O Crucificado
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INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO
“No lugar onde Jesus fora cruci! cado, havia um jardim...” diz o Evangelho segundo João 19:41. Mas a cruci! xão de Jesus acontece num Jardim que antecede o Calvário. A crucifixão, de certa forma, acontece no Getsêmani, onde grossas gotas de sangue escorrem de Sua face. Ou, ainda antes, em outro jardim: o Éden, onde um cordeiro foi sacrificado para cobrir a nudez dos primeiros pais da raça e, simbolicamente, de todos os pecadores do planeta. A cruz também está presente em um jardim que antecede a própria história: o jardim do eterno paraíso de Deus. Pois, como afirma Apocalipse 13:8, Cristo é o “Cordeiro morto desde a fundação do mundo”. São essas as manifestações da cruz antes da cruz.
I. A CRUCIFIXÃO
I. A CRUCIFIXÃO
1. A cruz, como método de execução adotado pelos romanos, era apenas sadismo legalizado. Inventada pelos fenícios na periferia do Império Romano, a cruz era utilizada por sua capacidade de prolongar o sofrimento.
2. O processo da cruci! xão de Cristo foi precedido pelo açoite, bofetadas e uma coroa de espinhos.
3. A divina vítima foi obrigada a carregar o patíbulo, que podia pesar entre 25 e 30 quilos, até o local da execução.
4. No Calvário, o cruci! cado, despido, era levantado ao madeiro vertical. O sedile, peça de madeira, era um tipo de assento, inventada para manter a respiração.
5. No Calvário, cumprem-se os sinais do fim do mundo que o próprio Cristo havia antecipado.
II. A REVELAÇÃO DA CRUZ
II. A REVELAÇÃO DA CRUZ
1. Para Lutero, a cruz é a fonte do verdadeiro conhecimento de Deus.
2. Cada religião ou ideologia, observa John Stott, é representada por um sím-
bolo visual. Os cristãos escolheram a cruz, símbolo de vergonha, dor e aban-
dono.
3. Paulo, que inicialmente via na cruz uma contradição de termos, a! nal en-
tendeu que “A cruz é loucura para os que se perdem” (1 Coríntios 1:18), mas
representa a sabedoria de Deus, revelada através dela.
III. POR QUE A CRUZ
III. POR QUE A CRUZ
1. Três nações no Novo Testamento se gloriavam de maneiras diferentes:
a. Os gregos se gloriavam no conhecimento, na filosofia.
b. Os romanos, na força, na lei, na disciplina e na organização.
c. Os judeus se gloriavam em sua religião, nos méritos da raça e em suas tradições.
2. O apóstolo Paulo introduz uma razão na qual se gloriar: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo” (Gálatas 6:14).
3. Por que se gloriar na cruz?
a. PRIMEIRO: A cruz expressa a largura e a profundidade do pecado. Peca-do é uma das categorias centrais das Escrituras. O que é pecado? Rebelião. Tornamo-nos centralizados no “eu”. O pecado é incurável por qualquer método humano – irreversível, mortal e universal.
“Nosso amor a Cristo será proporcional à profundidade de nossa convicção do pecado” (Ellen White, Fé e Obras, p. 86).
b. SEGUNDO: A cruz por um lado revela quem nós somos sob o pecado, mas ao mesmo tempo revela quem Deus é, Sua graça e amor. Ela é o para-raios que absorveu a condenação do planeta. Ela é a rocha onde se quebram as ondas do maligno. Jesus ali recebeu o impacto do julgamento. A cruz é a chave que abriu os portões do paraíso perdido em Adão.
c. TERCEIRO: A cruz é a única solução para o dilema humano. Como Naamã, o general sírio, descrito com grandes títulos, mas ferido de lepra.
Naamã inicialmente se gloriava nos “rios de Damasco.” Para ser curado teve que submeter-se à indicação de Deus. Podemos crer em vão em nossos recursos.
d. QUARTO: Paulo se gloriava na cruz por causa do seu poder transformador. Pela cruz, “o mundo está cruci! cado para mim e eu estou crucificado para o mundo” (Gálatas 6:14). Pelo poder da cruz, podemos nos tornar novas criaturas. E quando morremos para o mundo, sua lógica, sua filosofia, seus achismos, é que podemos descobrir o real significado da vida.
e. QUINTO: A cruz é símbolo de serviço. Na cruz, Jesus estabeleceu a norma de serviço do Reino de Deus. Na escola de Cristo, aprendemos que grandes são os que servem, quando nos submetemos a Ele e nos tornamos servos. Tentar ser “grande”, como a grandeza é considerada pelos “grandes do mundo”, é apenas paganismo disfarçado em vestes clericais.
CONCLUSÃO
CONCLUSÃO
A salvação não está à venda. Ela é o dom gratuito de Deus. Não podemos comprá-la. Todo nosso mérito, pretensão e arrogância, não passam de moeda sem qualquer valor. A salvação é nossa quando aceitamos Jesus Cristo, pela fé. Você pode vir a Ele hoje mesmo. Ele o aceitará, perdoará, puri! cará e qualificará para o serviço real.
Não importa o que lhe oferecerem, Cristo cobre a oferta. Deixe o sol do Universo brilhar em você, na sua vida. Através Dele você verá todas as coisas em sua real dimensão e significado. A visão se tornará clara e perfeita. Sua luz aquecerá, iluminará, puri! cará e transformará você. Deus permite o retorno em qualquer ponto da nossa caminhada. Ao contrário do sistema humano, marcado pelo perfeccionismo e que exige mudança para alcançar aceitação, Deus nos acolhe como estamos e diz: “Eu transformarei você!”
