Apocalipse 13.1-10
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Apocalipse 13.1-10: O uso do Diabo de seus agentes mundanos (anticristo e falso profeta) em sua rebelião contra o Reino de Deus e a igreja (pt1) - A fomentação de idolatria e falsa religião.
Apocalipse 13.1-10: O uso do Diabo de seus agentes mundanos (anticristo e falso profeta) em sua rebelião contra o Reino de Deus e a igreja (pt1) - A fomentação de idolatria e falsa religião.
“Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer…” (Ap 1.1).
Pr. Paulo U. Rodrigues
Recapitulação
Estrutura textual anterior:
Cena 1 (vv. 1-6): Da queda à encarnação: A oposição de Satanás quanto à vinda do Regente, o Filho da mulher, e a proteção divina em favor dele e dos santos.
Cena 2 (vv.7-17): Da crucificação ao fim dos tempos: A vitória do Regente, a proclamação do Reino dos céus e a perseguição demoníaca aos santos.
1. (vv.7-9) Confronto celeste.
2. (vv.10-12) Hino inaugural.
3. (vv.13-17) Representação sintética histórica.
Objetivo: Fornecer à igreja contemplação da oposição orquestrada por Satanás, e de como essa oposição perdura ao longo da presente era, iniciada com a morte e ressurreição de Cristo (e a respectiva derrota do Diabo), concomitante a ratificação da proteção recebida pela igreja da parte de Deus, que deve manter-se firme em seu testemunho, não amando a própria vida, se for preciso.
Elucidação
Estrutura textual: BEALE, 2017, p.250
“Os cristãos são exortados a discernir a falsidade e a não participar da falsa adoração difundida pelo diabo e seus aliados mundanos para que possam manter sua fé (12.18-13-18)”.
Seções:
a) O diabo como principal opositor da igreja, sua derrota por Cristo Jesus, e a perseverança desta sob a proteção divina - 12.1-17.
b) O uso do Diabo de seus agentes mundanos em sua rebelião contra o Reino de Deus e a igreja (pt1) - A fomentação de idolatria e falsa religião pelo anticristo, e a exortação à vigilância e perseverança - 13.1-10.
c) O uso do Diabo de seus agentes mundanos em sua rebelião contra o Reino de Deus e a igreja (pt2) - A difusão do engano como estratégia para domínio satânico mundial e a ratificação exortativa à vigilância - 13.11-18.
- “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas…”. A última cena do capítulo 12, prepara o leitor para a saga subsequente: Após sua derrota limitadora (cf. 127-9), o Diabo em sua perseguição à mulher (cf. 12.13, 17), “se pôs em pé sobre a areia do mar” (12.17). Ao iniciar a nova cena com uma visão, na qual contempla o emergir de uma besta do mar, João estabelece continuidade entre as seções; e mais que isso, o animal que vê possui as mesmas características do dragão (cf. 12.3), indicando procedência ou origem. Isto é, a besta que João agora vê emergir, procede do Diabo.
- “… e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmias”. A característica adicional da besta, é também a peculiaridade que percorre toda a narrativa. O teor blasfemo do ser visto por João é reforçado ao longo da cena, indicando que seu uso, por parte do Diabo, é o de provocar oposição ferrenha a Deus e sua igreja, a partir do modo como haverá de operar no mundo. O termo é repetido pelo menos 3 vezes ao longo da cena, reforçando o fato de que a operação da besta consiste em desprezar, ridicularizar e detratar “[…] Deus, para lhe difamar o nome e difamar o tabernáculo” (v.6) denunciando sua vileza.
- “A besta que vi era semelhante a leopardo…”. Ainda seguindo a caracterização da besta, João a descreve a partir da mistura de aparências das bestas descritas em Daniel 7.1-6, tomando emprestado daquele texto, muito do arcabouço conceitual que usará para demonstrar a realidade de sua visão. O uso de Daniel 7 em que é profetizado o levantar de reinos opressivos contra o povo de Deus e em rebelião ao SENHOR, serve de pavimento para que João descreva a sistematização da oposição ao Reino de Deus, referida já no capítulo 12, através de reinos e instituições humanas que são instrumentos do Dragão (i.e. Satanás) em sua perseguição contra a igreja.
ASPECTOS CENTRAIS CONCERNENTES À AÇÃO DA BESTA:
A) DEMONSTRAÇÃO DE PODER E PROMOÇÃO DA FALSA RELIGIÃO (PAGANISMO/IDOLATRIA).
B) PROMOÇÃO DE UMA MENTALIDADE GLOBAL BLASFEMA/INSOLENTE CONTRA DEUS.
Síntese principiológica
Aplicações
Conclusão
