DA CEGUEIRA À CURA

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A ORIGEM E PRÓPOSITO DA INFERMIDADE ( V- 3).
Você já se perguntou qual é a causa das nossas enfermidades? Por que adoecemos? Há algumas respostas para essa pergunta. Alguns, como os neopentecostais e alguns pentecostais dizem que as doenças são causas provocadas pelo diabo. Quando oram por um enfermo, oram expulsando o mal. Se você está doente, é porque possivelmente você tem demônios. Outros vão atribuir a consequências de pecados. Dizem: “ você está doente porque você cometeu um pecado muito grave. Essa era a teologia dos amigos de Jó. Se você sofre com alguma enfermidade é porque pecou. Se você não tem doenças é porque você é uma pessoa muito justa e obediente a Deus. Os amigos de Jó raciocinavam da seguinte forma, Jô está sofrendo, está doente, Deus é justo, então Jó deve ter cometido pecado.
2. Essa era a teologia da Retribuição dos amigos de Jó e dos discípulos de Jesus, no fundo os discípulos de Jesus tinham a mesma teologia dos amigos de Jõ. Jesus viu um homem com uma doença congênita, “ cego de nascença”. Os discipulos aproveitavam a oportunidade e perguntam: “ Mestre, quem pecou, este ou seus pais?” ( v. 2). A despeito do Livro de Jó, a antiga teoria de uma relação causai direta entre pecado e doença ainda estava viva nos dias de Jesus ( LC 13. 1-5). Se um adulto ficava doente, a culpa poderia estar em seu próprio comportamento. , Ex 20,5 ofereceu um princípio "porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração". Alguns dos rabinos mantinham que não só os pecados dos pais podiam deixar um a marca em um recém-nascido, mas também que este podia pecar no ventre da mãe.
Jesus então rompe com a teologia da retribuição e diz: “Nem ele pecou, nem seus pais” ( v. 3).
Então Jesus afirma algo que é a chave interpretativa dessa texto, revelando a razão da cegueira daquele homem: “foi para que se manifestem nele as obras de Deus”. ( Jo 9.3). Nessa resposta, Jesus imediatamente elimina os pecados pessoais do homem e de seus pais como as causas às quais sua cegueira poderia ser atribuída. Jesus afirma algo de misterioso e quem nem sempre temos a capacidade de enteder plenamente. Deus permite que coisas ruins aconteçam em nossa vida, para manifestar o seu poder. Aquele mendigo fora cego durante anos, para que nele se manifestasse a glória de Deus, as obras de Deus, os seja milagres e manifestações sobrenaturais de Deus, se manifestam na miséria humana, em situações limites.
Há enfermidade e dilemas que não são para a morte, e sim para que Deus se manifeste, para serem oportunidades para Deus agir. Um exemplo foi a morte de Lazaro : “Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus, a fim de que o Filho de Deus seja por ela glorificado” ( Jo 11.4).
Aplicação: O sofrimento não é inútil, mesmo quando não entendemos o “porquê”. A teologia bíblica (especialmente Jó) mostra que: o sofrimento nem sempre é castigo, mas pode ter sentido, valor e transformaçãoMuitos sofrimentos, na verdade, são produzidos por algum pecado cometido pela própria vítima, ou por outros. Muitos têm nascido cegos, vítimas das doenças apanhadas pelos próprios pais na vida do pecado. Muitas crianças já nascem com alguma incapacidade física ou intelectual, devido à vida profana vivida pelo pai ou pela mãe! Ou então, muitas crianças nascem com algum problema, por erros médicos. Ora, se é assim, então os discípulos estavam certos em fazer aquela pergunta? Não. nem Sempre é assim, nem sempre podemos fazer a relação entre causa e feito para o pecado.
Há muitas pessoas que nasceram cegas e os pais não são os culpados e nem ela mesma. Se todo mal vem de pecados imediatos ou atuais das pessoas, como explicar o sofrimento de um bebê que nasce com uma doença congênita, filho de pais crentes e piedosos? Porque sofremos?
Algumas propostas:
Teologia da retribuição – “você está pagando pelo que
fez” (os amigos de Jó) ou teologia da prosperidade.
Diabo – uma figura usada muitas vezes para explicar o
sofrimento humano em muitas igrejas.
Sorte – nascemos sem sorte.
Determinismo – você nasceu para sofrer.
Uma questão familiar (maldição hereditária).
Porque sofremos? Uma questão tão antiga quanto o livro de Jó. Alguns sofrimentos Deus permite para tratar conosco ( 1 P 4. 12,13). á bênçãos pedagógicas no sofrimento (Cf: Rm 5.
3-5) Você se lembra de Jó 42.5? Salmo 119. 67.
Se somos crentes, não devemos estranhar o que
estamos passando em nossas vidas. Deus tem um próposito maravilhoso naquel que você está enfrentando ( Rm 8. 28).
O METÓDO DE DEUS PARA A INFERMIDADE ( 4- 6).
A Biblia fala que Jesus curu muitos cegos, e para cada cura, ele usou métodos diferenciados.
Mateus 9.27-31: Dois cegos
Forma: toque nos olhos
Palavra: “Seja-vos feito segundo a vossa fé”
Marcos 8.22-26: Cego de Betsaida
Forma: saliva + imposição de mãos
Detalhe: cura em duas etapas (progressiva)
Marcos 10.46-52 / Lucas 18.35-43: Bartimeu: Forma: palavra de Jesus
Palavra: “A tua fé te salvou”
Mateus 20.29-34: Dois cegos de Jericó
Forma: toque nos olhos
Motivação: compaixão
Mateus 15.30-31: Muitos cegos
Forma: não especificada (cura coletiva)
Formas usadas por Jesus:, Toque, Palavra, Saliva, Processo gradual, Cura coletiva e aqui ele cura com lodo e pede que o cego se lave no Tangue de Siloé.
Lição central: Jesus não segue um método fixo — o poder está nele, não na forma. Pouco importa a forma, o método, a estratégia. O poder está em Cristo, porque ele é a luz do cego ( v. 5, 8. 12), não importa como a luz chega e si sua essencia.
2. Jesus olhou para esse homem como oportunidade de trabalho para a equipe. “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” ( Jo 9.4). Noite em João tem um sentido para além do sentido físico, significa treva. Jesus é a luz que dissipa as trevas. Ele diz que é necessário trabalhar enquanto as trevas não chegam. William Hndriken disse algo improtante: “Para os discípulos, um rápido olhar para esse homem sugeriu um enigma teológico. Para Jesus, um rápido olhar em sua direção apresentou um desafio, uma oportunidade de trabalho. Eles discutiam: “Como foi que ele ficou assim?” Ele respondeu: “O que nós podemos fazer por ele?”. Enquanto os discípulos queriam resolver problemas da teodiceia do cego de nascença, Jesus queria cura-lo. Os discipulos queriam saber a causa da enfermidade, Jesus repondeu: O que vocês podem fazer por ele?”
A teologia dos discípulos era expeculativa, filosófica, a de Jesus era prática. A verdadeira teologia começa na cabeça, desce ao coração e vai às mãos e aos pés. Hpje temos muita gente discutindo teologia e fazendo pouco. É muita teologia e pouco coração. É muita expeculação e muita falta de oração. É teologia sem misericórdia, muita ortodoxia e pouca ortopraxia. As pesaos precisam muito mais do que aquilo que sabemos sobre Deus, elas precisam de Deus!
3. Outra coisa, o trabalho do Reino exige cooperação. “É necessário que façamos as obras daquele que me enviou”. Jesus usa o plural: “ façamos”, ou seja, ele está dizendo que os seus discípulos também precisam realizar o trabalho do Reino. Todos nós precisamos nos envolver com o trabalho. Não existe ninguém desoculado no Reino de Deus: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” ( Jo 15.5). Uma igreja não cresce se ela espera apenas pelo pastor. Uma igreja fica estagnada quando ela acha que paga o pastor para faer seu serviço e seu trabalho . Todos nós somos chamados para o trabalho do Reino. A resposabildiade pelas almas perdidas não é apenas minha, é de todos nós. O Ide é para a igreja inteira e não apenas para aqueles que foram chamados para pregar.
4. Aqui temos uma mistura de lodo, saliva e obediência. Por que Jesus fez isso desse jeito? Ele poderia curar de várias formas, poderia curar apenas com sua Palavra. Jesus também curou com saliva outras pessoas ( Marcos 7,33: cura de um surdo/mudo; 8,23: cura de um cego). “Cuspiu na terra… fez lodo…”
Isso é surpreendente. Não é elegante. Não é religioso. Não é convencional, mas funciona! Um dos pais da Igreja, Irineu, vê nesse episódio, um simbolo do homen sendo recriado do pó,do lodo. Alguns acreditam que aqui não é um sinal não é apenas cura física, mas revelação teológica: Jesus se apresenta como aquele que recria o homem e ilumina espiritualmente. Ele vai se lavar no Tanque de Silóe, que significa “O envaiado”, apontando para Cristo como o Enviado de Deus, quando ele se falou, ele foi curado.
O sego obdeceu, ele não questinou, poderia ter questionado uma ordem absurdad de Deus, poderia te feito como nalbar ao rejeitar se lavar no Jordão quando o Profeta disse para ele se falar, ele simplismente obdeceu.
Obdecer a Deus é fazer poder ser sinal do o imporváel, o surreal, o absurdo, daquilo que parece irreal e que caus aescandalos. Deus usa coisas incovenientes e indesjadas para nos abenõar. Deus pode nos abençoar com aquilo que julgamsos ser o absurdo. Mas, quando Deus quer curar, libertar, salvar e transformar, ele usa quem quer e os metodos que quiser para que seu nome seja louvado.
3. A DÚVIDA SOBRE A CURA DA INFERMIDADE ( 8-11).
d esen v o lv e o tem a d a lu z nas trev as q u e é tam b ém o tem a d a festa d o s T ab ern ácu lo s, com o vim o s ao an alisar 8,12.
A ntes d e n a rra r o m ilagre, o ev an g elista é c u id ad o so em m o strar Jesus in d ican d o o significado do sinal com o u m exem plo d e lu z a d e n tra n d o as trevas. Esta é um a h istó ria d e com o u m h o m em q u e estava n as trev as foi lev ad o a ver a luz, não só fisicam ente, m as tam b ém esp iritu alm en te. Em contrap a rtid a , é tam b ém u m relato d e com o os q u e p en sav am que viam (os fariseus) se m o strav am cegos p a ra com a lu z e m erg u lh av am nas trevas.
D epois de estabelecer a cena p ara um a com preensão teológica do sinal, o evangelista n arra o m ilagre com sóbria b rev id ad e (vs. 6-7), pois seu interesse p rim o rd ial está nas p erg u n tas que se vão form ulando. Em cada u m a destas, o cego d á voz às afirm ações que revelam um conhecim ento p ro fu n d o d e Jesus. N a p erg u n ta feita pelos fariseus, tu d o o q u e o hom em sabe é que seu benfeitor era "o hom em a quem eles cham am Jesus" (11)
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