SEXUALIDADE E INTIMIDADE CONJUGAL (2)

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1. Introdução – Por que falar de sexualidade na igreja?
Texto de abertura:
Gênesis 2.24-25
Hebreus 13.4
Deus criou o sexo, o casamento e a intimidade; não são do diabo, não são “sujos”.
O mundo fala de sexo de forma distorcida, vulgar; a Bíblia fala de sexo de forma santa, alegre e responsável.
Quando a igreja se cala, quem educa é a novela, a internet, a pornografia, os amigos…
Hoje vamos olhar para a sexualidade como presente de Deus para o casal, e ver o que ameaça essa intimidade.
Pergunta para a classe: “Quando você ouve a palavra ‘sexualidade’ dentro da igreja, qual é a primeira reação: constrangimento, curiosidade ou gratidão a Deus?”
2. Fundamento bíblico da intimidade conjugal
2.1. O plano de Deus para o casamento
Textos:
Gênesis 2.18, 24;Cântico dos Cânticos ; 1 Coríntios 7.3-5
Pontos principais:
Companheirismo:
“Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18).
O casamento não é só contrato social, é aliança de vida, corpo e coração.
Uma só carne:
A união sexual é parte da expressão dessa “uma só carne” (Gn 2.24).
Não é apenas ato físico, é espiritual, emocional e relacional.
Intimidade sem vergonha:
“Ambos estavam nus… e não se envergonhavam” (Gn 2.25).
O pecado trouxe culpa e vergonha, mas em Cristo há redenção até na sexualidade.
Dever conjugal e cuidado mútuo:
1 Co 7.3-5 mostra:
reciprocidade (“cada um para com o outro”);
cuidado com as tentações;
decisão conjunta até nos períodos de abstinência.
Pergunta para a classe: “Você enxerga a sexualidade do casal como algo espiritual também, ou só físico? Por quê?”
3. Os concorrentes da intimidade
Ideia-chave: “O casal vem antes de tudo” – depois dos votos diante de Deus, somos marido e mulher antes de sermos pai/mãe, profissional, torcedor, etc.
Texto bíblico apoio:
Efésios 5.31-33
Cantares 2.15 (“pegai-nos as raposas…” – pequenas coisas que destroem o vinhedo)
3.1. Exemplos de concorrentes (do seu texto)
Filhos pequenos ocupando todo o espaço do casal
Telefone / celular que não dá sossego
Novela, séries, redes sociais
Futebol, hobbies, trabalho em excesso
Aplicação bíblica:
Deus nos chama a priorizar o cônjuge:
Ef 5.25 – o marido é chamado a amar sacrificialmente.
Ef 5.33 – a esposa é chamada a respeitar o marido.
Isso exige tempo de qualidade, conversa, carinho, descanso juntos.
Pergunta para discussão em grupos pequenos: “Na prática, o que mais concorre com seu tempo de intimidade (física e emocional) no casamento?”
4. Cuidando da agenda: o casal antes dos filhos e das coisas
Textos:
Salmo 127.3 (filhos são herança, não ídolos)
Colossenses 3.18-19 (relacionamento conjugal saudável)
Princípios:
Filhos não podem ocupar o lugar do cônjuge:
Amor pelos filhos é bíblico, mas quando “roubam o cônjuge”, algo está fora de ordem.
O melhor presente para um filho é ver pai e mãe se amando, unidos e saudáveis.
Disciplina e rotina abençoam a casa:
Horário para dormir, quarto próprio para os filhos (na medida do possível).
Isso não é frieza; é cuidado com o casamento.
Desligar o que atrapalha:
Televisão, celular, internet etc.
“Pequenas raposas” que roubam o tempo de conversa, carinho e aproximação.
Pergunta para a classe: “Que mudanças práticas vocês acham que precisariam fazer na rotina da casa para proteger melhor a intimidade do casal?”
5. Solidão, “coelho de pelúcia” e relacionamentos virtuais
Use a ilustração dos coelhos de forma leve:
Um sozinho → morre primeiro
Um com “coelho de pelúcia” → alguma companhia, mas falsa
Um com companheira real → vive mais
Textos bíblicos:
Eclesiastes 4.9-12 – “melhor serem dois do que um…”
Provérbios 5.18-19 – “alegra-te com a mulher da tua mocidade”
Aplicação:
Muitos casados vivem:
na “gaiola da solidão”: casa cheia, coração vazio;
na “gaiola do virtual”: mais conectados com redes sociais que com o cônjuge;
ou na “gaiola do relacionamento real”: onde há conversa, perdão, toque, risos, oração juntos.
Pergunta para reflexão silenciosa: “Em qual ‘gaiola’ meu casamento está hoje?”
6. Adultério: causas e prevenção bíblica
6.1. O que a Bíblia diz sobre adultério
Textos:
Êxodo 20.14 – “Não adulterarás”
Mateus 5.27-28 – Jesus amplia para o coração e para o olhar
Provérbios 5 e 7 – advertências contra a infidelidade
Hebreus 13.4 – Deus julgará os adúlteros
Enfatize:
Adultério é pecado grave, não “fraqueza normal”.
Começa no coração, muito antes do ato.
6.2. Motivos humanos para a traição (do texto) x raiz espiritual
Você tem uma boa lista de motivos (busca de poder sedutor, rotina, curiosidade, falta de Deus etc.). Organize assim, na perspectiva bíblica:
Coração enganoso e não tratado (Jr 17.9)
Falta de contentamento e gratidão (Fp 4.11-12; 1Tm 6.6)
Indisciplina nos olhos e pensamentos (Jó 31.1; Mt 5.28)
Vida conjugal negligenciada (1Co 7.5 – “não vos priveis…”).
Afastamento de Deus e da comunhão (Jo 15.5).
Importante:
Nenhum adultério é “culpa do outro cônjuge”. Falhas conjugais podem criar terreno fértil, mas a decisão de trair é pessoal, voluntária e pecaminosa.
7. Como cada cônjuge pode cooperar com a fidelidade
responsabilidade pessoal
· cuidado mútuo dentro do casamento.
7.1. Para ambos (homem e mulher)
Textos:
Efésios 5.21 – “sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo”
1 Coríntios 7.3-5 – dever conjugal recíproco
Gálatas 5.22-23 – fruto do Espírito no trato diário
Práticas:
Cuidar da intimidade emocional
Ouvir, rir juntos, elogiar, mostrar admiração.
Evitar críticas constantes, ironias, humilhações.
Cuidar da intimidade espiritual
Oração em casal, leitura da Palavra, congregar juntos.
Um casamento que ora junto se fortalece contra tentações.
Cuidar da intimidade física
Conversar abertamente sobre desejos, dificuldades e limites.
Buscar ajuda pastoral/profissional quando necessário, sem vergonha.
7.2. Dicas práticas para a esposa e para o marido (adaptando o texto)
Você tem vários conselhos práticos para a esposa; para não ficar desequilibrado, vale aplicar o mesmo princípio para os dois:
Cuidar de si (higiene, aparência, cheiro agradável).
Separar momentos especiais para o casal (sem falar de problemas pesados).
Demonstrar desejo e carinho, não ser sempre passivo.
Ser intencionalmente romântico(a): palavras, toques, detalhes.
Evitar transformar o quarto em “sala de reunião de problemas”.
“Tudo isso não é para gerar culpa, mas para inspirar cada cônjuge a ser bênção para o outro.”
8. Chamado à restauração: é tempo de cura
Textos:
Joel 2.25-26 – Deus pode restaurar “os anos consumidos…”
Efésios 4.32 – perdão e misericórdia
Colossenses 3.14 – o amor é o vínculo da perfeição
Talvez alguns casamentos presentes estejam frios, doentes, distantes.
Em Cristo há perdão, cura, recomeço e renovação da aliança.
A restauração começa com:
Arrependimento diante de Deus.
Confissão e conversa honesta entre o casal.
Decisões práticas de mudança na rotina.
Busca de ajuda (pastor, conselheiro, terapeuta cristão) quando necessário.
· Peça que cada casado ore silenciosamente pelo seu casamento.
· Se for apropriado, chame casais à frente para uma oração de consagração da intimidade conjugal ao Senhor.
. Esboço resumido
Introdução: Deus é o Criador da sexualidade (Gn 2.24-25; Hb 13.4).
Plano de Deus para a intimidade: companheirismo, “uma só carne”, sem vergonha (Gn 2; 1Co 7).
Concorrentes da intimidade: filhos, telas, trabalho, hobbies (Ct 2.15; Ef 5.31-33).
Organizando a casa e a agenda: o casal antes dos filhos e das coisas (Sl 127.3; Cl 3.18-19).
Solidão x relacionamento real: ilustração dos coelhos (Ec 4.9-12; Pv 5.18-19).
Adultério: o que é e de onde vem (Êx 20.14; Mt 5.27-28; Pv 5 e 7).
Como cooperar com a fidelidade: cuidado emocional, espiritual e físico (Ef 5.21; 1Co 7.3-5).
Chamado à restauração: é tempo de cura (Jl 2.25; Ef 432).
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