A vida Cristã na prática

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Introdução

Quando alguém crê em Cristo, não apenas recebe perdão dos pecados, mas começa uma nova vida.
A salvação produz transformação. A Bíblia ensina que aqueles que foram salvos passam a viver de maneira diferente.
2 Corinthians 5:17 NVI
17 Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!
A vida cristã não é um conjunto de regras para ganhar a salvação, mas uma resposta de gratidão pela graça recebida.

A oração — relacionamento com Deus

Segundo Timothy Keller, a oração é muito mais do que simplesmente pedir coisas a Deus. Ela é um relacionamento vivo com Ele.
A oração é a maneira pela qual o cristão se relaciona com Deus. Não é apenas repetir palavras ou fazer pedidos, mas conversar com o Pai.
Jesus ensinou seus discípulos a orar.
Matthew 6:9 NVI
9 Vocês, orem assim: “Pai nosso, que estás nos céus! Santificado seja o teu nome.
“Oração é uma resposta pessoal e contínua ao Deus que se revelou em sua Palavra.”
Ou seja, para Keller:
A oração nasce da revelação de Deus nas Escrituras
É uma conversa real com Deus
Envolve adoração, confissão, gratidão e pedidos
Leva o cristão a experimentar intimidade e reverência diante de Deus
Oramos em nome de Jesus porque é por meio dele que temos acesso a Deus e somos ouvidos pelo Pai, pois Cristo é o nosso mediador.
Fala um pouco sobre o guia de oração.

A leitura da Bíblia — Deus fala conosco

Se na oração falamos com Deus, nas Escrituras Deus fala conosco. A Bíblia não é apenas um livro religioso ou um conjunto de ensinamentos morais; ela é a revelação do próprio Deus ao seu povo.
A Escritura é a Palavra de Deus e o meio pelo qual Ele nos ensina, corrige e guia.
2 Timothy 3:16–17 NVI
16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, 17 para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra.
Isso significa que a Bíblia é a Palavra de Deus escrita, e por meio dela o Senhor revela quem Ele é, qual é a sua vontade e como devemos viver.
Por essa razão, a leitura das Escrituras deve fazer parte da vida devocional diária do cristão. Assim como o corpo precisa de alimento todos os dias, a alma também precisa ser alimentada pela Palavra de Deus.

A Palavra como alimento espiritual

O cristão cresce espiritualmente à medida que se alimenta das Escrituras. A Bíblia fortalece a fé, orienta decisões e transforma o coração.
1 Peter 2:2 NVI
2 Como crianças recém-nascidas, desejem de coração o leite espiritual puro, para que por meio dele cresçam para a salvação,

A Escritura molda o coração do cristão

A leitura da Bíblia não deve ser apenas intelectual, mas também espiritual e transformadora.
Não lemos a Bíblia apenas para adquirir informação, mas para conhecer a Deus e sermos moldados por Ele.
O puritano Richard Baxter aconselhava os cristãos dizendo:
“Leia as Escrituras como se estivesse ouvindo o próprio Deus falar com você.”

A importância da constância

A vida devocional é construída por meio da constância, não apenas em momentos ocasionais. O salmista descreve o homem que ama a Palavra de Deus dizendo:
Psalm 1:1–2 NVI
1 Como é feliz aquele que não segue o conselho dos ímpios, não imita a conduta dos pecadores, nem se assenta na roda dos zombadores! 2 Ao contrário, sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite.

A vida devocional na prática

Cultivar uma vida devocional significa separar momentos regulares para:
ler a Bíblia
meditar no que foi lido
responder a Deus em oração
Essa prática fortalece a fé e ajuda o cristão a viver de maneira fiel no dia a dia.
Falar da ferramenta devocional que criamos.

O culto público — a vida cristã é comunitária

A vida cristã não foi feita para ser vivida isoladamente. Quando Deus salva uma pessoa, Ele não a chama apenas para um relacionamento individual com Ele, mas também para fazer parte do seu povo, a igreja.
Desde o início, os cristãos se reuniam regularmente para adorar a Deus, ouvir sua Palavra e fortalecer uns aos outros na fé.
Hebrews 10:25 NVI
25 Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia.
O culto público é o momento em que o povo de Deus se reúne para reconhecer a grandeza do Senhor e para ser edificado por Ele.

O culto na igreja primitiva

O livro de Atos descreve como os primeiros cristãos viviam essa realidade:
Acts 2:42 NVI
42 Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações.
Esse texto mostra alguns elementos centrais do culto cristão:
o ensino da Palavra
a comunhão entre os irmãos
a oração
a celebração dos sacramentos
Essas práticas continuam sendo centrais na vida da igreja até hoje.

O culto como meio de graça

Na tradição reformada, o culto público é visto como um dos principais meios de graça, ou seja, os instrumentos que Deus usa para fortalecer a fé de seu povo.
O reformador João Calvino ensinava que Deus nutre e sustenta a fé da igreja especialmente por meio da pregação da Palavra e dos sacramentos.
Ele afirmava:
“Deus não quis que sua Palavra fosse pregada em vão, mas que por ela seu povo fosse edificado.”
Assim, quando a igreja se reúne, Deus age por meio da sua Palavra para ensinar, corrigir e consolar seu povo.

A importância da comunhão cristã

O culto público também expressa a realidade de que os cristãos pertencem uns aos outros. A fé cristã não é apenas individual, mas também comunitária.
O teólogo Dietrich Bonhoeffer, em seu livro vida em comunhão, destacou a importância da comunhão entre os cristãos:
“O cristão precisa do outro cristão que lhe fale a Palavra de Deus.”

A adoração coletiva

Quando a igreja se reúne, ela também expressa publicamente sua adoração ao Senhor.
A Bíblia declara:
Psalm 29:2 NVI
2 Atribuam ao Senhor a glória que o seu nome merece; adorem o Senhor no esplendor do seu santuário .
No culto público, a igreja:
louva a Deus
ora em conjunto
ouve a pregação da Palavra
celebra os sacramentos
fortalece a comunhão entre os irmãos
Essas práticas ajudam a formar e sustentar a vida espiritual do cristão.

O culto como testemunho ao mundo

Além de edificar os cristãos, o culto também testemunha ao mundo a realidade do reino de Deus. Quando a igreja se reúne para adorar, ela demonstra que Deus é digno de toda honra e glória.
O teólogo reformado J. I. Packer afirmou:
“O propósito supremo da igreja é glorificar a Deus.”
E o culto público é uma das maneiras mais claras pelas quais a igreja cumpre esse propósito.

Participação financeira — contribuir para a obra de Deus

A participação financeira é parte da vida cristã porque tudo o que temos vem de Deus.
Quando contribuímos, reconhecemos que Ele é o verdadeiro dono de todas as coisas e demonstramos gratidão por sua graça.
2 Corinthians 9:7 NVI
7 Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação, pois Deus ama quem dá com alegria.
Paulo ensina que há 3 atitudes corretas ao contribuir:
voluntariedade (2Co 9.7) “segundo o que tiver proposto”
alegria (2Co 9.7) “Deus ama quem dá com alegria”
proporcionalidade e constância (1Co 16.2) “No primeira dia, cada um de vocês ponha a parte que puder ajuntar”
A contribuição cristã não deve ser motivada por obrigação ou pressão, mas por gratidão, alegria e constância diante da salvação recebida.

Deus é o dono de todas as coisas

A Bíblia afirma que tudo pertence ao Senhor.
Psalm 24:1 NVI
1 Do Senhor é a terra e tudo o que nela existe, o mundo e os que nele vivem;
Isso significa que os recursos que possuímos são dádivas confiadas por Deus. Contribuir para a obra de Deus é reconhecer essa realidade.
O reformador John Calvin ensinava que os bens materiais são concedidos por Deus para que sejam usados para sua glória e para o bem do próximo.

A contribuição no Novo Testamento

A igreja primitiva demonstrava grande generosidade.
Acts 2:44–45 NVI
44 Os que criam mantinham-se unidos e tinham tudo em comum. 45 Vendendo suas propriedades e bens, distribuíam a cada um conforme a sua necessidade.
A contribuição servia para:
sustentar a obra da igreja
ajudar os necessitados
apoiar o ministério da Palavra
O apóstolo Paulo também ensina:
1 Corinthians 9:14 NVI
14 Da mesma forma, o Senhor ordenou àqueles que pregam o evangelho, que vivam do evangelho.
Isso mostra que as contribuições dos cristãos também sustentam o ministério da igreja.

Generosidade como fruto do evangelho

A generosidade cristã nasce do próprio evangelho. Cristo se entregou por nós, e essa graça transforma nossa maneira de lidar com os recursos.
Paulo usa o exemplo das igrejas da Macedônia:
2 Corinthians 8:5 NVI
5 E não somente fizeram o que esperávamos, mas entregaram-se primeiramente a si mesmos ao Senhor e, depois, a nós, pela vontade de Deus.
A contribuição não começa com dinheiro, mas com um coração entregue a Deus.

A contribuição como ato de adoração

A oferta não é apenas um aspecto administrativo da igreja; ela também é um ato de adoração.
Quando contribuímos, estamos dizendo que:
confiamos em Deus
reconhecemos sua provisão
desejamos que o evangelho avance

Conclusão da aula

A vida cristã é uma vida de comunhão com Deus e compromisso com o próximo.
O cristão vive:
orando
lendo a Palavra
participando da igreja
servindo
contribuindo para a obra de Deus
Essas práticas não nos salvam, mas são frutos da salvação.

Perguntas para reflexão

Por que a oração é importante na vida cristã?
Como a leitura da Bíblia transforma nossa vida?
Por que é importante participar do culto público?
Como a contribuição financeira participa da obra de Deus?
S.D.G
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