A Entrega Voluntária
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A Entrega Voluntária
A Entrega Voluntária
22 — Israelitas, escutem o que vou dizer: Jesus, o Nazareno, homem aprovado por Deus diante de vocês com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou entre vocês por meio dele, como vocês mesmos sabem, 23 a este, conforme o plano determinado e a presciência de Deus, vocês mataram, crucificando-o por meio de homens maus. 24 Porém Deus o ressuscitou, livrando-o da agonia da morte, porque não era possível que fosse retido por ela.
Introdução
Introdução
contextualização da série
Soberania divina e Responsabilidade humana
Soberania divina e Responsabilidade humana
“A soberania de Deus e a responsabilidade do homem são duas verdades que poucos conseguem ver claramente. Elas não são contraditórias, mas sim duas linhas paralelas que se encontram na eternidade.”
Charles H. Spurgeon
“Não há conflito entre a soberania de Deus e a responsabilidade humana — há conflito entre isso e a nossa capacidade de entender plenamente.”
J. I. Packer
“Deus é soberano sobre todas as coisas, inclusive sobre os atos pecaminosos dos homens, mas de tal forma que o homem continua responsável por seus pecados.”
John Piper
Exposição do texto
Exposição do texto
1. A Aprovação Divina de Jesus (v. 22)
1. A Aprovação Divina de Jesus (v. 22)
22 — Israelitas, escutem o que vou dizer: Jesus, o Nazareno, homem aprovado por Deus diante de vocês com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou entre vocês por meio dele, como vocês mesmos sabem,
Pedro mostra que Jesus foi aprovado por Deus, vivendo de forma extraordinária e realizando milagres poderosos. Sua vida e sua obra eram realidades conhecidas por todos.
Hernandes Dias Lopes
2. A Morte Planejada de Jesus (v. 23)
2. A Morte Planejada de Jesus (v. 23)
23 a este, conforme o plano determinado e a presciência de Deus, vocês mataram, crucificando-o por meio de homens maus.
A cruz não foi um acidente, mas parte do plano eterno de Deus (3.18; 4.28; 13.29). Isto não significa que Jesus buscou a morte, ou que o Pai desejou que os homens crucificassem Jesus, mas, sim, que, ao fazer a escolha para redimir os pecadores, foi previsto o quanto isso custaria. A cruz não foi uma derrota para Jesus, mas a sua exaltação. Jesus marchou para a cruz como um rei caminha para a sua coroação. Foi na cruz que Jesus conquistou redenção para nós e desbaratou o inferno. Cristo não foi crucificado porque Judas o traiu, os judeus o entregaram, Pilatos o sentenciou e os soldados o pregaram. Foi crucificado porque Deus o entregou por amor a nós. Ele foi crucificado porque se ofereceu voluntariamente como sacrifício pelo nosso pecado. Foi na cruz que Deus provou da forma mais eloquente seu amor por nós e seu repúdio ao pecado. Na cruz de Cristo, a paz e a justiça se encontraram.
Hernandes Dias Lopes
3. A Ressurreição Vitoriosa de Jesus (v. 24)
3. A Ressurreição Vitoriosa de Jesus (v. 24)
24 Porém Deus o ressuscitou, livrando-o da agonia da morte, porque não era possível que fosse retido por ela.
Pedro declara o fato da ressurreição de Cristo. Ele observa, positivamente, que Deus levantou Jesus dentre os mortos. Ele afirma a doutrina apostólica da ressurreição, um tema recorrente em Atos. Deus realizou seu plano em estágios predeterminados: primeiro a morte de Cristo e, depois, sua ressurreição.
Simon Kistemaker
Conclusão
Conclusão
Nossos pecados levaram Jesus para a Cruz. Sim, essa foi nossa parcela de participação na salvação. Nas lindas palavras de Lutero:
Senhor Jesus, tu és a minha justiça, e eu sou o teu pecado.
Martinho Lutero
Nossa fofoca, a tolice de querer viver do nosso jeito, o individualismo, a impaciência, nosso atraso, e tantas outras atitudes pecaminosas que realizamos diariamente levaram Cristo até a Cruz. Mas não foi só isso.
Jesus foi até a Cruz por amor e vontade divina. Sim, nós o matamos, mas Deus quis assim. O sacrifício de Cristo na Cruz é, antes de tudo, um ato que nasce do coração misericordioso e gracioso de Deus.
Jesus foi porque Ele quis. João 10.18 “Ninguém tira a minha vida; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para entregá-la e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai.”
Por isso Deus é soberano sobre a nossa salvação. A Cruz não foi um acidente histórico, mas sim um decreto eterno.
Que nesse tempo que se aproxima da páscoa, possamos olhar para Jesus como aquele que se entregou, voluntariamente, por mim e por você, para nos fazer filhos salvos e amados de Deus.
Aplicações
Aplicações
Minha aplicação hoje será apenas uma. Olhe para Cristo e seja salvo. Se arrependa dos seus pecados e creia, de todo o seu coração de que Jesus morreu na cruz para te salvar.
