A necessidade de Pertencer - Atos 4:32-35

Fundamentos de uma Igreja Bíblica  •  Sermon  •  Submitted   •  Presented
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INTRODUÇÃO

Domingo começa, é um dia mais lento, de descanso, você tem planos, marcou de ajeitar aquela torneira quebrada, ou quem sabe aquele passeio atrasado em família, contudo, alguém lembra você que domingo é um dia especial, você tem que ir a Igreja, é o dia separado para isso, e então, acaba indo ao culto.
Chegando na Igreja, você então senta naqueles bancos, por 1h-2h, talvez não fala com ninguém, ouve o que estão dizendo, talvez cumprimente quem estar ao seu lado, dá aquele abraço, oferta, ouve os avisos da semana e acaba até pensando se vem ou não naquele compromisso da semana, contudo, na semana seguinte este ciclo se repete, talvez até em alguns domingos, você escolhe deliberadamente se dar uma folga da Igreja.
Não sou adepto de pensar que ir a Igreja é semelhante a bater um ponto de trabalho, vindo nas reuniões como um programa ou algo do gênero, mas você deve concordar comigo, que vir a Igreja apenas como um compromisso semanal, diminui muito o impacto gerado pela perspectiva de pensar que foi para isso que Jesus morreu na cruz? Foi para gerar esse tipo de reunião? ou será que existe algo mais?? pensemos juntos então, como podemos mudar essa realidade de apenas reunião, para uma verdadeira comunidade de pertencimento?

ESTRUTURA

Pertencer ao corpo de Cristo é ter a mente e o coração voltado para Cristo e para o próximo
Vs. 32 - Uma só mente e um só coração
Quando olhamos para narrativa do nascimento é maravilhoso perceber a transformação que a pessoa do Espírito Santo lança sobre aqueles homens e mulheres. O grupo mais improvável de pessoas, de raças, tribos e nações, de grupos diferentes, de visões antes conflitantes, abrem mão por algo mais profundo do que eles mesmos.
Essa talvez seja a verdade mais penetrante da Igreja do primeiro século, pois a visão de unidade não era centrado em nenhum outro lugar que não fosse no Evangelho. Não haviam mais categorias, somente uma bastava, crer no Senhor Jesus, isso adicionava você a família de Deus, a vida passava a ser compartilhada, as necessidades se tornavam públicas, mas não de modo sórdido, não por fofoca, não por uma perspectiva egoísta, antes, o que se compartilhava tinha a finalidade de junção de parceria, de unidade.
Ao ver o necessitado, de corpo ou de alma, a Igreja rumava para o cuidado com a pessoa, tudo isso devido ao Evangelho. E isso é de fato provocativo, pois nós, seres humanos, a todo momento estamos buscando uma comunidade ao qual façamos parte, ao qual nos tornemos corpo, mas sempre voltamos para nossas vontades. A Igreja de Cristo não anula as múltiplas pessoas, mas coloca o Evangelho como a máxima forma de unidade, seja com Deus, seja com o próximo.
Fato interessante é perceber, que em nenhum lugar, os apóstolos criaram este preceito, não vemos um mestre ensinando tal feito, mas apenas pessoas cheias do Espírito Santo, que vem o outro como a si mesmo, olham para o próximo, pertencer a este grupo é pertencer a uma família que se importa, que se liga, que se torna como um, cada parte sentido e se importando com o outro, pela perspectiva clara do Espírito Santo.
Vs. 33 - O Poderoso testemunho da ressurreição
Atos dos Apóstolos 4.10–12 “saibam os senhores todos e todo o povo de Israel que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, a quem vocês crucificaram e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, sim, em seu nome é que este está curado na presença de vocês. Este Jesus é a pedra que vocês, os construtores, rejeitaram, mas ele veio a ser a pedra angular. E não há salvação em nenhum outro, porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos.”
A Ressurreição de Cristo trouxe duas novas esperanças ao povo de Deus, a primeira, é que todo ensino dado por Cristo era verdadeiramente uma nova perspectiva da lei divina, uma nova forma de entendimento, algo que aproxima o perdido da salvação, do salvador. A segunda, é que Cristo é o verdadeiro messias, o verdadeiro salvador da humanidade, longe de ser mais um mestre, Jesus é o messia prometido, e a Igreja ciente disso, tem a segurança necessária para permanecer firme nas promessas do Senhor.
Vemos ao longo da história do cristianismo, que os desafios custaram realmente a vida de muitas pessoas, como custa até os dias naturais, mas em muitos lugares, o custo de seguir a Jesus tem sido apagado ou esquecido, por não manterem o coração e a mente firmes no real valo da vida, morte e ressurreição de Cristo. O pertencimento a família de Deus, coloca um real preço em saber que nossa unidade, nossa junção, está baseada na graça salvadora, resgatadora e mantenedora da santíssima trindade, ao qual o Pai preparou todas as coisas, o filho executou o plano e o Espírito nos fortalece e mantém.
O que nos cabe agora é manter viva essa esperança, para que como corpo de Cristo a graça se mantenha acessa em nossos corações, realizando uma verdadeira transformação.
vs. 34-35 - O cuidado mútuo e desprendido
O cuidado entre os irmãos era uma marca distintiva de ser parte da Igreja do Novo Testamento. Precisamos entender, que não há uma exclusão das posses dos Cristãos daquele período, haviam muitos que detinham grandes posses e mesmo grande projeção, contudo, percebemos que havia um sentimento claro de cuidado com as necessidades do Próximo, havia um interesse em vê o próximo bem como si mesmo, tanto que nos é dito que não haviam necessitados entre eles, antes, tudo era visto como propriedade dada por Deus para abençoar ao próximo.
Tal fato nos chama atenção por percebermos que nossa sociedade que só pensa em si, poderá até classificar isso como uma perspectiva de teorias sociais e afins, contudo, aqui não estamos falando do Estado forçando eles a fazerem isso, nem tampouco um zelo apostólico por bem dizer, mas uma ação que partia da própria pessoa, ela mesma chegava a conclusão de que o próximo precisava está bem suprido em suas necessidades, pois mesmo trabalhando duro, haviam muitos que estavam em uma condição que necessitavam de ajuda.
Os apóstolos ficavam ali como administradores das ações de graças, do cuidado mútuo e do direcionamento para cada pessoa. Vemos então que na crescente Igreja, os casos são verificados com critério para não incorrerem em injustiças em favorecerem uns e desprezares outros.

APLICAÇÃO

A mente alinhada em um só propósito espiritual
Compartilhar uma vida de oração intencional, onde os pedidos não são artificiais, mas falam daquilo que realmente nos permite ser mais parecido com cristo;
Coração alinhado no sentir a dor do próximo
A ação dos cristãos estava focada nas necessidades reais do próximo, a ponto de renunciar a si mesmo;
2. O evangelho é a força mais poderosa de pertencimento da igreja, pois foi com o sangue de jesus que você foi comprado para estar neste corpo;
Ressurreição é a segurança de que as promessas de deus são verdadeiras, justas e boas, além disso, podemos obedecer a deus e viver a sua vontade.
3. Pertencer a uma igreja é estar unidos como um só corpo, aprendendo com o próximo, se conectando além do momento de cultos, orando juntos por uma causa pessoal, além do ambiente da estrutura;
Pertencer a uma igreja é saber que na medida em que cuidamos dos outros, também somos cuidados.
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