NOVO TESTEMUNHO
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Joao 4.1-54
Joao 4.1-54
Jesus faz a transição de um diálogo com um doutor da lei para um diálogo com uma mulher samaritana. O contraste entre Nicodemos e a samaritana é gritante: ele, homem, judeu, fariseu, mestre, membro do Sinédrio; ela, mulher, samaritana, inculta, vivendo uma vida imoral. Ambos, porém, precisavam de Jesus e foram alvos do amor de Jesus. O Senhor prova, outrossim, ser capaz de salvar os dois. Charles Erdman acrescenta que, em vibrante contraste com a fria incredulidade com que nosso Senhor fora recebido em Jerusalém e na Judeia, temos sua experiência em Samaria, onde uma cidade inteira o aceitou como o Messias prometido, o Salvador do mundo.
Hernandes Dias Lopes, João: As Glórias do Filho de Deus, org. Juan Carlos Martinez, 1a edição, Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2015), 120.
ESTA DISPOSIÇÂO
ELE PROVOCA UM ENCONTRO PARA SALVAR
Nessa jornada em direção ao norte, ele opta por passar pela província de Samaria (4.4). A agenda de Jesus começa no céu. Era-lhe necessário passar por Samaria. Havia três estradas para fazer esse trajeto do sul ao norte: uma nas proximidades da costa, outra através da Pereia, e outra que passava pelo centro de Samaria. Esta era a mais curta, porém algumas vezes evitada por causa do conflito entre judeus e samaritanos. Antes de prosseguir na exposição do texto, precisamos falar sobre a origem do povo samaritano. Com a morte do rei Salomão em 931 a.C., Israel foi dividido em dois reinos. Das doze tribos, dez seguiram a liderança cismática de Jeroboão I, formando o que conhecemos como Israel, ou Reino do Norte, distinto de Judá, ou Reino do Sul. O rei Onri chamou a capital do Reino do Norte de Samaria (1Rs 16.24). Esse reino durou 209 anos e teve 19 reis em 8 diferentes dinastias. Nenhum desses reis andou com Deus. Em 722 a.C., o Reino do Norte foi levado cativo pela Assíria. Sargão II deportou os israelitas de posses e povoou a terra com estrangeiros, os quais se casaram com os israelitas sobreviventes, formando um povo racialmente híbrido e religiosamente sincrético. Em 586 a.C., o Reino do Sul também foi levado para o cativeiro, dessa feita pela Babilônia. Depois de setenta anos, os judeus retornaram à sua terra para reconstruir o templo e reedificar a cidade de Jerusalém. Os samaritanos tentaram fazer aliança com os judeus que retornaram, mas foram rejeitados não
Hernandes Dias Lopes, João: As Glórias do Filho de Deus, org. Juan Carlos Martinez, 1a edição, Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2015), 121–122.por questão racial, mas por sua apostasia religiosa. Os samaritanos, então, enciumados, fizeram de tudo para atrapalhar a reconstrução do templo (Ed 3 e 4). Esse ódio dos samaritanos continuou. Quando mais tarde, por volta do ano 444 a.C., Neemias veio da Babilônia com o propósito de reconstruir os muros de Jerusalém, os samaritanos tornaram-se seus principais inimigos (Ne 4.1,2). Por volta do ano 400 a.C., os samaritanos erigiram um templo rival no monte Gerizim; e esse templo, no final do século 2 a.C., foi destruído por João Hircano, o governador asmoneu da Judeia. Essa combinação de eventos estimulou uma ferrenha animosidade entre judeus e samaritanos. Nos dias de Jesus, esse muro de separação, essa parede de inimizade entre judeus e samaritanos, era uma barreira intransponível. Esse é o pano de fundo dessa passagem.
Hernandes Dias Lopes, João: As Glórias do Filho de Deus, org. Juan Carlos Martinez, 1a edição, Comentários Expositivos Hagnos (São Paulo: Hagnos, 2015), 122.
7 TU ESTA PEDINDO ,NAO POÇO NAO TENHO CAPA
