As Consequências da Rejeição a Deus (Rm 1.24-32)
Romanos: O evangelho é o poder de Deus para salvação • Sermon • Submitted • Presented
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Introdução
Introdução
[Capte a atenção]
[Capte a atenção]
O mundo parece cada vez mais caótico.
A perversidade é assustadora… Violência, Ódio, vícios, famílias quebradas, suicídios, doenças emocionais...
Muitas pessoas olham pra tudo isso e perguntam: o que está acontecendo com a humanidade?
Alguns dizem que o mau que temos visto hoje é apenas resultado de problemas sociais ou escolhas ruins.
Porém, Paulo nos dá uma explicação muito mais profunda.
Normalmente pensamos que o pecado provoca o juízo de Deus.
Contudo, aqui, nessa passagem específica, Paulo mostra algo surpreendente, invertendo a lei da causa e consequência.
Como observou o teólogo Ernst Käsemann:
A perversão moral é resultado da ira de Deus, e não a sua razão.
Ou seja, a própria corrupção humana já é um sinal do juízo divino.
Paulo então nos mostra o que acontece quando a humanidade vira as costas para Deus.
[Ideia central]
[Ideia central]
Quando o ser humano rejeita o Criador, Deus o entrega às consequências dessa rejeição, e toda a vida começa a se desordenar.
[Revisão rápida]
[Revisão rápida]
A ira de Deus já se revela contra a humanidade que suprime a verdade.
Deus se revelou na criação; por isso todos são indesculpáveis.
Mesmo conhecendo a Deus, os homens não o glorificaram.
O resultado foi a idolatria: trocaram a glória de Deus por ídolos.
Resumo: a humanidade conheceu a Deus, mas o rejeitou, escolhendo a idolatria.
Por isso, Paulo diz em Rm 1.24:
Por isso, Deus os entregou...
Deus entregou a humanidade a quatro maldições. Meditemos em cada uma delas:
Deus entregou a humanidade idólatra à corrupção do corpo (v. 24-25).
Deus entregou a humanidade idólatra à corrupção do corpo (v. 24-25).
a. O verbo “entregar”.
a. O verbo “entregar”.
Significa “entregar ao poder de algo”.
41 Naqueles dias, fizeram um bezerro e ofereceram sacrifício ao ídolo, alegrando-se com as obras das suas mãos. 42 Mas Deus se afastou e os entregou à adoração das estrelas do céu, como está escrito no Livro dos Profetas: “Ó casa de Israel, será que foi para mim que vocês ofereceram vítimas e sacrifícios no deserto, durante quarenta anos?
Deus, como o Justo Juiz da humanidade, em uma espécie de sentença antecipatória à eternidade, decide entregar a humanidade idólatra ao poder da sua própria impureza, para que possam sofrer as terríveis maldições do pecado que escolheram. A partir de então, eles são dominados pelo pecado em todas as áreas de sua existência.
b. Deus os entregou à impureza sexual.
b. Deus os entregou à impureza sexual.
no v. 25, Paulo reforça o motivo da maldição da impureza sexual: é um ato condenatório de Deus porque os seres humanos escolheram a idolatria - adorar deuses falsos.
O que seria essa “impureza” no v. 24? Paulo não exemplifica. Esse termo é utilizado no NT para descrever todo tipo de relação sexual fora do padrão divino.
5 Portanto, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena: imoralidade sexual, impureza, paixões, maus desejos e a avareza, que é idolatria;
No mundo romano era comum:
múltiplos parceiros;
sexo fora do casamento;
relações com prostitutas;
exploração sexual de escravos;
participação sexual em rituais pagãos a falsos deuses; etc.
Deus entregou a humanidade idólatra à corrupção dos desejos sexuais (v. 26-27).
Deus entregou a humanidade idólatra à corrupção dos desejos sexuais (v. 26-27).
a. Por quê homossexualidade é citada?
a. Por quê homossexualidade é citada?
Parece artificial, forçado. Há pelo menos dois motivos:
Primeiro motivo: Paulo cita um sinal evidente para os judeus da degradação espiritual dos gentios.
Primeiro motivo: Paulo cita um sinal evidente para os judeus da degradação espiritual dos gentios.
Segundo motivo: A homossexualidade funciona na argumentação de Paulo como o maior exemplo possível, o mais degradante, daquilo que não é natural, assim como a idolatria.
Segundo motivo: A homossexualidade funciona na argumentação de Paulo como o maior exemplo possível, o mais degradante, daquilo que não é natural, assim como a idolatria.
Paulo insiste que a relação sexual natural, ou seja, projetada por Deus, é entre um homem (marido) e uma mulher (esposa). Todo ato sexual fora desse padrão não é natural, é uma violação do projeto de Deus para a humanidade. Como um pecado cometido contra Deus, ele merece uma justa punição - a ira eterna.
Deus entregou a humanidade idólatra à corrupção da mente (v. 28-31).
Deus entregou a humanidade idólatra à corrupção da mente (v. 28-31).
“O próprio Deus os entregou a um modo de pensar reprovável”.
As pessoas que se recusaram a dar a glória devida ao Senhor foram entregues pelo próprio Deus, por causa de sua idolatria, a uma “mentalidade inútil” (Moo). Ou seja, ações moralmente erradas.
Em outras palavras, as pessoas que escolheram se afastar de Deus são incapazes de entender a Deus e compreender a Sua vontade. Apenas a obra regeneradora do ES pode renovar a mente dos seres humanos e lhes curar essa cegueira espiritual arraigada em seus corações.
Nos vv. 29-31, Paulo apresenta três listas de “coisas que não convém”. Não é preciso buscar o sentido de cada termo isolado, pois essa lista de vícios têm principalmente uma função retórica de demonstrar a intensidade e a abrangência da pecaminosidade humana. Estão cheios de “injustiça, perversidade, avareza, maldade, inveja, homicídio, discórdia, engano, malícia. São difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, arrogantes, orgulhosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, desleais, sem afeição natural e sem misericórdia.”
Em outras palavras, o homem sem Deus é um idólatra e, por isso, Deus o entregou ao poder do pecado de tal forma que ele comete todo tipo de pecados.
Deus entregou a humanidade idólatra à corrupção da sociedade (v. 32).
Deus entregou a humanidade idólatra à corrupção da sociedade (v. 32).
32 Embora conheçam a sentença de Deus, de que os que praticam tais coisas são passíveis de morte, eles não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.
Conscientes não apenas da reprovação divina, mas também da condenação dos que praticam males, eles não apenas continuam praticando, mas também e aprovam o pecado, como o novo padrão de vida. O pecado se tornou o novo normal da sociedade.
Há uma grande diferença entre cometer um pecado ocasional e aprovar o pecado de outros.
Para aprovar o pecado dos outros, é preciso que a pessoa esteja determinada a viver no pecado. Ela demonstra uma decisão de viver entregue ao pecado, ou seja, viver de modo completamente não natural, contrário ao projeto de Deus para ela mesma e para a sociedade.
Considerações finais
Considerações finais
Recapitulação: Por causa da idolatria, Deus sentenciou os seres humanos a quatro maldições:
À impureza sexual, para desonrar os seus corpos;
À corrupção dos próprios desejos sexuais, ou seja, relações homossexuais (um exemplo extremo de algo não natural);
À corrução da mente, de modo que, de alguma forma, as pessoas já não discernem mais entre o certo e o errado;
À corrupção da sociedade, em que o pecado é o novo normal, o novo padrão da sociedade composta por pessoas que rejeitaram adorar o Deus verdadeiro como Ele merece.
Paulo nos lembra de que o pecado não é natural. Não era para a humanidade ser assim, tão depravada e distante de Deus!
O que vivemos hoje não é natural. Jesus veio justamente restaurar as coisas ao padrão natural.
A verdade é que toda pessoa que ainda não recebeu a Jesus como Senhor e Salvador está debaixo da ira de Deus.
Para voltarmos ao normal de Deus, uma vida sem pecado, sem doenças, sem sofrimento, sem morte, Jesus morreu na cruz.
Todo aquele que recebe a Jesus como seu Senhor e Salvador pessoal, esse recebe o perdão dos pecados, uma vida transformada e uma eternidade sem pecado, sem dor e sem sofrimento ao lado de Deus.
