenda e estude como Deus criou a humanidade à Sua imagem, destacando nosso valor e propósito especial. Moisés enfatiza que a imagem de Deus nos dá a capacidade de refletir Seu caráter e cuidar do restante da criação. Ao compreendermos nossa identidade e missão, podemos nos engajar de maneira mais intencional em servir a Deus e a outros. A ciência moderna foi desenvolvida com base no despetar de cristãos que amavam tanto a Deus, que buscavam compreender suas leis físicas, leis biológicas e leis morais. O Senhor nos dotou de sabedoria e conhecimento, somos os únicos seres capazes de observar, aprender, aplicar, revisar e corrigir os processos e os produtos criados. Deus nos fez, como Ele, humanos criativos.
Tenha alegria em conhecer a obra do Senhor, seja na relação com a terra, com o mar, com o microcosmo, com o macrocosmo; seja na relação com os seres humanos, a sociologia, o direito, a economia, o ensino, o cuidado com crianças ou com idosos; e ainda, mais importante, dedique tempo à teologia em todos os seus segmentos. O Senhor te chama para conhecê-lo cada dia mais.
Tenha consciência que você é chamado para viver uma vida que manifeste o amor, a justiça e a misericórdia de Deus com o planeta e com as pessoas.

Aplicação 3

Considere o significado de Deus descansar no sétimo dia como um modelo para nosso próprio descanso. Moisés descreve o descanso de Deus não por fadiga, mas como uma celebração da completude. Isso nos convida a incorporar tempos de descanso e reflexão em nossa vida, reconhecendo a suficiência do que Deus fez. Apreciar e imitar o descanso divino nos capacita a desfrutar plenamente das bênçãos de Deus e rejuvenesce nossas forças para continuar a obra que Ele nos deu.
O descanso de Deus não significa que ele estava cansado e então fechou os olhos para tirar uma soneca. Deus não se cansa (Isaías 40.28 “Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos fins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não se pode esquadrinhar o seu entendimento.” ). Deus não dorme (Sl 121.4).
Principalmente os homens, os homens não devem trabalhar em busca de um descanso físico próximo. O trabalho enobrece o homem e mesmo no céu, não estaremos em ócio, dormindo ou apenas cantando músicas de louvor ao Cordeiro. Deus nos deu a criatividade para sermos coregentes da sua obra. Entreguem os seus dias ao Senhor, criem, projetem, melhorem, implantem, invistam e se cansem na obra do Senhor, para que possam descansar, não por cansaço, mas por celebração.
Reconhecer e valorizar o Milagre da Criação nos leva a contemplar a grandeza de Deus e a nos rendermos a Ele, fortalecendo nossa fé em Sua soberania e plano para nossas vidas.
Vivamos o Milagre da Criação, conhecendo o Criador, contemplando a sua obra e imitando a Deus no trabalho e no descanso. Que Deus nos abençoe.
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