189 - Separando o santo do profano
O Evangelho de Jesus nos Profetas • Sermon • Submitted • Presented
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· 7 viewsReflexão bíblica textual / temática sobre as visões que Deus deu a Ezequiel do novo Templo, restaurado e cheio da glória do Senhor no meio da mais completa desesperança reinante pelo prolongado tempo de exílio que Israel experimentava a centenas de quilômetros da terra santa, tendo de aprender nesta dificultosa situação que o sagrado e o profano são incompatíveis, pois Deus é santo, e importa que aqueles que com Ele se relaciona também assim o sejam.
Notes
Transcript
— … para fazer separação entre o santo e o profano [Ezekiel 42.15-20]
— … para fazer separação entre o santo e o profano [Ezekiel 42.15-20]
I. Texto Áureo:
I. Texto Áureo:
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Ezekiel 42:15–20 (ARA) — 15 Acabando ele de medir o templo interior, ele me fez sair pela porta que olha para o oriente; e mediu em redor.
16 Mediu o lado oriental com a cana de medir: quinhentas canas ao redor.
17 Mediu o lado norte: quinhentas canas ao redor.
18 Mediu também o lado sul: quinhentas canas.
19 Voltou-se para o lado ocidental e mediu quinhentas canas.
20 Mediu pelos quatro lados; havia um muro em redor, de quinhentas canas de comprimento e quinhentas de largura, para fazer separação entre o santo e o profano.
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Vamos à Introdução da mensagem:
II. Introdução
II. Introdução
— Tempos estranhos, inóspitos os que vivemos
— Tempos estranhos, inóspitos os que vivemos
— Vivemos tempos muito estranhos, até mesmo perigosos, com inimigos invisíveis que deterioram valores e vidas enquanto supostamente constroem uma sociedade justa, moderna e sustentável;
— e não adianta pensar que estou falando contra nem a favor de políticas ou de homens de direita ou de esquerda, não estou falando de carne ou de sangue, sabem por que?…
Ephesians 6:12 (ARA) — 12 porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.
Paulo escreveu a Timóteo em sua segunda carta sobre o estado de caráter calamitoso que os homens alcançarão nos tempos do fim [2 Tim 3.1-5];
… Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis … pois os homens serão…
egoístas, avarentos, jactanciosos,
arrogantes, blasfemadores,
desobedientes aos pais, ingratos,
irreverentes, desafeiçoados,
implacáveis, caluniadores, sem domínio de si,
cruéis, inimigos do bem,
traidores, atrevidos, enfatuados,
Parece que estamos falando de:
Uma sociedade bárbara, incivilizada, caótica, anárquica, onde as pessoas se autodestroem e destroem-se mutuamente;
Uma sociedade completamente laica, sem religião ou expressão de fé!
Estamos falando de um mundo de ateus, racionalistas frios, pessoas para quem Deus é apenas uma lenda, um mito!
Seria isso mesmo?
Mas sabe o que realmente assusta neste texto, e assusta muito mesmo, são os versos 4 e 5 — Observem:
os homens dos últimos dias serão… 2 Timothy 3:4–5 “traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.”
— tendo forma de piedade, negando-lhes entretanto o poder — esse é o tipo de homem que vai infestar os tempos do fim!;
— E o apóstolo ainda complementa — … Foge também destes.
— 2 Timothy 3:5 (NA28) — 5 ἔχοντες μόρφωσιν εὐσεβείας τὴν δὲ δύναμιν αὐτῆς ἠρνημένοι· καὶ τούτους ἀποτρέπου.
Titus 1:16 “No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra.”
Romans 16:17 “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles,”
1 Corinthians 5:11 “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais.”
Em suma … corram dessas pessoas, mantenham distancia, passe pelo outro lado, não do ímpio legitimo, mas do falso crente, aquele que pelo seu testemunho demonstra ser joio e não trigo;
Misericórdia pastor! Como você pode dizer estas coisas?
Não sou eu! Reclame com Paulo!
Amados, o homem é um ser religioso, mesmo que ele faça de tudo para negar, mesmo que ele substitua Deus por si mesmo, pela tecnologia (seus feitos), pelas celebridades (os outros), mas ele continua sendo religioso, relgiosamente idólatra;
mas como homens e mulheres que são “mais amigos dos prazeres do que amigos de Deus” mantém a religião como parte de sua vida cotidiana?
Como o sagrado e o profano podem coexistir na vida das mesmas pessoas como se não fossem contraditórios?
Malachi 3:18 “Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o perverso, entre o que serve a Deus e o que não o serve.”
Voltemos ao contexto do texto lido de Ezequiel 42;
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Vamos ao Desenvolvimento da mensagem: [Ezekiel 42.15-20]
III. Desenvolvimento
III. Desenvolvimento
— Vivendo tempos de desolação
— Vivendo tempos de desolação
Ezekiel 40:1–2 (ARA) — 1 No ano vigésimo quinto do nosso exílio, no princípio do ano, no décimo dia do mês, catorze anos após ter caído a cidade, nesse mesmo dia, veio sobre mim a mão do SENHOR, e ele me levou para lá. 2 Em visões, Deus me levou à terra de Israel e me pôs sobre um monte muito alto; sobre este havia um como edifício de cidade, para o lado sul.
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— Ezequiel está no exílio com o povo, Jerusalém foi sitiada e por fim destruída 14 anos antes desta profecia,
A cidade foi derrubada, toda a sua liderança e riquezas trazidas para solo inimigo, essa era a realidade do profeta;
A queda de Jerusalém aconteceu em três etapas, em um período de aproximadamente 22 anos, tempo este que Deus chamou :
1ª deportação — 2 Chronicles 36.5-8 — rei Jeoaquim, reinou 11 anos, Nabucodonosor o levou preso para Babilônia e levou alguns utensílios do Templo;
2ª deportação — 2 Chronicles 36.9-10 — rei Joaquim, reinou 3 meses, Nabucodonosor o levou preso para Babilônia e levou os mais preciosos utensílios do Templo;
3ª e última deportação — 2 Chronicles 36.11-21 — rei Zedequias, reinou onze anos, fez o que era mau perante o Senhor, não ouviram seus profetas:
Ezequiel foi levado para a Babilônia na segunda deportação, então os 25 anos a que ele se refere, seria o tempo de seu exílio, não da nação que daria uns 10 anos a mais;
Israel fora exilado devido a seus inúmeros e recorrentes pecados, totalmente cego pelo seu coração endurecido, tomado e fascinado pela idolatria reinante de seu tempo;
— O grande inimigo de Israel!
Israel (do Norte) e Judá (do Sul) haviam capitulado diante de um inimigo extremamente poderoso, e quem era este inimigo? Esta é fácil, não é?
devem ter sido os babilônios;
ou então os assírios;
talvez os moabitas e amonitas;
ou os filisteus;
quem sabe talvez tenham sido os egípcios;
ou os edomitas, descendentes de Esaú, irmão de Jacó, o patriarca;
Israel sempre esteve cercado de inimigos ferozes e resilientes que nunca desistiram de lutar, não é verdade?
Não, não é verdade, Definitivamente, não! Israel foi vencido e exilado pelos babilônios porque Deus os entregou para os babilônios!
Então talvez cheguemos à conclusão de que o inimigo, nesta ocasião, era o próprio Deus? O que seria uma blasfêmia total!
Então qual foi o grande inimigo do povo de Israel ao longo de toda a sua história?
O grande e poderoso inimigo de Israel sempre foi o pecado, em especial o da idolatria,
Fomentado por um desejo profundo de conformidade com o mundo do seu entorno!
Pensemos no quanto esta verdade é pesada!
O maior inimigo de Israel, que o levou à derrocada e completa decadência foi “a CONFORMIDADE”, o desejo de fazer parte, ser igual com o mundo caído;
Jerusalém havia caído nas mãos inimigas já a 14 anos, e Ezequiel está no exílio a 25 anos;
— Vivendo tempos de arrependimento
— Vivendo tempos de arrependimento
Jerusalém havia caído nas mãos inimigas já a 14 anos, e Ezequiel está no exílio a 25 anos;
Antes da queda, abastecidos enganosamente por falsos profetas (que eles amavam ouvir), o povo alimentou a ideia de que tudo se resolveria rapidamente;
Eles apostaram na Assíria, no Egito, no rei Joaquim, na Rainha dos Céus, e perderam todas as apostas;
Haviam inúmeros falsos profetas enchendo os ouvidos daquele povo, do que queriam ouvir, de que seriam felizes e seus sonhos se realizariam;
Mas eles ainda precisavam se arrepender — o povo ainda tinha que entender que seus inimigos políticos só arrombaram a porta da frente porque por dentro estava toda destruida;
Agora vivem a centenas de quilômetros da terra de seus pais, longes do solo sagrado, do Templo e de toda a esperança;
Mas então, mais uma vez Deus abre as cortinas e lhes permite ver um futuro acima de todas as possbilidades;
Deus já havia falado com eles acerca do exército inumerável que se levantaria de um vale de ossos sequíssimos;
Mas agora Deus foi extremamente cirúrgico - apresenta a Ezequiel uma visão futura de uma cidade e um Templo totalmente reconstruído;
E mais do que isso, pois a visão de Ezequiel é tão tangível que Deus dá ao profeta uma cana em um cordel de linho (ferramentas para construção), e manda Ezequiel medir;
Ele dá detalhes construtivos, medidas, adornos, mobílias, dados topográficos, regras de acesso, redistribuição de responsabilidades;
O povo está no exílio a mais de 35 anos (os que chegaram primeiro), muitos já morreram ali, e muitos outros nasceram ali;
Jerusalém, a cidade santa, seus palácios, o Templo, não passam de um sonho cada vez mais distante no imaginário daquele povo;
Mas não para Deus — pois na mente e no coração de Deus, o novo Templo já existe, funciona, se movimenta;
E a realidade deste novo Templo aponta para a chegada de uma Nova Aliança, o Dia do Senhor, a plenitude dos tempos;
Mas tem um problema, um problemão na verdade — o INIMIGO de Israel continua na ativa, o pecado é implacável, incansável, resiliente, destruidor;
Ao medir “a CASA”, com todos os seus átrios, câmaras, recâmaras, áreas abertas, ela é cercada pelos quatro lados, por um imenso muro...
A área cercada do Templo é quase 70 vezes maior que a área do próprio Templo — este número deveria chamar a nossa atenção;
O Templo, a Casa do Senhor, o local onde sua glória (presença - shekinah) se manifesta é cercado por uma área 70 vezes maior que ela própria. Porque?
… para fazer separação entre o santo e o profano!
… do ponto de vista divino, o sagrado e o profano nunca se misturam;
… mas o que importa é o coração, não é? De certa forma, sim, mas observemos o que nos diz a sabedoria proverbial sobre como o pecado se propaga na vida de um ser humano:
Vamos ao Encerramento da mensagem:
IV. Encerramento
IV. Encerramento
— Mas o que importa é o coração, não é?
— Mas o que importa é o coração, não é?
Proverbs 4:20–27 (ARA) — 20 Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos.
21 Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração.
22 Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo.
23 Sobre tudo o que se deve guardar,
guarda o coração,
porque dele procedem as fontes da vida.
24 Desvia de ti a falsidade da boca e afasta de ti a perversidade dos lábios.
25 Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras, diretamente diante de ti.
26 Pondera a vereda de teus pés, e todos os teus caminhos sejam retos.
27 Não declines nem para a direita nem para a esquerda; retira o teu pé do mal.
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Voltando à questão pontuada no início desta mensage:
— Qual foi o grande inimigo do povo de Israel ao longo de toda a sua história? Foi o pecado, como falamos;
Mas acaso o pecado é uma entidade, um ser vivo, alguém com CPF e endereço de residência?
Não! O pecado é aquilo que abrigamos no mais profundo do nosso coração!
Qual é então o maior inimigo?
É o coração, que desde a queda tem uma tendência horrorosa de se abastecer do mal,
E este mal foi e tem sido o maior inimigo, não somente de Israel, mas da humanidade!
O pecado é muito mais destruidor do que conseguimos imaginar;
O salário do pecado é a morte — quem se dispôs a receber a maior paga em toda a história da humanidade?
2 Corinthians 5:21 (ARA) — 21 Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus.
Aquele que não conheceu pecado — Jesus cometeu algum pecado? Havia sobre ele algum pecado que justificasse punição de morte tão severa como a cruz?
Na verdade havia — muito pecado sobre Jesus! Sabe qual pecado pairava sobre Jesus que o faziam merecedor de uma morte tão severa?
O meu pecado
o seu pecado
o pecado de todos os homens que foram e que ainda seriam perdoados pelo sua justiça!
… para fazer separação entre o santo e o profano…
O maior desafio da Igreja do Senhor enquanto milita nesta terra até que ele venha é o de:
— falar a língua deste mundo no que tange a proclamar as grandezas do Evangelho do Senhor, sem se contaminar com este mundo!
— ser relevante ao mundo sem perder a santidade da comunhão com Deus;
— é não sacrificar a fé no Cristo vivo no altar da conformidade, da aceitação e do desejo de pertencimento;
— para ser aceito, ter reputação, ser ouvido, receber muitos “likes”, temos de falar o que o mundo quer ouvir;
— o pecado tão apreciado, tão celebrado e honrado nas mídias digitais como prova de liberdade e de sofisticação foi a causa master do nosso Senhor Jesus ter derramado até a última gota do seu sangue naquela cruz;
É por esta razão que anunciamos, e celebramos a morte do Senhor na Ceia até que ele venha;
V. A Ceia do Senhor
V. A Ceia do Senhor
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Luke 22:14–18 (ARA) — 14 Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15 E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. 16 Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. 17 E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; 18 pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus.
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Luke 22:19–20 (ARA) — 19 E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. 20 Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.
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1 Corinthians 11:23–26 (ARA) — 23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; 24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. 25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim. 26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.
