profeta Daniel

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SERMÃO
Texto: Marcos 8.34-38
Introdução: Imagine um homem que decide seguir um grande líder, porque ouviu falar das suas conquistas Ele se aproxima animado, pensando nas vitórias e na nova vida que poderia ter. Mas, ao chegar mais perto, ele descobre algo que não esperava: aquele líder não prometia conforto, mas sacrifício; não oferecia facilidades, mas exigia entrega total. E naquele momento, fica claro que segui-lo não era apenas admiração, mas uma decisão que exigia abrir mão de tudo.
Elucidação:
Em Marcos 8, chegamos a um momento decisivo. Depois de muitos milagres e ensinamentos, Jesus Cristo leva seus discípulos a pensarem sobre quem Ele é. Pedro declarou: “Tu és o Cristo”, mas logo em seguida mostra que não entendeu bem isso, ao rejeitar a ideia de um Messias que sofre. É então que Jesus começa a corrigir essa visão, mostrando que sua missão envolve rejeição, sofrimento e morte.
A partir desse ponto, Jesus chama não apenas os discípulos, mas também a multidão, e ensina o que significa segui-lo. O caminho que Ele apresenta vai contra o que as pessoas esperavam: não é de autopreservação, mas de renúncia; não é de glória imediata, mas de cruz; não segue a vontade do homem, mas a vontade de Deus.
Assim, Marcos 8:34–38 não apenas explica o discipulado, mas mostra que a forma como alguém entende Cristo determina como decide segui-lo, revelando o coração diante de um chamado que não permite adaptações nem meio-termo.
E por esse motivo que vamos tratar do seguinte
Tema: Discípulo verdadeiro.
Ps. Como se tornar um discípulo verdadeiro?
1.Renunciando a si mesmo. (vs. 34)
No versículo 34, Jesus Cristo chama não apenas os discípulos, mas também a multidão, e declara: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo”. Com isso, Ele mostra que não se trata de algo opcional, mas de uma condição para todo aquele que deseja segui-lo.
Negar a si mesmo significa dizer um “não” definitivo ao velho eu, à natureza que vive centrada em si mesma. Não é apenas deixar alguns pecados, mas abandonar a confiança em si mesmo naquilo que a pessoa pensa ser suficiente. É deixar o egocêntrico, reconhecer que não pode salvar a si mesmo.
Essa renúncia também alcança aquilo que parece correto aos olhos humanos, como uma religiosidade baseada no esforço próprio. Por isso, o apóstolo Paulo: afirma em Filipenses 3 que tudo o que antes considerava ganho passou a considerar perda por causa de Cristo. Nesse mesmo sentido, John Stott declara que negar a si mesmo não é negar coisas a si mesmo, mas negar o próprio eu. Não sou eu que vivo mais quisto quer vive em mim
Em seguida, Jesus acrescenta: “tome a sua cruz”. A imagem é a de um condenado que carregava sua própria cruz até a morte. Porém, enquanto ele fazia isso à força, o discípulo de Cristo o faz de forma voluntária, aceitando as consequências de seguir a Cristo, como rejeição, sofrimento e oposição.
A cruz, portanto, não é qualquer dificuldade, mas aquilo que vem por causa da fidelidade a Cristo. É algo pessoal — “sua cruz”. Como afirma um teólogo alemão; “Quando Cristo chama um homem, Ele o convida a vir e morrer”, mostrando que o discipulado envolve entrega total.
Assim, ao unir negar a si mesmo e tomar a cruz, Jesus mostra que segui-lo envolve uma ruptura com o próprio eu e uma disposição de assumir tudo o que essa decisão traz — deixando claro que não é possível seguir a Cristo sem abrir mão de si mesmo.
APLICAÇÃO: estamos vivendo um tempo onde os cristãos estão perdendo a responsabilidade com Deus, vemos aos domingos as igrejas ate com uma quantidade razoável de pessoas algumas ate choram mais ainda vivem uma vida sem a cruz de Cristo, vivendo uma aparente vida de renúncia.
 Eu quero li pergunta nessa manhã meu irmão e minha irmã, o que você tem perdido por causa do Evangelho?Quais dificuldades você está encontrando por estar renunciando o seu próprio eu? Muitas pessoas dizem minha cruz e uma doença, um problema financeiro meu amado todos nós temos dificuldades até semelhantes, mas eu lhe pergunto qual a dificuldade que você está tendo pela fidelidade a cristo? Pois meu amado eu convido você a se alto analisa se realmente você tem sido um discípulo verdadeiro?
TRANSIÇÃO: Estamos meditando sobre o seguinte [tema: discípulo verdadeiro], buscando responder à pergunta. [com se torna um discípulo verdadeiro?]. Já vimos que. [primeiramente: requer de nós nega a si mesmo]. Agora, em segundo lugar, veremos que para se tornar um discípulo verdadeiro e preciso [se entregar totalmente a Cristo].”
2.  Se entregar totalmente a Cristo. (Vs. 35-37):
  Nos versículos 35 a 37, Jesus Cristo ensina por meio de um paradoxo: “quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder a sua vida por minha causa e do evangelho, salvá-la-á”. Quando Ele usa a expressão “quiser”, está falando de uma decisão do homem, daquele que tenta preservar sua própria vida, vivendo para si mesmo, buscando seus interesses e aquilo que considera importante. No entanto, segundo o ensino de Cristo, essa tentativa de guardar a própria vida acaba resultando em perda, porque uma vida centrada no próprio homem não cumpre o seu verdadeiro propósito.
Por outro lado, aquele que perde a sua vida por causa de Cristo e do evangelho é alguém que realmente abre mão de si mesmo. Essa perda não é apenas uma ideia, mas uma realidade prática, onde a pessoa deixa de viver tendo a si mesma como centro. Jesus, então, apresenta um contraste claro: o que parece ser ganho, na verdade é perda, e o que parece ser perda, na verdade é ganho.
Como destaca William Barclay, a vida não foi dada para ser guardada de forma egoísta, como se o homem vivesse apenas para si. Isso reforça que, no ensino de Cristo, a vida não deve ser entendida a partir de bens materiais ou interesses pessoais.
No versículo 36, Jesus amplia ainda mais essa ideia ao perguntar: “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”. Com isso, Ele mostra que não existe comparação entre as coisas desta vida e a alma. Mesmo que alguém alcançasse tudo o que o mundo pode oferecer, isso ainda não seria suficiente para compensar a perda da alma.
Esse mesmo pensamento aparece em outros textos bíblicos como em  Filipenses 3:8, o apóstolo Paulo: considera todas as coisas como perda quando comparadas ao valor de conhecer a Cristo. Em 2 Coríntios 4:17, ele mostra que aquilo que é momentâneo não pode ser comparado com aquilo que é eterno. Em ambos os casos, a ideia é a mesma: há uma diferença clara entre o que é passageiro e o que é eterno.
Assim, em Marcos 8:35–37, Jesus apresenta dois caminhos: um em que o homem tenta viver para si mesmo e outro em que ele abre mão de si por causa de Cristo, mostrando que essas duas formas de viver levam a resultados completamente diferentes — e essa diferença naturalmente leva cada pessoa a refletir sobre qual caminho tem seguido.
APLICAÇÃO: esse texto nos chama a olhar para nossa vida e ver quem realmente está no centro das nossas escolhas, quando vou fazer uma escolha qual é a minha primeira motivação. QUANDO VOCÊ VAI FAZER O BEM E PARA VOCÊ FICAR NO CENTRO, OU PARA GLORIA DE DEUS? As suas vitorias exaltam o seu ser ou a Deus? Quanto você busca ser avaliado pelas pessoas?quando estamos a sós somos diferentes quando estamos sendo avaliados ou acompanhado?
  Isso nos mostra muito quem governa nossas escolhas. a vontade de salvar a sua vida, a luz das escrituras está um pouco equivocada enquanto estamos tentando salvar a nossa reputação buscando ter melhores coisas tentado salvar a nos mesmo o nome do Senhor a qual dizemos que somos totalmente dele, se nossas escolhas só apontam para nós mesmo que isso seja bom pelo bom testemunho, mais e seu nome que está sendo elevado e não o de Deus.  2 Coríntios 4.7. o apostolo Paulo usa uma metáfora comum do mundo antigo que representa fraqueza humana. Em vaso de barro para que a excelência do poder seja se Deus e não de nós.
TRANSIÇÃO:  Estamos meditando sobre o seguinte [tema: discípulo verdadeiro], buscando responder à pergunta. [com se torna um discípulo verdadeiro?]. Já vimos que. [em primeiro lugar: requer de nós nega a si mesmo. Em segundo lugar: se entregar totalmente a Cristo]. E Agora, em terceiro lugar, veremos que para se tornar um discípulo verdadeiro, precisamos. [Não se envergonhando de Cristo.].”
3.  Não se envergonhando de Cristo. (Vs.38)
   Quando Jesus Cristo afirma em Marcos 8:38: “Se alguém se envergonhar de mim e das minhas palavras”, Ele não está falando de um sentimento passageiro, exemplo: Pedro. Mas de uma postura de rejeição. Envergonhar-se de Cristo é não querer se identificar com Ele e com o seu ensino, principalmente quando esse ensino confronta aquilo que o homem espera ou deseja.
O próprio contexto mostra isso. Quando Jesus pergunta: “Quem dizem os homens que eu sou?” (v.27), as respostas — João Batista, Elias ou um dos profetas — revelam que o povo não entendia plenamente quem Ele era, vendo-o apenas como um homem extraordinário. Quando a pergunta é feita aos discípulos, Pedro responde: “Tu és o Cristo” (v.29), mas logo em seguida, ao ouvir que o Messias deveria sofrer, ele rejeita essa ideia (v.32), sendo repreendido por Cristo. Isso mostra que eles criam em um Messias, mas não aceitavam o tipo de Messias que Jesus dizia ser.
A expectativa era de um Messias forte, triunfante e libertador político, alguém que restauraria Israel e livraria o povo do domínio romano. Por isso, davam ênfase às promessas de glória e vitória, mas ignoravam o sofrimento. Nesse cenário, a cruz se torna um escândalo, porque não se encaixa na visão que haviam formado.
Assim, o problema não era apenas falta de fé, mas a recusa em aceitar o Cristo como Deus o revelou. Por isso Jesus chama aquela geração de “adúltera e pecadora”, mostrando que essa vergonha nasce de um coração que prefere os valores do mundo em vez da verdade de Deus.
Dessa forma, envergonhar-se de Cristo e de suas palavras é rejeitar o Messias sofredor e o caminho da cruz, preferindo um Cristo moldado às próprias expectativas. E é por isso que o texto apresenta uma resposta direta: aquele que se envergonha de Cristo agora encontrará essa mesma resposta quando o Filho do Homem vier em glória, mostrando que a forma como alguém se posiciona hoje diante de Cristo já revela o tipo de relação que realmente tem com Ele.
APLICAÇÃO:  Negar a Cristo não só acontece com palavras, explicitas como fez Pedro em um momento de fraqueza na maioria das vezes isso acontece de forma mais constante nas decisões do dia a dia, quando sabemos o que Cristo ensina a fazer, é não fazemos, mas escolhemos outras decisões para não se comprometer perante a sociedade.
Quando evita se pronuncia onde princípios bíblicos são quebrados, pense comigo se um dia em seu emprego, onde você está exercendo uma função e aparece uma oportunidade de ganhar mais tendo que desobedece os princípios e valores bíblicos ou até mesmo quando chamarem você para mentir, caso contrário você seria demitido o que você faria?
E outas diversas escolhas. Negar a cristo também acontece quando alguém diz segui-lo, mas na pratica, vive como se ele não tivesse autoridade sobre a sua vida. Quando suas palavras não moldam suas escolhas. Quando obedecer e opcional nesse caso não é uma negação com os lábios mas com avida.
O que é mais sério, e que muitas vezes isso e motivado pela avaliação, pelo medo de ser reprovado pelos homens, de perder amizades, para preserva a própria imagem a pessoas abre mão da fidelidade só que ao fazer isso, estamos trocando Cristo pela aprovação delas. O texto nos leva a responde a uma, pergunta em que área da nossa vida estamos negando a Cristo? Trabalho, sociedade, ministério, faculdade, em casa nas reuniões de famílias.
Conclusão: Diante dessa Palavra, somos chamados a olhar com sinceridade para o nosso coração. Jesus não nos chama para uma vida superficial, mas para um discipulado real: negar a si mesmo, tomar a cruz e viver para Ele. Mas esse chamado não é pesado sem esperança — é um convite de graça. O mesmo Cristo que exige, também sustenta.
Talvez hoje você perceba áreas em que tem vivido para si mesmo, evitado a cruz ou se calado. Ainda assim, Cristo te chama de volta. Ele não rejeita quem se rende, mas recebe, transforma e conduz.
Por isso, hoje é dia de ajustar o coração, colocar Cristo no centro e confiar que perder por causa Ele nunca será perda, mas ganho eterno. Pois, no fim, a verdadeira vida só é encontrada em Cristo.
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